Investigador português de arte africana defende maior protecção das esculturas

Posted on 5/11/2011 by UNITED PHOTO PRESS



Primeiro secretário da embaixada de Angola em Berlim
manteve um encontro com o investigador José Luís
Ferreira e o pintor Etona.




O investigador de arte José Luís Ferreira defendeu, segunda-feira, na cidade de Berlim, maior protecção das obras de escultura africana, pela riqueza histórica e das interpretações filosóficas, culturais e psicossociais que reúnem.

O português José Luís Ferreira, que também é professor e sociólogo, apresentou esta ideia na sexta Conferência Internacional sobre as Artes na Sociedade, que termina hoje, durante a sua dissertação sobre o tema “A filosofia da arte como razão tolerante”, baseada na concepção artística do pintor angolano António Tomás Ana “Etona”.

O orador, que apresentou o tema a estudiosos de várias nacionalidades, centrou a sua comunicação nas esculturas e pinturas de Etona, que foram exibidas em slides durante a comunicação.

Para o palestrante, Etona é um artista plástico exemplar, cujo trabalho preserva traços da arte africana. José Luís Ferreira adiantou que a apreciação adjacente do trabalho de Etona é definida pela investigação complementar, através do trabalho feito pelo pesquisador Patrício Batsikama.

Defensor da corrente “etonismo”, o professor José Luís Ferreira disse que Etona desenvolve uma teoria ética da estética, que torna o conteúdo da sua obra universal.

No final da palestra, José Julião de Oliveira, primeiro secretário da embaixada de Angola em Berlim, disse ao Jornal de Angola ter ficado com uma boa impressão da comunicação apresentada por José Luís Ferreira sobre o “etonismo”.

“Já tive a oportunidade de conversar com o artista em 2005, na Expo do Japão, sobre o ‘etonismo’, uma corrente de arte universal que tem origens angolanas e vai crescendo a nível internacional. Por isso foi uma boa ideia convida-lo para mostrar a arte e a filosofia angolana aos alemães e a todos os presentes na conferência”, disse.

José Julião de Oliveira considerou a participação do artista um passo importante para a afirmação do “etonismo” fora das fronteiras de Angola. “Agora é necessário dar continuidade, aqui na Alemanha, ao trabalho de Etona”, apelou.

Quanto ao possível apoio da embaixada na afirmação desta corrente, o diplomata disse que a representação diplomática de Angola em Berlim pode contribuir, através da divulgação, em comemorações oficiais, relacionadas com o país ou o continente africano.

Sobre o lema “Artefactos. O conhecimento é arte – arte é conhecimento”, a Conferência Internacional sobre as Artes na Sociedade em Berlim é uma realização da Academia de Berlim-Brandenburgo de Ciências e Humanidades. O evento reúne participantes de várias nacionalidades e inclui no seu programa palestras sobre temas relacionados com a arte na sociedade.