Eduardo Malé expõe pinturas e esculturas em Barcelona

De 25 de Fevereiro à 30 de Março próximo, a expressão artística são-tomense marca presença na cidade espanhola de Barcelona. Obras do artista plástico Eduardo Mallé, que promete conquistar o público de Barcelona.

“Nós e nozes”, é o tema da exposição que será aberta no espaço DeGusto Portugués – Tienda Gourmet y Bodega de Barcelona. Com a colaboração da Associação Caué, que enviou uma nota para a redacção do Téla Nón, a exposição de Eduardo Malé, reflecte um universo artístico, que tem como base o quotidiano.

Segundo o artista plástico, a sua obra mostram a realidade actual e a necessidade urgente da sua transformação. «Obras que resultam da prática apurada do artista, das suas referências artísticas e da sua formação académica», diz a Associação Caué.

Para visitar a exposição a ser inaugurada no dia 25 de Fevereiro siga o seguinte endereço:
DeGusto Portugués – Tienda Gourmet y Bodega
Carrer del Montseny 12
08012 Barcelona
Telf. (+34) 931 186 748

«Duchamp: A Arte de Negar a Arte

A Exposição Duchamp: A Arte de Negar a Arte é composta por litografias, objectos, aguafortes e readymades do pintor e escultor francês Marcel Duchamp.

Tido como um dos precursores da arte conceitual e um dos principais impulsionadores do movimento do Dadaísmo, corrente artística que rompe com as formas de arte tradicionais e defende a espontaneidade e o absurdo, Duchamp é considerado um dos artistas mais influentes da história de Arte Moderna.

Os readymades, objectos de uso corrente retirados do seu contexto, assinados e transformados em obra de arte - como é o caso da Fonte (Urinol), uma das suas obras mais famosa e irónica - tornaram-se o elemento de destaque da produção de Duchamp.

A Exposição Duchamp: A Arte de Negar a Arte divide-se em dois temas, o Pensamento e o Método. O primeiro exprime-se numa série de trabalhos orgânicos e não convencionais, ligados à palavra como formulação do pensamento: o desenho, as serigrafias e as gravuras a águaforte. Aqui encontram-se obras como Erratum Musical, 1913, Possible de 1913 ou a célebre edição da La Mariée mise à nu par ses célibataires même (La boite verte) de 1934.

Mais iconoplasta e tridimensional, a segunda parte da exposição representa o Método como filosofia do quotidiano, apresentando os readymades no percurso de Marcel Duchamp como é o caso do Porta Garrafas (Bottle Dryer), o Urinol (Fountain) ou a Porta (Porte).

Artista(s): Marcel Duchamp
Endereço: Páteo de São Miguel,
7000-901 ÉVORA
Telefone: 266748300

ARCO Madrid continua a ser primeira porta de saída da criação portuguesa

A Feira ARCO Madrid, que em 2011 completa trinta anos, continua a ser uma primeira porta de saída da arte portuguesa para o exterior, na opinião de alguns dos 12 galeristas que vão estar presentes com produção nacional recente.

A Feira de Arte Contemporânea ARCO Madrid 2011 vai reunir entre 16 e 20 de fevereiro um total de 190 galerias e terá a Rússia como país convidado, além de uma exposição especial sobre o contributo de trinta anos para o setor da arte contemporânea em Espanha.

Portugal tem estado presente desde o início do certame internacional com cerca de uma dezena de galerias nacionais que continuam a apostar na apresentação da arte portuguesa em Madrid, como é o caso de Pedro Cera, com galeria em Lisboa.

Para o galerista, a ARCO Madrid continua a ser a primeira porta de saída da arte portuguesa para o exterior "porque é uma feira onde tradicionalmente se fazem muitos programas com comissários e diretores de museus", traduzindo-se em oportunidades de visibilidade para os artistas.

"Há um lado comercial, mas também de descoberta e contactos, o que faz com que muitos artistas portugueses tenham começado ali a sua carreira internacional", observou, em declarações à agência Lusa.

Para o galerista, que procura levar à ARCO todos os anos obra nova dos artistas portugueses com quem trabalha, "em Espanha, há muito interesse na arte portuguesa".

"Isso tem uma explicação, e as raízes estão na qualidade dos trabalhos que as galerias portuguesas apresentam. Os colecionadores espanhóis têm muita consideração por essa preocupação de mostrar um nível elevado da criação nacional", sustentou o também ex presidente da direção da Associação Portuguesa de Galerias de Arte (APGA).

Este ano, conta levar à ARCO obras dos artistas portugueses Gil Heitor Cortesão, Pedro Barateiro, Ricardo Valentim, André Cepeda e Nuno Cera.

Também Manuel Ullisses, galerista da Quadrado Azul (no Porto e Lisboa), vai estar presente pelo décimo terceiro ano na "prestigiada feira internacional", onde tem levado artistas portugueses como hngelo de Sousa, Álvaro Lapa, Fernando Lanhas e José de Guimarães, entre outros.

Este ano, levará uma seleção que inclui Artur Barrio, artista português que vive no Rio de Janeiro desde 1955, Francisco Tropa, Hugo Canoilas, João Queiroz, Paulo Nozolino, Pedro Tropa e Thierry Simões, nascido em Paris, mas que reside em Portugal.

Francisco Tropa é o artista que vai representar Portugal na 54. Exposição Internacional de Arte -- da Bienal de Veneza, enquanto Artur Barrio fará a representação do Brasil naquele certame internacional.

Carlos Urroz, que esteve em janeiro em Lisboa para apresentar em detalhe a programação da ARCO Madrid, disse na altura à Lusa que a dimensão de visitantes portugueses no certame de Madrid ronda anualmente os 15 por cento, "um valor incrível" num universo de cerca de 150 mil visitantes.

As outras galerias de Portugal que participam na ARCO são: Carlos Carvalho, Filomena Soares, Galeria 111, Lisboa 20/Miguel Nabinho, Cristina Guerra e Vera Cortês - de Lisboa - Pedro Oliveira, Presença e Nuno Centeno/Reflexus - do Porto - e ainda Fonseca Macedo, de Ponta Delgada.

Na totalidade, participam galerias provenientes de mais de trinta países, com pintura, escultura, instalações, fotografia, vídeo, new media, desenho e gravura.

Flauta de Rão Kyao interpreta liturgia católica

Rão Kyao associou-se aos 75 anos do Seminário de São Paulo de Almada (inaugurado em outubro de 1935) e lançou o CD “Sopro de Vida – Ao ritmo da Liturgia”.

As 25 faixas são interpretados pela flauta de Rão Kyao, acompanhado ao órgão por Renato Silva Júnior.

