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Festival MED promoveu-se na Dinamarca
A capital das monstruosidades
Coco Chanel - A Moda em Tempos de Guerra
Gabrielle Chanel - ou Coco, "queridinha", nome que adotara quando cantava em cafés entre os anos de 1905 e 1908 - já era bastante conhecida quando, martelando as botas no famoso passo de ganso, as tropas do Führer cruzaram o Arco do Triunfo, em Paris. Os chapéus, o look masculino, as roupas confortáveis e o famoso "pretinho básico", tudo recendendo ao perfume Chanel no 5, lançado em 1922, a tinham consagrado. Mas foi durante a Segunda Guerra que seu papel chamou a atenção dos historiadores. Foi quando a já famosa estilista ligou-se, como tantos franceses, aos alemães. Tal tipo de ligação ao longo dos anos ficou conhecida como "colaboração".
Chanel passou toda a ocupação no famoso Hotel Ritz, quartel-general dos nazistas em Paris e bem pertinho de sua loja, na rue Cambon. Já havia algum tempo ela era simpática aos nazistas - um de seus ex-namorados, o cartunista Paul Iribe, era partidário de que uma estreita relação com os alemães podia ser benéfica à França. Antes da guerra, Chanel já se alinhava à direita e era descrita como alguém de ideias racistas.
Coco movimentava-se nos mais altos círculos militares alemães e desempenhou um papel decisivo num dos episódios mais bizarros da Segunda Guerra, a chamada Operação Modelhut. "Modelhut", em alemão, significa "chapéu da moda", referência ao fato de Chanel ser uma estilista e confeccionar para mulheres chapéus masculinos. A ideia estapafúrdia consistia em promover uma aproximação entre o alto-comando germânico e o primeiro-ministro britânico Winston Churchill, com o objetivo de cooptar os ingleses - acredite! - para a causa nazista.
Os estudiosos identificam dois tipos de colaboracionismo. O primeiro, "de Estado", teria o objetivo de salvaguardar os interesses franceses, assegurando ao país uma posição confortável na Europa ocupada. O governo do marechal Philippe Pétain, sediado em Vichy - a cidade que se tornou a capital administrativa do país depois da queda de Paris -,disseminava a ideia de que a colaboração era um caminho para a liberação. Fazia isso por meio de documentários de propaganda oficial como os La France en Marche - "A França a Caminho". Esse tipo de colaboracionismo de Estado via a cooperação com os nazistas como única salvação contra a expansão do comunismo. Tal fato levou milhares de franceses a vestir o uniforme do Reich e integrar a Legião dos Voluntários Franceses contra o Bolchevismo.
Para além dessa capitulação oficial, havia também o colaboracionismo anônimo, praticado por franceses que se aproveitaram da situação com finalidades mesquinhas. Esse colaboracionismo era aquele das cartas dedurando judeus, simpatizantes esquerdistas, homossexuais ou comerciantes do mercado negro. Mas o mais impressionatnte de tudo foi mesmo a colaboração de artistas e intelectuais - justamente o circuito em que Coco Chanel se movimentava, ela que era amiga de gente como o compositor Igor Stravinsky, o pintor Pablo Picasso e o bailarino Vaslav Nijinski. As socialites parisienses animavam salões e saraus nos quais a elite da ocupação encontrava a elite da colaboração. A marquesa de Polignac e a milionária Florence Gould recebiam escritores como Robert Brasillach, Louis-Ferdinand Céline ou Jean Cocteau.
Com a derrota dos nazistas, os que aderiram aos alemães foram punidos não apenas judicialmente, mas com execração. Ao fim da guerra, 6.091 mulheres foram presas, tiveram a cabeça raspada e, desnudas, foram exibidas em praça pública. As Câmaras Cívicas, instauradas em agosto de 1944, reprovaram sobretudo as que, usando um termo machista da época, tinham tido "colaboração sexual" com os invasores. Houve exageros, claro. Perseguiram-se também aquelas que, desempregadas, tinham encontrado asilo nas fábricas inimigas.
