A Estátua da Liberdade, símbolo de Nova York e do "sonho americano" para milhões de imigrantes, completou 125 anos nesta sexta-feira (28) e vai fechar por 12 meses para manutenção.
Mais de mil pessoas dos Estados Unidos e da França, o país que ofereceu o monumento como presente no século XIX, participaram da comemoração na Liberty Island, na baía de Nova York.
O monumento chamado "A Liberdade iluminando o Mundo" foi oferecido em 1886 pela França aos Estados Unidos em sinal de amizade para celebrar, com dez anos de atraso, o centenário da declaração de independência americana, em 4 de julho de 1776.
Simboliza a liberdade, especialmente para os imigrantes que chegavam de barco aos Estados Unidos após uma longa travessia pelo Oceano Atlântico.
Visitante observa a Estátua da Liberdade (Foto: AP)
"Ela continua sendo uma inspiração para as pessoas de todo o mundo", disse nesta sexta-feira o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg.
"É um símbolo de liberdade, tolerância e abertura, que representa os mais altos ideais de nosso país", afirmou o secretário americano do Interior, Ken Salazar.
A festa desta sexta-feira lembrou a inauguração da estátua, em 28 de outubro de 1886, na presença do então presidente americano, Grover Cleveland.
A cerimônia desta sexta-feira também incluiu a naturalização de 125 imigrantes, entre eles a francesa Eloise Zinger, 30 anos.
"Me sinto francesa, mas agora também americana", disse.
Durante anos, a estátua, obra do escultor francês Auguste Bartholdi, foi a primeira imagem que os milhões de imigrantes que chegavam de barco aos Estados Unidos tinham após a longa travessia do Oceano Atlântico.
Após completar 125 anos, o monumento será fechado ao público durante 12 meses a partir de 29 de outubro para trabalhos de manutenção.
A estátua já tinha sido fechada em 1984 para permitir uma primeira restauração antes do centésimo aniversário.
Após os atentados de 11 de setembro de 2001, seu acesso também foi fechado por vários anos.
A partir de 29 de outubro, os turistas não poderão mais entrar na estátua e ter acesso à escadaria que leva até sua coroa, embora possam continuar visitando a Liberty Island.
Ao pensar na produção de José Paulo, a cerâmica é o primeiro material que nos vem à mente. Mas o artista plástico pernambucano de trajetória consolidada arriscou uma retomada de novas formas de expressão para a exposição Para nunca mais me esquecer, inaugurada nesta quarta, às 19h, no Centro Cultural Correios. Com curadoria do crítico de arte carioca Marcelo Campos, a mostra traz seis trabalhos de José Paulo, onde os tons ocres do barro se fazem presentes, porém não são o único caminho, como se comprova em desenhos, pinturas, esculturas.
Numa estante de grandes proporções, tipos móveis em alto relevo são posicionados ao contrário, como numa placa tipográfica, de modo que as letras cunhadas no barro formem a definição da palavra dor, retirada do dicionário. “A cerâmica é um vício, e a ele me dediquei durante uns dez anos. Mas resolvi retornar a outros conhecimentos, que trago comigo desde minha formação como artista”, admite José Paulo, que escolheu uma escultura para batizar a exposição. Para nunca mais me esquecer é representada por um alfabeto com ferros de marcar animais, ampliados para a grande escala, pondo em xeque a capacidade de ferir e deixar cicatrizes.
Marcelo Campos destaca a possibilidade de materialização da obra de José Paulo, ao abordar conceitos como o da dor. “A escrita é domesticação, embora não queira dizer nada perto do que se sente. Cabe à arte nos apontar estes vínculos”, ressalta Campos, lembrando que as criações do artista se potencializam ao fazer refletir sobre a noção de propriedade ou o ambiente da literatura de cordel ou das olarias, numa interpretação que foge da obviedade.
A exposição se divide em duas salas. Numa delas estão pinturas pequenas e a escultura e o painel. No outro espaço, cinco mesas com carimbos siameses, num jogo de opostos com palavras como caos e ordem; ou cópia e original; esculturas feitas com hastes de máquina de escrever superdimensionadas e ainda três desenhos em grafite sobre papel. Retratam ícones da beleza ocidental com seus narizes mutilados (Grace Kelly, Brigitte Bardot e Liz Taylor). Motivados pela fotografia de uma jovem afegã que estampou a Time, que teve o nariz arrancado pelo marido. “O que desejo questionar é a relação do homem com a natureza. Não tenho as respostas, mas trago isso para minhas preocupações estéticas, pois a humanidade está caminhando numa velocidade descontrolada, sem qualidade de vida”, alerta.
Saiba mais:
José Paulo e Marcelo Campos se conheceram em 2009, quando o artista foi convidado a expor na 10ª Bienal de Havana, em Cuba.
A escultura-título da mostra, Para nunca mais me esquecer, não é inédita. Integrou a mostra Tripé Escrita, no Sesc Pompéia, em São Paulo, em abril do ano passado, quando José Paulo expôs ao lado dos também pernambucanos Juliana Notari e Delson Uchoa.
Até 29 de outubro, José Paulo expõe no Centro Cultural Correios, no Pelourinho, em Salvador, na Bahia, a mostra Retratos e autorretratos, que já foi vista no Recife, na galeria Amparo 60.
O artista, nascido em 1962, é graduado em Arquitetura pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Entre os momentos marcantes do barro na obra de José Paulo, estão a mostra Repetir (2005), na qual ele criou um tapete de tijolos maciços, e Quimera (2003), instalação no Mamam.
Serviço
Exposição Para nunca mais me esquecer
Onde: Centro Cultural Correios (Av. Marquês de Olinda, 262, 4º andar, Bairro do Recife)
Quando: Abertura nesta quarta, às 19h. Visitação até 25 de dezembro. De terça a sexta-feira, das 9h às 18h; sábados e domingos, das 12h às 18h
A maior exposição de obras de Pablo Picasso já organizada na China será inaugurada na noite desta segunda-feira em Xangai, onde serão apresentadas 48 pinturas do artista durante três meses.
As obras, que procedem essencialmente do Museu Picasso de Paris,
fechado por mais de dois anos por trabalhos de restauração, são
apresentadas no Pavilhão China da exposição universal realizada durante
seis meses no ano passado nesta megalópole do leste chinês.
Além das pinturas, também serão apresentados ao público chinês sete
esculturas e outros sete desenhos de um dos fundadores do cubismo.
Há muito tempo "tentamos buscar a forma de montar uma exposição na
China", explicou à AFP Anne Baldassari, curadora do Museu Nacional
Picasso, presente em Xangai para a inauguração.
"É uma maneira para nós de educar duas ou três gerações entre o público chinês", acrescenta.
A exposição cobre a longa carreira artística de Picasso, desde uma obra
criada quando tinha 14 anos a outra pintada pouco antes de sua morte,
em 1973.
As obras apresentadas em Xangai foram expostas anteriormente em Taipé. O
Museu Picasso está buscando um local de exposição em Pequim.
Posteriormente, a coleção será exposta em outras cidades da Ásia,
explicou Baldassari.