No libreto que acompanha o CD, Rão Kyao explica a origem e os objetivos do projeto:

«Este CD é a concretização de um sonho: “Cantar”, numa gravação com a flauta, uma série de cânticos religiosos de grande profundidade melódica. O meu amigo Padre Rodrigo sugeriu-me para isso duas diretrizes:

Primeiro: coligir os temas escolhidos de acordo com a progressão do Ano Litúrgico: Advento, Natal, Epifania, Quaresma, Semana Santa, Paixão, Páscoa (Ressurreição, Ascensão e Pentecostes)... e, numa segunda parte, ordenar temas ao ritmo da celebração eucarística, com música para a entrada, aclamação da Palavra, ofertório, comunhão, ação de graças, cântico a Nossa Senhora e, no fim, um tema original, a parábola.

A segunda sugestão foi a de tocar temas exclusivamente de autores portugueses de várias épocas, para mais dar a conhecer a grande qualidade dos nossos compositores litúrgicos.

O ouvinte, se assim o desejar, tem ao seu alcance, no libreto, parte das letras dos respetivos temas para poder interiorizar melhor o ambiente e mensagem espirituais de cada um deles.

O CD, para nossa alegria, fica associado à celebração dos setenta e cinco anos do Seminário de São Paulo de Almada.

Agradeço a todos os envolvidos através do Padre Rodrigo cujo apoio, conhecimentos e força espiritual foram fundamentais na elaboração desta prestação musical a todos.

Reportagem de Carlos Jesus Silva

Artistas brasileiros vão expor no Dubai

Quadros e esculturas de 21 brasileiros vão estar na Gallery 76, a partir de quarta-feira. A exposição é organizada pela galeria Eric Art e tem apoio da embaixada do Brasil nos Emirados.

Os artistas plásticos brasileiros estão conquistando cada vez mais espaço nos Emirados Árabes. Na próxima quarta-feira (09), os árabes vão poder apreciar e comprar as obras de 21 artistas, que vão expor na Gallery 76, no Dubai, até dia 23 deste mês. A galeria vai abrigar 33 obras brasileiras, entre quadros e esculturas, que foram selecionadas pelo curador Eric Landmayer, diretor da galeria Eric Art, de São Paulo.

Os artistas são de diversas localidades do Brasil e trabalham com diferentes modalidades de artes plásticas, como pintura, escultura, arame em alumínio e desenho. “Gosto de levar um pouco de tudo”, disse Landmayer, que já organizou diversas exposições brasileiras nos Emirados Árabes.

De acordo com ele, as obras brasileiras são muito bem aceitas no mercado árabe. As cores, a temática e a variedade de estilo chamam a atenção dos árabes. “O Brasil está em alta no mercado de arte no exterior”, afirmou o curador, que trabalha no mercado há 35 anos e já levou as obras brasileiras para mais de 40 países.

Essa vai ser a primeira vez que Landmayer vai expor na Gallery 76. A exposição tem o apoio da embaixada do Brasil em Abu Dhabi. Para ajudar na divulgação, Landmayer tem um parceiro nos Emirados, que tem contato direto com clientes e colecionadores no mundo árabe.

Com a ajuda de Landmayer, que também é promotor cultural e crítico de arte pela Associação Internacional de Críticos de Artes (Aica-Paris), as obras brasileiras já foram adquiridas por muitos colecionadores e compradores internacionais. Segundo ele, a ideia agora é divulgar mais o trabalho do Brasil no mundo árabe. Dos países árabes, além dos Emirados, o curador já fez uma exposição no Egito. No total, 40 países já receberam exposições organizadas pela Eric Arte.

A maioria dos artistas brasileiros que vai estar na Gallery 76 é emergente, alguns estão em início de carreira e outros já têm um nome mais conhecido, como é o caso da artista convidada Sônia Menna Barreto. A artista, que faz pintura a óleo, ficou muito conhecida em 2002, quando um de seus quadros foi entregue para fazer parte do acervo de obras da família real inglesa, no Palácio de Buckingham.

De acordo com Landmayer, em toda exposição organizada por ele nos Emirados Árabes ocorre venda. Essas exposições são realizadas uma vez por ano. As obras que vão estar na Gallery 76 custam em média US$ 3 mil. “Tenho muito interesse em me fixar no mercado árabe. Quero difundir a arte brasileira e quem sabe conseguir um espaço fixo para as obras brasileiras nesse mercado”, afirmou.

Quadro de Júlio Pomar vendido por 85 mil euros em Lisboa

Mestre Julio Pomar
Um óleo sobre tela de Júlio Pomar, intitulado "O Violinista", foi vendido na segunda-feira à noite num leilão em Lisboa por 85 mil euros, revelou hoje à agência Lusa a leiloeira Cabral Moncada.

Neste leilão foram à praça cerca de 400 lotes de obras de arte, na maioria de pintura, desenho e escultura de artistas portugueses como Maria Helena Vieira da Silva, Nikias Skapinakis e Cargaleiro.

De acordo com os dados fornecidos pela Cabral Moncada Leilões, entre as obras que atingiram valores mais elevados estão ainda um quadro de Maria Helena Vieira da Silva intitulado "Indigo", arrematado por 36 mil euros, e um "Autoretrato no Atelier", de Dórdio Gomes, que ficou por 34 mil euros.

Um quadro sem título de Manuel Cargaleiro foi arrematado por 22 mil euros, a tela "Paisagem de Lisboa", de Nikias Skapinakis, ficou por 20 mil euros, um quadro sem título de José de Guimarães foi vendido por 18 mil euros, e a obra "O Cheiro do rio Tejo", de Manuel Cargaleiro, por 17.500 euros.

A ilustração de Júlio Pomar "Uma Abelha na Chuva" ficou por 16 mil euros, um quadro sem título de Ângelo de Sousa foi arrematado por 13.500 euros, a obra "Variação sobre um Tema de Fuseli", de António Areal, foi vendido por 10.500 euros e, pelo mesmo valor, uma tela sem título de Jorge Pinheiro.

Um quadro de Noronha da Costa, também sem título, foi arrematado por 10 mil euros.

Estava também entre os lotes de pintura uma obra de Malangatana, pintor moçambicano falecido este ano em Matosinhos, na sequência de doença prolongada.

De acordo com a Cabral Moncada, a obra não foi arrematada no leilão de segunda-feira, mas ficou reservada por um interessado.

A Arte do Sagrado

O Museu Metropolitano de Arte de Curitiba da Fundação Cultural de Curitiba possui um dos maiores acervos paranaenses. Ao todo, são cerca de 3.500 itens, de arte popular e indígena a objetos diversos, peças de artesanato e obras de arte, divididos entre as coleções: Andrade Muricy, Ben Ami, Cleusa Salomão, Jorge Carlos Sade, Mohamed, Poty Lazzarotto, FCC e Prefeitura Municipal de Curitiba.

