Gabriella Cilmi apresentou novo álbum em Alcoutim


A artista pop australiana Gabriella Cilmi apresentou o seu novo álbum ontem, dia 3 de Julho, no espaço singular que é o Cais Fluvial de Alcoutim, no Algarve. “Ten”, o novo trabalho discográfico da artista, foi o mote para um concerto onde Cilmi cantou os seus novos temas e outros êxitos como "Sweet About Me”, que vendeu mais de dois milhões de cópias em todo o mundo.

O próximo espectáculo, integrado na área POP do programa “Allgarve’10”, contará com presença da “unforgettable” Natalie Cole que, considerada uma diva do panorama do jazz, sobe ao palco do Real Marina Hotel & Spa, em Olhão, no próximo dia 16 de Julho para um concerto exclusivo em Portugal.

Sensation Portugal 2010

Saturday the 19th June Pavilhão Atlântico turned into Wicked Wonderland. Guests from all over Portugal and beyond created an immense buzz and the DJ’s lifted things even further with spot-on tune selection. The first selection of pictures have been added to the gallery, which can be viewed here.

Enjoy this first set of memories from an unforgettable Sensation Portugal 2010!

81 mil pessoas para ver Shakira e Ivete Sangalo


As portas abriram pouco depois das 16 horas e a receber os muitos espectadores estava a equipa do Rock in Rio. Mas o que fez correr esta multidão, que foi crescendo ao longo da tarde, foram as duas mulheres do dia: Shakira e Ivete Sangalo.

As bandeiras do Brasil e as faixas de apoio à Shakira não enganavam quem quisesse adivinhar as duas actuações mais esperadas da noite. Mas antes de os primeiros acordes se ouvirem no Palco Mundo, a animação começou no Palco Sunset com a actuação d’Os Azeitonas com AntónioZambujo.

O palco Sunset foi recebendo cada vez mais espectadores e, durante a actuação de Boss AC e Yuri da Cunha, a “plateia” foi ficando mais composta. Os dois músicos não deixaram que os ânimos acalmassem. Cabo Verde, Angola, Moçambique. Os ritmos africanos deram as mãos num concerto que acima de tudo foi uma festa da Lusofonia.

Do outro lado, já no Palco Mundo, Mariza abria o Palco Mundo. A fadista que está cada vez menos fadista tomou conta do palco e, mesmo que os grandes momentos de comunhão com o público tenham sido os “seus” clássicos (“Primavera”, Senhor Vinho” ou “Ó Gente da Minha Terra”), a versão de “Come As You Are”, dos Nirvana, não deixou de impressionar.

De volta ao Palco Sunset, chegavam os Oquestrada, mais habituados a viajar pelo país. De palco em palco levam o som de festa, de Portugal e de crítica bem humorada ao país. No palco Sunset trouxeram isso en muito mais, trouxeram os “Três "Segredos de Portugal" que quiseramm revelar: os "Fadistas de Garra" , os italianos "Anónima Nuvolari" e a orquestra "Cavalinho D'Strada".

Convidados especiais que pontuaram um concerto marcado pela variedade de estilos - do fado ao imaginário das bandas filarmónicas, passando pela musica tradicional italiana - sempre com muito boa disposição e originalidade. O concerto terminou já com o cair da noite com todos reunidos em grande festa em cima do palco, que assim encerrou portas até amanhã.

Enquanto isto, já uma multidão fiel esperava Ivete Sangalo em frente ao Palco Mundo. A brasileira, que fez o pleno de todas as edições do Rock in Rio Lisboa, foi mãe há pouco mais de 4 meses mas a energia não faltou. A forma física não é a mesma da última edição mas a boa disposição sim. “Gostosa eu não estou, mas eu estou feliz” , respondeu a brasileira a um piropo.

O concerto foi o habitual corropio dos concertos da baiana. Poucos recusam ceder ao pedido para “tirar o pé do chão” durante todo o concerto e, a julgar pela reacção, o espectáculo poderia durar mais. Pelo meio, Ivete deixou ainda o apelo para que o Rock in Rio regressa ao Brasil…

O homem que se seguiu ficou entalado entre as duas mulheres da noite mas não desapontou os fãs. Principalmente as fãs, já que as mulheres dominavam o público do concerto de John Mayer. O norte-americano é contido e a sua música não se presta a grandes exageros mas nos singles como “Waiting on the World to Change” e “Heartbreak Warfare”fizeram-se ouvir as vozes no público.

Ao mesmo tempo, a Electrónica começavam a disparar-se os primeiros décibeis. A dupla Soul Mates e Diego Miranda aqueceram os ânimos mas foi com DeadMau5 e o DJ set de Calvin Harris que o espaço dedicado à música de dança atingiu o auge.

E, depois do espectáculo de fogo de artifício junto ao Palco Mundo, veio a verdadeira festa. Shakira fez valer a sua condição de cabeça de cartaz e serviu numa bandeja os seus principais êxitos. A eficácia de “La Tortura” e “Whenever Wherever” fizeram o público saltar e dançar mas Shakira soube também acalmar nos momentos certos, com a balada “Underneath your Clothes”.

“She Wolf”, o seu mais recente sucesso, podia ter sido o tema perfeito para dar um ponto adequado a um concerto dinâmico. Mas a cantora colombiana tinha mais um êxito na manga e deixou-o para o encore: “Hips don’t lie” incendiou ainda mais o público e Shakira fez questão de agradecer ao público e garantir que esta tinha sido uma “noche inolvidable, inesquecível”. Os aplausos no final foram a resposta também agradecida do público português.