Chanel foi capturada e escapou por pouco. Alguns autores atribuem sua rápida libertação às relações com o duque de Westminster, o amigo de Winston Churchill. Mas ela não foi perdoada. Malquista na França, teve de se esconder na Suíça, de onde só regressou em 1956. Os jornais arrasaram sua coleção, considerada ultrapassada, já que a moda mudara e se endeusava o "new look" de Christian Dior. Seu concorrente resolveu feminilizar as mulheres, em oposição ao look masculino de Chanel (leia quadro acima). Além do Atlântico, contudo, as americanas continuavam apaixonadas por seus "pretinhos básicos". Jacqueline Kennedy usava um tailleur assinado por ela no dia em que John Kennedy foi assassinado.
Durante muito tempo, a França tentou apagar o passado colaboracionista. Nos anos 1958-1968, durante a presidência do general Charles de Gaulle, construiu-se o mito de gauleses unidos em torno da Resistência, opondo-se ao governo de Vichy. Durante a presidência de François Mitterrand, entre 1981 e 1995, o paradigma caiu por terra. Inúmeras pesquisas revelaram os diferentes níveis de colaboração dos diversos grupos sociais. Mais recentemente, os presidentes Jacques Chirac e Nicolas Sarkozy tentaram reabilitar a Resistência e manter viva a ideia de que o país sofreu horrores, esmagado sob as botas do Reich.
Nesta nova onda de interpretações, Coco Chanel entra repaginada. No filme, a personagem é totalmente detetizada, desinfetada, limpa. Não se toca em sua cooperação com o inimigo nem nos desdobramentos que sua atitude teria tido. Afinal, é preciso preservar o fenomenal negócio que são suas bolsas, compradas pelas apreciadoras de moda do mundo inteiro, e o rostinho de Audrey Tautou, garota-propaganda do perfume Chanel no 5. Se Coco antes de Chanel é um comercial bem chatinho, pelo menos nos faz lembrar de questões importantes. E, quando se comemoram 70 anos do maior conflito mundial, um pouco de história não faz mal a ninguém.
This Is It Michael Jackson ?
Mistérios de Lisboa realizado por Raoul Ruiz
Música, pintura e escultura compõem cenário de “Tributo a Villa-Lobos”
Quadro de Ferjo em homenagem a Villa-Lobos. |
A exibição vai de 26 de outubro a 6 de novembro. A abertura oficial no dia 30 de outubro, das 6pm às 9pm, traz os músicos Caroline Braga, Lívia Sandoval, Daniel Duarte e Dênis Hurtado como convidados especiais. O coquetel só vai acrescentar mais brasilidade ao evento.
Curada por Alcinda Saphira, Renê Nascimento e Antônio Oliveira, a exposição traz ainda obras das portuguesas Cila Santos e Isabel Amaro, e de artistas descendentes de 7 etnias indígenas. As obras são de artistas de New Jersey, Nova Iorque e Boston, Massachusetts, e até mesmo de artistas que moram no Brasil.
De acordo com Alcinda, o tema Villa-Lobos, aliado ao incentivo do Departamento de Língua Portuguesa da ONU, torna o evento ainda mais brasileiro. O músico homenageado era um visionário, dotado de extrema criatividade e representa muito para a cultura brasileira. Dia 17 de novembro é o cinquentenário de morte de Villa-Lobos. É um verdadeiro orgulho para os artistas participar do evento.
Heitor Villa-Lobos se inspirou em sons da Floresta Amazônica e dos índios para compor as obras. Com “Africanas” (1914), descobriu uma linguagem própria, a qual se firmou quando compôs “Amazonas e Uirapuru” (1917). Autor das famosas “Bachianas Brasileiras” (1930-1945), viajou ao Norte e Nordeste brasileiros. O interior do país que tanto amava influenciou “Miudinho”, “Cair da Tarde”, “Xangô” e “Quadrilha”.