Além de doações independentes, efetuadas por artistas que expõem naquele espaço ou outros locais da entidade. É preciso observar que qualquer item acrescentado ao acervo tem que antes passar por um exame técnico, que atesta a integridade das condições físicas da obra, tais como estado da camada pictórica, estado do suporte, etc. e por análise estético-artística efetuada pelos Conselhos do Acervo da Fundação Cultural de Curitiba.

Qualquer acréscimo quantitativo a um acervo é denominado aquisição, que se classifica sob quatro aspectos principais: aquisição por compra de obra de arte, aquisição pela doação de obra de arte, aquisição por comodato – que é uma espécie de empréstimo e aquisição proveniente de projetos feitos com o objetivo de aumentar o acervo na justa medida em que se preencham as lacunas, como as decorrentes da ausência de nomes importantes de artistas que deveriam já estar representados com obras nas coleções.
Nesta exposição, o Museu Metropolitano de Arte de Curitiba - MuMA, se reúne ao Museu de Arte Sacra da Diocese de Curitiba - MASAC, para apresentar obras de arte e peças relacionadas à arte religiosa. Normalmente, as obras do acervo do MuMA são expostas na sua própria Sala do Acervo. Entretanto, o local encontra-se em reforma, fato que contribuiu para a realização desta mostra em conjunto com o MASAC. Lá se pode ver uma pintura sobre papel de Dulce Osinski, uma pintura à óleo de Everly Giller, e três peças de arte popular, estas pertencentes à coleção Poty Lazzarotto.

Dulce Osinski, destacada artista paranaense, possui uma linguagem em que o gestual expressionista é utilizado em registros de acontecimentos que permeiam sua própria vida, ora como protagonista, ora como narradora. Por meio de traços sensíveis e nervosos, somados ao uso de cores vibrantes centradas no vermelho e azul, ela pinta uma figura estática num momento especial na vida da menina católica: a primeira comunhão. A ênfase do desenho desloca-se para os pés, os quais, visivelmente aumentados, sugerem uma base sólida de fé, ao mesmo tempo em que se constituem como uma camisa de força simbólica – grilhões morais que se tornam atuantes, a partir dali, por toda a vida.

A pintura intitulada “Anunciação - Zwiastowanie” de Everly Giller – nascida em Caçador, Santa Catarina, porém adotada por Curitiba – apresenta outro tipo de abordagem conceitual, e conseqüentemente, pictórica.. Daí, surge uma visão extremamente lírica, em que a tela mostra uma série de tonalidades de azul mesclada com verdes, que fascina pelo uso das cores e pela composição fantástica, onírica, de um universo que se complementa nele mesmo, girando numa bolha etérea de formas, estrelas, cometas, flores. Produto intelectual, além do artístico, a obra alude à ícones religiosos, à arte medieval e à lei áulica que determina o tamanho maior para a personagem mais importante: a Virgem Maria. As duas obras em cerâmica pintada, “Santa Eugênia” e “Santa com Menino Jesus”, apresentam similaridades de concepção e execução que apontam para uma única autoria, infelizmente desconhecida.
A arte popular, muitas vezes, não possui registro de quem a executou, como no caso destas peças provenientes do Vale do Jequitinhonha, no Estado de São Paulo. Elas mostram a delicadeza e riqueza das formas ingênuas, em que o sentimento religioso se volta para um trabalho detalhista, de difícil elaboração e extremamente atraente. A escultura em madeira intitulada “Oratório” também é anônima e não possui referência do lugar de origem. Entretanto, produto de um artista ínsito, ela é entalhada com elementos sintéticos que a elevam a um patamar de concentração de significados.

O aspecto “clean” e estrutural, longe de denotar ausências, vem acentuar o caráter forte, vigoroso e direto das formas simples. A tensão contida, que é a mesma empregada pelo entalhador durante a execução da obra, salienta a essência do tema.

O MASAC fica anexo à Igreja da Ordem no Centro Histórico de Curitiba e abre de Terça a Sexta e fecha às segundas-feiras.

ARTE CONCEITUAL - INTRODUÇÃO

Final da década de 1960.
“A própria ideia, mesmo se não é tornada visual, é uma obra de arte tanto quanto qualquer produto”, disse o escultor Sol LeWitt, que deu nome ao movimento.

“É qualquer coisa que não seja pintura ou escultura, que enfatize o pensamento do artista e não a manipulação de materiais.”

"Um cego pode fazer arte se o que estiver em sua mente puder ser transmitido para outra mente de forma perceptível", Sol LeWitt.

I – DADOS CRONOLÓGICOS:

Em 1969, acontecem três exposições que marcam o nascimento da ARTE CONCEITUAL: “Conceptual Art”, “No Object (Leverkusen)” e “Live in your head – whwn actitudes become form (Berna)”.

“A pintura morreu”, proclamava o mundo da arte no final dos anos sessenta e começo dos setenta. Não só a pintura, mas a escultura também, na opinião de um grupo chamado: Artistas Conceituais.
A Arte Conceitual recorre frequentemente, ao uso de fotografias, mapas e textos escritos (como definições de dicionário). Em alguns casos, como no de Sol Lewitt, Yoko Ono (grupo Fluxus) e Lawrence Weiner, reduz-se a um conjunto de instruções escritas que descrevem a obra, sem que esta se realize de fato, dando ênfase à ideia no lugar do artefato. Alguns artistas tentam, também, desta forma, mostrar a sua recusa em produzir objetos de luxo - função geralmente ligada à ideia tradicional de arte - como os que podemos ver em museus.

Sua ênfase durou até os anos 80, porém é muito praticada até hoje.

II – CARACTERÍSTICAS:

Qualquer ato ou pensamento pode ser considerado Arte Conceitual.





A arte deixa de ser o objeto tradicional, a materialização da ideia, para transformar-se na concepção que o artista tem da arte.


“As obras de arte são pouco mais que curiosidades históricas”, disse Joseph Kosuth e esse desenvolvimento era apenas parte de uma tendência chamada “desmaterialização da arte objeto”.

Se uma ideia criativa é fundamental para a arte, produzir um objeto concreto provocado pela ideia é supérfluo. Portanto, a execução é algo mecânico e pode ser desenvolvido com mero exercício; o problema é a ideia do pensamento que pode ser estrito entre o objeto e a palavra (história, texto ou narração, que deve ser expresso através de uma única ideia).
A ARTE CONCEITUAL reside no conceito essencial, não no trabalho real; trabalha os estratos profundos até então apenas acessíveis ao pensamento; às ideias e aos conceitos.
Ela não representa, não exprime, rejeita todos os códigos anteriores, a ponto de alguns críticos proporem uma nova periodização para a história da arte contemporânea: pré-conceitual e pós-conceitual. Afinal, os Minimalistas varreram da arte a imagem, a personalidade, a emoção, a mensagem e a produção manual e os Conceitualistas deram um passo além e eliminaram o objeto.