A ÁFRICA DO SUL É LOGO ALI...

Entre junho e julho a África do Sul encontra-se a receber o maior evento esportivo do planeta. Mas quem foi à Copa verá muito mais do que futebol. Confira a rota dos vinhos e saiba tudo sobre os safáris que você precisa conhecer no país.

Os sul-africanos devem aos protestantes franceses, que chegaram ao país por volta do século 17, a arte de fazer bons vinhos. Um dos pontos fortes da produção local é a uva pinotage, cruzamento da pinot noir e da cinsault, que é típica do país. A África do Sul também se destaca pelos vinhos de sobremesa, feitos com pinot noir, chardonney e sauvignon. A meia hora de carro da Cidade do Cabo, nos arredores do vilarejo de Stellenbosch, estão dezenas de vinícolas onde é possível participar de uma degustação.
PARA DORMIR PERTO DOS ANIMAIS

No Parque Kruger há hotéis na selva e acampamentos, como o Malelane, o Crocodile Bridge e o Olifants.

O preço varia de 1 500 rands (375 reais), por um chalé, a 440 rands (110 reais), por uma tenda para duas pessoas. Seja qual for a sua opção, jamais apareça sem reserva. Informações pelo tel. (00-27) 12/428-9111 (00-27) 12/428-9111 ou em http://www.parks-sa.co.za/

 Em Hluhluwe-Imfolozi, passar a noite no rústico Hiltop Camp custa 850 rands (210 reais) por casal. Mais sofisticado, o Masinda cobra 3 600 rands de diária (900 reais) para duas pessoas. Informações em http://www.kznwildlife.com/

FESTIVAL MED 2010: O CARTAZ ESTÁ QUASE COMPLETO

O cartaz da sétima edição do Festival MED está quase completo, com mais sete nomes confirmados. Mercan Dede & The Secret Tribe, King Khan & The Shrines, Cacique 97, Mazgani, Zeca Medeiros, Orelha Negra e Andersen Molière juntam-se ao certame de um dos mais conceituados festivais nacionais de world music, que decorre de 23 a 26 de Junho, no Centro Histórico de Loulé.

Mercan Dede, também conhecido como Arkin Allen, tem actuação agendada para dia 26 de Junho, dia de encerramento do Festival MED. O compositor, DJ e produtor turco é conhecido pelas suas composições de fusão, que unem a música tradicional turca e de outras origens orientais a sonoridades electrónicas. Em Portugal, Mercan Dede & The Secret Tribe vai apresentar “800”, o seu mais recente trabalho discográfico, distinguido como o Melhor Álbum de World Music da edição de 2008 da Womex.

King Khan & The Shrines é outros dos projectos a subir a palco do MED 2010 e a primeira confirmação para o dia 24 de Junho, quinta-feira. A banda foi fundada em 1999 por King Khan, ex-The Spaceshits (onde respondia pelo nome de Blacksnake) e ex-Kukamongas. Como King Khan & The Shrines, o colectivo é conhecido pelas suas performances teatrais e pela utilização diversificada de instrumentos, entre eles, teclado, saxofone, guitarra, baixo, bateria, trompete e percussão.

Outra confirmação para o segundo dia do Festival MED é Cacique 97, considerado o primeiro colectivo nacional de afrobeat. Fundados em 2005, os Cacique 97 inspiram-se em Fela Kuti e nos seus ritmos yoruba e highlife africanos, jazz e funk, e transportam-nos para a era tecnológica, com a ajuda de samplers e laptops.

O talento nacional continua a estar bem representado na quinta-feira, 24 de Junho, com Mazgani. O cantor e compositor português acaba de lançar “Sons of Distance” (Abril, 2010), o seu mais recente trabalho, e vai apresentá-lo no palco MED, juntamente com os músicos que o acompanham: Alain Anastácio, João Fernandez, Rui Luís, Sérgio Mendes, Victor Coimbra, Marco Franco e Pedro Gonçalves.

O açoriano Zeca Medeiros, compositor e realizador, conquistou já o seu lugar na história da música portuguesa, assinando bandas sonoras de reconhecidas produções televisivas como “Xailes Negros” e “Mau tempo no Canal”. Com uma carreira de décadas no mundo artístico, apenas em 1999 Zeca Medeiros editou o seu primeiro álbum, “Cinefilias e Outras Incertezas”, em que apresenta ao mundo a sua voz rouca e profunda. O músico sobe ao palco do MED a 23 de Junho.

Francisco Rebelo (baixista) e João Gomes (teclista), dos Cool Hipnoise, o rapper Sam The Kid (Samuel Mira), Fred, baterista dos Buraka Som Sistema e de vários outros projectos, e o DJ Cruzfader são os Orelha Negra, um projecto instrumental que mistura funk e soul, hip-hop, groove, samples e voz, que saiu finalmente da garagem depois de mais de 80 temas preparados. "Orelha Negra" é também o título do primeiro álbum editado em Março deste ano, que será apresentado no MED, a 26 de Junho.

Andersen Molière é um projecto de jovens músicos portugueses, que se tornou mais conhecido depois de ter vencido o concurso de talento Rock Rendez Worten, em 2009. O colectivo é composto por Sá (guitarra e voz), Duarte (guitarra e voz), Alex (baixo), Vanessa (acordeão), João (violino), Paulo (bateria) e Diogo (percussão), e tem actuação agendada para o Palco Castelo a 24 de Junho.

