Alberto Carneiro

Alberto Carneiro, o artesão da natureza. Lições do mestre. «Prémio de Artes Casino da Póvoa». Tem 70 anos e expõe a sua arte há mais de quarenta, em Portugal e no estrangeiro.

Vive na terra onde nasceu, na aldeia do Coronado, Trofa, envolvido pela natureza original e vigorosa de um vale entre o Douro e o Minho. «A Natureza sonha nos meus olhos desde a infância», diz Alberto Carneiro, o artista plástico que tem vivido com a natureza uma relação íntima, dialogante e de mútua revelação: olha a terra, os vimes, os troncos, as raízes e as pedras para descobrir-lhes o que ainda lá não está, e redescobrir-se, ser humano, mostrando-o ao mundo.


«Perante a obra o espectador completa-a na medida em que a re-faz sua», escreve Bernardo Pinto de Almeida no álbum Alberto Carneiro – Lição de Coisas. É uma magnífica monografia editada no âmbito do «Prémio de Artes Casino da Póvoa 2007», que recentemente distinguiu o artesão da natureza, cuja arte, em época de urgência pelo respeito ambiental, é uma lição maior.

No valor de 30.000 euros, o «Prémio de Artes Casino da Póvoa» está na sua segunda edição, tendo distinguido na anterior o incontornável Nikias Skapinakis, que kaminhos referenciou (ver artigo relacionado). Para além da presente Monografia, uma vez mais com a chancela da Campo das Letras em parceria com o Casino da Póvoa, o Prémio incluiu também a Exposição Antológica do autor – Manifesto –, que esteve patente na Cooperativa Árvore, no Porto.

Alberto Carneiro – Lição de Coisas é um álbum de luxo com 242 páginas, com oito capítulos temáticos e a Biografia de Alberto Carneiro, antecedidos de uma majestosa Introdução. Está repleto de fotografias de alta definição de desenhos, projectos de esculturas, exposições e instalações do artista, tudo enquadrado pela excelência do texto do Historiador de Arte e Professor Catedrático Bernardo Pinto de Almeida, incansável na interpretação e divulgação da arte que por cá se faz, e a quem, por tudo isto, a Cultura portuguesa deve muitíssimo.

A mandala do artista Nas antigas filosofias orientais, Taoísmo, Zen e no pensamento de Lao-Tsé, Alberto Carneiro encontrou o processo de construção da sua mandala, o caminho da reflexão interior, a busca da sua consciência e iluminação que aplicou no acto criativo: uma prática filosófica «que requer profunda iniciação e que se liga com o conhecimento do corpo e da mente e da sua inter-relação, bem como a relação destes com o cosmos de que somos também nós manifestações a um nível microcósmico», escreve Bernardo Pinto de Almeida.

Designando a obra do artista como «política ou ecologia do sensível», que não investe «na transformação do mundo, mas na transformação da própria consciência», Pinto de Almeida aponta-lhe consequências maiores: «proporcionar ao espectador não um lugar passivo mas um lugar activo, em que a obra se lhe chegue a revelar como um caminho de iluminação da sua própria consciência, instrumento com que pode, por sua vez, actuar sobre a obra.».

Actuando sobre a paisagem numa intervenção estética, o artista transforma o objecto-natural numa segunda natureza; assim, refere o texto: «o artista (a arte)» é «um mediador entre natureza primeira, a natureza-natural, e a natureza segunda, artificial, que é a verdadeira natureza do ser humano». Neste projecto de encontros do homem com naturezas, sempre em busca da sua identidade, estão as composições O Canavial: memória-metamorfose de um corpo ausente, 1968, Uma floresta para os teus sonhos, 1970, Um campo depois da colheita para deleite estático do nosso corpo, (1973-76), com palha de centeio ou trigo e de feno, Os sete rituais estéticos sobre um feixe de vimes na paisagem, 1975, entre muitas outras apresentadas, de forma minudente, neste álbum.

Trajectos do corpo «O teu corpo reflectido nesta obra como imagem transforma-se em arte na percepção estética de ti mesmo», escreveu Alberto Carneiro no aforismo que acompanha a composição «Meu Corpo Árvore». Com efeito, os planos da consciência, o «vigor orgânico» das esculturas talhadas na madeira, a emoção estética do corpo, água, vento e fogo inscritos na madeira ou na pedra provocam no espectador estranheza e surpresa perante a originalidade e o mistério da luz experimentada. Imprescindível, o presente álbum é um subsídio para a compreensão da obra do artista, esclarece as obras mais enigmáticas de um percurso criativo assim explicado pelo próprio artista: «Afinal saí pelo meu corpo. Corpo e mente. Unidades de corpo. Ela nele e ele por ela. Desenvolvimentos para o cosmos. (…)

Pegar na montanha, na árvore, moldá-las em matéria arte e inscrever nela os gestos da memória do corpo sobre a terra – todos os caminhos, todas as viagens, todas as mudanças, todos os saberes, todas as inquietações…».

Mudança Cultural

Como mecanismo adaptativo e cumulativo, a cultura sofre mudanças.

Traços se perdem, outros se adicionam, em grandes velocidades variadas nas diferentes sociedades. Dois mecanismos básicos permitem a mudança cultural: a invenção ou introdução de novos conceitos, e a difusão de conceitos a partir outras culturas.

Há também a descoberta, que é um tipo de mudança cultural originado pela revelação de algo desconhecido pela própria sociedade e que ela decide adotar. A mudança acarreta normalmente em resistência. Visto que os aspectos da vida cultural estão ligados entre si, a alteração mínima de somente um deles pode ocasionar efeitos em todos os outros. Modificações na maneira de produzir podem, por exemplo, interferir na escolha de membros para o governo ou na aplicação de leis.

A resistência à mudança representa uma vantagem, no sentido de que somente modificações realmente proveitosas, e que sejam por isso inevitáveis, serão adotadas evitando o esforço da sociedade em adotar, e depois rejeitar um novo conceito. O ambiente exerce um papel fundamental sobre as mudanças culturais, embora não único: os homens mudam sua maneira de encarar o mundo tanto por contingências ambientais quanto por transformações da consciência social.

Os chineses estão chegando... nas artes

O título acima carrega uma grande imprecisão, pois os chineses têm uma tradição artística que vem de 3 mil anos, tendo sido a fonte de inspiração para todo o mundo na pintura, na porcelana, na cerâmica, laca, jade, no bronze, no marfim, na música, no teatro e na ópera.

Mas é recente a incursão da China nas artes ocidentais, como é o caso da música clássica. A entrada tem sido meteórica. Na Orquestra Filarmônica de Nova York, 20% dos músicos titulares são de origem asiática, vários da China. Na orquestra jovem de Nova York, 35% têm a mesma origem, boa parte de chineses. Na orquestra de adolescentes da Juilliard School of Music (uma das melhores do mundo), esse porcentual sobe para 43%.

Trata-se de um feito impressionante para uma região do mundo que passou milhares de anos circunscrita a instrumentos de corda muito simples, flautas de bambu, pratos, gongos e tímpanos. Atualmente, a China produz e consome a música ocidental de modo alucinado. Conseguir um ingresso para assistir às grandes orquestras do mundo que se apresentam em Pequim e em Xangai é um feito dificílimo.

É isso mesmo. A China está dando uma grande virada também nas artes. John Naisbitt e Doris Naisbitt (China Megatrends, New York: Harper Business, 2010) contam que mais de 20 milhões de jovens chineses estão estudando piano e 10 milhões estudam violino! São números colossais e que mostram a enorme vontade dos chineses de desfrutar as belezas da música ocidental. O grande pianista Lang Lang costuma dizer que a crise na educação musical está nos Estados Unidos, mas não na China.

O mundo da música está se tornando um fabuloso campo de trabalho para professores, administradores, compositores, críticos e produtores de instrumentos. As novas gerações da China estarão repletas de músicos para atender às demandas interna e externa e até para deslocar os ocidentais nas suas pretensões de carreira. Sim, porque, no caso de escolas e orquestras com vagas limitadas, a entrada de um chinês significa a exclusão de um americano, alemão ou francês.