Além disso, os artistas conceituais reivindicaram uma nova relação entre arte e texto, usando mensagens verbais e escritas como a própria obra de arte.
Em 1961, o artista Piero Manzoni provando que tudo pode virar produto e ser vendido, defecou em 90 latinhas e as etiquetou com o texto “Merda d´ Artista” ( Merda de Artista). Detalhe: todas as latas foram realmente comercializadas. Já Sol LeWitt, dizia que os conceitualistas eram misteriosos e não podiam ser alcançados pela lógica.





“Isto é arte!” Situar nessa esfera como ideia central e expressá-la por meios e métodos, isto é, estarmos no domínio conceitual

Como o espectador tem que ter intelectualidade para entender esse tipo de arte e, como existe uma preguiça em pensar, é muito mais fácil dizer que: “Isso não é arte”. Como se o artista te chamasse de ignorante. Mas, na verdade, ele quer que você pense.

“A arte ajuda a respeitar os outros; as diferenças; os preconceitos e às pessoas preferem dizer que aquilo não é digno de sua atenção. Você acaba satirizando as coisas feitas pelos outros, mas o ignorante é você, que não as entende.”

“Eu faço e alguém executa”. O conceito de propriedade é intelectual (a ideia é autoria própria) e ela está inteiramente apoiada no texto.

O ato de conceber vem do conceito (algo concedido na mente e fruto de operações mentais). Começa-se pensar em conceito através da escrita (palavras) e esses conceitos, são abstrações que pertencem ao individual, pois cada um tem seu próprio conceito.

O conceito não é verbalizado, senão precisaria de outras palavras para existir.

A Arte Conceitual possui uma relação estreita entre o título e a obra, porque dela depende a interpretação que aí está. Por exemplo, a imagem do fogo ou da água. A forma de induzir esse pensamento pode ser qualquer uma (pintura, foto, música, performance) forma, porque a execução não é importante e sim a operação de pensar.

Surgiu no auge do movimento contra cultural (meados dos anos 60) e esse movimento, define-se contra tudo o que é estabelecido; portanto, revolucionário.

Começou a explosão com o Minimalismo (caixotes como obra de arte; produtos industrializados e executados por muitos funcionários e não pelo artista, acarretando muitas despesas); mas, essa detonada não foi suficientemente forte como a Arte Conceitual, ainda que as pessoas não entendam do que se trata.





Algumas obras são feitas dentro do contexto social-histórico e em algum segmento da sociedade, dificultando o entendimento da mensagem. Não eram “coisas” específicas para uma geração e acaba virando uma arte hermética, pois relaciona com particulares e específicas e não, universais. Um artista, por exemplo, dá instruções por telefone aos operários de um museu para montarem uma obra, que o próprio “artista” jamais havia visto ou tocado. Trata-se de uma arte desafiante.

Na arte conceitual, o espaço teórico toma à frente a práxis; se antes havia ainda qualquer preocupação quanto à presentidade da obra, na arte conceitual o objeto, quando também material, é mero sustentáculo das relações pretendidas pelo artista. Pode-se afirmar que na Arte Conceitual é mais importante a teoria, as concepções intelectuais, que o estético em si.

Não há na Arte Conceitual, como consequência, qualquer dos valores tradicionais da arte: nem domínio técnico e/ou resultados estéticos. Ela pode repercutir apenas no plano social (contestatório), no plano intra-subjetivo, psicológico (com intenções liberalizantes), ou no plano intra-artístico (com intenções meta críticas), que suas funções originárias estarão satisfeitas.


“Frases sobre a Arte Conceitual”, de Sol Lewitt

1. Os artistas conceituais são místicos e não racionalistas. Eles saltam para conclusões que a lógica não pode alcançar.
2. Julgamentos racionais repetem julgamentos racionais.
3. Julgamentos ilógicos levam a novas experiências.
4. A arte formal é essencialmente racional.
5. Pensamentos irracionais devem ser seguidos absolutamente e logicamente.
6. Se o artista muda de idéia no meio da execução da obra ele compromete o resultado e repete resultados passados.
7. A vontade do artista é secundária em relação ao processo que ele inicia a partir da idéia até sua completude. Sua obstinação pode ser apenas ima questão de ego.
8. Quando palavras como pintura e escultura são usadas, conotam toda uma tradição implicam uma conseqüente aceitação desta tradição, assim estabelecendo limitações ao artista que ficaria relutante em fazer arte que vai além das limitações.
9. Conceito e ideia são diferentes. O primeiro implica uma direção geral enquanto que a última, seus componentes. As ideias implementam o conceito.
10. Ideias sozinhas podem ser obras de arte; estão em uma cadeia de desenvolvimento que pode eventualmente encontrar uma forma. Nem todas as ideias precisam ser concretizadas.
11. Ideias não necessariamente seguem uma ordem lógica. Podem apontar para inesperadas direções, mas uma ideia deve estar completa na mente antes que a próxima seja formada.
12. Para cada obra de arte que se concretiza há muitas variações que não se concretizam.
13. Uma obra de arte pode ser compreendida como um condutor que parte da mente do artista para as mentes dos espectadores. Porém, pode nunca alcançar o espectador ou nunca deixar a mente do artista.
14. As palavras de um artista para outro podem induzir ideias em cadeia, se eles compartilham do mesmo conceito.
15. Como nenhuma forma é intrinsecamente superior à outra, o artista pode usar qualquer forma, desde uma expressão por palavras (escritas ou faladas), até realidade física, igualmente.
16. Se palavras forem usadas, e ela procederem de ideias sobre arte, então são arte e não literatura; números não são matemática.
17. Todas as ideias são arte se estão relacionadas à arte e cabem nas convenções da arte.
18. Geralmente, entende-se a arte do passado através da aplicação das convenções do presente, assim, compreendendo de maneira equivocada a arte do passado.
19. As convenções da arte são alteradas pelas obras de arte.
20. A arte bem sucedida muda nosso entendimento das convenções por alterar nossas percepções.
21. A percepção de ideias leva a novas ideias.
22. O artista não pode imaginar sua arte nem percebê-la até que esteja completa.
23. O artista não pode ter, em relação a uma obra de arte, uma percepção diversa (entender diferentemente do autor) e, no entanto, isso pode desencadear nele uma cadeia de pensamentos relacionados a essa percepção.
24. A percepção é subjetiva.
25. O artista não necessariamente entende sua própria arte. Sua percepção não é melhor nem pior do que a percepção dos outros.
26. Um artista pode perceber a arte de outros melhor do que a sua própria.
27. O conceito de uma obra de arte pode envolver o conteúdo da obra ou o processo pelo qual ela foi produzida.
28. Uma vez estabelecida a ideia da obra na mente do artista e decidida sua forma final, o processo é desenvolvido automaticamente. Existem muitos efeitos colaterais que o artista não pode imaginar. Estes podem ser usados como ideias para novos trabalhos.
29. O processo é mecânico e não deve ser modificado. Deve seguir seu curso.
30. Há muitos elementos envolvidos na obra de arte. Os mais importantes são os mais óbvios.
31. Se um artista utiliza a mesma forma em um grupo de obras, e muda o material, pode-se presumir que o conceito do artista envolvia o material.
32. Ideias banais não podem ser salvas por uma bela execução.
33. É difícil estragar uma boa ideia.
34. Quando um artista aprende sua arte muito bem, ele faz arte refinada.
35. Estas frases são comentários sobre arte; mas, não é arte.