O cartaz do MED 2010, até ao momento:

Quarta-feira, dia 23 de Junho

AMPARO SÁNCHEZ
FEMI KUTI & THE POSITIVE FORCE
VIEUX FARKA TOURÉ
ZECA MEDEIROS
MACACOS DO CHINÊS

Quinta-feira, dia 24 de Junho

KING KHAN & THE SHRINES
CACIQUE 97
MAZGANI
ANDERSEN MOLIÈRE

Sexta-feira, dia 25 de Junho

ORCHESTRA BAOBAB
WATCHA CLAN
3 PIANOS
ANAQUIM
GALANDUM GALUNDAINA
THE LEGENDARY TIGER MAN

Sábado, dia 26 de Junho

MERCAN DEDE & THE SECRET TRIBE
BOOM PAM
VIRGEM SUTA
RENÉ AUBRY
ORELHA NEGRA
DIABO NA CRUZ

Recorde-se que continuam à venda, em todas as estações de CTT, os bilhetes para o Festival MED 2010, disponíveis em três tipologias: Bilhete Diário, Semanal ou Premium, cujos custos de pré-venda são 12,5 euros, 40,5 euros, e 60,5 euros, respectivamente. O Bilhete Premium, de que só serão vendidas 200 unidades, inclui bilhete semanal, T-shirt oficial do MED, estacionamento gratuito e vigiado durante os 4 dias de festival no Parque de Estacionamento Municipal, junto ao Tribunal, e entrada preferencial (porta especial).

Dianne Reeves abre Jazz no ALLGARVE 10

Dianne Reeves regressa a Portugal, em quarteto, para apresentar o seu novo trabalho “When You Know”, uma admirável colecção de canções que inclui temas como “Just My Imagination”, dos Temptations, e “Loving You”, de Minnie Ripperton. O muito antecipado disco da quatro vezes vencedora dos Grammys – a única cantora a conseguir arrecadar o prémio por três vezes consecutivas em qualquer categoria – apresenta Reeves no topo das suas capacidades no TEMPO - Teatro Municipal de Portimão.

LIBERTAD por Alba Simões

No passado dia 15 de Maio a pintora alba Simões, apresentou a sua mais recente colecção de pinturas na galeria ESPAÇO D’ARTE, na quinta da Beloura, Sintra.

A autora deu este nome á sua exposição em homenagem á sua grande amiga, a cantora e actriz Ariane, que recentemente lançou um disco em que a canção LIBERTAD, que aliás está bem encaminhado para o sucesso.

Com a presença de inúmeros amigos de ambas e amantes da arte encheram por completo a ampla sala de exposições.

O momento alto da noite foi sem dúvida quando Alba Simões começou a passar para uma tela tudo o que lhe ia na alma, acompanhada brilhantemente por Ariana, que cantou o seu mais recente sucesso. LIBERTAD.

Definições de Arte

Ernst Gombrich, famoso historiador de arte, afirmou que nada existe realmente a que se possa dar o nome de Arte. Existem somente artistas. Arte é um fenômeno cultural. Regras absolutas sobre arte não sobrevivem ao tempo, mas em cada época, diferentes grupos (ou cada indivíduo) escolhem como devem compreender esse fenômeno.

Arte pode ser sinônimo de beleza, ou de uma beleza transcendente. Dessa forma, o termo passa a ter um caráter subjetivo, qualquer coisa pode ser chamada de arte, desde que alguém a considere assim, não precisando ser limitada à produção feita por um artista. Como foi mencionado, a tendência é considerar o termo arte apenas relacionado, diretamente, à produção das artes plásticas. Os historiadores de arte buscam determinar os períodos que empregam certo estilo estético, denominando-os por 'movimentos artísticos'. A arte registra as idéias e os ideais das culturas e etnias, sendo assim, importante para a compreensão da história do Homem e do mundo.

Formas artísticas podem extrapolar a realidade, exagerar coisas aceitas ou simplesmente criar novas formas de se perceber a realidade. Em algumas sociedades, as pessoas consideram que a arte pertence à pessoa que a criou. Geralmente consideram que o artista usou o seu talento intrínseco na sua criação. Essa visão (geralmente da maior parte da cultura ocidental) reza que um trabalho artístico é propriedade do artista. Outra maneira de se pensar sobre talento é como se fosse um dom individual do artista. Os povos judeus, cristãos e muçulmanos possuem esta visão sobre a arte. Outras sociedades consideram que o trabalho artístico pertence à comunidade. O pensamento é levado de acordo com a convicção de que a comunidade deu ao artista o capital social para o seu trabalho.
Nessa visão, a sociedade é um coletivo que produz a arte através do artista, que apesar de não possuir a propriedade da arte, é visto com importância para sua concepção. Existem contradições quanto à honra ou ao gosto pela arte, indicando assim o tipo de moral que a sociedade exerce. Também pode ser definida, mais genericamente, como o campo do conhecimento humano relacionado à criação e crítica de obras que evocam a vivência e interpretação sensorial, emocional e intelectual da vida em todos os seus aspectos.

FILME O VERÃO CONCORRENTE AO FESTIVAL DE CINEMA INDIELISBOA

A conhecida Cantora e Actriz Ariane, principal intérprete do filme “O VERÃO” do Realizador João Dias, continua a recolher o largo aplauso daqueles que estiveram no cinema S. Jorge para assistir a exibição deste filme também na competição internacional do festival INDIE LISBOA. Fotografias de António Vieira da Silva da United Photo Press.

O VERÃO
Participante nas competições:
Competição nacional de curtas-metragens, exibido em 23 de Abril
Competição Internacional de curtas-metragens (único filme de origem portuguesa neste festival) exibido em 26 de Abril e ainda vai voltou aos ecrãns no dia 29 de Abril.