Será que compradores chineses virão salvar a situação? Os super-ricos vão decidir que pinturas e esculturas são investimentos melhores que dívidas de alto risco ou ações voláteis?
São essas as grandes dúvidas que acometem o mundo da arte no momento em que centenas de galerias e colecionadores se reúnem em Londres para o frenesi anual de arte do pós-guerra e contemporânea centrado na Feira de Arte Frieze, em Regent's Park, que terá lugar entre 13 e 16 de outubro.
O evento anual promovido em uma tenda gigantesca é uma data chave para qualquer interessado em adquirir obras importantes de pintores modernos e vivos.
A feira deu lugar a um carrossel de leilões, feiras rivais como o Pavilhão de Arte & Design (PAD), grandes exposições, inaugurações de galerias, incluindo um novo espaço White Cube e, é claro, intermináveis festas regadas a champanhe.
Mas, após dois anos de forte aumento dos preços, especialmente dos artistas mais valorizados, a turbulência financeira mundial mais uma vez ameaça trazer o frio da incerteza para a semana, como aconteceu na esteira da queda do Lehman Brothers, em 2008.
Matthew Slotover, fundador do Frieze e visto como uma das figuras mais poderosas do mundo das artes, reconhece que preocupações com o crescimento econômico lento e a crise da dívida na Europa podem pesar sobre a feira.
Mas ele, assim como muitos outros, argumenta que os investidores podem preferir investir seu dinheiro em uma pintura em vez de um ativo de papel.
"Uma obra de arte é algo real e palpável", ele disse à Reuters em entrevista recente, dizendo que, pessoalmente, não enxergaria a arte como apenas um investimento financeiro.
Mais e mais frequentemente, especialistas traçam uma distinção entre a extremidade superior do mercado - obras de grandes nomes, que raramente chegam ao mercado - e obras de nível médio que custam entre 100 mil e 500 mil dólares, por exemplo.
Anders Petterson, diretor da ArtTactic, que rastreia a confiança dos investidores em diferentes setores do mercado de artes, viu seu indicador de nível médio cair de quase 90 por cento em junho para menos de 30 por cento em outubro.
No mesmo período, o indicador para obras avaliadas em 1 milhão de dólares ou mais caiu um pouco, mas permaneceu acima de 90 por cento.
OS CHINESES SÃO OS NOVOS MECENAS?
Anthony McNerney, diretor de arte contemporânea da Bonhams, resumiu a impressão generalizada entre as casas de leilões.
"Parece que os ricos frequentemente continuam ricos", ele disse à Reuters.
"Obviamente há muito receio de que o mercado se contraia de novo, como aconteceu há três anos."
O foco de atenção sobre arte da melhor qualidade e origem levou a uma redução das obras que os proprietários se dispõem a vender, com artistas como Andy Warhol, Roy Lichtenstein e Francis Bacon tendo presença maior nos leilões.
Um fator imprevisível esta semana pode ser a demanda por parte do número crescente de colecionadores ultrarricos da Ásia.
Alguns anos atrás eram oligarcas russos que compravam muitas das obras de arte mais caras do mundo. Agora as atenções estão voltadas à China como terra dos "Médici modernos."
Está patente na Casa das Artes Mário Elias, em Mértola, a exposição de pintura e escultura “Na Máquina do Tempo” de Gil Teixeira Lopes.
Pintor, gravador, escultor e professor catedrático, Gil Teixeira Lopes é uma referência nacional e internacional nas artes plásticas. O artista é membro honorário da Academia Nacional de Belas Artes, Medalha de Ouro das cidades de Génova e Mirandela e Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
Muitas vezes indecifráveis, as suas peças representam maioritariamente a imagem humana do tempo. A exposição “Na Máquina do Tempo” pode ser visitada até 17 de Novembro, aos dias úteis, das 10 às 13 horas e das 14 à 18 horas.
O evento que passou pela China e Rússia é o maior já realizado no Brasil para divulgar o turismo e cultura italianos. O fio condutor será a exposição “A Itália vista pelos artistas estrangeiros”, que traz o melhor da arte contemporânea nacional
Uma exposição de arte inédita inspirada na Itália, que inclui pintura, escultura, fotografia e grafite, será exibida em São Paulo de 15 a 23 deste mês. As obras produzidas por artistas plásticos renomados, como Antônio Peticov, Caciporé Torres, Claudio Tozzi e Ziraldo, entre outros, serão um dos destaques do Itália Comes to You – A Excelência em Turismo, Arte e Made in Italy, evento gratuito e aberto ao público, promovido pela ENIT – Agência Nacional Italiana de Turismo. Além de São Paulo, percorrerá as cidades de Porto Alegre (29/10 a 6/11) e Rio de Janeiro (12 a 20/11).
O Itália comes to you tem o objetivo de divulgar a Itália como destino estratégico de turismo e negócios e abrange desde a cultura e o turismo italianos, até os segmentos de arte, moda, design, cicloturismo, enogastronomia, esportes e acessibilidade.
Salvatore Costanzo, diretor para América Latina da ENIT, conta que um dos pilares do projeto será a exposição A Itália vista pelos artistas estrangeiros, corredor de arte que mostrará obras de nove artistas brasileiros contemporâneos: “Durante 20 dias, eles percorreram diversas regiões turísticas da Itália para buscar inspiração e desenvolver suas obras. O público verá isso em primeira mão, assim como já aconteceu na Rússia e na China”.
Ao citar esses países, Costanzo refere-se aqueles que integram os BRIC’s (Brasil, Rússia, Índia e China) e que são estratégicos para o governo italiano como destino turístico e de negócios. “Realizamos na China e Rússia a mesma ação. Convidamos artistas desses lugares para conhecer a Itália em busca de inspiração para desenvolver suas obras”, explica o executivo.
Inspiração
Divididos em dois grupos, André Filur, Antônio Peticov, Caciporé Torres
Claudio Tozzi, Franco Cava, Hô Monteiro, Rodrigo Erib, Ziraldo e Zélio Alves Pinto viajaram pela costa dos mares Tirrênico e Adriático, onde encontraram elementos que definiram o formato de seus trabalhos.
As obras
Antonio Peticov, um dos principais artistas brasileiros integrados aos movimentos artísticos de vanguarda na segunda metade da década de 60 e grande expoente da pintura acrílica, conta que o convite foi, de fato, uma surpresa, mas também uma recompensa pelo contexto de seu trabalho. “O projeto Italia Comes to You é interessante porque permitirá mudar para melhor o cenário do turismo brasileiro naquele país”, destaca o artista.
Peticov apresentará L’Italia, tela que une a linguagem de seu trabalho às paisagens de algumas províncias visitadas, como a Toscana, com a imagem suspensa do Monte Etna, visto como uma miragem lúdica e realista.
O artista visual André Filur, que começou seu trabalho grafitando muros nas ruas de São Paulo, também elogia o projeto e diz que ficou satisfeito com o convite da ENIT para conhecer a Itália. Para a mostra, Filur desenvolveu a obra Encantadora, que representa a Itália com sua tradicional máscara de Veneza nas cores brasileiras. Outro elemento usado é o “cucú”, tradicional flauta de madeira pintada à base de café, que emite um som dourado com o formato do infinito, evocando a infinidade de riquezas culturais do país e atraindo os peixes das cores do Brasil.