Cor e música para o maestro
O trem produzido por D. Finotto faz alusão ao “Trenzinho Caipira” do Maestro Villa-Lobos. Ed Ribeiro preferiu uma Yemanjá estilizada, e Ferjo usou de muitas cores e perspectivas, acompanhadas de um belo piano. Também não faltaram instrumentos musicais nas obras de Luciano Lima e Alexandre Emmanuel. Para Ricardo Nascimento, nada melhor do que bordados com simples casas. As notas musicais de Shizue dançam num mar vermelho.
Participam ainda Artur Moreira, Flory Menezes, Arlete Costa, Arnaldo Garcez, Astride Rosa, Júnia d’Affonseca, Deborah Costa, Maria Antônia, Sandra Romano, Lúcia Tolentino, Íris Alvarez, Laila Guimarães, Czanotti, Ce Granito e Cássia Maia. Os artistas indígenas, que trouxeram machetaria e acrílico sobre tela são Duhigo, Dhiani, Pa’saro, Sanipa, Too Xac Wa, Yupury, Tchanpan, Kawena e Iwiri-Ki. Todos eles são membros do Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura Amazônicas (IDC), batizado com o nome de um ex-aluno de Villa-Lobos.
Todos os artistas sem exceção ficaram muito entusiasmados em participar do evento. De acordo com Alcinda, alguns deles passaram dois meses em função da exposição. A curadora acredita que este trabalho possa ajudar a expandir muito mais a já positiva imagem de Villa-Lobos no mundo.
Para participar da recepção de abertura é preciso confirmar presença através do e-mail alcindas@aol.com. A entrada para a abertura oficial só sera permitida das 6pm às 7pm. A visitação é de segunda a sexta-feira, das 9am às 5pm. Por ser uma área de acesso restrito da ONU, é preciso também confirmar presença através do mesmo endereço de e-mail. “Tributo a Villa-Lobos” estará no Secretariat South Lobby da ONU, 46th Street com a 1ª Avenida.
Homenagem ao “Ciclo do Linho”
As cores da Henri Matisse Invadem a Pinacoteca de São Paulo
Organizada pela curadora adjunta do museu Henri Matisse na França, Émilie Ovaere e a curadora adjunta, Regina Teixeira, da Pinacoteca, a exposição está dividida em "Paisagens iniciais", "Naturezas mortas", "Mulheres nos interiores, odaliscas", "O gabinete de artes gráficas" e "Papéis recortados". "A Dança", o quadro mais conhecido de Matisse, não será encontrada na exposição. O motivo é que as duas versões, encontradas no Museu de Arte Moderna de Nova York e de São Petersburgo, na Rússia, têm dimensões gigantescas e por motivos logísticos inviabilizou o trâmite para São Paulo. A exposição "Matisse Hoje", apresenta mais de 80 obras entre pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e um vídeo que destaca a criação da capela em Vence, no sul da França feita por Matisse.
A exposição "Diálogos com Cinco Artistas Franceses Contemporâneos", Cécile Bart, Christophe Cuzin, Frédérique Lucien, Pierre Mabille e Phillipe Richard - participam da exposição "Matisse Hoje" e fazem um viés com as técnicas do artista explorando os temas básicos de sua arte. Pertencentes ao acervo da Pinacoteca, os trabalhos dos brasileiros Beatriz Milhazes, Rodrigo Andrade, Paulo Pasta, Dudi Maia Rosa, Felipe Cohen e Waltércio Caldas também fazem parte desta exposição.
Através das fotografias feitas por Cartier-Bresson e Man Ray que registram e documentam a forma de produzir de Matisse podemos ver o artista em seu ateliê.
Matisse possui características marcantes como a combinação única e intensa de cores, linhas, arabescos e espaço, transportadas no corpo feminino, roupas, tecidos, tapeçaria, etc.
