Exposição do Museu de Arte Antiga prova dimensão universal de Franco Maria Ricci - Comissário



O comissário da exposição de Franco Maria Ricci, que sexta-feira é inaugurada em Lisboa, destacou hoje a dimensão universal, cultural e de mecenas do colecionador italiano que, em 2015, disponibilizará as suas obras ao público em Itália.

"Num tempo de dificuldades por toda a Europa, de todas as turbulências e todas as crises, há uma iniciativa que pontua, uma responsabilidade pública e de cidadania, que é a transformação de um conjunto [de obras] num museu e numa coleção disponível ao público", assinalou José de Monterroso Teixeira, comissário de "FMR. A Coleção Franco Maria Ricci".

O comissário da mostra temporária, que estará patente no Museu de Arte Antiga, em Lisboa, aludia à iniciativa de Franco Maria Ricci de disponibilizar ao público, em 2015, a sua coleção privada, composta por cerca de 400 peças, que irão ocupar um museu construído dentro do maior labirinto do mundo, na sua propriedade junto a Parma, em Itália.

"É esta dimensão cultural, esta dimensão mecenática, que releva e que revela a função do colecionador", acrescentou José Monterroso Texeira, que falava aos jornalistas acompanhado do próprio Franco Maria Ricci, momentos antes de uma visita guiada à mostra.

"FMR. A Coleção Franco Maria Ricci", a exposição de Lisboa apresenta uma seleção de cem obras de arte que o designer, editor e bibliófilo de 77 anos, nascido em Parma, foi colecionando desde os anos 1980.

Trata-se de pintura e escultura do século XVI ao século XX, e a mostra em Lisboa constitui a primeira apresentação fora de Itália, após a realização de uma exposição em Colorno, na região de Parma, em 2004.

A exposição abre ao público no sábado e ficará patente até 12 de abril de 2015.

O comissário da exposição sublinhou também "a dimensão universal" de Franco Maria Ricci, como colecionador, artista gráfico e editor.

"Esta dimensão de querer intervir através do sistema do saber, colocando estes instrumentos de uma maneira mais alargada a um público alargado é um facto que deve ser assinalado na compreensão da dimensão universal desta figura", disse.

Sobre a exposição patente em Lisboa, José Monterroso Teixeira sublinhou o carácter "absolutamente excecional" das obras presentes, considerando "um privilégio" para o Museu de Arte Antiga acolhê-la.

"Destaco o núcleo de escultura neoclássica, onde está extraordinariamente bem representado o Canova [António Canova, escultor italiano - 1757-1822], o conjunto de escultura barroca onde está representado um Bernini [Gian Lorenzo Bernini, escultor - 1598-1680] e o núcleo do maneirismo, que tem peças absolutamente notáveis para o entendimento desta corrente estética", disse.

No MNAA estão obras de pintura e escultura criadas entre o século XVI e o século XX, de artistas como Filippo Mazzola, Jacopo Ligozzi, Philippe de Champaigne, Bernini, Canova ou Thorvaldsen, entre outros.

Nascido em Parma, Itália, em 1937, de uma família de aristocratas genoveses, Ricci destacou-se na edição a partir da década de 1960, tendo publicado várias obras de referência e a revista de arte com a sua assinatura, a FMR.

Foi "designer" gráfico e reuniu uma coleção pessoal de obras de arte com desenho, escultura, pintura e vários objetos de artes decorativas.

Ricci ficou conhecido como o "príncipe dos editores", destacou-se por ter criado, com o escritor Jorge Luís Borges, a coleção "Biblioteca de Babel", publicando 45 títulos indicados pelo autor argentino, e por ter reeditado as obras de Giambattista Bodoni (1740-1813) e a "Encyclopédie", de Diderot e de d`Alembert, entre outras ações.

Em Portugal, com a Bertrand, Franco Maria Ricci editou as obras "Presépios de Machado de Castro" e "A Bíblia dos Jerónimos".

Franco Maria Ricci, istando pelos jornalistas a destacar uma obra da sua coleção, disse ser-lhe muito difícil escolher, fazendo uma analogia com um pai que se vê forçado a escolher de entre os seus filhos.

Pintura ou escultura?


Este artista sul coreano, criou obras incríveis e inovou.

A primeira vista podemos pesar que Seung Mo Park estava desenhando um grafite.

Engano... ele desenvolveu um trabalho com telas e fios de aço inoxidável, simplesmente incrível. Confira...

Museu de Arte Antiga bate recorde anual de visitantes


O Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, ultrapassou este ano os 200 mil visitantes, no último fim de semana, anunciou hoje o gabinete de comunicação da entidade.