Ficha técnica
O Verão
17'
Realizador: João Dias
Assistente de Realização: Pedro Nues
Argumento: João Dias
Fotografia: Daniel Neves
Música: Agostinho Pimentel, Ariane
Som: Carla Mota, Olivier Blanc
Montagem: João Dias
Com: Ariane, Gustavo Sumpta, Sara Moura
Produtor: Abel Ribeiro Chaves
Produção: Sociedade Óptica Técnica / OPTEC

A Galeria Vieira Portuense tem patente ao público vários óleos de José González Collado, até ao dia 20 do corrente mês de Abril.

O pintor José González Collado nasceu em Ferrol em 1928.Aos 12 anos entra para a Escola de Artes e Ofícios de Ferrol, a mais antiga deste tipo na Galiza. Estuda na Escola de Aprendizes de Bazán, entrando no departamento de Delineamento e Electricidade dessa Empresa.

Em 1942 conhece o já consagrado pintor Felipe Bello Piñero, eleito nesse mesmo ano Académico de Número da Real Academia de Belas-Artes de La Coruña. Aos 17 anos recebe o seu primeiro prémio na Exposição de Arte, Educação e Descanso, em La Coruña (1943); aos 18 anos recebe o primeiro prémio na V Exposição de Arte do SEU, em La Coruña, tendo-lhe sido concedida uma bolsa de estudo de apoio juvenil que lhe permitirá ir estudar para Madrid.

Em 1944 realiza a sua primeira exposição individual no Casino Ferrolano, quando contava apenas 18 anos. Em 1945 desloca-se a Madrid para estudar pintura. O afã de aprender é enorme e visita diariamente o Museu do Prado: sente fascínio por Velázquez, admira Goya, que considera o melhor pintor do mundo, precursor do impressionismo e da pintura moderna. Regressa pouco tempo depois ao Ferrol para cumprir o serviço militar. Após a instrução militar, consegue através do escritor Camilo José Cela – que conhecera nas tertúlias da capital – o destacamento para Madrid para assim poder prosseguir os estudos.

Por fim tem a oportunidade de realizar o exame de ingresso na Escola de Belas-Artes: desenha, em tamanho natural, uma figura de uma escultura grega de dois metros de altura. É aprovado em segundo lugar num curso de 90 alunos. Na Escola de Belas-Artes adquirirá conhecimentos de forma e cor, técnicas e estilos. Nessa época visita o magnífico pintor ferrolano Alvarez de Sotomayor, que se converte no seu protector e mestre, aconselhando-o e, em algumas ocasiões, prestando apoio económico. Em 1947 casa-se com Josefina Pena, com quem permanece feliz decorridos quase 40 anos de matrimónio.

Deste casamento nasceram três filhas que seguem a senda artística dos pais: Fina, em publicidade, Lilí, no restauro de obras de arte e Merchi, no restauro de documentos. Viaja pelo norte de África, Marrocos e Argélia, onde pinta novos temas e cores. Em 1957 viaja a Paris onde se sacia de museus e pintores, naquele que é o centro mundial das últimas tendências artísticas desde o século XIX. Em 1959 regressa a Madrid e aí permanece até 1997, ano em que regressa ao Ferrol, onde monta o seu novo Estúdio 46, em que continua trabalhando com o vigor próprio de um jovem artista.

No final de 2006, o Ayuntamiento de Ferrol organiza uma Exposição Antológica em que apresenta mais de 160 obras e que constitui um êxito de crítica e público. Ao mesmo tempo é-lhe concedida a insígnia de ouro da cidade e se urbaniza uma praça em frente ao seu estúdio que levará o seu nome: Praça de José González Collado.

A exposição pode ser visitada de Segunda-feira a Sábado das 9,30 às 12,30 horas e das 14 às 19 horas e aos Domingos das 13 às 18 horas.

Museu recria sons e odores da Idade da Pedra

Museu recria sons e odores da Idade da Pedra
Cientistas ainda estão intrigados e divididos em relação ao período de vários milhares de anos durante o qual os neandertais conviveram lado a lado com os humanos modernos, até sua extinção final.

KRAPINA - A ciência forense e simulações computadorizadas são apenas duas das ferramentas de alta tecnologia empregadas por um novo museu na Croácia para explicar um ramo da árvore evolutiva.

O Museu Neandertal foi aberto na semana passada, erguido no local em que cientistas encontraram a maior concentração na Europa de restos de neandertais - os ossos, crânios, ferramentas e outros resquícios de um ramo extinto da humanidade que habitou partes da Ásia e Europa até 30 mil anos atrás.

O conceito do museu - que resume a evolução em um período de 24 horas, representado em um caminho que serpenteia pelos dois andares do prédio - ressalta o fato de os primeiros parentes dos humanos terem surgido em um momento tardio dessas 24 horas: às 23h52.

Construído com a ajuda de museus de história natural americanos e britânicos, o museu expõe muitos dos ossos e artefatos desenterrados no local no final do século 19.

"Naquela época, os cientistas procuravam o chamado elo perdido, metade homem, metade animal, e os neandertais eram retratados como selvagens peludos e de aparência bruta, que não sabiam andar eretos", disse o paleoantropólogo Jackov Radovic.

Mas as figuras de neandertais recriadas em tamanho natural pelo museu contam uma história diferente.