Embora injustamente Matisse tenha sido julgado por muitos, em sua época, como um artista meramente decorativo, pois suas obras são agradáveis aos olhos e de fácil sedução, Matisse é referência no séc. XX, rivalizando, apenas com Picasso. O próprio Matisse declarava que intensionava criar uma arte que trouxesse mais "leveza" à vida.
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| Obras de Matisse em exposição na Pinacoteca de São Paulo, 2009. |
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| Exposição "Diálogos com Cinco Artistas Franceses Contemporâneos" Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2009. |
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| Natureza-Morta com Magnólia (1941) a obra preferida de Henri Matisse |
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| Milhares de pessoas já visitaram a exposição inédita no Brasil e na América Latina |
Gertrude Stein | 1905
Acervo Metropolitan Museum of Art, New York
www.ellensplace.net/gstein4.html
http://www.metmuseum.org/
Tribos das margens do rio Oma | Africa
Casal Obama escolhe quadros modernos para decorar a Casa Branca
As obras selecionadas pelo presidente Barack Obama e sua esposa Michelle foram solicitadas a cinco museus, entre eles a National Gallery of Art e o Museu da Escultura Hirshhorn, indicou a assessoria da primeira-dama.
Entre os quadros escolhidos figuram sete obras de artistas negros, entre as quais uma de Glenn Ligon, artista conceitual que explora os temas da política e da raça utilizando em suas telas textos, neón e fotos.
Frank Lloyd Wright School of Architecture
Designed by David Mares
Shelter location: Portugal
Date accepted: August 18, 2009
View this model in the Google 3D Warehouse
CBS is located at Vale dos Barris. It was designed to be an ecological and living block. In a microclimate that ranges from the dry heat to damp cold, the application of cork is a good way of thermally isolating the shelter and also providing acoustic insulation for study/sleep. The dynamic facade gives visual interaction when in living-studying mode; in rest-sleep mode it closes to provide privacy for its occupant.Colecção Berardo com novo horário
Site oficial. http://www.museuberardo.pt/
"The United States of Sobral"
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| Paris e Nova York Sob inspiração francesa, Sobral ergueu seu arco do triunfo. Agora, usa ônibus escolares americanos e incentiva a prática do beisebol. |
Encravada no sertão cearense, no Brasil, a cidade de Sobral cultiva estrangeirices com tal entusiasmo que passou a ser conhecida no resto do estado pelo título desta reportagem: "The United States of Sobral". Lá, circulam ônibus escolares americanos (originais), que, além de serem amarelos como os que se veem nos filmes, ainda trazem a inscrição em inglês: School Bus. Lá, pratica-se beisebol – ou uma versão rudimentar do jogo, segundo a confederação brasileira desse esporte. Lá, o Kentucky Derby, uma das mais tradicionais competições do circuito do turfe dos Estados Unidos, inspirou a criação do Derby Club Sobralense. A diferença é que, sob o sol do agreste, os jóqueis treinam com calção de futebol. Lá, a população apelidou o parque da cidade de "Central Park", parodiando seu congênere nova-iorquino. A veia, digamos, cosmopolita de Sobral não é nova, mas ganhou força entre 1997 e 2004, quando a cidade foi administrada por Cid Gomes, do PSB, o atual governador do Ceará. Desde então, já há quem veja semelhanças entre o Rio Acaraú, que corta a cidade, e o Hudson, que banha Nova York.