De acordo com a mesma fonte, desde o início de 2014 e até ao passado sábado, dia 25 de outubro, 200.190 pessoas visitaram o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), que regista pela primeira vez este número de visitantes.
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No MNAA estão patentes atualmente as exposições "Splendor et Gloria - Cinco joias setecentistas de exceção", "Esplendores do Oriente - Joias de ouro da antiga Goa" e a atual "Obra Convidada" é "São Tiago Maior", de José de Ribera.

De acordo com dados divulgados em fevereiro deste ano pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), o MNAA recebeu um total de 124.697 visitantes em 2013.

Nesse ano, o Museu Nacional dos Coches manteve a liderança dos museus nacionais mais visitados, com 189.015 entradas (o núcleo de Vila Viçosa recebeu 8.276), seguido do Museu Nacional de Arte Antiga, com 124.697 entradas, e do Museu Nacional do Azulejo, com 101.639 visitantes, todos localizados na capital portuguesa.

Em meados de outubro, quando a Secretaria de Estado da Cultura (SEC) anunciou as estatísticas dos visitantes de museus, monumentos e palácios na sua tutela, para o primeiro semestre de 2014, o MNAA registava 143 mil visitantes, no final de junho.

De acordo com as estatísticas da SEC, o MNAA foi a instituição com a maior variação positiva - mais do que duplicado -, no primeiro semestre deste ano, face ao mesmo período do ano passado, tendo registado um aumento de visitantes na ordem dos 123%.

Entre janeiro a março deste ano, 80 mil visitantes entraram naquele museu nacional para ver a exposição temporária "Rubens, Brueghel, Lorrain", com obras do Museu do Prado, resultado de uma parceria com a empresa Everything is New.

Entre maio e setembro, a parceria iria repetir-se com a exposição "Os Saboias. Reis e Mecenas (Turim, 1730-1750)", que atingiria cerca de 22 mil visitantes.

A próxima exposição temporária já anunciada, desta vez em parceria com a produtora de espetáculos UAU, será com uma centena de obras da Coleção Franco Maria Ricci, proveniente de Itália, que é inaugurada em novembro.

Criado em 1884, o MNAA acolhe a mais relevante coleção pública de arte antiga do país, em pintura, escultura, artes decorativas portuguesas, europeias e da Expansão Marítima Portuguesa, desde a Idade Média, ao século XIX, incluindo o maior número de obras classificadas como tesouros nacionais.

3ª Edição Fine Arts by the Sea


O Presidente da Zarco Academy of Arts - International, tem a honra de convidar Vossa Excelência para a exposição “3.ª Edição - Fine Arts by the Sea”, que terá lugar no Terminal de Cruzeiros - Gare Marítima do Porto do Funchal, no dia 16 de julho, de 2014, pelas 17h00.

A inauguração contará com a presença de Sua Exa. a Senhora Secretária
Regional da Cultura Turismo e Transportes, Dra. Conceição Estudante.
Exposição patente ao público de 16 de julho a 20 de novembro de 2014

PONTO DE ENCONTRO
Partir, chegar...
Cruzar o movimento constante por vezes frenético de gentes, credos e côres...
Formas, emoções e desejos marcados pelo tempo,
Sensações, compassos temporais,
Mares amantes da terra, cumplicidades, tempos breves de passagem,
Memórias e certezas de estarmos cá como da 1ª vez....
Por tudo e em tudo isto
Revemos com AS ARTES, numa constante mostra de Histórias e Estilos...
Assim começa a 3ª Edição da Zarco Academy of Arts...
Marcante, também, neste momento, a osmose de Culturas
Abertura à realidade das Artes contando com um grupo de Artistas Residentes na  Pintura, Escultura, Instalação, Gravura e Fotografia.
Neste momento representados Países como Espanha, Japão, Brasil, Itália, USA, Argentina, Alemanha, Malta e Portugal.

Manuel Martins Barata
Presidente Fundador

O Pintor da United Photo Press Painters, Santiago Ribeiro é o mentor do projecto “International Surrealism Now” e o maior dinamizador do mesmo em todo o mundo.

A Biblioteca Municipal de Condeixa-a-Nova está a promover uma exposição de pintura “ INTERNATIONAL SURREALISM NOW” que estará patente no Paço da Ega (Ega – Condeixa-a-Nova), de 21 de Junho a 31 Julho de 2014.

Nesta exposição participam mais de 50 artistas plásticos de 30 países: Alemanha, Austrália, Áustria, Azerbaijão, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, China, Espanha, EUA, Filipinas, França, Indonésia, Inglaterra, Irão, Islândia, Itália, Japão, México, Nova Zelândia, Polónia, Portugal, República Checa, Roménia, Rússia, Servia, Ucrânia e Vietname.