"Hoje vemos os neandertais como humanos. Eles tinham emoções, eles ajudavam os fracos e doentes, temos indicativos de que faziam rituais de sepultamento e determinamos que eles possuíam o gene da fala, como nós", disse Radovic.

Descobertas feitas em toda a Europa mostram que os neandertais faziam pinturas, provavelmente praticavam algum tipo de dança ou música tribal e até mesmo escovavam os dentes.

"Mesmo que não tenham sido nossos antepassados diretos, foram parentes muito próximos de nossos ancestrais, o que faz deles nossos ancestrais", disse Radovic.

"Acredito - e existem algumas provas científicas nesse sentido - que eles se miscigenaram aos humanos, que houve troca de material genético. Algumas descobertas recentes em Portugal também provam que o contato entre as duas populações foi possível", disse ele.

Os visitantes ao museu podem tocar partes de um corpo neandertal digital para ouvir uma explicação médica de suas doenças e males - em sua maioria muito semelhantes aos nossos, como problemas de ombro e joelho em uma idade mais avançada.

A cena central do museu - uma grande família neandertal reunida em volta de uma fogueira em uma caverna - impressiona especialmente devido aos odores fortes de suor e carne queimada que a acompanham, além de sons que visam reproduzir os sons típicos da Idade da Pedra.

Exposição “Obras de Referência da Madeira” com receitas a reverter para a Região

O Ministério da Cultura decidiu prolongar até ao dia 6 de Abril a exibição da exposição “Obras de Referência dos Museus da Madeira”, prevista para terminar no final deste mês, na Galeria de Pintura do Rei D. Luís I, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, e assumir todos os custos inerentes a este prolongamento, revertendo a receita da bilheteira para a Região Autónoma da Madeira.

Patente ao público desde 20 de Novembro, “Obras de Referência dos Museus da Madeira” é composta por uma selecção de cerca de 300 peças, num percurso cronológico iniciado no séc. XV até meados do séc. XX. Provenientes de vários museus e instituições da Região, estas peças, representativas das colecções de escultura, pintura, ourivesaria, mobiliário, cerâmica e fotografia, reflectem a importância estratégica do arquipélago no contexto da expansão portuguesa e europeia, ligada aos seus ciclos do Açúcar, Vinho e Turismo.

Incluem-se, nesta mostra, 11 das mais significativas peças do acervo do Museu do Açúcar, instituição museológica que sofreu graves danos na sua colecção, devido à intempérie que assolou a Madeira, que, por se encontrarem nesta exposição, ficaram a salvo das consequências das inundações que afectaram o Museu.

O Ministério da Cultura pretende, com este prolongamento da exposição no Palácio Nacional da Ajuda, homenagear a Cultura madeirense neste momento trágico, permitir que mais visitantes a conheçam e dar um contributo para a recuperação do Museu do Açúcar.

Urban Manners 2 - Todas as Fichas na Índia

Olhe para o indiano aí ao lado. Ele se chama Subodh Gupta. No século passado, era um estudante de pintura na cidade de Patna, no nordeste de seu país, perto da fronteira com Bangladesh, uma das nações mais pobres no mundo.

No século 21, ele se tornou um fenômeno do mundo das artes. É chamado de "Duchamp subcontinental" ou "Damien Hirst de Nova Délhi". O primeiro apelido se deve à capacidade de transformar objetos absolutamente banais, como panelas e bules, em obras de arte - na linha do dadaísta Marcel Duchamp (1887-1968), precursor dessa atitude ao levar objetos como um urinol para os museus. A segunda alcunha refere-se ao grande popstar da produção atual, o britânico Damien Hirst, que em 2007 vendeu uma caveira cravejada de diamantes por exorbitantes US$ 100 milhões. Gupta ainda não chegou a esses valores, mas já faz parte da mesma turma. Obras suas - como as de Hirst - integram a coleção do mais estelar dos galeristas britânicos, Charles Saatchi (casado com a chef de cozinha Nigella Lawson, famosa por fazer coisas nojentas como lamber o dedão em pleno programa de TV). No ano passado, Gupta foi um dos grandes destaques na Arco, a famosa feira de artes plásticas sediada em Madri. Na capital da Espanha, não era possível comprar uma obra sua por menos de US$ 100 mil.

Gupta não é um fenômeno isolado. Ele surfa num tsunami que vem varrendo esse universo recentemente: o da arte indiana. "Trata-se de uma cena tão vibrante quanto o boom da arte britânica nos anos 90", diz o curador suíço Hans Ulrich Obrist, recentemente eleito a personalidade mais poderosa do mundo das artes. Ele compara os artistas indianos atuais com a geração conhecida como Young British Art (Jovem Arte Britânica), turbinada pelo milionário Saatchi e que valorizou nomes como Tracey Emin, Sarah Lucas, Chris Ofili e Damien Hirst, naturalmente. Neste mês, a nova arte indiana é tema de uma exposição em São Paulo, no Sesc Pompéia. Urban Manners 2 - Artistas Contemporâneos da Índia reúne trabalhos de onze representantes do país asiático, incluindo os expoentes Subodh Gupta e Jitish Kallat - outro artista que viu a vida dividida em "antes" e "depois" de ter uma obra comprada por Saatchi. Com curadoria de Adelina von Fürstenberg e Peter Nagy, a mostra traz obras grandiosas, como a instalação Hungry God (Deus Faminto), feita por Gupta com utensílios de cozinha. A maioria das peças vêm de coleções particulares. Kallat apresenta duas. Aquasaurus, sucesso na Arco no ano passado, consiste em uma escultura, híbrido de caminhão-pipa e esqueleto de animal pré-histórico. Artist Making Local Call (Artista Fazendo Chamada Local) é um painel fotográfico de dez metros de largura com um panorama algo caótico de uma metrópole indiana.