O principal foco dos analistas da China é o espetacular crescimento econômico daquele país. Mas o avanço no mundo das artes merece ser avaliado, inclusive no contexto da própria economia. Isso faz parte da grande guinada histórica que está em andamento. Há mais de 40 anos, Deng Xiaoping, o pragmático sucessor de Mao Tsé-tung, sentenciou: "Temos de construir duas civilizações, a civilização material e a civilização espiritual."

Isso vem se materializando. Longe de ter um foco único na produção industrial e nas exportações, a China entende que o cultivo da música, das artes plásticas e da dramaturgia, inclusive óperas, é fundamental para completar a formação dos jovens, dar boas oportunidades de trabalho e tornar a sociedade mais bela.

Por decisão do governo, todo prédio público tem de ser decorado com uma ou mais peças de artistas chineses. A pintura saiu na frente, quando Yuan Yunsheng pintou um gigantesco mural para o aeroporto de Pequim. Na última Olimpíada, houve shows magistrais de música, dança, figurino e painéis, fazendo as artes ornamentarem o atletismo. O sucesso daquele certame teve um impacto no mundo inteiro. Para muitos ocidentais, foi uma grande surpresa ver os jovens chineses cantando e dançando os ritmos internacionais, cercados por uma riquíssima coreografia.

Os chineses querem para si não apenas um país grande e forte, mas também bonito e alegre. E visível. A arte chinesa se está internacionalizando. Em 2008, 15 artistas plásticos chineses venderam suas peças por mais de US$ 1 milhão (cada uma!) em galerias do país e do exterior.

Para o governo de hoje, ao contrário das ordens impositivas de Mao Tsé-tung, a arte deve expressar os sentimentos individuais do artista. A se confirmar essa tendência, trata-se de uma importante mudança dentro do colossal processo de transformação social do gigante asiático.

O propósito desse movimento é fazer o avanço espiritual convergir para o avanço material, integrando elementos culturais aos produtos industriais. A pintura e a escultura, por exemplo, constituem as usinas de ideias para o desenho industrial. A convivência é harmoniosa, produtiva e de largo espectro. Existem na China mais de 500 faculdades de design. O "made in China" se está espalhando com base na convergência entre a revolução no consumo e as liberdades que vêm sendo concedidas aos artistas. Produtos modernos têm surgido com formas arrojadas, chamando a atenção dos compradores de automóveis, motocicletas, equipamentos de informática, mobiliário, luminárias, material de escritório, utensílios domésticos, calçados, tecidos, confecções, porcelana, cerâmica e outros bens, mostrando que os produtos que conquistam os consumidores não são feitos apenas de madeira, plástico, chapas e parafusos.

Os chineses voltaram aos livros que foram para a fogueira na década de 1960. Com isso, aprofundam a sua cultura e se familiarizam com outras. As bibliotecas foram reconstruídas não só nas grandes cidades, mas também no interior. Até o fim de 2015, serão 640 mil em todo o país. Todas elas equipadas com livros chineses e estrangeiros. Isso vai atender centenas de milhões de leitores famintos e que aumentam a cada dia.

Está aí a fórmula do sucesso. A China ganha mercados, mesclando cultura com beleza e com engenharia. É a globalização dos produtos, dos conhecimentos e dos sentimentos.

Conclusão: com a aparente volta da liberdade no campo da cultura e das artes, os chineses estão dando uma grandiosa resposta à desatinada Revolução Cultural que tentou sufocar os talentos e acabar com a criatividade. Dessa forma, a China se fortalece, marca a sua identidade, cria empregos de boa qualidade e conquista os corações - e os bolsos - dos consumidores de todo o planeta.

Sugiro aos meus alunos e jovens leitores que estudem a China, não para copiá-la, mas para inspirar entre nós a implantação das ferramentas da competição: cultura, ciência e instituições.

Arte latino-americana está em alta, confirma a FIAC

A arte latino-americana está em alta, demonstra a Feira de Arte Contemporânea parisiense (FIAC), na qual colecionadores pagaram altos preços por obras da brasileira Lygia Clark, do mexicano Gabriel Orozco e do venezuelano Jesús Soto, entre outros.

As esculturas de Lygia Clark foram algumas das obras vendidas por mais de 500.000 dólares nesta 37º edição da FIAC, encerrada no domingo, após deixar claro que o mercado de arte, que em 2008 sofreu uma contração de 40% por causa da crise financeira internacional, se recuperou.

"Foi uma FIAC muito boa, muito melhor que as duas passadas", disse à AFP Natalie Seroussi, dona de uma das 185 galerias de 24 países que participaram desta feira inaugurada na quinta-feira em três espaços marcantes: o Grand Palais, o Carré du Louvre e os jardins das Tulherias.

"Comprovei o interesse em criadores latino-americanos de parte de colecionadores internacionais", acrescentou Seroussi, que vendeu a um francês duas esculturas da série "Bicho", de Lygia Clark.

"As pequenas peças de Clark foram vendidas por 300.000 euros (420.000 dólares)", disse Seroussi, ressaltando que as maiores peças alcançaram preços mais altos.

O interesse do mercado pela artista construtivista brasileira, associada ao movimento Tropicália foi comprovado, ainda, em um leilão de arte dos BRIC (Brasil, Índia, Rússia e China), celebrado em maio, em Londres, no qual uma escultura em alumínio da série "Bicho" dobrou o preço no qual estava estimado, chegando a meio milhão de dólares.

Seroussi destacou, ainda, a venda em 350.000 dólares, de pequenos desenhos de Gabriel Orozco, cuja quota está definitivamente em alta, após as retrospectivas em sua homenagem celebradas pelo Museu de Arte Moderna de Nova York e agora o parisiense Centro Pompidou.

"Os grandes colecionadores de arte contemporânea querem ter Orozco em suas coleções, vimos isto nesta FIAC", informou à AFP a galeria Marian Goodman.

O galerista de Nova York Christophe Van de Weghe comemorou também "a boa energia" da feira, na qual vendeu várias obras, entre elas uma pequena pintura de Jean Michel Basquiat por US$ 1 milhão.

Outro Basquiat, "Desmond", de 1984, bem mais caro, ainda não tinha encontrado comprador horas antes do fechamento da feira.

"Tivemos vários colecionadores interessados, mas ainda nada de concreto", informou a galeria.

Frank Marlot, da galeria parisiense Denise René - que ajudou a impulsionar a 'op-art' e a arte cinética, que brincam com os efeitos ópticos e o movimento -, disse também que "está foi uma excelente FIAC".

Esta galeria vendeu obras de Jesús Soto, já falecido, do argentino Julio Le Parc e do venezuelano Carlos Cruz Diez.

"Soto sempre tem um mercado muito enérgico, e o de Cruz Diez e Le Parc está em ascenção", disse Marlot à AFP.

Diretora da FIAC, a neozelandesa Jennifer Flay também destacou o interesse crescente do mercado em artistas e galerias da América Latina.

"Este ano pela primeira vez participou da FIAC o México, onde se está vivendo uma cena artística muito forte", disse Flay em entrevista à AFP, destacando a presença da galeria Kurimanzzuto, que representa Orozco, Gabriel Kuri e Damián Ortega, entre outros artistas.

O crescente apetite pela arte da América Latina se reflete, ainda, em vários museus europeus, que o descuidaram durante anos, mas que agora estão tentando recuperar o tempo perdido.

A Tate de Londres começou a comprar arte latino-americana há alguns anos, e o Centro Pompidou está criando um projeto com a finalidade de enriquecer suas coleções com obras emblemáticas de criadores da região.

Na FIAC se viram também muitos colecionadores sul-americanos, entre eles um que pagou 450.000 dólares por uma pequena tela de Joan Mitchell em uma galeria nova-iorquina, e um brasileiro que se interessava em uma obra oferecida em uma das galerias mais visitadas desta FIAC, a de Larry Gagosian.

A galeria Gagosian, de propridade daquele que é considerado o homem mais poderoso do mercado de arte, não quis abordar o tema das vendas, algo que não é incomum em um setor em que prima a opacidade.

AFP

Arquivo da Tate revela 40 objectos no 40.º aniversário

O arquivo da Tate celebra esta semana o 40.º aniversário com uma exposição de 40 objectos da colecção na galeria Tate Britain, distinguindo-se da mais conhecida Tate Modern, inteiramente dedicada à arte britânica.