Para além dos artistas portugueses Santiago Ribeiro, Victor Lages, Paula Rosa, Francisco Urbano, destacamos outros como o americano Shahla Rosa ou Edgar Invoker, Maria Aristova, Oleg korolev, Sergey Tyukanov, Yuri Tsvetaev, da federação russa e ainda a russa-norte americana Anna Plavinskaya. A estes juntou-se Otto Rapp da Áustria, com o seu projecto Visionary Art.

Santiago Ribeiro pintor da UNITED PHOTO PRESS PAINTERS, é o mentor deste projecto “International Surrealism Now” e o maior dinamizador do mesmo em todo o mundo.

Gostaríamos de contar com a sua presença na inauguração que decorrerá no Paço da Ega, reconvertido recentemente para Turismo de Habitação e Eventos, pelas 19h00 do dia 21 de Junho de 2014.



Castelo Medieval do Paço da Ega recebe exposição internacional de surrealismo

Santiago Ribeiro
UNITED PHOTO PRESS PAINTERS
Exposição da International Surrealism Now, Paço da Ega, Condeixa-a-Nova. Portugal

21 de Junho a 31 Julho de 2014

Vernissage: às 19h00 do dia 21 de Junho de 2014

A INTERNATIONAL SURREALISM NOW vai estar patente no Paço da Ega, edifício medieval edificado sobre as antigas ruínas do Castelo da Ega construído no século XII. O Castelo foi construído pelos Templários, sobre uma antiga fortaleza mourisca, conquistada por D. Afonso Henriques. Passando para a Ordem de Cristo no século XIV, sofreu obras em 1508. Hoje ainda existem portas e janelas manuelinas e pedras romanas, de um antigo forte romano existente no local. Foi recentemente recuperado pelo arquitecto Miguel Brito Correia, para turismo de habitação. Sendo um imóvel de Interesse Público, está situado numa propriedade com 20.000 m2, rodeado de árvores seculares, em Condeixa-a-Nova, no centro de Portugal.

O Surrealismo LUSO-AMERICANO do séc. XXI foi a última exposição e a continuação de outras do projecto “International Surrealism Now” onde participaram Santiago Ribeiro, Victor Lages, Paula Rosa, Francisco Urbano e artistas americanos, destacando Shahla Rosa. Esta fez parte da organização da mostra que teve lugar na Galeria LuminArte em Dallas U.S.A.

Na exposição International Surrealism Now, tem participado um grupo de artistas da Federação Russa (Edgar Invoker, Maria Aristova, Oleg korolev, Sergey Tyukanov, Yuri Tsvetaev e a russa-norte americana Anna Plavinskaya). A estes juntou-se Otto Rapp da Áustria, com o seu projecto Visionary Art.

Por seu lado, este projecto artístico mostrou-se em Espanha através de Yamal Din; em Paris com o apoio da Fundação Bissaya Barreto, do GAPP – Galeria de Arte Portugal Presente e da Liba WS, em Berlim organizado por Santiago Ribeiro. O projecto começou em Coimbra, com o apoio da Fundação Bissaya Barreto e passou também pelo Museu Monográfico de Conímbriga, bem como, por Lisboa, Setúbal, Ericeira e Amadora, aqui organizado por Victor Lages.

O pintor surrealista da United Photo Press, Santiago Ribeiro é o mentor do projecto International Surrealism Now e o maior dinamizador do mesmo em todo o mundo através da Internet e redes sociais.

A exposição International Surrealism Now no Paço da Ega, em Condeixa-a-Nova, tem o apoio da United Photo Press e é organizada pela Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, através da Biblioteca Municipal e por Santiago Ribeiro.

Na exposição participam artistas plásticos de 30 países: Alemanha, Austrália, Áustria, Azerbaijão, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, China, Espanha, EUA, Filipinas, França, Indonésia, Inglaterra, Irão, Islândia, Itália, Japão, México, Nova Zelândia, Polónia, Portugal, República Checa, Roménia, Rússia, Servia, Ucrânia e Vietname.

Artistas participantes:
Ana Neamu, Anna Plavinskaya, Andrew Baines, Brigid Marlin, Daila Lupo, Dan Neamu, Daniel Hanequand, Daniele Gori, Edgar Invoker, Egill Eibsen, Erik Heyninck, Farhad Jafari, France Garrido, Francisco Urbano, Gromyko Semper, Héctor Pineda, Hugues Gillet, Isabel Meyrelles, Keith Wigdor, Leo Plaw, Liba WS, Lubomír Štícha, Ludgero Rolo, Lv Shang, Maciej Hoffman, Magi Calhoun, Maria Aristova, Martina Hoffman, Mehriban Efendi, Naiker Roman, Nazareno Stanislau, Octavian Florescu, Oleg korolev, Olga Spiegel, Otto Rapp, Paula Rosa, Pedro Diaz Cartes, Rudolf Boelee, Santiago Ribeiro, Sergey Tyukanov, Shahla Rosa, Shoji Tanaka, Shan Zhulan, Sio Shisio, Slavko Krunic, Sônia Mena Barreto, Steve Smith, Svetlana Kislyachenko, Ton Haring, Victor Lages, Vu Huyen Thuong, Yamal Din, Yuri Tsvetaev e Zoran Velimanovic.