Feira Internacional de Artes realiza-se em Coimbra

A primeira Feira Internacional de Artes – FIARTE/ART€UROPA 2011 realiza-se de 1 a 10 de Abril próximo, na Praça da Canção, em Coimbra, por iniciativa do Movimento Artístico de Coimbra (MAC).

O evento, apresentado em conferência de imprensa, na Casa da Cultura de Coimbra, contemplará tudo o que se relacione com pintura, escultura, fotografia e instalação, através de exposições, conferências, workshops, entre outras iniciativas que oportunamente serão consagradas no programa.

A vertente científica das artes será desenvolvida através da participação de conferencistas (licenciados, mestres e professores universitários) de Arte ou de História da Arte.

O MAC conta com a participação de diversas entidades ligadas ao universo das artes e com o apoio da Câmara Municipal de Coimbra e da Escola Universitária das Artes de Coimbra.

Arte contemporânea: Cabral Moncada leiloa 400 obras

Obras de Júlio Pomar, Vieira da Silva, Nikias Skapinakis e Cargaleiro, entre outros artistas portugueses, num total de 400 lotes, na maioria de pintura, desenho e escultura vão a leilão no dia 31 de janeiro, em Lisboa.

Organizado pela Cabral Moncada Leilões, o leilão vai apresentar também peças de mobiliário e de design, arte africana, fotografia, e ainda diversas peças de autor em prata, segundo a empresa.

Jorge Vieira, Carlos Botelho, Ângelo de Sousa, Raul Perez, Jorge Martins, João Vieira, Graça Morais, Rogério Amaral, Dórdio Gomes, José de Guimarães, Julião Sarmento, Malangatana, Nadir Afonso e Jorge Pinheiro são outros dos artistas representados no leilão, num total de 186 criadores.

Na pintura estará à venda uma obra de Maria Helena Vieira da Silva, intitulada "Indigo", cuja estimativa está estabelecida entre os 30.000 e os 45.000 euros, a pintura "O Violinista", de Júlio Pomar (entre 60.000 e 90.000 euros), um óleo sobre tela sem título de Nadir Afonso (entre 27.000 e 40.500 euros), e a pintura de Carlos Botelho "Panorâmica Rósea - Lisboa" (entre 35.000 e 52.500 euros).

Entre outras telas de artistas portugueses estão "Paisagem de Lisboa", de Nikias Skapinakis (entre 20.000 e 30.000), "O Cheiro do Rio Tejo", de Manuel Cargaleiro (entre 17.500 e 26.250 euros), um sem título de Ângelo de Sousa (estimativa entre 10.000 e 15.000 euros), também um óleo sobre tela sem título de José de Guimarães (entre 15.000 e 22.500) e uma tela de Malangatana (entre 8.000 e 12.000 euros).

Dórdio Gomes está representado com um "Auto-retrato no Atelier" (entre 20.000 e 30.000 euros), Mário Cesariny com um acrílico sobre aglomerado de madeira intitulado "A Pianista" (entre 2.000 e 3.000 euros), um sem título de Noronha da Costa (entre 5.000 e 7.500 euros) e outro sem título de Raúl Perez (entre 9.000 e 13.500).

Na escultura, entre outras peças, constam do leilão esculturas de Jorge Vieira: uma em aço, sem título, cuja estimativa varia entre 10.000 e 15.000 euros e uma intitulada "Casal de Alentejanos", em bronze, entre 3.000 e 4.500 euros.

SOTHEBY´S vende obras raras de Gauguin

A Sotheby´s Internacional vai vender, a 30 de Março, em Londres, uma série de gravuras da autoria de Paul Gauguin. Pintadas entre 1894 e 1902, em França e no Taiti, estas dez obras fazem parte da colecção de Stanley J. Seeger. Esta série de desenhos irá liderar a venda “Gravuras antigas, modernas e contemporâneas”, avaliada entre 513 e 686 mil euros.

As obras foram feitas com recurso a técnicas inovadoras para a época como pinturas em madeira. Quando chegou ao Taiti, Gauguin explorou e desenvolveu novas técnicas de impressão em papel e madeira, nunca antes vistas pelos seus contemporâneos.

Entre as obras mais representativas deste lote, encontram-se “Oviri” (avaliado em cerca de 95 mil euros), a representação de uma criatura mítica do Taiti, e “Crouching Tahitian Woman” (avaliado em 261 mil euros).

Sobre a SOTHEBY’S International Realty

Com trinta anos de experiência no mercado imobiliário de luxo e 260 no leiloeiro, a marca Sotheby’s é sinónimo de serviços de excelência e relações de confiança, tendo realizado, em 2004, uma parceria estratégica com o grupo norte-americano, Realogy Corporation, para o desenvolvimento do negócio imobiliário.

A Sotheby’s International Realty, que conta com mais de 500 escritórios distribuídos por 42 países, com destaque para Reino Unido, Estados Unidos, Espanha, Rússia, Brasil, França, Alemanha, África do Sul, integrando uma rede imobiliária de dimensão internacional com mais de 11.000 colaboradores.

A Sotheby’s International Realty está representada em Portugal desde Outubro de 2007. Com escritórios em Lisboa, Restelo, Estoril e Vilamoura, é líder do mercado imobiliário de luxo em Portugal, prestando um serviço diferenciado a um público sofisticado e do segmento alto. A aposta da marca em Portugal continua em 2011 com a expansão da rede de lojas, alargando a excelência do serviço a mais cidades portuguesas.

Mais informações em http://www.sothebysrealtypt.com/

Festa das Fogaceiras - Santa Maria da Feira

A Festa das Fogaceiras é uma tradição com mais de cinco séculos, marcados pela devoção do povo das Terras de Santa Maria.

A mais emblemática festividade do concelho de Santa Maria da Feira teve origem num voto ao mártir S. Sebastião, numa altura em que a região foi assolada por um surto de peste que dizimou parte da população. Em troca de protecção, o povo prometeu ao santo a oferta de um pão doce chamado 'Fogaça'.

No cumprimento do voto, os ofertantes incorporavam-se numa procissão que saía do Paço dos Condes e seguia pela Igreja do Convento Espírito Santo (Lóios), onde eram benzidas, divididas em fatias e posteriormente repartidas pelo povo.