Uma caixa de pintura de William Turner, o caderno de notas do historiador de arte Keneth Clark da série da BBC "Civilização" e a nota de suicídio do pintor Keith Vaughan contam-se entre os objectos a expor.

A Tate enriqueceu substancialmente a colecção este ano com mais de 40 arquivos graças à generosidade de artistas, particulares e instituições, refere um comunicado da galeria.

Do acervo constam 30 mil fotografias de Gemma Levine, entre as quais figuram um conjunto de imagens que documenta a última década da vida do escultor Henry Moore.

Um dos objectos mais comoventes da exposição dos 40 anos é a nota de suicídio do pintor Keith Vaughan, datada de 04 de Novembro de 1977: "Não creio ter-me suicidado por nada se ter passado... 65 anos foram suficientes para mim... Não foi um completo fracasso.

Outra carta que vai ficar exposta foi escrita em 1958, em Marrocos, por Francis Bacon à sua agente Erica Vaughan, a solicitar um adiantamento de 300 libras: "Estou muito mal de dinheiro e tenho que comprar muitas tintas".

Na exposição figura uma carta carinhosa do pintor John Constable para a mulher Maria, datada de 1825: "Meu mais querido e único amor". E outra de Lucian Freud para a aluna e amiga Joan Warburton. E ainda o aglomerado de erros de ortografia escritos em Janeiro de 1929 pelo pescador da Cornualha e pintor naïf Alfred Wallis ao mais famoso colega Ben Nicholson, perguntando-lhe pelos dois barcos que construíra para os filhos.

Mais de um milhão de objectos e mais de 750 arquivos relacionados com artistas do século passado integram as reservas da Tate. Entre os últimos objectos catalogados estão os documentos pessoais, os modelos e as maquetas do famoso escultor construtivista russo Naum Gabo.

Sexo no museu: swingers no caminho da galeria de arte

Em nome da arte, um importante museu austríaco está incentivando os visitantes a confrontar suas inibições sexuais, fazendo-os passar por um clube de praticantes de suingue, os swingers para chegar a uma sala com obras de Gustav Klimt.

O Secession - um renomado museu de arte contemporânea em Viena - incorporou temporariamente um clube chamado Element6 como parte de um projeto do artista suíço Christoph Buechel. Os swingers - como são conhecidos os que praticam troca de casais no sexo - não estão ali durante o dia, mas seus colchões, imagens eróticas e a jacuzzi, sim.

A porta voz do Secession, Urte Schmitt-Ulms, explicou que Buechel esperava causar uma reação similar ao escândalo gerado por Klimt quando sua obra Beethoven Frieze foi exibida pela primeira vez em 1902.

Agora considerada uma das principais obras do pintor austríaco, já foi vista como obscena e pornográfica, devido à forma como os corpos femininos eram mostrados. O quadro mostra três mulheres praticamente nuas, uma delas grávida com seios enormes e as outras duas cobertas somente pelos cabelos.

Ainda que o clube de swingers somente abra à noite, após o fechamento da galeria de arte, os visitantes do museu que tiverem mais de 18 anos passam por seus quartos a meia-luz no caminho até os quadros de Klimt.

A sala em que está exibida Beethoven Frieze fica fechada à noite por motivos de segurança, mas também tem colchões, cercados de plantas tropicais artificiais e um leão de pelúcia em tamanho real.

Não há dúvidas de que Buechel tem provocado debates.
– Orgias no Secession: Nossa sociedade terá enlouquecido? – disse o ultradireitista Partido de la Libertad.
Nas ruas de Viena, no entanto, as pessoas pareciam mais divertidas do que horrorizadas com a situação.
– Não é a minha, mas por que não? – disse, entre risos, Ute Wegscheider, enquanto empurrava o carrinho de sua filha. – Quem sabe não vou visitá-la com meu esposo?

Visita ao Museu de Arte Antiga

No centro histórico de Lisboa, O Museu de Arte Antiga guarda a maior colecção de pinturas do país e um espólio histórico valioso nas áreas da escultura, ourivesaria e mobiliário.

A beleza do museu começa ainda no exterior. A Rua das Janelas Verdes, com ligação ao Largo de Santos-o-Velho, guarda memórias de palácios, igrejas e conventos hoje convertidos em estabelecimentos e serviços variados. A vista sobre o rio e a zona portuária vale a pena.

Inaugurado em 1884, o museu instalou-se num palácio do século XVII, construído para os condes de Alvor e adquirido, em 1770, pelo Marquês de Pombal. Em 1940, foi construído um anexo que ocupou o convento carmelita de Santo Alberto, do qual apenas resistiu a capela, agora integrada no museu.

No interior, está uma impressionante colecção de pinturas de origem nacional e europeia, com destaque para as obras religiosas de artistas portugueses. Ao todo, são cerca de 2200 peças, que vão desde o século XIV aos anos vinte do século XIX. Entre as várias obras nesta área destaca-se o "São Jerónimo" de um dos mais geniais pintores do Renascimento, o alemão Albrecht Dürer. Pintado em 1521, tendo como modelo um homem de 93 anos, o quadro foi oferecido a um secretário da feitoria portuguesa em Antuérpia, que o trouxe para Portugal em 1549.

Outra das mais famosas obras renascentistas do museu é o tríptico "As Tentações de Santo Antão", de Hieronymus Bosch. Vale a pena mergulhar, durante alguns momentos, nesta obra carregada de medo e inquietação onde se representa a progressão do santo, que olha para fora do quadro, desde o mundo subterrâneo até ao céu.

Do extenso acervo do museu fazem também parte 3200 peças de ourivesaria portuguesa e francesa do século XII ao XIX. Destaque para a reluzente custódia de Belém, mandada lavrar por D.Manuel I com ouro trazido de África por Vasco da Gama e oferecida ao Mosteiro dos Jerónimos.

No que toca ao mobiliário, composto por 1700 peças, é possível encontrar raridades portuguesas, europeias e orientais. Já a colecção de cerâmica inclui 7500 peças em faiança e porcelana de várias origens e de fabrico nacional, europeu e oriental. Também são numerosos os têxteis, com 4500 peças em exibição rotativamente.

Entre as peças mais surpreendentes estão os biombos Namban, de origem japonesa, que retratam detalhadamente aspectos das longas relações entre Portugal e o Japão, com especial destaque para acção dos Jesuítas.



JN | Luis Garcia

Galáxias subterrâneas



CRISTAIS GIGANTES

"Esta foto foi feita na caverna de Naica, no México, logo após a descoberta desta sala por homens que trabalhavam em uma mina de prata. Várias áreas como esta, com cristais de gipsita gigantes, foram encontradas quando a perfuração da mina atingiu a caverna natural, que estava sob a água. A água foi bombeada para fora. Foi muito desafiador fazer esta foto, já que a temperatura na caverna variava de 64 a 72 graus. Construí uma roupa especial com refrigeração, e cada tomada foi realizada com um modelo diferente, pois eles suportavam no máximo três minutos nas zonas quentes. Hoje, a caverna é protegida por uma porta de aço e a temperatura é mais baixa – cerca de 57 graus –, devido ao ar refrigerado da mina"

O fotógrafo americano Kevin Downey – que comenta as imagens destas páginas – tem uma paixão: revelar  as paisagens estelares ocultas na escuridão das cavernas.

O fotógrafo americano Kevin Downey teve de produzir uma roupa especial, com refrigeração, para desbravar a Caverna dos Cristais, em Naica, remota região do norte do México. No interior da caverna, descoberta há dez anos por dois irmãos que faziam perfurações em uma das minas de prata mais produtivas do país, a temperatura variava de 64 a 72 graus.