Oscar Almeida artista plástico da United Photo Press Painters vai inaugurar exposição de pintura em Tábua - Portugal

Oscar Almeida, artista plástico e membro da United Photo Press Painters vai inaugurar em Portugal a exposição "MANIFESTAÇÃO" em Tábua, no dia 1 de Abril de 2014 pelas 18h, na Biblioteca Municipal João Brandão. 

Óscar Almeida, pinta a óleo, acrílico aguarela e pastel. A sua pintura balança entre o figurativo e o abstracto, com aspectos pictóricos próprios e um traço que caracteriza a sua pintura como forte e longa, projectando a linha para além do espaço convencional.

Nasce em 1951, em Luanda. Licenciado em Engenharia Civil (1976), Porto. Possui, também, o Curso de Pintura Decorativa da Escola António Arroio (1970) ,Lisboa.

Embora a sua opção profissional não estivesse directamente ligada às artes plásticas, no entanto esta área também o fascinava e atraía. Nesse sentido, manteve uma forte ligação ao seu estudo e aperfeiçoamento, produzindo trabalhos nos seus tempos livres quer na área do desenho, quer na pintura . 

A sua acção abrange as várias técnicas, ultimamente tem optado mais pelo acrílico e técnicas mistas (colagens e texturas). 

Embora a sua formação e actividade profissional fosse diferente sempre manteve uma estreita relação com a pintura, nunca deixando de pintar e desenhar quando tinha oportunidade. Desde 2005 tem dedicado mais tempo às artes plásticas aprofundando os seus conhecimentos através da leitura de livros, visitas a museus e contactos com outros artistas. Na sua pintura nota-se que o desenho se prolonga para lá dos limites e as cores utilizadas são ricas e vibrantes. 

No seu percurso conta com dezenas de exposições Internacionais, Individuais e Colectivas e os seus trabalhos encontram-se em colecções de organismos oficiais e particulares.

Referenciado nas galerias Davincigallery.net e Artmajeur.com é membro da United Photo Press Painters, Magenta, AAAGP, Circulo Artur Bual, Movimento Artístico de Coimbra e da Associação Arte à Vista.

Em Portugal, Oscar Almeida foi o único artista plástico a celebrar os 100 anos do Cubismo, veja o vídeo;
  • "O CUBISMO 100 ANOS DEPOIS - UM OLHAR"

Manuel Barata da United Photo Press Painters, integra exposição coletiva alusiva aos 40 anos do 25 de abril em Paris

O artista plástico e director geral do departamento de arte da United Photo Press Painters, Manuel Barata, vai integrar uma exposição coletiva em Nanterre, Paris, alusiva aos 40 anos do 25 de abril.

A mostra, intitulada "Os 40 anos do 25 de abril em Portugal", está integrada num projeto (Festival des Oeillets) da Associação de Promoção dos Artistas Portugueses em França) e conta ainda com o apoio da Galeria de Arte Portugal Presente. 

Os trabalhos serão expostos na galeria Agora, em Nanterre, e estarão patentes ao público entre 14 e 28 de abril.

De salientar que, ao lado de Manuel Barata, vão expôr os seus trabalhos os artistas Benjamim Marques, Costa Camelo, Cristina Branco, Fátima de Pinho, Lídia de Sá, Jorge Galego, Santiago Ribeiro, Irene Bonacina, entre outros.

Os perigos da electricidade, street art do português Rigo 23 no Japão

O trabalho do artista português Ricardo Gouveia, radicado em São Francisco, está na Trienal de Artes de Aichi, no Japão.

Um dos clichés sobre o Japão é que não se enterram os fios eléctricos por causa dos sismos. Essa é apenas uma pequena parte da explicação (o acesso aos fios aéreos é de facto mais rápido), mas a razão principal está no preço elevado que essa operação representa. Hoje, nos centros das principais cidades, a maior parte dos fios já é invisível e essa paisagem urbana emaranhada tornou-se mais rara.