Filur ressalta que o vestido de Encantadora representa o mar Adriático, juntamente com suas rochas e belas flores da primavera: “Ela ajoelhada representa a religiosidade, a reza, algo muito forte no País. Em relação à pintura corporal, pude mostrar um pouco do Brasil, o índio brasileiro, fazendo assim uma mistura de etnias, a mistura de Brasil-Itália”, sublinha.
Já Franco Cava, autor de diversas músicas que conquistaram as rádios italianas e foram incluídas em trilhas sonoras de filmes e programas de televisão daquele país, compôs especialmente para o evento a canção Mediterralia, uma releitura italiana da canção Tropicália, com profusão da cultura brasileira e italiana: “Sou a Lua de Amalfi no céu de Copacabana/sou o inferno de Dante num cordel nordestino”.
Ziraldo, criador do clássico Menino Maluquinho e um dos artistas mais influentes do país, apresentará no Italia Comes to You sua visão particular sobre Pinocchio, o célebre personagem do italiano Carlo Collodi. Intitulada Pinóquio, o Verdadeiro, a obra foi pintada em acrílico sobre tela e promete ser uma das grandes atrações da mostra: “Meu trabalho para esta mostra retrata a efervescente vida artística atual nos museus italianos. A Bela Península vive um novo Renascimento”.
Para a exposição, Claudio Tozzi desenvolveu uma obra que mistura três ícones italianos: o design, a imagem do Coliseu e uma bandeira com as cores verde, vermelho e branco: “No fundo apliquei um ocre que remete à cor mais presente nas cidadezinhas italianas”, explica.
O paulista Caciporé Torres criou uma escultura modelada em ferro, com o formato geográfico italiano e a nomeou de A Itália é uma Obra de Arte. “Procurei expressar no meu trabalho a síntese do que senti em minhas viagens a diversas localidades daquele país. Tudo é uma grande manifestação artística e isso me inspirou para o desenvolvimento dessa obra”, sublinha o artista.
Zélio Alves Pinto, irmão de Ziraldo, apresentará a obra A Bela Península e suas Circunstâncias, em técnica mista, que busca mostrar a complexidade de tradições e cultura do país europeu.
O fotógrafo publicitário Rodrigo Erib produziu para a mostra três retratos em preto e branco e uma imagem colorida de uma paisagem: “Procurei mostrar como a Itália é um país fantástico e as pessoas maravilhosas”, destaca.
O artista gaúcho Hô Monteiro, desde pequeno profundo admirador da cultura italiana, desenvolveu para a mostra uma de suas principais técnicas: detalhes de corpos extraídos de pinturas dos clássicos artistas Caravaggio e Michelângelo: “Sempre busco um traço mais limpo e moderno e a isso se somam formas geométricas e arquitetônicas”, detalha.
Ao final da exposição, as obras irão para o acervo permanente do Ministério do Turismo da Itália, em Roma.
Cupido
Também será exposta ao público, pela primeira vez no Brasil, uma escultura em bronze produzida no início do século XIV pelo artista Guiglelmo della Porta e que representa o Cupido, vinda do Palácio Real de Capodimonte, em Nápoles. Ao mesmo tempo, o famoso artista moderno italiano Roberto Bertazzon exporá sua obra Alberi in via di estinzione (Árvores em via de extinção), produzida com vidro de Murano.
Agenda •São Paulo – 15 a 23 de outubro •Porto Alegre – 30 de outubro a 06 de novembro •Rio de Janeiro – 12 a 20 de novembro ENTRADA FRANCA
A obra de Bordallo Pinheiro vai ser o foco de inspiração da 16 artistas brasileiros que vêm a Portugal, a convite da Fábrica de Faianças, criar peças artísticas. As obras serão expostas em São Paulo e em Lisboa, em 2012, na sequência do processo de internacionalização da fábrica portuguesa no Brasil.
"16 BB -- Bordallianos do Brasil" é o título da iniciativa promovida pela fábrica das Caldas da Rainha, fundada há 125 anos por Bordallo Pinheiro. Serão criadas 16 peças originais limitadas a 250 exemplares, que serão distribuídos equitativamente pelo mercado português e pelo mercado brasileiro, conta o comunicado enviado ao Boas Notícias.
Além deste projeto, a importante fábrica de faianças portuguesa vai ter outras estratégias que visem a internacionalização para o país em que Bordallo Pinheiro também viveu.
A ligação do artista àquele país ficou reconhecida graças à "Jarra Beethoven", uma peça com 2,60 metros de altura, que ele ofereceu à Presidência da República do Brasil, em 1899.
“O futuro da Bordallo Pinheiro passa, inquestionavelmente, por parcerias internacionais com artistas plásticos e diálogos com outras culturas. Queremos levar a Bordallo Pinheiro a todo o mundo, enriquecendo ainda mais a sua história e o seu legado artístico”, explica Nuno Barra, Diretor de Marketing da Bordallo Pinheiro, em comunicado.
Cada um dos 16 artistas brasileiros vai ficar dez dias em Portugal, em visita à fábrica, para adquirir conhecimentos, técnicas e inspiração sobre a obra de Bordallo Pinheiro. As áreas de atuação dos convidados vão desde a escultura, à moda, passando pela pintura e e estilismo.
O pintor Caetano Almeida vai ser o primeiro artista a chegar em Portugal. Além dele vão estar no país: Saint Clair Cemin (escultura), Barrão (pintura, escultura, multimédia), Caetano de Almeida (pintura), Tunga (escultura e desenho), Regina Silveira (vídeo-arte), Efrain de Almeida (escultura), Fábio Carvalho (pintura), Frida Baranek (escultura), Marcos Chaves (fotografia e vídeo), Sérgio Romagnolo (pintura, escultura), Tonico Auad (desenho, instalação e fotografia), Tiago Carneiro da Cunha (pintura e escultura), Erika Versutti (escultura), Estela Sokol (pintura) e as estilistas Isabel Capeto e Martha Medeiros, informa o comunicado.
A fábrica Boldallo Pinheiro passou por um período conturbado há dois anos, altura em que foi adquirida pela Visabeira Indústria. Em março, expôs no Museu do Design e da Moda, em Lisboa, peças criadas por artistas portugueses contemporâneos, numa iniciativa semelhante.
O nome da exposição, com comissariado de Maria Arlete Alves da Silva, foi inspirado numa tela com o mesmo título que esteve patente durante uma mostra dedicada a Júlio Pomar, e que reuniu numa sala várias obras sobre animais, explica uma nota do CAMB sobre a iniciativa.
Paula Rego, Júlio Pomar, Fátima
Mendonça, Joana Vasconcelos e João Pedro
Vale, entre outros, na colectiva ARCA De NOÉ, patente ao público no
CAMB - Centro de Arte Manuel de Brito, no Palácio Anjos, em Algés, de 14 de
Outubro a 12 de Fevereiro de 2012. A inauguração tem lugar no próximo dia 13, às
18H30.
A magia e o mistério do mundo animal são uma constante desde os primórdios da
humanidade.