Antes de Gomes, a cidade mimetizava europeísmos, por obra e graça (muita graça) de um bispo que mandou e desmandou naquelas bandas durante a primeira metade do século XX: dom José Tupynambá da Frota. Ele queria conferir a Sobral um ar francês e, entre outros lampejos geniais, teve a ideia de homenagear Nossa Senhora de Fátima com um monumento inspirado no Arco do Triunfo, erguido em Paris por Napoleão Bonaparte, para comemorar suas vitórias militares. O monumento está localizado na Avenida Boulevard do Arco. Como tem bares e restaurantes, os sobralenses fazem uma associação imediata. "Ela lembra a Champs-Elysées de Paris", diz o colunista social Arnaud Cavalcante. Sob o domínio do socialista Cid Gomes, Sobral passou a se espelhar nos Estados Unidos. Ele começou a imaginar a aparência globalizada de Sobral em 1996, ainda na condição de deputado estadual. Escalado pela assembleia cearense para a árdua tarefa de fazer um périplo pelas câmaras legislativas americanas, Cid voltou dos Estados Unidos cheio de projetos. No ano seguinte, ao assumir a prefeitura, passou a pô-los em prática.
Seu irmão mais velho, Ciro Gomes, ajudou-o a dar os primeiros passos na americanização de Sobral. Em 1998, Ciro, que frequentou um curso de inglês básico na Universidade Harvard, convenceu uma fundação a doar 36 school buses usados para a prefeitura do irmão. O município precisou arcar somente com o frete dos veículos. Pena que houve um inconveniente: no Ceará, não existem peças nem mecânicos especializados para esse tipo de ônibus. Por isso, eles foram sendo encostados à medida que precisavam de manutenção. Dos 36 ônibus, só três ainda estão em circulação. Numa boa iniciativa, inspirada pelo empenho acadêmico do irmão mais velho, o então prefeito Cid resolveu que daria proficiência em inglês aos alunos das escolas públicas. Para tanto, instalou o Palácio de Ciências e Línguas Estrangeiras em um casarão neoclássico onde funcionou aquele que foi o clube mais elegante da cidade, o Palace. Construiu também um museu em memória da missão de cientistas ingleses que foi a Sobral em 1919, para tentar comprovar a teoria da relatividade por meio da observação de um eclipse. Hoje, o prédio abriga um relativamente bom observatório astronômico.
Sob a influência de Cid, a cidade foi adotando costumes de climas temperados. A 27 quilômetros do centro, a Serra da Meruoca, um maciço rochoso de 920 metros de altura, sofisticou-se. Em casas com lareira, os ricos aproveitam temperaturas que dizem ser 15 graus mais baixas do que a média de Sobral (30 graus), para usar seus casacos elegantes – um deles, como não poderia deixar de ser, é Cid. Nos restaurantes da Meruoca, saboreiam-se fondues, sopas e chocolate quente. E um festival de inverno oferece atividades culturais aos turistas. É a Aspen do Ceará.
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Paisagem globalizada |
No fim de sua gestão como prefeito, Cid patrocinou três equipes de beisebol e prometeu construir um campo exclusivo para a prática do esporte nas margens do Acaraú – que jamais saiu do papel. "Mas, quando ele era prefeito, nós tinhamos prioridade para usar o campo de futebol", pondera Reinaldo Marques Filho, treinador de todos os times de beisebol locais. Marques Filho é amigo de Cid desde a infância, quando eles viviam sempre alertas como escoteiros.
Esses rasgos modernizadores garantiram a Cid uma enorme popularidade. Muitos sobralenses o chamam de "El Cid" e o identificam como o redentor de uma profecia feita pelo bispo Tupynambá da Frota, o do arco do triunfo. Ao morrer, em 1959, ele previu três décadas de estagnação para Sobral – estancada pelo socialista yankee. Hoje, boa parte do maior reduto eleitoral do ex-prefeito e atual governador ainda é abastecida por carros-pipa, não fornece água tratada a toda a população nem dispõe de saneamento. Em Sobral, as principais causas de morte são as doenças infecciosas e parasitárias. Mas as ruas são iluminadas e a polícia se desloca, no confortável estilo "Miami Vice", em carrões equipados com ar-condicionado e câmbio automático. Graças à Votorantim e à Grendene, que empregam 12% da população, o comércio local é vigoroso. Cid agora quer mais um retoque à sua Nova York: metrô. No início do mês, lançou uma licitação para começar as obras. Em Fortaleza, a capital, cuja população é catorze vezes a de Sobral, o metrô local ainda não transportou ninguém. Está sendo construído desde 1999.