O trabalho na Trienal de Artes de Aichi do artista português Rigo 23 (nascido Ricardo Gouveia em 1966, na Madeira, e actualmente radicado em São Francisco), um mural em três paredes contíguasde um prédio em Nagoya, evoca ao visitante todo esse universo, mas o fio que ele persegue é o que une passado, presente e futuro, juntando vários tempos no tempo de um só trabalho artístico.

Rigo 23, que fez a sua pintura no bairro Choja-Machi, partiu de uma fotografia que viu no Centro de Artes de Aichi, numa exposição póstuma de Shomei Tomatsu, um dos nomes principais da fotografia moderna no Japão. “Coloquei o momento presente no centro de um eixo com 61 anos relacionando o momento pós-catástrofe actual (tsunami/Fukushima) com o momento pós-catástrofe de 1952 (guerra/ocupação americana)”, explica-nos numa passagem por Lisboa.

A fotografia de Shomei Tomatsu, tirada precisamente na baixa de Nagoya em 1952, mostra cinco electricistas a trabalharem empoleirados nas escadas. “Achei que tocava nos pontos da elegância, na maneira de lidar com o corpo, naquela determinação deles em reconstruir o país. Ao mesmo tempo, tem um certo carácter de circo e de perigo. O que se passou em Fukushima tem exactamente a ver com os perigos que estamos dispostos a correr para conseguir electricidade.”

Agora que o Japão se está a reconstruir no pós-3/11, o que é que quer fazer exactamente? “Essa capacidade de fazer no pós- guerra foi a identidade do Japão durante muito tempo. Precisa de se redefinir perante o mundo, porque já não é um motor económico da Ásia, nem sequer um motor cultural. A China e a Coreia do Sul têm esse papel.” É um momento, pensa Rigo 23, de “profundo estremecimento”.

Afinal o que é que escreve, noutra intervenção de arte pública, o artista de manga Yuichi Yokoyama? — pedimos para nos traduzirem, uma vez que a figura aponta uma direcção. “Ali”. Só? E a outra imagem? “Consigo ver a praça”. Yokoyama não tinha uma solução para o Japão, só nos queria ensinar a olhar para a cidade.

Isabel Salema no Japão

Os artistas e seus estúdios


Já ficou curioso para saber como era o estúdio e como trabalhavam seu artistas favoritos? 

Aqui vai uma seleção de várias fotos (algumas com pouca qualidade) para dar aquela sensação de compartilhar um momento íntimo.

Yves Klein

De Kooning

Henri Matisse

Dali

Roy Lichtenstein

Roy Lichtenstein

Ron Mueck

Ron Mueck

Piet Mondrian

Picasso

Paul Klee

Paul Cezanne

Picasso

Max Ernst

Marcel Duchamp

Magritte studio

A cama do estudio do Magritte

Lucian Freud

Lucian Freud com David-Hockney

Lee Krasner

Le Corbusier

Keith Haring

Johannes Vermeer

Joan Miró

Jackson Pollock

Henri Toulouse Lautrec

Henri Matisse

Giorgio de Chirico

Giorgio de Chirico

Giacometti

Frida Kahlo

Francis Bacon

Fernand Leger

Elaine de Kooning

Edward Hopper

Edward Hopper
Muitas das fotos vem dos albuns de Leon van den Eijkel.

Sexo, olhar e ser visto, o desejo entre iguais e diferentes: 2013 fez história no cinema


Arrancada final em novembro e dezembro fornecem mais da metade dos destaques do ano.

Existem convenções de que as listas de melhores tenham de ser organizadas com dez – dez filmes, livros, CDs, espetáculos etc. No cinema, em 2013, foram três filmes franceses, três norte-americanos, dois brasileiros, um português e um espanhol – Um Estranho no Lago, Azul É a Cor Mais Quente, Zarafa, Gravidade, Homem de Aço, Rush – No Limite da Emoção, O Som ao Redor, São Silvestre (que ainda vai estrear), O Estranho Caso de Angélica e Blancanieves.

Os melhores filmes do ano segundo Merten.

Foi um ano peculiar. Teve bons filmes desde o início – O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho, estreou na primeira semana de 2013 –, mas houve uma arrancada final e novembro e dezembro fornecem mais da metade dos destaques. O público cresceu, o share do cinema brasileiro – a participação da produção nacional no mercado – também aumentou. Mas se o ano foi bom para o cinema brasileiro, não foi tão bom para os filmes. 

Um punhado deles estourou e forneceu as cifras otimistas, quase sempre as comédias. As que encabeçam a lista das bilheterias – De Pernas pro Ar 2, de Roberto Santucci, com Ingrid Guimarães, e Minha Mãe É Uma Peça, de André Pellenz, com Paulo Gustavo – não são descerebradas, pelo contrário, e isso já é alguma coisa.