COMO EM UM SALÃO DE BAILE

"Esta é uma formação de cristais de selenita – gesso, basicamente – na caverna Lechuguilla, no estado do Novo México. Esta sala possui dezenas desses ‘candelabros’, e eles são as maiores e mais perfeitas formações desse tipo conhecidas no mundo. Lechuguilla é, talvez, a caverna mais ornamentada encontrada até hoje. O acesso a ela é permitido apenas para fins de exploração e pesquisa. Atualmente, por exemplo, ela tem cerca de 200 quilômetros ‘desenvolvidos’, como dizemos, e a cada expedição esse número aumenta"

UM POÇO SEM FUNDO

"Este abismo na caverna Ellison, no estado americano da Geórgia, tem cerca de 180 metros em queda livre e está situado abaixo de dois outros abismos menores. A iluminação foi feita por um único espeleólogo: à medida que descia pela corda, ele ia disparando flashes potentes, com uma exposição longa. Em geral, uma cachoeira cai por este abismo, e o ambiente fica repleto de gotículas de água em suspensão. Fiz oito viagens ao local no período de um ano até encontrá-lo assim, quase seco. Ainda havia um pouco de névoa, mas ela ajuda a dimensionar a profundidade do poço. Muitas das técnicas usadas na exploração de grandes abismos no mundo inteiro foram desenvolvidas aqui"

Devido a esse calor sufocante, os exploradores e espeleólogos – como são chamados os estudiosos de cavernas – que posaram para as fotos não podiam permanecer mais do que três minutos no ambiente. Como se vê abaixo, o resultado é espantoso: um homem, aparentemente diminuto, rodeado de cristais imensos. Formado em geologia e fotografia pela Universidade de Massachusetts, Downey possui o maior banco de imagens do mundo sobre cavernas, com cerca de 200.000 fotos subterrâneas. Foi por causa das expedições de exploração e mapeamento, em que ele se empenha desde 1971, que o interesse por fotografia surgiu.

COGUMELOS EXÓTICOS

"Esta estalagmite gigante em forma de cogumelo é feita de calcita e dolomita e fica em um sistema de cavernas batizado de Jarrito, no norte de Cuba. Essas cavernas sofreram uma longa série de inundações e secas, e em várias ocasiões estiveram no nível da haloclina, onde água salgada e água doce se misturam – ou seja, praticamente no nível do mar. Tais formas exóticas são muito raras e contêm um registro perfeito das condições da caverna ao longo do tempo. Isso é essencial para compreender as variações climáticas que ocorreram nessa região no passado. Dezenas de quilômetros de galerias já foram mapeadas em Jarrito, mas o potencial para novas descobertas ainda é grande"

"Vi que ninguém fazia boas fotos desses lugares. Queria ter belas imagens das nossas descobertas, e pensei que isso seria fácil, rápido e simples. Pensei errado", disse a VEJA o espeleólogo, que visita o Brasil pela primeira vez a partir desta sexta-feira, para uma série de palestras e cursos em São Paulo e Belo Horizonte, promovidos pelo Instituto do Carste, dedicado à espeleologia. Downey trará sua vasta experiência em mais de 2.400 excursões em cavernas de 44 países, cada uma delas com suas maravilhas visuais e suas dificuldades técnicas (nas legendas das fotos destas páginas, o especialista comenta os desafios de cinco das cavernas que desbravou).

Recomenda-se que todo explorador de cavernas carregue pelo menos três fontes de luz, uma delas acoplada ao capacete. Os fotógrafos, porém, precisam de mais. Para registrarem imagens em ambientes de quase total escuridão, carregam um poderoso arsenal de flashes e baterias. Nos Estados Unidos e na Europa, costumam usar bulbos descartáveis de magnésio, que explodem quando acionados e produzem uma luz muito intensa. A ausência de iluminação nos subterrâneos é a principal, mas não a única, dificuldade. A umidade também pode atrapalhar: Downey desceu oito vezes o abismo de 180 metros de profundidade de uma caverna no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, até conseguir a condição mais seca possível.

Existem, ainda, ambientes delicados, em que um movimento descuidado pode destruir formações de rocha que levaram séculos para surgir. Em alguns casos, são agentes biológicos que oferecem riscos – em cavernas da Amazônia habitadas por morcegos, só é possível entrar de máscara, pois as fezes dos animais, além de insuportavelmente malcheirosas, contêm microrganismos nocivos.

UMA FLORESTA SECRETA

"Chamo esta formação de ‘floresta secreta de canudos’. Ela fica no interior de uma caverna do sul da França cuja localização exata é mantida em sigilo, a fim de proteger esses canudos extremamente delicados. Tratam-se de tubos ocos de calcita cristalina, e um único toque é suficiente para destruí-los. Fazer esta foto envolveu uma considerável equipe de apoio, além de grande cuidado, para garantir que tudo permanecesse intacto"

"As cavernas hoje são a única área de exploração do mundo em que ainda temos a sensação do desconhecido. O prazer de não saber o que se vai encontrar pela frente é o que mais nos atrai", diz o geólogo Augusto Auler, do Instituto Carste. Os fotógrafos desses vastos sistemas subterrâneos revelam florestas pétreas, cogumelos gigantes, cristais magníficos – paisagens estelares ocultas na escuridão subterrânea.

Esqueça os problemas em 36 horas em Sacramento, na Califórnia

Apesar da crise fiscal da Califórnia, Sacramento não apresenta déficit de ofertas culturais. Situada em uma confluência dos rios Sacramento e American, esta capital tem um charme gentil de cidade pequena, com uma forte tradição de teatro, novos restaurantes agradáveis e uma cena de arte vibrante.

Ela também tem abundância de verde - os moradores se orgulham de possuir o maior número de árvores per capita do que qualquer outra cidade no mundo, fora Paris. É o suficiente para fazer você esquecer o crescente déficit orçamentário do Estado.


Situada em uma confluência dos rios Sacramento e American, esta capital tem um charme gentil de cidade pequena.

Sexta-feira 16h - Sorria e aceite
Quem disse que a capital da Califórnia é uma bagunça? Uma caminhada pelo Capitólio do Estado da Califórnia (rua 10th com L; 916-324-0333; http://www.capitolmuseum.ca.gov/) - uma mistura neoclássica de colunas coríntias e outras clássicas, trabalhos em estuque e pisos com mosaicos - faz tudo parecer em grande ordem. Reformado meticulosamente nos anos 70, o interior conta com numerosas obras de arte, incluindo retratos presidenciais, murais e uma deslumbrante estátua de mármore de Colombo e da rainha Isabella, de autoria de Larkin Goldsmith Mead. Há também um parque exuberante e uma estátua de bronze de 113 quilos de um urso protegendo a porta do gabinete do governador Arnold Schwarzenegger. Passeie em um ritmo descontraído, enquanto os funcionários do governo correm ao seu redor.

18h30 - Da fazenda para a mesa
Para jantar com elegância moderna, caminhe algumas poucas quadras até o Ella Dining Room and Bar (1131 K Street; 916-443-3772; http://www.elladiningroomandbar.com/), que é decorado com cortinas de linho branco e que enfatiza alimentos produzidos localmente. Os pratos incluem pappardelle, ovo pochê e prosciutto em molho de manteiga de limão (US$ 15) e flat iron steak (bife de ombro bovino) grelhado com cercefi caramelizado e raiz de salsão refogada (US$ 29). Você também pode tomar um calmante gimlet de flor de sabugueiro (US$ 11) e pudim de chocolate como sobremesa (US$ 9).

20h - Terceiro ato
Sacramento possui uma cena de teatro vibrante, a julgar pelas produções bem escolhidas no intimista B Street Theatre (2711 B Street; 916-443-5300; http://www.bstreettheatre.org/). Uma montagem atual é "The Maintenance Man", uma comédia sobre divórcio de autoria de Richard Harris, um prolífico dramaturgo britânico. "Entertaining Mr. Sloane", um conto de sedução e rivalidade entre irmãos de autoria de Joe Orton, estreou em novembro de 2009. Após o teatro, encerre a noite no Harlows (2708 J Street; 916-441-4693; http://www.harlows.com/), onde você encontrará rock e jazz ao vivo no andar de baixo e iluminação backlight púrpura e assentos felpudos e convidativos no Momo Lounge no andar de cima.

Sábado10h - Brunch sob mimosa
Chegue cedo ao Tower Cafe (1518 Broadway; 916-441-0222; http://www.towercafe.com/) e você terá uma melhor chance de conseguir uma mesa ao ar livre, sob a sombra de uma mimosa, neste restaurante pitoresco em frente à (infelizmente fechada) loja de discos Tower Records original. Mas uma mesa no interior está longe de ser desagradável - onde ao seu redor haverá uma eclética coleção de objetos de arte, incluindo cintos de contas africanos, esculturas do Dia dos Mortos (Finados) mexicano e pôsteres de viagem dos anos 30 - enquanto saboreia especialidades saborosas como ovos mexidos mexicanos (US$ 8,95), panquecas de milho e mirtilo (US$ 8,95) ou burrito de chouriço (US$ 9,95).