Xadrez GeopolíticoDe acordo com a ArtTactic, empresa londrina especializada em números do mercado de arte, o "boom" indiano é notável: em 2001, o mercado movimentou US$ 2,3 milhões; em 2006, chegou a US$ 140 milhões. Tudo começou por volta de 2005, e seguindo um roteiro semelhante à onda de arte chinesa. Indianos endinheirados que moravam fora do país passaram a procurar trabalhos de conterrâneos como Gupta para investir. E casas de leilões como Christie's e Sotheby's se articularam para encontrar obras que atendessem à demanda. Até nomes históricos da Índia se beneficiaram dessa movimentação: os recordes de valores unitários para obras indianas pertencem às pinturas Birth, de Francis Newton Souza (1924-2002), e La Terre, de Sayed Haider Raza, 87 anos, vendidas em 2008 a US$ 2,5 milhões cada uma. Pela qualidade das obras e pelas questões universais que elas levantam, não dá para justificar a forte presença da Índia hoje no circuito somente como curiosidade por algo exótico. A feira em Madri, Saatchi e, em última instância, a Urban Manners atestam o papel do país asiático como um "player" importante no xadrez geopolítico da produção contemporânea. Em termos artísticos, o país vem se juntar à China, à Rússia e ao Brasil. Países que, primeiro, se impuseram em termos econômicos. Depois, se fizeram notar culturalmente.

O marchand Daniel Roesler, da galeria paulistana Nara Roesler, única do país a representar uma artista indiana - Sutapa Biswas, radicada em Londres -, concorda que os emergentes estão em alta. "Vai haver leilões neste mês só com obras de BRICs (sigla usada para identificar os emergentes Brasil, Rússia, Índia e China), em Londres. O mercado está aquecido e interessado nesses países", diz ele. Outros galeristas mantêm-se atentos à produção indiana. Eduardo Leme, da galeria Leme, também em São Paulo, é um deles. Apesar de afirmar que não se preocupa com a nacionalidade dos nomes com que trabalha, acertou recentemente uma parceria com a Maskara, galeria sediada em Mumbai. Ou seja, vêm de lá atualmente as boas apostas. E certamente ainda vamos ouvir falar muito de arte indiana neste ano.

Escultura de Giacometti - a mais cara obra leiloada

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Recentemente os meios de comunicação do país divulgaram sobre escultura "L'Homme qui marche" (O homem caminhando), do suíço Alberto Giacometti (1901-1966) que se tornou atualmente a obra mais cara A obra de arte superou o recorde mundial que ostentava até agora "Garçon à la pipe" (Rapaz com cachimbo, em livre tradução) do espanhol Pablo Picasso, que foi negociada em 2004 no Sotheby's de Nova York por US$ 104,1 milhões.
do mundo a ser leiloada por 65 milhões de libras (US$ 104,3 milhões) na casa Sotheby's de Londres.

A estátua estilizada, de 1m83cm de altura, que tinha um preço estimado em 18 milhões de libras (US$ 29 milhões), concentrou o interesse dos compradores por ser a primeira vez em 20 anos que uma peça de Giacometti com essas dimensões é colocada à venda. Trata-se de um bronze monumental fundido em 1961 e comprado por volta dos anos 80 pelo banco alemão Dresdner Bank. Anos depois, a peça passou a integrar a coleção do Commerzbank, que este último banco comprou do primeiro.´Segundo especialistas no assunto, a escultura "O homem caminhando I" é uma obra emblemática e um dos grandes momentos da escultura europeia do século XX.

"L'Homme qui marche" representa o ponto culminante da experimentação do escultor suíço com a figura humana e pertence a sua etapa da maturidade. A escultura devia integrar um projeto público que nunca saiu do papel. Ao perceber que demoraria muitos anos para realizar o projeto, Giacometti terminou abandonando a idéia.

No leilão londrino também foram vendidas outras obras-primas, entre elas um Henri Matisse (1869-1954), "Femme Couchée", que juntos renderam 4,4 milhões de libras (US$ 7 milhões). Na lista das 25 obras mais caras do mundo, estão oito pinturas do Picasso. Além do espanhol que ostenta o segundo e o terceiro lugares nesse ranking, ainda aparecem Gustave Klimt, Van Gogh, Claude Monet, Renoir, Francis Bacon, Rubens e Mark Rothko.

Exposicao de insetos gigantes na Alemanha

Na cidade de Waren, norte da Alemanha acontece uma exposição de réplicas de insetos gigantes no Museu Mueritzeum, pertencentes à agência AP.
As réplicas possuem 60 vezes o tamanho natural dos insetos e foram criadas pela designer Julia Stoes, de Hamburgo. A exposição com os modelos gigantes já passou por museus de ciência natural da Alemanha, Áustria, Suíça e Finlândia.

Exposicão em Paris quer ensinar a ver o mundo com outros olhos

PARIS — Mais de 160 obras - tótens, máscaras brasileiras, pinturas flamengas, jóias peruanas, esculturas africanas - são apresentadas em Paris em uma exposição antropológica que propõe explicar as visões do mundo de diferentes culturas e suas representações.

A exposição, "A produção de imagens", que abre suas portas nesta terça-feira no museu Quai Branly, é uma tentativa, difícil mas facinante, de entrar nas diferentes visões e nos diversos modos de representá-las.