Very good, Cid.
“Antologia de pintura de Gabriela Diaz-Bérrio”
No Centro Cultural Dr. Marques Crespo (Estremoz) vai ser inaugurada a 19 de Setembro, a exposição temporária “Antologia de pintura de Gabriela Diaz-Bérrio”, uma organização da Câmara Municipal de Estremoz, através do seu Museu.Apresenta-nos a autora várias dezenas de pinturas a acrílico sobre tela. Os trabalhos são figurativos, plenos de cor, onde personalidades importantes do mundo das artes e espectáculo, convivem com retratos de pessoas comuns ou saídas do mundo muito próprio de Gabriela. As personagens estão em pose, ou congeladas numa expressão que permaneceu com a autora e que com habilidade conseguiu passar para a tela.
Com o retratado convivem objectos (in)animados com significância, que conferem sentido ao discurso plástico, e inteligíveis numa observação mais atenta e cuidada por parte de espectador, que assim ganha para si a tela.
O resultado e a evolução do trabalho de Gabriela Diaz-Bérrio estão então nesta exposição, que se entende e quer passar enquanto antologia.

Biografia
Dias Medievais no Castelo de Castro Marim
Emir Kusturica e The No Smoking | Marina de Albufeira
Workshop|Matt Cimber atraíu 80 participantes
O guionista, realizador e produtor norte-americano Matt Cimber, considera que “no Algarve existe muito talento para fazer cinema, que só está à espera da oportunidade certa para ser revelado”.
Para demonstrar como existe talento na região, disponibilizou-se para dirigir uma longa-metragem onde toda a equipa seja local, incluindo actores, chefias, técnicos e músicos.
Matt Cimber falava, em Faro, durante um Workshop promovido pela ALGARVE FILM COMMISSION, no passado sábado, 15 de Agosto, que atraíu 80 participantes de toda a Região, Alentejo e Grande Lisboa.
Para além de dinamizar o Workshop, esteve três dias na Região tendo visitado várias localizações em Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António, que poderão vir a ser cenários dos projectos que tem em preparação.
Durante a iniciativa diria mesmo que “vi paisagens e localizações que facilmente parecem a Califórnia ou o Sul de França, permitindo realizar aqui filmes de vários tipos”.
Matt Cimber acrescentou que “além de paisagens que se podem parecer com outras partes do Mundo, têm tudo o que está ligado à vossa história e ao património e locais únicos, como Sagres, que só existem no Algarve”.
O objectivo do Workshop promovido pela ALGARVE FILM COMMISSION foi familiarizar os participantes com o sistema de produção norte-americano, por forma a identificar as principais oportunidades que se colocam aos técnicos locais sempre que uma produção internacional seja rodada na região.
Matt Cimber começou a sua carreira nos anos 60, dirigindo teatro em Nova Iorque, tendo-se estreado como realizador de cinema em 1968. Desde então, assinou 20 longas-metragens e dezenas de documentários, tendo dirigido actores como Jayne Mansfield, Pia Zadora, Rex Harrison, Orson Welles, entre outros.
A ALGARVE FILM COMMISSION tem como objecto a promoção do desenvolvimento do sector do cinema, multimédia e audiovisual em geral, através da divulgação da Região do Algarve como local para a realização de produções audiovisuais nacionais e internacionais.
A Associação conta com o patrocínio da CCDR ALGARVE, das Câmaras Municipais de LAGOS, PORTIMÃO, TAVIRA, VILA DO BISPO e VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO, assim como com o apoio institucional da RTA – Região de Turismo do Algarve e Teatro Municipal de Faro, EM.
A nível internacional e sócia efectiva da AFCI – Association of Film Commissions Internacional, com sede nos Estados Unidos e da EUFCN – European Film Commissions Network, com sede em Bruxelas.