Assim nasceu a 'Festa das Fogaceiras'. Cumprida em cada dia 20 de Janeiro, esta promessa constitui uma referência histórica e cultural para as Terras de Santa Maria.

O cortejo sai pela manhã dos Paços do Concelho para a Igreja Matriz, fazendo parte dele dezenas de crianças, vestidas de branco com uma faixa à cintura, que levam à cabeça uma fogaça enfeitada. O cortejo é fechado por três raparigas que transportam à cabeça uma miniatura do Castelo. Na Igreja realiza-se uma missa solene, com a benção das fogaças e, à tarde, realiza-se a preocissão que percorre o centro da cidade com os andores de S. Sebastião e de Nossa Senhora.

Reportagem
Cesar Coriolano
cesar.coriolano@unitedphotopressworld.org

Utilidades das Artes

Uma das características da arte é a dificil capacidade que nós temos de dar uma clara utilidade ou valor utilitarista. No entanto, essa "capacidade dificil" é por vezes criticada como sendo preconceito contra a classe de artista. Há os que não vem utilidade na arte, mas isso não é verdade, pois ela é capaz de alterar a psique do espectador e do autor. Exemplo disso é a grande capacidade que o Cinema possuiu em suas raízes e que ainda faz na mente de quem assiste.

A arte também é usada por terapeutas, psicoterapeutas e psicólogos clínicos como terapia. Paul McCartney, ex-Beatle, diz que a música é capaz de curar. Em uma de suas visitas a um hospital de altistas, revelou que quando se tenta comunicar com uma criança altista, ela não responde facilmente. Entretanto, quando se dedilha algo no violão, elas respondem.

O resultado de uma arte pode trazer consigo toda a história de uma nação, de uma região, de um povo, de um acontecimento, de uma vitória, de um fracasso. Grafite e outros tipos de arte de rua são gráficos e imagens pintadas por spray. São vistos pelo público em paredes de edifícios, em ônibus, trens, pontes e, normalmente sem permissão do governo. Este tipo de arte faz parte de diversas culturas juvenis. Nos EUA, da cultura hip-hop. São comumemente usadas para a expressão de opiniões sobre política, e outras vezes trazem mensagens de paz, de amor e união.
Em contexto social, essa arte une a população à mensagens moralísticas, no sentido da bondade. O humor também faz parte da arte e, por isso, diverte e faz rir. Todos os tipos de arte são capazes de trazer humor, desde o teatro, até uma letra musical. E embora o grafite não seja bem vista por alguns olhos, estão por todos os lados de grandes metrópoles.

De uma perspectiva mais antropológica, a arte é muitas vezes uma forma de transmitir idéias e conceitos sobre a posteridade numa linguagem universal (um pouco). Prova disto são músicas voltadas ao amor, e à questões políticas. Os livros também podem fazer críticar quanto a coisas ruins de uma determinada sociedade. Les Misérables, de Victor Hugo, narra a situação política e social francesa no período da Insurreição Democrática ou Revolução de 1830, em 5 de junho de 1832, no reinado de Luís Filipe I de França, através da história de Jean Valjean, o protagonista.

A interpretação da obra depende do observador da perspectiva e contexto. Portanto, inversamente a própria subjetividade da arte demonstra a sua importância no sentido de facilitar a troca e discussão de ideias rival, ou para prestar um contexto social em que diferentes grupos de pessoas possam reunir e misturardes

Museu Dalí reabre na Florida


O edifício custou 36 milhões de dólares (Steve Nesius/Reuters)




Foi inaugurado ontem em São Petersburgo, na Florida, o novo edifício do museu dedicado ao surrealista espanhol Salvador Dalí (1904-1989). A colecção do museu, segundo alguns especialistas a mais importante do pintor fora de Espanha, tem 2000 obras, entre as quais esculturas, esboços, gravuras, desenhos e 90 pinturas a óleo, que cobrem todas as fases da carreira do artista.

O actual edifício do Museu Dalí, que custou 36 milhões de dólares (cerca de 25 milhões de euros) e foi desenhado pela HOK, um colectivo de arquitectos liderado por Yann Weymouth, tem o dobro do tamanho do espaço anterior, que abriu ao público em 1982.

A infanta Cristina de Espanha, que esteve na inauguração, disse acreditar que a “cidade de São Petersburgo ganhou um marco de grande beleza cultural”. A colecção foi reunida por A. Reynolds e Eleanor Morse, de Cleveland, Ohio, a partir de 1942. Quarenta anos depois, quando o casal procurava um espaço para a expor, São Petersburgo propôs-se. De acordo com a Reuters, há muito que os responsáveis pelo Museu Dalí tentavam mudar a colecção para um novo edifício, maior e mais seguro. O espaço agora inaugurado tem ainda uma livraria, teatro, lojas e um café, e está preparado para receber 5000 visitantes por dia.

Segundo o “El Mundo”, o director do museu, Hank Hine, acredita que “o Museu Dalí é a jóia que simboliza o crescimento cultural da cidade” e que virá a dar-lhe um “impulso económico muito importante”. O jornal espanhol refere ainda que a inauguração começou com um desfile, que percorreu a curta distância que separa o antigo museu do novo. No museu podem agora ver-se quadros como “The Discovery of America by Christopher Columbus” (1958-1959), “The Disintegration of the Persistence of Memory” (1952-1954) e “Geopoliticus Child Watching the Birth of the New Man” (1943).

ARCO Madrid celebra 30 anos com participação de 190 galerias, 12 portuguesas

A Feira ARCO Madrid 2011 vai reunir em fevereiro 190 galerias, 12 portuguesas, terá a Rússia como país convidado, e uma exposição especial sobre o contributo de trinta anos "para criar o setor da arte contemporânea" em Espanha.

Carlos Urroz, diretor do certame espanhol, que decorrerá entre 16 e 20 de fevereiro, esteve hoje em Lisboa para apresentar a programação aos jornalistas e destacou que o modelo deste ano tem a particularidade de não colocar as galerias do país convidado concentradas num pavilhão.

"Pela primeira vez dispersamos as galerias pelo espaço da feira, ao contrário do que aconteceu em anos anteriores, porque achámos que faz sentido, dado que as obras apresentadas também são muito diferentes", justificou.

São galerias provenientes de mais de trinta países, com pintura, escultura, instalações, fotografia, vídeo, new media, desenho e gravura.

Questionado pela agência Lusa sobre as expetativas da edição deste ano, num quadro de crise económica, o diretor do certame no género mais importante da Península Ibérica respondeu que as feiras "ajudam a quebrar os ciclos negativos".

Para atrair o público em geral interessado em arte, os colecionadores, os museus e outras entidades do setor, a direção apostou numa programação especial com uma exposição de fotografia dos trinta anos da ARCO Madrid, com curadoria de Andrés Mengs.