O que é o cinema, perguntava-se, há bem uns 60 anos, o crítico francês André Bazin? Cada um terá suas respostas, e elas poderão ser diferentes, porque o cinema não vem com instruções de uso e cada um faz as escolhas daquilo que gosta. O cinema está na boca aberta de Adèle Axerchopoulos, que expressa tudo – desejo, gula, assombro – no Azul de Abdellatif Kechiche. Está em momentos privilegiados que compuseram a grandeza do ano. Kevin Costner olhando o filho criança que brinca e antecipando o super-herói em que ele se transformará no poderoso Homem de Aço, de Zach Snyder. O narrador tribal que reencontra o tempo perdido e as personagens de sua ficção, na verdade de suas memórias, num lance assim digno de Marcel Proust e de seu tempo reencontrado, em Zarafa, de Remi Bezançon. O canto dos trabalhadores no deslumbrante fecho da Angélica de Manoel de Oliveira. Ou a troca de olhares entre James Hunt e Nikki Lauda, entre Chris Hemsworth e Daniel Bruhl antes da decisiva corrida do Japão, em Rush, de Ron Howard.

A beleza e a grandeza do cinema está em filmes que não necessariamente ficaram entre os cinco, ou os dez. O grito de desespero de Charlotte Rampling, decifrado o enigma de Eu, Anna, em que ela foi dirigida por seu filho, Barnaby Southcombe. A desmontagem de Cate ‘Blanche Dubois’ Blanchett em Blue Jasmine, de Woody Allen. 

O pungente plano final, a morte do assassino profissional sentado naquela cadeira, frente ao mar e vendo o tempo, como sua vida, se escoar em Salvo – Uma História de Amor e Máfia, de Fabio Grassadonia e Antonio Piazza. A cena intimista do diálogo entre o anão e a elfa de Hobbit 2 – A Desolação de Smaug, de Peter Jackson, tão íntimo e revelador das diferenças que se compara às digressões amorosas de Hong sang-soo no filme mais nouvelle vague do ano que se encerra, Filha de Ninguém.

O cinema brasileiro participou dessas belezas, desses refinamentos. O duelo e a cena de sexo entre Fabrício Boliveira e Íris Valverde em Faroeste Caboclo, de René Sampaio. Formaram o casal hetero do ano, uma bela dupla birracial ocupando espaço no ano em que o par gay reinou soberano – as garotas de Azul, os homens de Um Estranho no Lago, de Alain Guiraudie. 

Talvez o grande legado do cinema no ano tenha isso esse olhar sobre o direito à diferença. O toque da elfa e do anão quando ela salva a vida dele em Hobbit 2 é uma possibilidade que vira impossibilidade em Blancanieves, no desejo do anão, belo como é, pela topureira no filme de Pierre Berger.

O cinema é a melodia do olhar, dizia o poeta Nicholas Ray. É uma janela aberta para a realidade, ou a fantasia, e de ambas as formas é um instrumento do humanismo e uma ferramenta para se entender o mundo. São Paulo é a grande personagem de Lina Chamie em São Silvestre e o filme sobre a corrida é, na verdade, sobre o esforço humano e, como investigação de linguagem, sobre o cinema. É um filme sobre tudo, mas alguém que não entre no clima de sua admirável simetria audiovisual dirá que é o oposto – sobre nada. Tudo ou nada. 

Não foi o grande Yasujiro Ozu que fez escrever na sua lápide, sem nome, o ideograma japonês de ‘nada’, de vazio? O cinema é uma invenção dos autores e uma reinvenção dos espectadores. Tudo está, no limite, no nosso olhar sobre o olhar que eles nos propõem. O voyeurismo, o espetáculo do corpo, está em Kechiche como em Guiraudie, malgrado suas diferenças. Então, vamos lá – o que foi o cinema, o que ainda está sendo em 2013?

O olhar paternal de Kevin Costner, o olhar doloroso de Henry Cavill, o vento que agita as folhas das árvores no Lago, os quadros de Emma/Léa Seydoux que, passada sua paixão por Adèle, eternizam o que foi aquele momento na vida de ambas.

Exposição “Femina 2” na Gare Marítima até 11 Janeiro

Manuel Barata, diretor da United Photo Press - Painters
A exposição “Femina 2 - The Feminine Way” foi inaugurada ontem, no 1.º andar da Gare Marítima do Porto do Funchal, e que vai estar patente ao público até ao dia 11 de Janeiro. 

Manuel Barata director de arte da UNITED PHOTO PRESS - PAINTERS,  diz que o “Femina 2” é uma “exposição estritamente mulher, ou seja não é só o espírito feminino abordado por homens ou mulheres, não tem fundamentalismo nenhum, mas só tem artistas mulheres a criar e a recriar a sua sensibilidade”. 