11h30 - Um bufê de arte
O Crocker Art Museum (216 O Street; 916-808-7000; http://www.crockerartmuseum.org/; entrada, US$ 6) é o museu perfeito para uma escapada de fim de semana; compacto, mas diverso, incluindo obras desde a pré-história até os tempos modernos. A pintura de Oswald Achenbach, "Festival e Fogos ao Luar" (por volta de 1855), tem uma luminosidade tão fiel que você espera sentir calor emanando da tela. Na galeria contemporânea, "Mulher Rindo", do artista mexicano Rufino Tamayo, de 1950, é sombria e excêntrica. E o prédio, uma mansão vitoriana em estilo italiano de 1872, é absolutamente grandioso; uma ampliação que triplicará o tamanho do museu deverá ser inaugurada em 2010.

Old Sacramento é um distrito histórico com caubóis fantasiados e fachadas do Velho Oeste, lotado de turistas

13h30 - Barcos e trens
Old Sacramento (http://www.oldsacramento.com/), um distrito histórico com caubóis fantasiados e fachadas do Velho Oeste, é um cenário barato, lotado de turistas. Mas dois endereços se destacam: o Pilothouse Restaurant (1000 Front Street;916-441-4440; http://www.deltaking.com/) e o Museu da Ferrovia do Estado da Califórnia (rua 2nd com I; 916-445-6645; http://www.californiastaterailroadmuseum.org/; US$ 9). O restaurante fica no Delta King, um barco a vapor dos anos 20 transformado em hotel flutuante, e oferece pratos como salada de camarão Louie (US$ 13) e peixe com batatas fritas (US$ 12). O museu exibe locomotivas e composições reformadas nas quais você pode entrar, incluindo um carro-restaurante de aço inoxidável de 1937, com toalhas de linho branco, jogos de porcelana finos e um cardápio antigo oferecendo uma "costeleta de cordeiro, extra grossa, 80 centavos".

16h - Compras em Midtown
Midtown, a área aproximadamente entre as ruas 17th e 29th e as ruas H e P, pode ser o distrito mais badalado de Sacramento. Pare em butiques como a Dragatomi (2317 J Street; 916-706-0535; http://www.dragatomi.com/), para itens colecionáveis como os da Kidrobot. Midtown também é lar de galerias de arte. Logo, se você não estiver na cidade para a Caminhada de Arte do Segundo Sábado, entre em algumas, incluindo a b. sakata garo (923 20th Street; 916-447-4276; http://www.bsakatagaro.com/) e a 20th Street Art Gallery (911 20th Street; 916-930-0500; http://www.20art.net/), que se concentra nos artistas de Sacramento.


18h30 - Pratos sazonais
Para provar a nova cena culinária de Sacramento, faça reservas no Grange (926 J Street; 916-492-4450; http://www.grangesacramento.com/), um novo restaurante elegante no Citizen Hotel. Michael Tuohy usa ingredientes locais para preparar pratos sazonais como risoto com cogumelos e feijão-fava (US$ 22), esturjão grelhado com polenta e cogumelo shiitake (US$ 25), e paleta de porco defumada com nabos (US$ 25).

20h30 - Mais próximo do vinho
Se os deuses da arte estiverem do seu lado, você estará na cidade para a Caminhada de Arte do Segundo Sábado (http://www.2nd-sat.com/), quando as galerias permanecem abertas até as 22 horas, com música ao vivo, barracas de alimentos e, é claro, vinho. Apesar de grande parte da ação ocorrer em Midtown, ao redor da K Street, as galerias em outros bairros também participam; é melhor checar o mapa da caminhada de arte em seu site. Nos outros sábados, lembre-se de quão próximo está o Vale de Napa na Revolution Wines (2116 P Street; 916-444-7711; http://www.revolution-wines.com/), uma minúscula vinícola industrial-chique com degustação gratuita, ou na L Wine Lounge and Urban Kitchen (1801 L Street; 916-443-6970; http://www.lwinelounge.com/), que oferece pelo menos 20 vinhos por taça.

22h - Pintando a cidade de verde
Sacramento não é conhecida pela vida noturna, mas há algumas poucas surpresas. Uma é o luxuoso e lustroso Lounge on 20 (1050 20th Street; 916-443-6620; http://www.loungeon20.com/), onde um assento no pátio, com um copo de absinto esmeralda (US$ 8 a US$ 15), conjura South Beach - sem as limusines, celebridades e modelos. Do outro lado da rua fica o Faces (2000 K Street; 916-448-0706; http://www.faces.net/), um das cinco boates gays aglomeradas perto das ruas K e 20th.

Domingo 10h - Direto do produtor
Ela pode estar escondida sob um elevado de uma avenida, mas o Mercado de Domingo dos Produtores Certificados (ruas 8th e W; http://www.california-grown.com/) é uma forma natural de começar o dia. Aberto todos os dias das 8h ao meio-dia, a feira oferece abundância de romãs, peras asiáticas, caquis fragrantes, mel, ovos caipiras, flores e peixes frescos. Parece uma grande feira de rua festiva, com nada além de alimentos deliciosos.

O Capitólio do Estado da Califórnia foi reformado meticulosamente nos anos 70

12h - Pedalando à margem do rio
Aprecie o Rio American pedalando pela Trilha de Bicicleta Jedediah Smith Memorial, um circuito de 51,5 quilômetros que serpenteia ao longo da água e por uma série de parques com dunas de areia, bosques de carvalhos, áreas de piquenique e pesqueiros. A City Bicycle Works (2419 K Street; 916-447-2453; http://www.citybicycleworks.com/ ), que fica a menos de dois quilômetros da trilha, oferece bicicletas para alugar a partir de US$ 5 a hora e US$ 20 por dia.

O básico
É possível tanto voar diretamente para o Sacramento International Airport quanto voar para San Francisco e dirigir 90 minutos no sentido nordeste.
O Citizen Hotel (926 J Street; 916-447-2700; http://www.citizenhotel.com/ ), que foi inaugurado no centro em 2008, é um hotel butique que faz parte da coleção Joie de Vivre da Califórnia. O hotel de 198 quartos oferece um espaço de encontros com tenda, academia e o elegante restaurante Grange e bar Scandal. Quartos a partir de US$ 189 nos dias úteis e US$ 129 nos fins de semana.

The Inn & Spa at Parkside (2116 6th Street; 916-658-1818; http://www.innatparkside.com/ , situado em uma mansão de 1936 à beira do centro, oferece spa, banheira quente ao ar livre e 11 quartos elegantes com temas espirituais, como Sonho e Tranquilidade. Diárias a partir de US$ 169 durante a semana e US$ 199 nos fins de semana, com café da manhã incluso.

O hotel Delta King (1000 Front Street; 800-825-5464; http://www.deltaking.com/ ), a bordo do barco a vapor Delta King, em Old Sacramento, é uma opção pitoresca e a preço acessível, com quartos com vista para o rio ou para a cidade a partir de US$ 99.

Família Dumont reproduz painéis de Cândido Portinari

Cândido Portinari utilizou pincéis para dizer ao mundo em guerra que a paz era possível. Quando aceitou a encomenda dos painéis Guerra e Paz para a sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, o pintor brasileiro tratou de expor as mazelas da destruição e a tranquilidade de um tempo sem guerra em duas enormes pinturas de traços cubistas e figuras de aspecto abrasileirado. São essas duas características que o grupo Matizes Dumont quer ressaltar nos 16 bordados encomendados por João Cândido Portinari, filho do artista.

O convite faz parte de um projeto de celebração do retorno dos painéis ao Brasil. O prédio da ONU vai passar por extensa reforma e, durante as obras, as pinturas de Portinari voltam ao país natal para um restauro e uma exposição itinerante programada para passar por Brasília em abril de 2011. Depois, os painéis serão mostrados no Grand Palais, em Paris, antes de retornarem para Nova York. Há décadas João Cândido investe na divulgação da obra do pai. Criou o bem-sucedido Projeto Portinari, o melhor trabalho de preservação e divulgação de um artista brasileiro já realizado no país, para catalogar e facilitar o acesso a todas as obras do pintor.