"Temos a ilusão de que todo o mundo vê as mesmas coisas", explicou o curador Philippe Descola, que ocupa a cadeira de antropologia do Collège de France, que no passado já pertenceu à Claude Lévi-Strauss.

"A cultura em que fomos criados faz com que vejamos as coisas diferentes" explicou Descola na apresentação à imprensa da exposição, que busca "colocar em imagens" suas ideias.

Esta mostra - a terceira exposição antropológica na história do Quai Branly - é também uma boa ocasião para que objetos da coleção do museu, organizados geograficamente, conversem entre si de outras maneiras.

Segundo Descola, as diferentes culturas do mundo expressaram suas ideias da realidade de quatro maneiras diferentes em pinturas, esculturas e outros objetos: animismo, totemismo, analogismo e naturalismo, que apareceu na Europa na Idade Média.

No "animismo", todos os animais e plantas são considerados possuidores de uma interioridade e, como resultado, suas representações fazem alusão à essa dimensão. Assim, as máscaras de animais do Canadá se abrem para revelar rostos humanos em seu interior.

Quase todos os objetos latino-americanos da mostra possuem essa visão animista, incluindo máscaras gigantes Wauja do Brasil, e um par de brincos verde resplandecente, que parecem feitos de penas e foram fabricados com dezenas de asas de escaravelho, vindos do Peru.

Os objetos "possuem atributos animais" que o homem admira, explicou Anne-Christine Taylor, diretora de pesquisas do museu.

Em segundo lugar, através de retratos e paisagens holandesas aparece o "naturalismo", que propõe que apenas o homem possui uma interioridade.

Para Descola era importante incluir na mostra o mundo ocidental, ausente nas coleções do museu. "Não temos que excluí-lo, nem colocá-lo como o único" falou à AFP na véspera da inauguração da mostra, que termina em julho de 2011.

No "totemismo", ilustrado por objetos de aborígenes da Austrália, os homens, animais e plantas vêm de ancestrais comuns.

Os cangurus e as tartarugas, desenhados em tons ocre e formas geométricas em uma série de pinturas sobre cortiça, não seriam representações dos próprios animais, mas sim de seus "toténs" originais.

Finalmente o "analogismo" acredita que todos os seres são diferentes, e que o homem busca relações entre eles para organizar o caos do mundo.

Formam parte do grupo os objetos que representam "seres compostos", como um colorido tapete cósmico do norte do México.

Como diz a frase de Leonardo da Vinci que recebe os visitantes quando entram na mostra: "A pintura é uma coisa mental".

Escultura é arrebatada por 104 milhões de dolares e bate recorde

'L'Homme Qui Marche', do artista suíço Alberto Giacometti, bateu valor alcançado por um Picasso em leilão em Nova York em 2004.

Uma escultura de bronze do escultor suíço Alberto Giacometti foi leiloada em Londres por £ 65 milhões (US$ 104 milhões), um preço jamais alcançado por outra obra de arte vendida sob o martelo.

Foram necessários apenas oito minutos para o preço da escultura "L'Homme Qui Marche I" sair do valor inicial de £12 milhões (pouco mais de US$ 19 milhões) e escalar até £ 58 milhões (US$ 93 milhões), na casa de leilões Sotheby's.

Adicionando o prêmio do leiloeiro, o valor alcança £ 65 milhões (US$ 104 milhões), um recorde. Um Picasso vendido em 2004 em Nova York atingiu a mesma quantia em dólares, mas, pela diferença cambial, rendeu £ 7 milhões a menos para a mesma Sotheby's.

Apenas obras vendidas em operações privadas alcançaram valor tão alto.
"Existe um mercado que é um pouco uma exceção para objetos que são exceção", disse a editora do The Art Newspaper, Georgina Adam, para quem o preço astronômico se explica pela pouca oferta de trabalhos de Giacometti no mercado de arte.

"Se algo é uma oportunidade única na vida, os compradores estão dispostos a pagar quantias enormes porque é 'agora ou nunca'."

Raridade
Giacometti (1901-1966) é considerado um dos mais importantes artistas suíços do século 20. Nascido na Suíça de língua italiana, o filho de artistas desde cedo se interessou pelo ofício.

Seus trabalhos estão expostos em alguns dos principais museus do mundo, incluindo a Tate Gallery, de Londres, o Kunsthaus, de Zurique, e o Museum of Modern Art (MoMA), de Nova York.

""L'Homme Qui Marche I" é provavelmente uma das esculturas mais simbólicas de Giacometti. Seu leilão é algo raro, já que nunca houve uma seleção desses bronzes sendo oferecida no mercado", disse Helena Newman, porta-voz da Sotheby's.

O recorde anterior alcançado por uma obra em leilão foi do quadro "Garçon à la Pipe", vendido em Nova York em 2004.

Em vendas privadas, o quadro Nº 5, 1948, de Jackson Pollock, alcançou US$ 140 milhões em 2006.

No mesmo leilão em que o bronze de Giacometti bateu recorde, uma pintura rara do pintor austríaco Gustav Klimt foi vendida por quase £ 27 milhões (no câmbio atual, US$ 42 milhões) desta hoje e, o valor mais alto para o artista.

"Kirche in Cassone", de 1913, é uma rara paisagem de Klimt, executada durante suas férias nos lagos italianos. A obra foi perdida durante a 2ª Guerra Mundial e encontrada depois.

A pintura "Pichet et fruits", de Paul Cézanne, foi vendida por pouco menos de £ 12 milhões.

Para Melanie Clore, vice-presidente da Sotheby's, os valores mostram a recuperação do mercado de arte, após um ano incerto de crise econômica.