"O mais importante - sublinhou - é mostrar o contributo da ARCO para a criação de todo um setor de produção e mercado de arte contemporânea em Espanha ao longo destas três décadas".

Outra parte importante do programa está centrada em conferências e debates especiais sobre os trinta anos do certame, um programa novo com jovens galerias europeias e ainda uma área dedicada à América Latina.

Na programação geral participam 117 galerias com conteúdos dedicados às vanguardas históricas, clássicos contemporâneos e a arte atual, somando-se a estas mais 35 galerias com propostas na secção ARCO 40, com a apresentação da obra recente de artistas.

Como novidade, neste espaço, vão estar as oito galerias russas que integram o Programa FOCUS Rússia, selecionadas por Daria Pyrkina, comissária da National Centre for Contemporary Arts e professora da Moscow State Lomonosov University.

De Portugal participam 12 galerias: Carlos Carvalho, Filomena Soares, Galeria 111, Lisboa 20/Miguel Nabinho, Pedro Cera, Cristina Guerra e Vera Cortés - de Lisboa - Quadrado Azul, Pedro Oliveira, Presença e Nuno Centeno/Reflexus - do Porto - e ainda Fonseca Macedo, de Ponta Delgada.

Está ainda prevista a presença de Sérgio Mah, curador da representação de Portugal na Bienal de Veneza de Arte 2011, que irá falar do projeto de Francisco Tropa, artista escolhido este ano.

Carlos Urroz disse à Lusa que a dimensão de visitantes portugueses no certame de Madrid ronda anualmente os 15 por cento, "um valor incrível" num universo de cerca de 150 mil visitantes, e destacou ainda que este ano "regressam algumas galerias portuguesas que tinham deixado de estar na ARCO".

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Lusa

A arte como espelho da dor e da tristeza no Haiti

Um ano após a tragédia no Haiti, a Arte espelha o sofrimento e a tristeza da população.

O pintor Carel Blain é especialista em retratos de crianças. A violência do terramoto e a miséria deixaram marcas nos rostos infantis.

“A maioria das crianças não tem onde viver. Está em tendas. E há uma mudança nas expressões. Se o governo e a comunidade internacional pudessem fazer algo pelo Haiti, isso provocaria uma mudança nos seus rostos”, diz o artista.

Em Porto Príncipe, o escultor André Eugéne criou um Museu de Arte.

O artista conta que antes do terramoto se inspirava na vida e no futuro. Agora, a morte encontra-se em todo o lado.

“Vou fazer uma grande escultura (com uma caveira)em frente ao meu estúdio, como um memorial do terremoto”, conta André Eugéne.

Há um ano, o Museu Nader, em Porto Príncipe, ficou sob os escombros. Mas o proprietário do espaço não baixou os braços. Escavou durante três meses, com a ajuda de 30 pessoas e encontrou milhares de pinturas.

Muitos obras estão em restauro num centro de conservação na capital. Especialistas norte-americanos dão formação aos artesãos locais.

“Quero preservar a cultura para que os meus filhos e netos possam conhecer o passado. É muito importante lembrar as coisas boas do Haiti, sublinha George Nader.

Há mais de dez mil pinturas a aguardar restauro. Um esforço para preservar a herança cultural do Haiti que deverá implicar vinte anos de trabalho.

Reconhecem os visitantes estrangeiros a arte da Malásia ?

A criatividade das obras de arte é reconhecida principalmente entre os cidadãos da Malásia, mas os visitantes estrangeiros admiram hoje a sua qualidade.

Durante uma feira profissional de pintura e escultura na Galeria Nacional de Artes, o Vice-Ministro da Informação, Comunicação e Cultura, Joseph Salang, revelou a venda de 60 obras nacionais, a maioria delas para turistas estrangeiros.

O centro mostra também o património arquitectónico da nação, tanto a arquitectura do passado quanto a contemporânea em uma cidade que se caracteriza pela cultura multi-étnica e diversificada.

Artistas da Malásia participam cada cinco anos na exposição que se realiza em Kassel, Alemanha.

Em outubro de 2010, Kuala Lumpur, organizou uma grande exposição internacional, que foi espaço de arte independente e suas contribuições para o ecossistema artístico e cultural do país.

Expo-2010, reuniu personalidades da arte a nível internacional e apresentou aos malaios exposições de artistas na sua maioria da América Latina.

Prensa Latina

Parceria entre Sotheby´s e The Ligthbox expõe uma série de esculturas e desenhos da autoria de artistas britânicos.

A Sotheby´s Internacional expõe, a partir de segunda-feira, 10 de Janeiro, uma série de esculturas e desenhos da autoria de artistas britânicos, parte integrante da Colecção Ingram, uma das mais representativas da arte britânica do século XX. A mostra estará patente até 21 de Janeiro, nas galerias da New Bond Street e resulta de uma parceria entre a Sotheby´s e a conceituada galeria de arte The Lightbox.

Em exposição estarão obras de artistas como Barbara Hepworth, Henry Moore, Elisabeth Frink, Kenneth Armitage e Eduardo Paolozzi. A acompanhar as esculturas e desenhos, estarão fotografias dos autores, tiradas por Jorge Lewinski que fotógrafa artistas desde os anos 60.

A Colecção Ingram é composta por mais de 300 peças e tem sido enriquecida ao longo da última década. Trata-se de uma mostra exemplar de algumas das melhores obras de artistas britânicos com destaque para o período pós-Segunda Guerra Mundial.

Morreu o pintor Malangatana



Malangatana foi nomeado em 1997 Artista Pela Paz da UNESCO
e recebeu a Medalha da Ordem do Infante D. Henrique

O pintor moçambicano, de 74 anos, estava internado há vários dias no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos. O artista, que pintava pessoas e a vivência moçambicana, morreu esta madrugada, vítima de doença prolongada, refere a direcção do hospital. A morte de Malangantana é lamentada pela comunidade de Países de Língua Portuguesa.

Além de pintor, Malangatana era um escultor, contador de histórias, dinamizador cultural, poeta e ator, que começou a dedicar-se às artes quando o arquiteto português Pancho Guedes lhe cedeu uma garagem para atelier.


Pancho Guedes tem patente uma mostra de obras africanas no Mercado Santa Clara, em Lisboa, onde constam obras do início do percurso de Malangatana. Também na Casa da Cerca, em Almada, está disponível até domingo uma exposição de desenhos e esculturas do moçambicano. O Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, é outro dos locais onde se expõem cinco obras do pintor.

Representado em várias coleções públicas e privadas, Malangatana expôs em conjunto ou em nome individual em Moçambique, África do Sul, Brasil, Dinamarca, Estados Unidos, Grã-Bretanha e Portugal.