Para comemorar o retorno dos painéis, encomendou releituras de Portinari a vários artistas brasileiros. A família Dumont ficou encarregada dos bordados baseados nos estudos realizados para a obra, enquanto Milton Nascimento foi convidado a compor uma música para o pintor, e o coreógrafo norte-americano David Parsons preparou uma coreografia na qual o próprio artista dança com uma personagem do painel. Uma escultura também foi encomendada a Sergio Campos, que interpreta em bronze as duas pinturas. "Acho importante ter a maior quantidade de reinterpretações de Portinari", explica João. "Queremos fazer coisas que possam tocar os múltiplos sentidos das pessoas."

No caso dos bordados dos irmãos de Brasília, João quis associar a brasilidade da pintura do pai à tradição artesanal de desenhar com linhas e tecidos. "O bordado tem uma história tão brasileira. E os irmãos Dumont são a síntese do bordado no Brasil", diz. O grupo - formado pelos irmãos Sávia, Marilu, Demóstenes, Angela, Martha e a mãe, Antônia - dividiu o trabalho em 16 bordados. Em 1955, Portinari realizou uma série de 150 estudos preparatórios para as pinturas da ONU. O pintor planejou cada canto da obra, desenhou em crayon as expressões e as posições de cada figura e experimentou toda a paleta de cores antes de começar a pintar.

Os estudos serviram de referência para as bordadeiras. Demóstenes passou os desenhos de Portinari para tecidos e tapeçarias confeccionadas em Minas Gerais e as irmãs bordaram as cenas com fios brasileiros e estrangeiros. "Utilizamos fios de várias nacionalidades e isso é importante porque esse trabalho busca a paz, que precisa ser abordada a cada dia no cotidiano das pessoas", diz Marilu.

Os bordados reproduzem um total de 16 estudos em telas cujos tamanhos variam entre 1,5m x 1,5m e 0,8m x 1m. "A gente fez uma pesquisa enorme em textos, poesias e na obra, entramos na vida dele para recriar os estudos. Assim pudemos ter uma visão da totalidade da obra e dos dois painéis", avisa Sávia. O resultado é um misto de reprodução do traço do artista e intervenções das bordadeiras.

O colorido está mesclado nos fios de diferentes texturas e as tapeçarias garimpadas por Demóstenes servem de fundo. "Usamos muito as cores e o cubismo, que são características do Portinari", avisa Sávia. "Trabalhamos em cima da tapeçaria. O desenho está sendo seguido à risca e, em volta ,tivemos espaço para a criatividade."

No painel Guerra, Portinari inseriu figuras recorrentes, como a mãe que carrega o filho morto. A personagem é motivo também de dezenas de desenhos e foi escolhida para alguns dos bordados pelos irmãos. Uma dança de roda ganhou fundo verde e fios de seda brilhante na delicada versão em bordado. "Portinari valoriza as figuras de sua terra e nós, bordadeiras, revitalizamos o bordado, por muito tempo desvalorizado. Os dois trabalhos têm a mesma origem, que são as raízes populares brasileiras", garante Marilu.

Antes mesmo de ficarem prontos, os trabalhos já foram vendidos para um colecionador aficionado por tudo que se refere ao pintor. Agora, os irmãos buscam patrocínio para conseguir expor os trabalhos ao lado dos painéis originais. Também está nos planos de João Cândido embarcar os irmãos em um navio da Marinha para realizar oficinas para as populações ribeirinhas do rio São Francisco. A ideia faz parte de um programa já desenvolvido pelo Projeto Portinari na Amazônia. Enquanto estiverem no Brasil, as pinturas serão restauradas com apoio do BNDES, que destinou R$ 6,5 milhões para a recuperação e a exposição das obras. Guerra e Paz devem voltar à ONU em três anos, tempo previsto para o encerramento das reformas do prédio.

Com a ajuda de Chatô

» Cândido Portinari recebeu a encomenda para os painéis em 1952, do então secretário-geral Trygve Lie. O artista pretendia realizar as pinturas no próprio prédio da ONU, mas foi impedido de viajar aos Estados Unidos por conta de sua declarada ligação com o Partido Comunista. O visto foi negado e Portinari trabalhou no Rio de Janeiro, num galpão da TV Tupi cedido por Assis Chateaubriand. A obra ficou pronta em 1956 e foi exposta no Teatro Municipal antes de embarcar para Nova York, onde seria inaugurada sem a presença do artista

Quadro de Julião Sarmento vendido por 37 mil euros

Um quadro de Julião Sarmento foi vendido no sábado em Nova Iorque por 37 073 euros, durante um leilão com obras da colecção Lehman Brothers, que faliu em 2008 marcando o início da crise financeira mundial.

«Where Speech Could Have Been Transcrible» - assim se intitula a obra do pintor português - é um acrílico, grafite e carvão em canvas, pintado e datado de 2001, cuja estimativa de venda se situava entre os 30 mil e os 40 mil euros.

Instado pela agência Lusa a comentar a venda da sua obra e o valor que esta atingiu, o pintor disse apenas: «Acho bem que em vez de ter sido vendido para especulação o tenha sido para algo de útil.»

Julião Sarmento aludia ao facto de as receitas do leilão, realizado pela Sotheby´s em Nova Iorque, se destinarem ao pagamento a credores daquela instituição bancária norte-americana.

O quadro, que, segundo o sítio da Sotheby´s na internet, foi exibido entre fevereiro e maio de 2004 no Van Abbemuseum, em Eindhoven (Holanda), no âmbito da exposição «Julião Sarmento: Echo», foi adquirido pelo Lehman Brothers em 2002 a uma galeria de arte nova-iorquina.

A obra do pintor português - nascido em Lisboa em 1948 - integrava um lote de 160 obras daquela instituição bancária norte-americana.

A leiloeira previa angariar 7,5 milhões a 10 milhões de euros com a venda das obras, cuja maioria, segundo o The New York Times, foi adquirida no início dos anos 1990.

A colecção Neuberger Berman-Lehman Brothers reúne os mais representativos criadores desde o pós guerra, nas áreas da pintura, fotografia, escultura e desenho, ultrapassando as 400 obras.

United Photo Press em Zaragoza

Saragoça (em castelhano e aragonês Zaragoza) é um município e a capital da comunidade autónoma de Aragão e da província de Saragoça. O município abrange uma área 1062,64 km² com população de 682,283 habitantes (2007) e densidade populacional de 621,93 hab/km².

Seu nome atual deriva de seu antigo topônimo romano, Caesar Augusta, homenagem ao primeiro imperador de Roma, através do árabe Šarakusta. Está às margens do rio Ebro, no centro de um grande vale com grande variedade de paisagens, desde desertos, (Las Bardenas), a bosques densos, prados, montanhas, etc..

Está situada a 199 metros sobre o nível do mar contando com 628.000 habitantes, ou seja, mais ou menos a metade da população de Aragão.

A situação geográfica de Saragoça é excepcional, pois se encontra a meio-caminho entre Madrid, Barcelona,Valência e Bilbao, distando cerca de 300km das cada uma das três.

Exposição Internacional de 2008

Devido à sua localização, esta província acolheu a Exposição Internacional, a Expo'08 entre 14 de junho e 14 de setembro. A importância do rio Ebro foi o principal motor do projecto, cujo conceito se fixou nas novas formas de aproveitamento da água, com o tema "Água e Desenvolvimento sustentável".

Photography Alex Burgaz


Picasso e Matisse no MoMa de Nova York

Durante nossa primeira visita a Nova York, aproveitamos para conhecer o Museu de Arte Moderna de Nova York também conhecido MoMa. Fomos lá especialmente para visitar a exposição temporária do Water Lilies de Monet que abriu em Setembro do ano passado e que ficou aberta ao público até dia 12 de Abril de 2010. Assim como uma exposição sobre Bauhaus, a famosa escola de arquitetura e design alemã.

omo da vez anterior não precisamos pagar pelos ingressos, uma vez que o Mau possui o “Membership”corporativo que é válido para quase todos os museus de Nova York, e de quebra ainda tivemos a chance de conhecer uma das exposições antes mesmo dela ser aberta ao público geral. Nada mal ser VIP e poder contemplar duas exposições deste calibre e sem ter que pagar nada por isso.