"Existe um interesse incrível pelas artes visuais", ela disse. "Estou nesse mercado há mais de 20 anos e nunca vi um mercado tão global."

Arquiteto alemão celebra energia brasileira no Ibirapuera


 
SÃO PAULO - A vontade de dialogar com trabalhos de grandes expoentes da arquitetura e do urbanismo brasileiros será concretizada para o arquiteto alemão Hans-Walter Müller. Radicado na França, Müller, de 75 anos, traz ao Jardim de Esculturas do Parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, uma estrutura inflável, característica de suas obras, com 18 por 9 metros, que assume formas variadas e foi criada especialmente para ocupar o espaço. "Desejei muito uma oportunidade para um projeto que fizesse parte dessa energia que existe no Brasil", conta Müller. O projeto "Arquitetura em Movimento" estará aberto ao público a partir do dia 25 de janeiro, como parte das comemorações do aniversário de 456 anos da cidade de São Paulo.

Ali no parque, a "arquitetura efêmera" da estrutura inflável de Müller vai compor um cenário com duas obras de arquitetos admirados pelo artista alemão: a "Oca", projetada por Oscar Niemeyer ,e o "Jardim de Esculturas", cujo projeto paisagístico é de Burle Marx. Para Müller, sua criação pode ser vista como uma pintura. "O inflável dialogará com a arquitetura do Parque do Ibirapuera, que dialoga com o ''Jardim de Esculturas'' e como pano de fundo teremos o céu azul de São Paulo", diz ele. "Quando eu e o curador Eric Corne falamos (sobre o projeto), me foi permitido descobrir mais a cidade de São Paulo, uma cidade impossível que sabe encontrar equilíbrio em sua poesia."

A instalação também permitirá uma experiência multissensorial ao visitante, resultado da ambientação desenvolvida pelo coletivo de arte Estúdio BijaRi. Composto por seis arquitetos que desenvolvem projetos de intervenção urbana com o auxílio de novas tecnologias, o grupo de São Paulo criou uma escultura espelhada e iluminada por lâmpadas led que fica na parte interna da lona inflável. Pelo reflexo dos espelhos, a sensação será a de estar em uma cratera, clima reforçado pelo som abissal ouvido no ambiente, explica Maurício Brandão, integrante do coletivo. O objetivo, segundo ele, foi trabalhar com as alterações dos desvios da topografia e os diferentes contornos causados pela movimentação da estrutura inflável.

Assim, a obra poderá ser apreciada tanto do lado de fora, com o parque ao fundo, quanto internamente. "Mas com certeza é muito mais interessante do lado de dentro, já que, pelas suas características, o som funciona melhor lá dentro", afirma Brandão. Para fazer a trilha sonora e a iluminação, foram convidados, respectivamente, Ricardo Carioba e Mirella Brandi.

O projeto, realizado pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, faz parte de um intercâmbio cultural da região de Ile-de-France com a cidade de São Paulo. Foi nessa área periférica de Paris que o BijaRi participou de uma residência artística em 2008 e 2009, oportunidade em que os participantes do grupo foram apresentados a Müller por Eric Corne. "Os BijaRi estão particularmente interessados em arquitetura e essas questões intervencionistas na cidade estão no coração de suas preocupações. As questões sociais e políticas transmitidas pelo gesto arquitetônico de Müller não estão longe do território artístico deles", avalia Corne. No ano passado, o francês foi curador da mostra "Arte na França 1860-1960: O Realismo", que ficou em cartaz no Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Müller chegou a São Paulo na última quarta-feira para ajudar na montagem e execução do projeto. Toda a fase de planejamento do trabalho e a comunicação com os integrantes do coletivo foi online, via e-mails. "O processo de uma arquitetura em movimento exige trabalho em grupo, sinergia e multidisciplinas para a execução", considera.

Serviço: "Arquitetura em Movimento", de Hans-Walter Müller com coordenação do Estúdio BijaRi

Parque Ibirapuera - Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portões 1 (pedestres) e 3 (automóveis). Aberto ao público de 25/01 a 28/02, das 14 horas às 23 horas. Acesso à área interna: das 18h30 às 22h30. Lotação: 150 pessoas por sessão

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Mostra de Picasso festeja centenário de galeria



A Galeria Kunsthaus Zurich, que acolheu a primeira exposição de Picasso num museu, em 1932, vai comemorar o seu centenário com um programa especial que inclui, entre outras iniciativas, uma exposição sobre a forma como os espanhóis receberam a obra do artista, a partir de 15 de Outubro.


O programa, que tem início marcado para 12 de Fevereiro, permite também conhecer a famosa colecção do industrial Emil Buehrle. Para terminar o programa foi preparada uma mostra para homenagear Carl Moser, arquitecto responsável pelo prédio Art Nouveau que aloja o museu.

O museu, que segundo as estatísticas recebeu 228 mil visitantes no ano passado, quer agora exibir os pontos fortes e obras de arte de vários séculos, que vão desde pinturas de grandes mestres a filmes e instalações de artistas contemporâneos.

A iniciativa permite conhecer a colecção de Buehrle, uma das mais importantes de arte privadas da Europa, antes de ser transferida em 2015 para uma nova ala da Kunsthaus, projectada pelo arquitecto britânico David Chipperfield.

A colecção inclui 180 quadros e esculturas e fez manchete em Fevereiro de 2008, quando foram roubados grandes obras de Cezanne, Degas, Monet e Van Gogh no que ficou conhecido como o maior roubo de obras de arte da história da Suíça.