Quando o CAMB apresentou a exposição de Júlio Pomar dedicou uma sala aos
trabalhos que representavam animais e uma das telas intitulava-se precisamente
Arca de Noé. Daí nasceu o projecto desta exposição alargado aos artistas
representados na colecção Manuel de Brito. Trinta e três artistas de Eduardo
Viana a João Francisco, que está representado com um desenho chamado Arca de
Noé.
Temos várias atitudes dos artistas perante os animais. Uns desenham-nos por
puro prazer, outros são apresentados com comportamentos e emoções humanos com os
mesmos sentimentos de amor e ódio, liberdade e repressão, vulnerabilidade e
abuso de poder como Paula Rego ou Bartolomeu Cid dos Santos. Lourdes Castro
espalma um Coelho, feito com pratas de chocolates, como se fosse uma múmia.
Joana Vasconcelos envolve em rendas os animais em loiça de Rafael Bordalo
Pinheiro.
Alex Flemming, António Areal, António Dacosta, António Quadros, António
Seguí, Augusto Gomes, Bartolomeu Cid dos Santos, Carlos Carreiro, Corneille,
David de Almeida, Diogo Evangelista, Eduardo Nery, Eduardo Viana, Fátima
Mendonça, Fernando Direito, Graça Morais, Joana Salvador, Joana Vasconcelos,
João Francisco, João Pedro Vale, José de Guimarães, José Manuel Espiga Pinto,
Júlio Pomar, Júlio Resende, Lourdes Castro, Martinho Costa, Menez, Miguel Telles
da Gama, Paula Rego, Pedro Gomes, Raul Perez, Rui Carvalho, Urbano e Vítor Pi
são os artistas que nos trazem desenhos, pinturas, esculturas e objectos com os
mais variados materiais.
Paredes e muros abandonados da Covilhã no norte de Portugal, vão ser pintados e esculpidos por alguns nomes consagrados da arte urbana. JR, VHILS, Btoy ou ARM Collective assinam obras de pintura e escultura em várias capitais e, a partir de sexta-feira, deixam a sua marca na Covilhã.
As intervenções nos espaços da cidade fazem parte do Wool - Festival de Arte Urbana da Covilhã e arrancam com a pintura criativa de um edifício devoluto junto à Igreja de Santa Maria. Esta intervenção, no centro histórico da cidade, fica a cargo dos ARM Collective.
Até à próxima terça-feira, os artistas do grupo criar a sua arte "inspirada em graffiti" nas parede exterior do imóvel, explicou à Lusa um dos organizadores, Pedro Rodrigues, que espera que a população acompanhe o evoluir da obra de arte.
De 21 a 26 de Novembro será a vez de VHILS (designação artística do português Alexandre Farto) "esculpir figuras" numa outra parede a escolher na cidade.
O português tem obras espalhadas pelo mundo. Em vez de pintar, recorre ao martelo e cinzel para dar forma a figuras criando diferentes relevos e texturas na superfície escolhida.
Segue-se Btoy, artista urbana de Barcelona, Espanha, "dedicada à arte com stencyl", que vai estar em acção na Covilhã de 7 a 13 de Novembro e que vai ainda orientar uma oficina de arte em mural.
O último trabalho, realizado em Dezembro, "vai decorar paredes de antigas fábricas de lanifícios da cidade com os retratos de pessoas que ali trabalharam", destacou Pedro Rodrigues. Trata-se de um trabalho inserido no "Inside Out Project" coordenado pelo artista urbano francês JR e pelas conferências internacionais "Tecnologia, Entretenimento e Design" (TED) e que "vai implicar alguns encontros com os antigos operários para conhecer a realidade em que viveram".
Todas as iniciativas contam com actividades paralelas de debate ou interacção com os artistas, que vão visitar a cidade antes de começar os seus trabalhos.
Na prática, "nunca se sabe qual vai ser o resultado final do trabalho artístico: sabemos qual o estilo e conhecemos os trabalhos já feitos por cada um". O resto nasce da inspiração na cidade e nos locais, que também são escolhidos "por forma a tentar criar um roteiro de arte urbana" que acompanhe pontos de interesse da cidade.
O Festival de Arte Urbana da Covilhã "chama-se Wool [palavra para lã em inglês] para remeter para a história dos lanifícios da Covilhã e ao mesmo tempo para wall [parede em inglês]".
A iniciativa é organizada por um grupo de habitantes locais que a viu aprovada e com apoios da Direcção-Geral das Artes. O grupo, de idades entre os 32 e 34 anos, deu corpo ao festival através da firma Formas Efémeras, em parceria com a Câmara da Covilhã.
A organização espera que o Wool seja o ponto de partida para "mais
intervenções" noutros espaços abandonados que existem pela cidade. O festival
deverá ter continuidade em 2012.
Uma exposição com esculturas e desenhos de Ângelo de Sousa vai ocupar o interior e espaços circundantes do Teatro da Politécnica, a nova casa do grupo de teatro Artistas Unidos, que se inaugura em Lisboa a 19 de outubro.
Na exposição, que será também uma homenagem dos Artistas Unidos ao artista falecido em março deste ano, estarão nove esculturas criadas em 2006 e oito desenhos datados de 2007, indicou à agência Lusa fonte da Quadrado Azul, galeria que representa Ângelo de Sousa.
As esculturas vão ocupar o espaço circundante do Teatro da Politécnica, e algumas estarão à luz do dia, nomeadamente as criadas em inox, umas colocadas no chão e outras suspensas.
Os Artistas Unidos estavam há nove anos sem um espaço próprio, após terem sido obrigados a abandonar A Capital, no Bairro Alto. A companhia trabalhou depois, a título provisório, no Teatro Taborda, até 2005, e no antigo Convento das Mónicas.
O edifício do Teatro da Politécnica, junto ao Jardim Botânico, integrou o antigo complexo da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e tem origem na Escola Politécnica criada pelo Liberalismo, na década de 1830.
A escola foi criada com base nas instalações do antigo Colégio dos Nobres, fundado no século XVIII durante o "consulado" do Marquês do Pombal, para a formação dos jovens aristocratas portugueses, nas instalações do antigo noviciado jesuíta da Cotovia.
Também funcionou ali a associação de estudantes da Faculdade de Ciências e o artista Nikias Skapinakis expôs pela primeira vez naquele espaço.
A exposição dedicada a Ângelo de Sousa será a primeira de uma programação de mostras, seminários e leituras encenadas, que os Artistas Unidos vão realizar paralelamente à apresentação de peças de teatro.
Jorge Silva Melo, fundador, diretor e encenador dos Artistas Unidos, pretende com esta mostra prestar uma homenagem ao artista, sobre quem realizou o documentário "Ângelo de Sousa - Tudo o que sou capaz", cuja criação resulta de uma série de encontros e entrevistas com o pintor e escultor.
Nascido em Moçambique, em 1938, Ângelo de Sousa viveu depois no Porto, onde estudou pintura, na Escola Superior de Belas-Artes, e foi depois professor.
Na pintura foi influenciado pelo movimento expressionista, a gravura oriental, as artes exóticas e primitivas, a pop art, artistas como Mondrian, Klee e Kandinsky, mas manteve-se sempre afastado das discussões sobre figuração e abstração.