Como da primeira vez focamos nossa visitar em duas exposições apenas. A primeira delas chamada de “Picasso temas e Variações”que abriu ao público em 28 de Março deste ano e que ficará aberta até dia 30 de Agosto de 2010. E a Invenção Radical de Henry Matisse.

A primeira delas, trata-se de uma exposição temporária do MoMa que apresenta cerca de cem obras produzidas por Pablo Picasso ao longo de sua carreira. A exposição explora o processo criativo de Picasso por meio de gravuras, traçando o seu desenvolvimento desde os primeiros anos do século XX, com representações de artistas de circo itinerante, até a descoberta do cubismo.

De fato é uma exposição bastante interessante pelo fato de seguir a evolução da visão artística de Picasso através de décadas de experimentação na gravura, litografia, linóleo. Demonstrando como cada técnica inspirou novos rumos em seu trabalho. A exposição centra-se em temas específicos, mostrando como as imagens de Picasso passaram por um processo constante de metamorfose.

Nas gravura, em particular, é possível se observar mesmo como sendo quase leigo este aspecto fundamental de sua arte, que se tornam claros, uma vez que várias gravuras sobre o mesmo tema de diferentes fases estão dispostos em uma sequência quase cronológica e altamente explicativa.

Uma série de litografias de Picasso mostra o avanço, passo a passo, a partir de uma representação realista de um touro para um que é completamente abstraída em linhas esquemáticas com o passar do tempo.

Outras séries mostram Picasso alterando as interpretações das mulheres durante sua vida de Picasso. Uma exposição bastante interessante que mostra de forma bastante didática um pouco da obra deste que é um dos grandes artistas do século XX. Ao todo o acervo do MoMa conta com cerca de 250 obras e mais de mil gravuras do artista. Que entre outras obras abriga o Les demoiselles d’Avingnon de 1907, Os três músicos de 1921 e o mulher em frente ao espelho de 1932.

O lado bom desta exposição é que: Como é constituída quase que inteiramente de gravuras a fotografia sem Flash era permitida. Eu acho extremamente chato não poder fotografar um museu!! Mas enfim no MoMa quase tudo é fotografável quando não; e porque a coleção geralmente é emprestada de outro museu e ai as placas avisam. Não deixe de visitar a página desta esposição do Picasso aqui.

A segunda exposição que visitamos foi a Invenção Radical de Henry Matisse (1913-1917), a qual tivemos o privilégio de contemplar dois dias antes da mostra ser aberta ao público geral no domingo dia 18 de Julho, lembrando que esta exposição ficará aberta ao público até o dia 11 de Outubro.

Para quem nunca ouviu falar em Matisse eis aqui uma pequena descrição sobre ele que resolvi transcrever do Wikipédia “Ele foi um artista francês, conhecido por seu uso da cor e sua arte de desenhar fluída e original. Foi um desenhista, gravurista e escultor, mas é principalmente conhecido como um pintor. Matisse é considerado, juntamente com Picasso e Marcel Duchamp, como um dos três artistas seminais do século XX, responsável por uma evolução significativa na pintura e na escultura. Embora fosse inicialmente rotulado de fauvista, na década de 1920, ele foi cada vez mais aclamado como um defensor da tradição clássica na pintura francesa. Seu domínio da linguagem expressiva da cor e do desenho, exibido em um conjunto de obras ao longo de mais de meio século, valeram-lhe o reconhecimento como uma figura de liderança na arte moderna”.

Bem esta exposição no Moma concentra-se em apenas uma parte da carreira de Matisse, o tempo em que ele viveu no Marrocos em 1913 até seu retorno para Nice, em 1917. Esta considerada como uma das fases mais importantes de sua carreira na qual sua pintura era um pouco austera, com linhas retas e formas geométricas. Com o retorno à França e o tempo seu estilo ficou mais solto, com o aparecimento de figuras femininas e paisagens do interior dentre seus principais temas.

A exposição “Matisse: A Invenção Radical, 1913-1917” vai além das pinturas para explorar sua pro física dentro do estúdio de Matisse. Através dessa mudança de foco, a exposição revela as ligações profundas entre essas obras e sua vida pessoal, demonstrando assim o seu papel crucial no desenvolvimento do artista naquele momento em que se vivia a primeira guerra mundial.

Ele próprio reconheceu perto do fim da sua vida, o significado deste período em sua carreira artística. A importância deste momento não reside apenas nas qualidades formais das pinturas, mas também na natureza física das imagens, bem como a história por trás de sua concepção.

A exposição inclui cerca de 120 pinturas, esculturas, desenhos e gravuras, principalmente a partir dos anos de 1913-1917. Para quem pretende ver a exposição de Matisse: esteja ciente de que a ocupação da galeria é limitada. Os Tickets para esta exposição são com hora marcada e são necessários para garantir a entrada para a exposição no horário designado no bilhete. No mais é só aproveitar.

O MoMa foi fundado em 1929 como uma instituição educacional, o Museu de Arte Moderna é considerado um dos mais importante museus de arte moderna do mundo. E está localizado bem próximo ao Central Park, Quinta Avenida e do Rockefeller Centre.

mauoscar

André Romão mostra colagens e escultura em Berlim

O artista plástico André Romão vai apresentar um conjunto de textos, colagens, esculturas e slides sob o título 'The Vertical Stage' numa exposição colectiva em Berlim que é inaugurada sexta feira (dia 23/07). 

A mostra, que ficará patente na Kunstlerhaus Bethanien, em Berlim, até 08 de Agosto, reúne ainda trabalhos dos artistas Andreas Schulze, Chua Chye Teck e Daniel Beerstecher.

'The Vertical Stage' é o trabalho mais recente do artista português e foi inspirado em dois acontecimentos reais passados na cidade do México: o massacre de manifestantes em Outubro de 1968, que ficou conhecido como 'A noite de Tlatelolco', e os Jogos Olímpicos de verão que decorreram pouco depois.

A interpretação artística de André Romão combina documentação histórica dos acontecimentos no México, elementos retirados do poema épico grego "Ilíada", de Homero, e da obra 'Teatro da Crueldade', de Antonin Artaud.

Com estes registos, vai orientando a atenção do público da reportagem histórica para o aspecto humano, acentuando o exemplo individual no processo colectivo, criando uma re-encenação dos acontecimentos reais dramáticos.

Nascido em Lisboa, em 1984, André Romão é licenciado em design de comunicação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e frequentou os cursos de Pintura da Accademia di Belle Arte di Brera, em Milão, e da escola de artes Ar.co, em Lisboa.

Foi o vencedor do Prémio EDP Novos Artistas em 2007.

Na exposição em Berlim vai estar disponível um catálogo com textos de Ellen Blumenstein e André Romão em alemão, inglês e português.

Conheça o espaço Kunstlerhaus Bethanien

United Photo Press em Cordoba, Espanha

O povoado que viria a dar origem à cidade de Córdova começou por ter importância no ano de 206 a. C., quando foi conquistado pelos romanos.

Desta época subsiste a ponte romana, com 16 arcos, que liga a parte central da cidade ao Campo de La Verdad, no outro lado do Rio Guadalquivir, e que foi reconstruída pelos mouros.

No início do século VIII, quando começou a conquista de Espanha pelos árabes, Córdova foi o primeiro califado e Abd-ar-Rahman III o primeiro califa. Durante o domínio muçulmano foram construídos vários palácios, entre os quais o Ciudad-Palacio de Madinat al-Zahr - Medina Al-Azhara, no ano de 936, que foi destruído e saqueado no século XI, mas que foi posteriormente restaurado. Existem também várias mesquitas, destacando-se a que se encontra no quarteirão mouro de Córdova, que tem cerca de 24 000 m², é sustentada por colunas e arcos e possui inscrições em ouro nos seus mosaicos. Foram ainda construídos outros edifícios públicos, no intuito de tornar Córdova uma cidade semelhante a Constantinopla, Damasco, Cairo e Bagdad.