O organizador da Bienal de Arte da Madeira explica que a “Femina 2” “é a fase dois” de uma mesma exposição que foi inaugurada no passado dia 12 no Museu da Electricidade. A exposição Femina 2 é composta por trabalhos de 22 artistas de Portugal, Espanha, Japão e Alemanha numa visão multicultural e género feminino.

O “Femina 2” está integrado na V Bienal Internacional de Arte da Madeira que abre a 16 de Janeiro, na Casa da Luz.

Sexo e prazer, no Museu Britânico

Liberdade. Arte mostra como sexo era visto sem hipocrisia
A exposição ‘Shunga’ traz valiosos exemplares da arte produzida no Japão desde 1600, com traço fantasioso e desinibido.

No tradicional e sisudo British Museum, com acompanhamento paterno sugerido para menores de 16 anos, o que provocou um artigo na imprensa intitulado Shunga Bunga, a exposição Shunga, Sexo e Prazer na Arte Japonesa encanta e surpreende. Apesar de ousada - nada sobra para a imaginação -, não sugere pornografia, mas apenas deleite, ternura e fantasia. E mostra arte de extremo requinte e qualidade.

As 170 obras expostas, entre pinturas, desenhos, gravuras, scrolls, objetos e livros belamente ilustrados, produzidas no Japão entre 1600 e 1900, durante o período Edo, quando o país esteve fechado para o mundo exterior, são conhecidas como Shunga, arte primaveril ou de travesseiro e, muitas delas, apesar do cunho popular que tinham à época, são assinadas por mestres da arte japonesa hoje consagrados como Kitagawa Utamaro e Katsushika Hokusai.

Shunga, uma forma de arte bem humorada e sem culpa que expressa e também ensina sobre o sexo e o prazer através de um desenho erótico e sensual produzido em grande quantidade (os livros faziam parte do enxoval das noivas), é um fenômeno raro na cultura pré-moderna do mundo. Sua popularidade no Japão era tanta que atravessou incólume o período confucionista que pregava a contenção e o dever e que promulgou duras leis sobre o adultério.

Teria sido de certo modo uma arte underground do Japão dos samurais, apesar de muitas pinturas luxuosas terem sido encomendadas por membros da classe dominante aos artistas da escola Kano. Havia nas obras, além da fantasia (os órgãos genitais aparecem sempre superdimensionados), também humor e zombaria. Nelas, nenhum vestígio de violência ou crueldade.

Em um dos livros para mulheres, zomba-se das regras convencionais de obediência aos sogros e se advoga o sexo como fundamental para um casamento feliz. A sexualidade da mulher era naturalmente reconhecida e, mesmo o sexo entre mulheres ou homens, era aceito em muitos grupos sociais. Numa gravura de Hokusai, O Sonho da Mulher do Pescador, dois polvos com gigantescos tentáculos fazem amor com a personagem que mantém o rosto estático. Na série Ilustrações Eróticas para os Doze Meses, de 1788, criadas por Katsukawa Shuncho, marido e mulher se deleitam na janela em pleno verão sob os uivos de um cuco.

O declínio da produção Shunga só aconteceu no final do século 19 quando o Japão foi confrontado com a moral puritana que impunha a total separação entre arte e pornografia e com as inibições sexuais do cristianismo e do islamismo. Um tempo em que o sexo passou a ser visto pelas religiões como vergonhoso e confinado à cama conjugal. Pois nada disso, como se pode ver nas obras expostas e que tudo expõe apesar das profusas vestimentas dos personagens, acontecia no Japão pré-moderno onde, sem hipocrisia, o sexo era praticado sem censura e discutido entre amigos.

Embora guardada em prateleiras, no século 19, a arte Shunga já fascinava europeus e americanos por seus traços e elementos de fantasia. Rodin se tornou dela um grande admirador, assim como os artistas Toulouse-Lautrec, Picasso, Aubrey Birdsley e John Singer Sargent, que deixaram não apenas que sua própria arte fosse influenciada por esse tipo de traçado fantasioso e desinibido, como se tornaram colecionadores dessas gravuras e pinturas japonesas.

No século 20, a Shunga desapareceu totalmente da memória popular em seu país de origem. Censurada, virou tabu.

O Museu Britânico, que abriga a exposição até 5 de janeiro de 2014 com exemplares Shunga de coleções japonesas, europeias e americanas, pode se gabar de ter comprado as suas primeiras e preciosas gravuras Shunga bem antes de qualquer outro museu, em 1865, do colecionador inglês George Witt, e por ter hoje a maior coleção de Shunga fora do Japão. E também por ter conseguido, apesar dos cuidados em evitar qualquer tipo de escândalo em torno da atual mostra que naturalmente atrai milhares de visitantes, ao ponto de ter convidado uma velha senhora de 80 anos para inaugurá-la, que essa arte japonesa na qual homens e mulheres são vistos como sexualmente livres, iguais e sem preconceitos, ganhasse respeitabilidade no ocidente.