Ilustrou livros de poetas e romancistas portugueses como Eugénio de Andrade, Maria Alzira Seixo, Mário Cláudio e Fiama Hasse Pais Brandão.
A obra de Ângelo de Sousa está representada em coleções particulares e nos principais museus de arte contemporânea do país, como a Fundação de Serralves, Museu Berardo, Fundação Calouste Gulbenkian e o Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado.
O autor do painel de azulejos “Ribeira Negra” morreu esta quarta-feira, em Gondomar. Tinha 93 anos. Personalidades das artes e da política já lamentaram publicamente a morte de Júlio Resende. O artista plástico tem obra representada em seis museus nacionais e sete estrangeiros e a sua mais recente exposição está patente até 09 de outubro, em Gondomar.
"A pintura sempre se envolve no objetivo final de servir a causa dos espaços públicos, sentido esse que a enobrece", declarava o artista portuense na apresentação da última exposição, intitulada “A intuição atenta à razão”.
A mostra é composta por 33 estudos para a execução do painel cerâmico criado para a estação de Sete Rios do Metropolitano de Lisboa e reflete a sua perspetiva quanto à arte pública. A exposição pode ser visitada até 9 de outubro, na Galeria do Acervo da Fundação Lugar do Desenho, em Gondomar.
Ainda para de Júlio Resende, a pintura não se limita à "decoração" de um dado espaço, mas a dotá-lo de um "sentido próprio e inconfundível".
“Um passado muito forte”
Sobre a mostra “In Media Res”, inaugurada em abril, na Galeria Baganha, no Porto, Júlio Resende dizia tratar-se de “uma exposição única em Portugal” porque "recolhe as memórias do passado e dá-lhes uma nova apresentação".
Prestes a completar 94 anos, a 23 de outubro, Júlio Resende acreditava que "o tempo vai dizendo coisas": "Quando um artista vê uma coisa, ela penetra em si. Podem passar os tempos, mas aquilo que acontece é que a evocação se torna mais eloquente, mais forte do que propriamente o momento em que a viu". "O que conta é a impressão, aquilo que nos magoou de certa maneira, porque não há prazer que não magoe", concluiu.
"Às vezes pergunto: tu achas que valeu a pena? Essas dúvidas também doem muito. Não sei se valeu a pena. O futuro o dirá, talvez. Mas eu não tenho nada a ver com o futuro. Tenho um passado muito forte. O futuro é indiferente", resumiu.
Desenho como “expressão de um consciente que o particulariza”
As suas obras, repletas de malhas triangulares ou quadrangulares, revelavam uma vocação expressionista, com gosto pelo cubismo. Com trabalhos figurativos e abstratos, o pintor estudou e ensinou na Escola Superior de Belas Artes do Porto.
O responsável pela ilustração da obra “Retalhos da Vida de um Médico”, de Fernando Namora, considera que o desenho é a “expressão de um consciente que o particulariza", conforme se lê no sítio da Internet da Fundação Júlio Resende. "Que o Desenho seja entendido no seu mais amplo sentido. Não apenas restrito às Artes-Plásticas mas a todas atitudes criativas do Homem. Não é monopólio de qualquer época nem de qualquer sociedade”, acrescenta.
O Prémio Sousa Cardozo e o prémio nacional de pintura da Academia de Belas Artes destacam-se entre as muitas distinções atribuídas a Júlio Resende.
Onde visitar as obras de Júlio Resende:
Mais de dois mil desenhos e uma exposição permanente estão reunidos na Fundação Júlio Resende, O Lugar do Desenho, em Gondomar, que estará encerrado nos próximos três dias.
Outros trabalhos do artista plástico podem ser contemplados no Museu Soares dos Reis (Porto), Museu Amadeo Souza-Cardoso (Amarante), Museu Regional de Évora, Museu de Ovar, Museu de Arte Contemporânea (Lisboa) e Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian.
Tem obras patentes no Museu de Arte Moderna de S. Paulo (Brasil), Museu Marítimo de Macau, Kunstforening Museum de Aslesund (Noruega) e Museu de Helsínquia (Finlândia).
Também integra a coleção da sede da UNESCO (Paris), a Biblioteca Real Alberto I (Bruxelas), e o Municipal Print Room (Antuérpia).
Serralves vai promover a partir de Outubro e até Fevereiro do próximo ano um conjunto de cursos, workshops e ateliers que abordam as áreas da Arquitectura, geografia, cinema, fotografia, ilustração, restauro, escrita criativa e leitura.
A organização destaca «Os Livros e a Arquitectura Moderna e Contemporânea», curso orientado pelo arquitecto André Tavares que pretende percorrer episódios significativos da cultura arquitectónica ocidental através do seu confronto com a história do livro de arquitectura.
Este curso terá cinco sessões, sempre às terças-feiras, de 4 de Outubro a 8 de Novembro, segundo a Fundação.
O crítico de cinema João Lopes será o orientador do curso «Nova Vaga - Memória e Heranças», que decorre de 6 de Outubro a 15 Dezembro, sempre às quintas-feiras.
Já o escritor Mário Cláudio será o responsável pelo «Clube de Leitores – Violência e Paixão», tema que recupera o título de um filme de Luchino Visconti.
Este clube colocará os participantes em diálogo com um conjunto de obras literárias, representativo dessas duas vertentes do comportamento humano. O clube reúne-se às quartas-feiras, de 23 de Novembro a 8 de Fevereiro.
O «Workshop de Escrita Criativa» será conduzido pelo escritor Richard Zimler. Serão quatro sessões às quintas-feiras, de 8 a 29 de Novembro, em que os participantes serão incentivados a desenvolver a sua imaginação e encontrar a confiança para começar – ou continuar – um romance.
Não foge aos meios clássicos da representação, nem da tradição dos meios técnicos. Os vivos (modelos) da artista Alexa Meade, fazem parte integrante da pintura. deste modo, a pintura deixa de o ser em 2D e ganha outra dimensão – o estado das coisas tridimensionais…
Interessante. Ao invés, da maioria artística que tenta aniquilar o clássico e a tradicional língua pitorica, esta artísta tenta perdurar o costume da pintura num outro estado de representação.
E a essência da arte mantêm-se: será pintura? escultura? perfomance?…
O trabalho perpetuo e intemporal não é a original pintura numa moldura, mas em arquivo fotográfico, o documento oficial que prova a existência da obra de arte.
O ideal da pintura neoclássica, foi a seleção da beleza natural, depurada de toda imperfeição. A pintura do período neoclássico opunha-se às características valorizadas pelo Barroco, vistas então, como exageros estéticos. A volta aos antigos valores clássicos gregos, bem como a pintura renascentista italiana, serviram de inspiração à pintura neoclássica. Foi pautada nos principios defendidos por Anton Raphael Mengs, para quem a pintura era uma arte liberal, que deveria basear-se em regras e métodos seguros, sendo recomendado o conhecimento histórico do tema retratado.