A partir do século XI, como consequência da Guerra Civil (1009-1031), o domínio mouro é perdido e ocorre uma série de alterações. No século XIII, em 1236, o maior mosteiro tornou-se numa catedral e foram construídas estruturas defensivas, como a Torre Fortaleza de la Calahorra e o Alcazar de los Reyes Cristianos, que serviu, depois da Reconquista, como edifício do Tribunal da Santa Inquisição.

Na cidade, as paredes conservam-se pintadas de branco, as ruas são estreitas e os pátios são coloridos, mantendo-se uma morfologia tipicamente mourisca. Como tal, o centro histórico de Córdova é um dos contemplados pelo estatuto de Património Mundial, atribuído pela UNESCO, tendo sido pela primeira vez inscrito em 1984, e tendo dez anos mais tarde, englobada a extensão da Mesquita de Córdova.

Photography Alex Burgaz | United Photo Press

António Bolota apresenta escultura no ALLGARVE

António Bolota apresenta na Ermida de N.ª Sr.ª de Guadalupe, em Vila do Bispo no Algarve intervenção escultórica. Esta exposição individual, inserida no âmbito da programação cultural do ALLGARVE 2010, irá inaugurar no dia 3 de Julho e estará patente até 30 de Novembro 2010.

Photography José Simões | United Photo Press

Gabriella Cilmi apresentou novo álbum em Alcoutim


A artista pop australiana Gabriella Cilmi apresentou o seu novo álbum ontem, dia 3 de Julho, no espaço singular que é o Cais Fluvial de Alcoutim, no Algarve. “Ten”, o novo trabalho discográfico da artista, foi o mote para um concerto onde Cilmi cantou os seus novos temas e outros êxitos como "Sweet About Me”, que vendeu mais de dois milhões de cópias em todo o mundo.

O próximo espectáculo, integrado na área POP do programa “Allgarve’10”, contará com presença da “unforgettable” Natalie Cole que, considerada uma diva do panorama do jazz, sobe ao palco do Real Marina Hotel & Spa, em Olhão, no próximo dia 16 de Julho para um concerto exclusivo em Portugal.

Sensation Portugal 2010

Saturday the 19th June Pavilhão Atlântico turned into Wicked Wonderland. Guests from all over Portugal and beyond created an immense buzz and the DJ’s lifted things even further with spot-on tune selection. The first selection of pictures have been added to the gallery, which can be viewed here.

Enjoy this first set of memories from an unforgettable Sensation Portugal 2010!

81 mil pessoas para ver Shakira e Ivete Sangalo


As portas abriram pouco depois das 16 horas e a receber os muitos espectadores estava a equipa do Rock in Rio. Mas o que fez correr esta multidão, que foi crescendo ao longo da tarde, foram as duas mulheres do dia: Shakira e Ivete Sangalo.

As bandeiras do Brasil e as faixas de apoio à Shakira não enganavam quem quisesse adivinhar as duas actuações mais esperadas da noite. Mas antes de os primeiros acordes se ouvirem no Palco Mundo, a animação começou no Palco Sunset com a actuação d’Os Azeitonas com AntónioZambujo.

O palco Sunset foi recebendo cada vez mais espectadores e, durante a actuação de Boss AC e Yuri da Cunha, a “plateia” foi ficando mais composta. Os dois músicos não deixaram que os ânimos acalmassem. Cabo Verde, Angola, Moçambique. Os ritmos africanos deram as mãos num concerto que acima de tudo foi uma festa da Lusofonia.

Do outro lado, já no Palco Mundo, Mariza abria o Palco Mundo. A fadista que está cada vez menos fadista tomou conta do palco e, mesmo que os grandes momentos de comunhão com o público tenham sido os “seus” clássicos (“Primavera”, Senhor Vinho” ou “Ó Gente da Minha Terra”), a versão de “Come As You Are”, dos Nirvana, não deixou de impressionar.

De volta ao Palco Sunset, chegavam os Oquestrada, mais habituados a viajar pelo país. De palco em palco levam o som de festa, de Portugal e de crítica bem humorada ao país. No palco Sunset trouxeram isso en muito mais, trouxeram os “Três "Segredos de Portugal" que quiseramm revelar: os "Fadistas de Garra" , os italianos "Anónima Nuvolari" e a orquestra "Cavalinho D'Strada".

Convidados especiais que pontuaram um concerto marcado pela variedade de estilos - do fado ao imaginário das bandas filarmónicas, passando pela musica tradicional italiana - sempre com muito boa disposição e originalidade. O concerto terminou já com o cair da noite com todos reunidos em grande festa em cima do palco, que assim encerrou portas até amanhã.

Enquanto isto, já uma multidão fiel esperava Ivete Sangalo em frente ao Palco Mundo. A brasileira, que fez o pleno de todas as edições do Rock in Rio Lisboa, foi mãe há pouco mais de 4 meses mas a energia não faltou. A forma física não é a mesma da última edição mas a boa disposição sim. “Gostosa eu não estou, mas eu estou feliz” , respondeu a brasileira a um piropo.

O concerto foi o habitual corropio dos concertos da baiana. Poucos recusam ceder ao pedido para “tirar o pé do chão” durante todo o concerto e, a julgar pela reacção, o espectáculo poderia durar mais. Pelo meio, Ivete deixou ainda o apelo para que o Rock in Rio regressa ao Brasil…

O homem que se seguiu ficou entalado entre as duas mulheres da noite mas não desapontou os fãs. Principalmente as fãs, já que as mulheres dominavam o público do concerto de John Mayer. O norte-americano é contido e a sua música não se presta a grandes exageros mas nos singles como “Waiting on the World to Change” e “Heartbreak Warfare”fizeram-se ouvir as vozes no público.

Ao mesmo tempo, a Electrónica começavam a disparar-se os primeiros décibeis. A dupla Soul Mates e Diego Miranda aqueceram os ânimos mas foi com DeadMau5 e o DJ set de Calvin Harris que o espaço dedicado à música de dança atingiu o auge.

E, depois do espectáculo de fogo de artifício junto ao Palco Mundo, veio a verdadeira festa. Shakira fez valer a sua condição de cabeça de cartaz e serviu numa bandeja os seus principais êxitos. A eficácia de “La Tortura” e “Whenever Wherever” fizeram o público saltar e dançar mas Shakira soube também acalmar nos momentos certos, com a balada “Underneath your Clothes”.

“She Wolf”, o seu mais recente sucesso, podia ter sido o tema perfeito para dar um ponto adequado a um concerto dinâmico. Mas a cantora colombiana tinha mais um êxito na manga e deixou-o para o encore: “Hips don’t lie” incendiou ainda mais o público e Shakira fez questão de agradecer ao público e garantir que esta tinha sido uma “noche inolvidable, inesquecível”. Os aplausos no final foram a resposta também agradecida do público português.

A ÁFRICA DO SUL É LOGO ALI...

Entre junho e julho a África do Sul encontra-se a receber o maior evento esportivo do planeta. Mas quem foi à Copa verá muito mais do que futebol. Confira a rota dos vinhos e saiba tudo sobre os safáris que você precisa conhecer no país.

Os sul-africanos devem aos protestantes franceses, que chegaram ao país por volta do século 17, a arte de fazer bons vinhos. Um dos pontos fortes da produção local é a uva pinotage, cruzamento da pinot noir e da cinsault, que é típica do país. A África do Sul também se destaca pelos vinhos de sobremesa, feitos com pinot noir, chardonney e sauvignon. A meia hora de carro da Cidade do Cabo, nos arredores do vilarejo de Stellenbosch, estão dezenas de vinícolas onde é possível participar de uma degustação.
PARA DORMIR PERTO DOS ANIMAIS

No Parque Kruger há hotéis na selva e acampamentos, como o Malelane, o Crocodile Bridge e o Olifants.

O preço varia de 1 500 rands (375 reais), por um chalé, a 440 rands (110 reais), por uma tenda para duas pessoas. Seja qual for a sua opção, jamais apareça sem reserva. Informações pelo tel. (00-27) 12/428-9111 (00-27) 12/428-9111 ou em http://www.parks-sa.co.za/

 Em Hluhluwe-Imfolozi, passar a noite no rústico Hiltop Camp custa 850 rands (210 reais) por casal. Mais sofisticado, o Masinda cobra 3 600 rands de diária (900 reais) para duas pessoas. Informações em http://www.kznwildlife.com/