Mundo diplomático e artístico lamenta morte de Malangatana

A morte do moçambicano representa "uma perda muito grande para o mundo lusófono", comentou o secretário de Estado da Cultura. Elísio Summavielle considera que Malangatana era "uma figura universal na área das artes, com uma obra muito vasta" e um "grande homem e um resistente anti-colonial".


Já o secretário executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) sublinha que Malangatana “ultrapassou as fronteiras de Moçambique e de África. Esta perda é irreparável", disse Domingos Simões Pereira.


Apontando o carisma do pintor moçambicano que "rapidamente se transformou numa verdadeira lenda viva", o secretário-executivo da CPLP destacou também a sua "grande dimensão humana". "Espero que a obra que ele deixa inspire outros a continuar e a manter esta dimensão", declarou.


Para a diretora da Casa da Cerca, cuja mostra de obras de Malangatana não poderá ser prolongada devido a compromissos assumidos anteriormente, a morte do pintor é uma "grande perda" para a cultura e para a humanidade.

A exposição de desenhos e pinturas de Malangatana está patente desde outubro e termina no próximo domingo.

Ana Isabel Ribeiro destaca que o artista e o cidadão Malangatana deixaram sempre que "as pessoas, as culturas e o ser humano nas suas alegrias e tristezas invadissem as suas telas".

"É uma alegria e também uma grande tristeza saber que somos talvez os únicos a expôr neste momento desenhos e pinturas do artista feitos propositadamente para esta mostra", referiu a diretora da Casa da Cerca. Recorda uma das últimas aparições em público de Malangatana, a 23 de outubro: “contou histórias, riu, brincou com amigos quando nesse dia participou numa conversa que antecipou a exposição dele e outra de José Forjaz".

Malangatana "cruzou e fez a simbiose entre a iconografia africana e o modernismo europeu", explica a diretora do Centro de Arte Moderna (CAM) da Gulbenkian, cuja coleção integra cinco obras do pintor.

Isabel Carlos, que antes de assumir a direcção do CAM foi crítica de arte, aponta o forte caráter autoral da obra de Malangatana. Nas suas telas “o coletivo e as multidões são representadas" com rostos que são máscaras. "A obra tem uma identidade muito forte. Quando olhamos para uma obra do Malangatana, imediatamente dizemos que é Malangatana. Tem uma autoria fortíssima", sublinhou Isabel Carlos.

O crítico de arte Rui Mário Gonçalves, em declarações à Antena 1, destaca a importância da obra do pintor moçambicano, com a “sua tendência para a universalidade, mas sem perder a genuidade da própria origem”.

Lusa

Conceitos de Cultura

Ciências sociais - (latu sensu) é o aspecto da vida social que se relaciona com a produção do saber, arte, folclore, mitologia, costumes, etc., bem como à sua perpetuação pela transmissão de uma geração à outra.

Sociologia - o conceito de cultura tem um sentido diferente do senso comum. Sintetizando simboliza tudo o que é aprendido e partilhado pelos indivíduos de um determinado grupo e que confere uma identidade dentro do seu grupo de pertença. Na sociologia não existem culturas superiores, nem culturas inferiores pois a cultura é relativa, designando-se em sociologia por relativismo cultural, isto é a cultura do Brasil não é igual à cultura portuguesa, por exemplo: diferem na maneira de se vestirem, na maneira de agirem, têm crenças, valores e normas diferentes... isto é têm padrões culturais distintos.

Filosofia - cultura é o conjunto de manifestações humanas que contrastam com a natureza ou comportamento natural. Por seu turno, em biologia uma cultura é normalmente uma criação especial de organismos (em geral microscópicos) para fins determinados (por exemplo: estudo de modos de vida bacterianos, estudos microecológicos, etc.). No dia-a-dia das sociedades civilizadas (especialmente a sociedade ocidental) e no vulgo costuma ser associada à aquisição de conhecimentos e práticas de vida reconhecidas como melhores, superiores, ou seja, erudição, este sentido normalmente se associa ao que é também descrito como “alta cultura”, e é empregado apenas no singular (não existem culturas, apenas uma cultura ideal, à qual os homens indistintamente devem se enquadrar). Dentro do contexto da filosofia, a cultura é um conjunto de respostas para melhor satisfazer as necessidades e os desejos humanos. Cultura é informação, isto é, um conjunto de conhecimentos teóricos e práticos que se aprende e transmite aos contemporâneos e aos vindouros. A cultura é o resultado dos modos como os diversos grupos humanos foram resolvendo os seus problemas ao longo da história. Cultura é criação. O homem não só recebe a cultura dos seus antepassados como também cria elementos que a renovam. A cultura é um fator de humanização. O homem só se torna homem porque vive no seio de um grupo cultural. A cultura é um sistema de símbolos compartilhados com que se interpreta a realidade e que conferem sentido à vida dos seres humanos.

Antropologia - esta ciência entende a cultura como o totalidade de padrões aprendidos e desenvolvidos pelo ser humano. Segundo a definição pioneira de Edward Burnett Tylor, sob a etnologia (ciência relativa especificamente do estudo da cultura) a cultura seria “o complexo que inclui conhecimento, crenças, arte, morais, leis, costumes e outras aptidões e hábitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade”. Portanto corresponde, neste último sentido, às formas de organização de um povo, seus costumes e tradições transmitidas de geração para geração que, a partir de uma vivência e tradição comum, se apresentam como a identidade desse povo.

O uso de abstração é uma característica do que é cultura: os elementos culturais só existem na mente das pessoas, em seus símbolos tais como padrões artísticos e mitos. Entretanto fala-se também em cultura material (por analogia a cultura simbólica) quando do estudo de produtos culturais concretos (obras de arte, escritos, ferramentas, etc.). Essa forma de cultura (material) é preservada no tempo com mais facilidade, uma vez que a cultura simbólica é extremamente frágil. A principal característica da cultura é o chamado mecanismo adaptativo: a capacidade de responder ao meio de acordo com mudança de hábitos, mais rápida do que uma possível evolução biológica. O homem não precisou, por exemplo, desenvolver longa pelagem e grossas camadas de gordura sob a pele para viver em ambientes mais frios – ele simplesmente adaptou-se com o uso de roupas, do fogo e de habitações. A evolução cultural é mais rápida do que a biológica. No entanto, ao rejeitar a evolução biológica, o homem torna-se dependente da cultura, pois esta age em substituição a elementos que constituiriam o ser humano; a falta de um destes elementos (por exemplo, a supressão de um aspecto da cultura) causaria o mesmo efeito de uma amputação ou defeito físico, talvez ainda pior.

Além disso a cultura é também um mecanismo cumulativo. As modificações trazidas por uma geração passam à geração seguinte, de modo que a cultura transforma-se perdendo e incorporando aspectos mais adequados à sobrevivência, reduzindo o esforço das novas gerações.