A busca pelos valores renascentistas levou à uma aproximação da pintura neoclássica, com as técnicas que marcaram os trabalhos de Rafael, quanto à composição, expressão e vestuário; a pintura de Correggio, nos contrastes de claro-escuro e a obra de Ticiano, na escolha das cores e na busca de uma aparência de realidade da cena retratada. Os temas religiosos, embora ainda presentes, já não foram os mais retratados na pintura neoclássica, em que os temas da antiguidade clássica greco-romana, eram os mais comuns.
O estilo neoclássico aplicado aos trabalhos escultóricos, refletem o interesse da época - segunda metade do século XVIII - pelos valores estéticos do mundo clássico. As composições escultóricas, norteadas por esse princípio, buscava as linhas puras, em oposição às sinuosidades, torções e espirais que caracterizam as esculturas barrocas. A escutura neoclássica buscava alcançar a pureza das formas, pela nitidez dos seus contornos, para atingir um estilo sóbrio e equilibrado, comunicando solidez e simplicidade.
Um nome destacou-se na arte de esculpir, nesse período - Antonio Canova, artista italiano, que em sua produção religiosa, imortalizou-se pela criação de belíssimos mausoléus, verdadeiros monumentos mortuários, artísticamente esculpidos em mármore branco, o material prefgerido na época. Como exemplos, podem ser citados: Monumento a Clemente XIV, obra esculpida entre 1783 e 1787 em Roma; Monumento funerário da Duquesa Cristina, datado de 1805, também em Roma e o Monumento a Clemente XIII, datado de 1792, na Basílica de São Pedro, em Roma.
Da mesma forma como na vida pessoal,
Cruzeiro Seixas seguiu na arte o que lhe apareceu de melhor, e até hoje nada
superou o Surrealismo. Aos 90 anos conclui: "Estamos todos desesperados à
procura de uma ideia nova".
"Falta qualquer coisa no mundo" disse o artista plástico e poeta durante uma
entrevista à agência Lusa no Estoril, onde reside há dois anos, num lar. Deixou
de desenhar e pintar, mas continua a receber muitos convites para expor a vasta
obra.
A próxima mostra antológica - com 49 obras de pintura, desenho e escultura -
abre a 17 de setembro, em Lamego, organizada no âmbito da terceira edição do
Plast&Cine, onde decorrerá uma conferência internacional dedicada ao artista
considerado um dos expoentes do Surrealismo em Portugal.
No amplo quarto de Artur Cruzeiro Seixas, com uma varanda virada para o mar,
estão as recordações de uma vida: as paredes cobertas com desenhos e pinturas
surrealistas.
Há vários "cadavre exquis", os emblemáticos desenhos surrealistas criados em
conjunto por diversos artistas. Um continuava o traço do anterior nunca sabendo
o que lá estava, e o resultado era "um cadáver esquisito".
Fotografias pessoais, arte africana - viveu 14 anos em Angola e nessa altura
viajou muito pelas ex-colónias - e muitas dezenas livros sobre Surrealismo,
movimento artístico surgido no início do século XX e que viria a revolucionar a
arte. Até hoje, nada apareceu de melhor, considera o
artista.
Woody Allen com Carla Bruni, uma das protagonistas do filme "Meia Noite em Paris"
Meia-Noite em Paris, a obra nº 41 de Woody Allen é um filme-abóbora ao contrário. Ao soar a última badalada, a alpergata torna-se sapato de cristal e talentosos os mortais a cada esquina.
(veja o trailer em HD no final da reportagem)
A realidade é muito maçadora, mas é o único sítio onde se pode comer um bom bife. Da vastíssima gama de frases inspiradas que Woody Allen produziu no último meio século, talvez esta seja a mais justa para colocar em epígrafe do seu último filme, Meia-Noite em Paris (estreia-se hoje, quinta, dia 15), a nova incursão de um dos maiores criadores cinematográficos do século XX na geografia - e nos orçamentos - europeus.
Desta vez, temos Owen Wilson como personagem padrão, o escritor cheio de inquietudes intelectuais, que se auto-desprestigia enquanto guionista de sucesso de Hollywood, porque o que ele quer mesmo é escrever um livro (onde é que nós já vimos isto antes? Nos filmes de Woody Allen, claro). E que tem um desencanto existencialista quanto ao sentido da vida (idem). E um desinteresse desapiedado pelas pequenezas do quotidiano (idem). E que se sente deveras enfadado pela mediocridade, pela banalidade e frivolidade dos seus contemporâneos (idem). E que acaba por se apaixonar por uma mulher (Marion Cotillard) vagamente misteriosa e neurótica, muito tchecoviana, que ainda não encontrou o seu talento oculto (idem).
Faz parte dos espíritos desassossegados dos génios, criarem galáxias e depois circularem em torno das suas órbitras, recorrências, revisitações, genealogias e obsessões. Quando o filme abriu, em Maio, o festival de Cannes, apressaram-se a estabelecer pontos de contactos com o realismo mágico, que tantas Allen abordou, nomeadamente em Rosa Púrpura do Cairo, as pessoas atravessam calmamente as fronteiras para outra dimensão. Em Rosa Púrpura... passavam do celulóide para a vida real, e vice-versa, Em Meia Noite... a coisa torna-se igualmente filosófica, e um bocadinho einsteiniana, já que as personagens viajam no tempo. E fazem-nos porque sim. Este realizador não é de perder tempo com explicações tecnológicas, máquinas ou outros engenhos rebuscados - não fosse a magia outra recorrência "meteorítica" que está sempre a abrir crateras no Planeta Allen.
Portanto, continuando nesta lógica de fabricar constelações pelos mais de quarenta filmes que produziu nos 45 anos de carreira, fazemos uma paragem numa estrelinha que se impõe: um pequeno gag celebrizado em Annie Hall (1997). Aquele em que o filósofo canadiano Marshal McLuhan faz um cameo de si próprio e é chamado por Allen para explicar a uma personagem pedante, professor de Media, na Universidade de Columbia, que se exprime sonoramente, na fila do cinema, e derrama imbecilidades sobre Fellini, Beckett e McLuhan. E vem de lá o filósofo "him-self" explicar-lhe "você não percebe nada das minhas teorias. Nem percebo como pode dar aulas de comunicação.
E Woddy Allen para todos nós: "Meus amigos, se a vida real fosse assim...". É o sonho de qualquer um, confrontar um pateta enfatuado com a autoridade inquestionável. E é isto no fundo, que acontece ao escritor. Pode desmentir o professor britânico enervante que deixa deslumbrada a noiva (do presente), com as suas conferências na Sorbonne, e a sua douta sapiência sobre as amantes de Rodim, os nenúfares de Monet e os vinhos franceses. É que ele, sim, privou com a nata da intelectualidade mundial na noite anterior. E aqui somos tentados a abrir outro link para um dos Sonhos de Kurosawa (1990), Corvos, quando um estudante de artes, durante uma visita a uma museu, se descobre dentro dos quadros de Van Gogh, e tenta encontrá-lo, já sem a orelha, no Campo de Trigo com Corvos.
Onde comer o melhor bife?