100 anos de arte e inovação

Exposição que abre hoje na Galeria Multiarte comemora o centenário da artista plástica japonesa Tomie Ohtake

Em 1936, uma jovem japonesa vem ao Brasil para visitar um de seus cinco irmãos. No momento de retorno ao país de origem, um eufêmico empecilho: o início da Guerra do Pacífico impede a sua volta.

Para o curador da mostra, Max Perlingeiro, essa é uma oportunidade para que o público tenha contato com a obra da japonesa

Sem outra alternativa, a moça acaba ficando nas terras brasileiras e trilhando seus caminhos por aqui: casa, tem dois filhos e, quase aos 40 anos, dá vazão à veia artística e começa a pintar.

Esse é o início da trajetória da artista plástica Tomie Ohtake, cujo centenário de nascimento comemora-se através de uma série de exposições espalhadas pelo Brasil: uma no Ceará, uma em São Paulo e uma no Rio de Janeiro. Em Fortaleza, a mostra acontece no espaço da Galeria Multiarte, de hoje a 20 de dezembro, trazendo as obras mais recentes da japonesa, produzidas especificamente para a celebração dos cem anos de vida. Como boa oriental, Tomie tem uma vida muito disciplinada e focada, o que se reflete na sintetização dela sobre o que representa a data: "Todo mundo fala centenário, centenário, centenário: pra mim é apenas um dia".


"Talvez essa seja uma das mais importantes exposições que eu já fiz ao longo de 42 anos que trabalho", confessa Max Perlingeiro, curador da mostra e amigo de longa data da artista. Tomie Ohtake - Pinturas recentes é uma exibição de cinco pinturas em cores únicas, nove gravuras em metal e uma escultura móvel de grande formato.

Para Perlingeiro, essa é uma oportunidade para que o público tenha contato com a obra da japonesa, que, nas definições do curador, "começa figurativa como todo bom artista e termina abstrata. Hoje, Tomie é considerada como a grande dama da arte brasileira". De acordo com o crítico de arte Agnaldo Farias, as selecionadas são "pinturas para ver", graças à exigência que fazem ao contemplador de cuidado, calma e imersão. Marcadas por texturas oriundas de pinceladas rápidas e muitas referências ao geométrico, traço que nunca escapou em toda a trajetória de Tomie, as telas são monocromáticas.

Dois conjuntos focam-se nas cores primárias, amarelo e azul, enquanto um terceiro resultada da mistura entre os anteriores e dá luz ao verde. Ainda que conflitantes, principalmente quando vistas uma ao lado da outra, as pinturas dividem a mesma técnica de composição: pinceladas curtas, circulares, que sobrepõem e justapõem para produzir uma telas em acrílico densas e entrelaçadas.

Já a escultura, produzida em aço carbono pintado, tem estrutura mais do que móvel: parece maleável e é extremamente convidativa ao toque. Ao encostar, dá-se início ao balanço. Para o curador da exposição, Max Perlingeiro, a obra constituiu uma escultura cinética e fluida que remete à "própria cultura japonesa: é um convite à interação, ao tocar, à memória zen". Com dimensões de 1,85m de altura por 2,65m de largura e 3,40m de comprimento, a obra ocupa toda uma sala da exposição.

A carreira de Tomie Ohtake ganha plenos alcances a partir dos seus 50 anos, quando seu trabalho começa a ser reconhecido através da realização de mostras individuais e conquistas de troféus, principalmente em salões brasileiros.

Em cem anos de vida e 60 de trajetória, ela já participou de vinte bienais internacionais e coleciona no currículo as marcas de 90 exposições individuais, quase quatrocentas coletivas entre o Brasil e o exterior, além de 28 prêmios.

Sua produção também se notabiliza pelas mais de 30 obras públicas desenhadas na paisagem de várias cidades brasileiras, pelas esculturas presentes nos jardins do Museu de Arte Contemporânea de Tóquio e a comemorativa ao centenário da imigração japonesa em 2008 em Santos e pela fundação do Instituto Tomie Ohtake, centro cultural localizado em São Paulo.

Mais informações

Exposição Tomie Ohtake - Pinturas recentes. De hoje a 20 de dezembro, na Galeria Multiarte (Rua Barbosa de Freitas 1727, Aldeota), em comemoração ao centenário da artista.
Visitação gratuita.
Contato: 0055(85) 3261.7724