Apaixonado por Paris, sobretudo quando chove (em contraste com a ensolarada Califórnia), este escritor sofre de um encantamento por um tempo que não é o seu. A sua utopia é o passado. Os loucos anos 20 e 30, os surrealistas, as vanguardas modernistas, quando aquela cidade tinha uma alta densidade de gente cerebralmente estimulante. E uma bela noite (aqui é a parte de conto de fadas do filme) soam as 12 badaladas e ele é transportado num Peugeot vintage, onde o casal o Fitzerald (Scott e Zelda) o levam a uma festa de Jean Cocteau, onde Cole Porter toca ao piano Let's Do It, Let's Fall in Love, não por acaso. O tema faz parte do musical da Broadway Paris, de 1928.
Depois é um fartar vilagem de celebridades. Cruza-se com Ernest Hemingway (Corey Stoll) que lhe fala de caçadas e de andar à pancada, senta-se à mesa de um Salvador Dali (Adrien Brody) fascinado por rinocerontes, sugere a Luís Buñuel o tema do seu Anjo Exterminador, um grupo de pessoas que não conseguem sair de um banquete, e deixa o realizador cheio de perplexidades: "Não percebo porque é que ele não hão-de abrir a porta e ir-se embora?". A presença de um escritor da era da internet entre eles, é que não parece surpreender ninguém - afinal de contas, estamos entre surrealistas.
Nestas andanças pelo meio desta colecção de ícones que ainda não sabem que o são - porque, convenhamos, não é fácil ser contemporâneo da própria posteriadade - o escritor vai ter a casa da madrinha da "geração de perdida", Gertrud Stein (Kathy Bates), que se oferece para lhe ler o romance. Conhece um Picasso com mau humor, e a sua amante (Cotillard), ex de Modiglianni e de Georges Braques, que sonha estudar alta costura (com Coco Chanel, claro). Só que esta musa de artistas também padece desta nostalgia de exaltar o passado e desqualificar o presente, portanto o que ela mais desejava era ter vivido em Paris nos tempos da Bélle Époque, no dealbar do século. E mais uma viagem no tempo, encontram-se entre as Folies Bérgeres, entabulam conversa com Toulouse Lautrec, Degas e Gaugin, que estão, também eles, muito desapontados com aquela contemporaneidade, dizem-lhes que aquela é uma "geração vazia e sem significado". O que eles queriam era ter nascido na Renascença.
A crítica e o público francês ficaram muito agradados por Paris ser olhada por Woody Allen como a mais credenciada capital para receber tamanhos vultos da cultura, local de inspiração artística. Ao contrário de Inglaterra (que foi mais utilizada pelo realizador para palco de crimes) ou Barcelona que lhe evocou, antes, triângulos e quadrados amorosos escaldantes. Ainda por cima, fez comparecer Carla Bruni (a sra Sakozy) para um papel rudimentar de guia turística do Museu Rodin - porque, ironizou o realizador - "sempre podia facilitar nas autorizações de estacionamentos".
No fundo é mais um filme de Woody Allen, admiravelmente escrito, filmado e musicado, com o seu leitmotiv de sempre: a intransigência contra a estupidez humana, desta vez, demonstrada de uma forma mais suave e mágica, menos cáustica e virolenta. Mais nostálgica, em suma. Faz parte do seu espírito interrogativo, o desejo de colocar-se em contacto com estes altos vultos da intelectualidade como deuses de um Olímpo. Mesmo que seja só para concluir que o presente é maçador, pois é, e dantes é que era, pode ser, mas não havia epidural, nem vacina contra a poliomelite, as pessoas morriam de sífilis e de turbeculose. E o passado é bom para se ir, porventura comer um bom bife, e voltar.
E felizmente, Woody Allen andará por aqui, para assegurar menos tédio nos nossos tempos presentes.
São livros empilhados uns em cima dos outros, formando esculturas pintadas pela mão de Mike Stilkey. O artista norte-americano utiliza as capas e a parte lateral dos livros como se fossem telas. Aí, com várias tintas e lápis de cor, desenha e pinta os seus personagens.
Desde cedo Mike Stilkey mostrou interesse e vocação pelo meio artístico. Nascido em 1975 em Los Angeles, na Califórnia, começou por pegar em páginas normais, depois em páginas de livros e fazer delas o seu instrumento-base para desenhar e pintar. E quanto mais antigas fossem, melhor. Isto porque Mike não gosta de fundos totalmente brancos, como as telas.
Há seis anos publicou um livro chamado “100 retratos”, que mostrava 100 imagens feitas em livros antigos. O sucesso foi grande e Mike começou a trabalhar nesta ideia. Para além das pinturas que já tinha realizado, decidiu fazer outras, mas com vários exemplares. O objectivo era empilhá-los numa parede, dando-lhes um aspecto de esculturas, e pintar as imagens nas lombadas. E assim fez.
Utilizando misturas de tintas, lápis de cor e algum verniz, o artista transportou para os livros toda a sua criatividade. Os seus retratos espelham um mundo de cor e fantasia, cheios de personagens misteriosos e também melancólicos. Ao olhar mais de perto, sugerem-nos um profundo momento de introspecção. Angústia? Talvez saudade? Ou até quem sabe, conformismo?
Mike Stilkey refere que as suas pinturas são influenciadas por vários estilos: “adoro ilustração figurativa, expressionismo alemão e surrealismo”. Quantos aos protagonistas, tanto animais como pessoas são apenas situações recorrentes do dia-a-dia: representam qualquer um, mas não identificam ninguém em particular. Por exemplo, em “Enemy in the House “ – Inimigo na casa, (um dos seus trabalhos), um homem tenta afastar o seu gato de uma cadeira. Esta cena não é mais do que um retrato de uma actividade doméstica comum.
O artista procura misturar o quotidiano com um toque de humor e uma dose de tristeza e melancolia. Essa é a sua marca. Algumas das suas esculturas ultrapassam a utilização de quatro mil livros para o efeito final, e há quem o acuse de estar a destrui-los. “Então eu explico que só uso livros estragados ou muito velhos, dando-lhes uma nova vida numa obra de arte”.
Exposição no Museu do Cinema de Berlim revela ao grande público como os storyboards contribuíram para a concepção visual de filmes de diretores como Alfred Hitchcock e Steven Spielberg.
O teórico e critico italiano Ricciotto Canudo foi o primeiro a chamar o cinema de "a sétima arte" em seu manifesto escrito em 1911. A popular forma de arte e entretenimento é uma junção de som, movimento, cor, volume, representação e palavra, ou seja música, dança, pintura, escultura, teatro e literatura.
Quando assistimos a um filme, todo esse processo parece simples e quase natural, como se os mínimos detalhes, gestos, movimentos, cores e cortes não fossem pensados. Parte essencial dessa concepção são os storyboards, uma sequência de ilustrações ou imagens que ajudam a pré-visualizar um filme.
A exposição Entre Cinema e Arte. Storyboards de Hitchcock a Spielberg reúne pela primeira vez em Berlim mais de 80 anos de história do cinema através dessa ferramenta. Dos mais elaborados aos mais simples, esses storyboards nos mostram através de outra perspectiva como filmes são concebidos e executados.
Os primeiros storyboards surgiram na década de 1920, mas quem desenvolveu essa técnica da forma como a conhecemos hoje foram os estúdios Walt Disney no começo da década seguinte. O primeiro filme a ter um storyboard completo foi Os três porquinhos, em 1933.
No final dessa década, todos os estúdios usavam a ferramenta. Similar a uma história em quadrinhos, os storyboards representam a ação que acontece diante das câmeras, assim como os movimentos da mesma, em uma série de imagens.
Um dos primeiros filmes de ficção que foram totalmente concebidos com storyboards foi E o Vento Levou, de 1939. O clássico hollywoodiano também faz parte da mostra. O poderoso produtor David O. Selznick queria o storyboard completo do filme antes da filmagem. Para ele, essa era a única maneira de planejar o visual do filme e alcançar a dramaticidade necessária para contar a história. Só para a sequência do incêndio em Atlanta foram criadas mais de 60 pinturas feitas com aquarela.
A técnica da concepção dos storyboards é diferente de filme para filme. Em alguns casos como no filme Taxi Driver o próprio diretor Martin Scorsese fez os desenhos de maneira simples e direta, pensando mais claramente nos movimentos de câmera e na ordem das cenas.
Já os desenhos feitos para o filme alemão Homens sem lei, de 1929, revelam o lado sombrio da trama. Por outro lado, o visual e o clima onírico do musical Sapatinhos vermelhos, de 1948, é retratado em um storyboard com diferentes técnicas e cheio de cores. O diretor de arte Hein Heckroth chegou até mesmo a animar algumas sequências para convencer os diretores sobre o visual da cena de balé.
Arte e efeitos especiais
Outra função dos storyboards é ajudar atores e equipe a entenderem como será o resultado final do filme depois da pós-produção e efeitos especiais. Alfred Hitchcock desenvolveu com Harold Michelson o storyboard de Os Pássaros. A qualidade artística se uniu ao método de planejamento de filmagem de Hitchcock e o resultado foi mais do que perfeito.
Outro diretor que utiliza o recurso para aprimorar e dar mais realismo às cenas com efeitos especiais é Steven Spielberg. Dois de seus filmes fazem parte da exposição com imagens bem diferentes. O storyboard de Inteligência artificial foi concebido enquanto o diretor do filme ainda era Stanley Kubrick. Nas imagens vemos grandes cenários que não chegaram à versão final do filme. Já os impressionantes desenhos de Os cavaleiros da arca perdida revelam assustadores fantasmas que, antes de ganhar vida nas telas, ganharam vida no contraste entre o fundo preto e as cores fluorescentes.
Além do storyboard e de cenas de 21 clássicos do cinema a mostra ainda conta com 26 obras de diversos artistas, como os norte-americanos Paul McCarthy e Andy Warhol, que se relacionam com os filmes e as ilustrações.
Dos mais artísticos aos mais rudimentares, esses storyboards ajudam-nos a entender como gênios do cinema transformam, através de desenhos, palavras em imagens.
A exposição Entre cinema e arte. Storyboards de Hitchcock a Spielberg poderá ser visitada no Museu do Cinema em Berlim até 27 de novembro.
Richard Hamilton cunhou o estilo que se viria a tornar
num movimento artístico (Marco Maurício)
Morreu nesta terça-feira, ao início da manhã, o britânico Richard Hamilton, considerado por muitos como o pai da “pop art”, anunciou o seu galerista Larry Gagosian, responsável da The Gagosian Gallery, sem adiantar as causas da morte. O artista tinha 89 anos.
“O mundo da arte perdeu uma das suas principais figuras”, escreveu em comunicado o galerista, explicando que a influência de Hamilton nos jovens artistas era “imensurável”.
Apesar da sua idade, Richard Hamilton continuava activo e estava agora a preparar uma grande retrospectiva itinerante da sua obra, que passaria por Los Angeles, Filadélfia, Londres e Madrid entre 2013 e 2014.
Richard Hamilton alcançou notoriedade na década de 1950 com a obra “Just What Is It That Makes Today’s Homes So Different, So Appealing?”, uma colagem de um casal nu, fisicamente idealizados, onde ele segura um chupa vermelho que diz pop, numa casa onde a referência a vários produtos é marcante.
Talvez por isso, este trabalho foi destacado por muitos historiadores de arte como o arranque do movimento artístico da pop art. O próprio termo “pop art” é atribuído a Hamilton, quando este escreveu num texto de 1957: “A ‘pop art’ é popular, transitória, dispensável, low cost, produzida em massa, jovem, sexy, glamorosa e um grande negócio”. Assim designava o movimento que acabou por ser mais reconhecido através de nomes como Andy Warhol ou Roy Lichtenstein.
Da fotografia à pintura, da colagem à escultura, passando pelas mais modernas tecnologias, Richard Hamilton explorou e experimentou as mais diversas áreas.
“A minha ambição sempre foi ser multi-alusivo. Eu queria ter a vida toda no meu trabalho”, disse ele uma vez, aqui citado pelo “The Telegraph”. Nunca teve medo de provocar e por isso alguns dos seus trabalhos não escondiam as suas posições políticas. Em 2007, durante a intervenção militar britânica na guerra do Iraque, Hamilton imprimiu um retrato de Tony Blair, vestido como cowboy.
Também representou Mick Jagger numa obra e foi responsável pela capa do álbum “White Album”, dos Beatles.
“Nós temos os nossos ícones nacionais e as nossas celebridades pop. Mas nem Francis Bacon nem Lucian Freud ou Damien Hirst moldaram tanto a arte moderna da forma que Hamilton fez quando pôs um chupa com a palavra Pop na mão de um homem musculado”, escreve o crítico de arte do The Guardian, Jonathan Jones, no obituário do artista.
Para Nicholas Serota, director da Tate Gallery, Hamilton foi sempre muito admirado pelos seus pares, “incluindo Andy Warhol e Joseph Beuys. “Ele morreu como terá desejado”, disse à BBC. O próprio artista, numa entrevista à BBC no ano passado, garantiu estar orgulhoso do seu percurso. “Fiz exactamente o que sempre quis faz e sempre tive muita sorte a fazer isso.”
Tony Bennett acaba de divulgar um vídeo de uma entrevista recente a Amy Winehouse, sobre o dueto que gravaram juntos para o seu álbum "Duets II". No vídeo, Amy aparece a cantar com Bennett e fala também sobre o tema, "Body and Soul".
Amy contou, divertida, como é que conheceu Tony Bennett:
«A primeira vez que conheci o 'Tone' foi... posso chamar-lhe 'Tone'? Obrigada. A primeira vez que conheci o 'Tone' - não era melhor perguntares-lhe primeiro? A sério. Antes de começarmos... ok. A primeira vez que conheci o 'Tone' fui com o meu pai, a minha madrasta e o meu namorado ve-lo ao Royal Albert Hall. E fomos nas duas noites.»
A cantora mostrou também a sua boa disposição quando falou da reacção do pai, Mitch Winehouse, à música escolhida para dueto:
«Quando o meu pai soube que eu e o 'Tone' iamos cantar a música “Body and Soul”, o meu pai disse 'Oh! É só a minha preferida de sempre, oh meu Deus! Sabes sequer qual é??' e eu disse 'Claro que sei Mitchell. Sou tua filha. Claro que conheço a música.»
2016
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