Grupo Würth vai criar museu de arte moderna e contemporânea em Sintra em 2010

O grupo multinacional Würth vai criar um museu de arte moderna e contemporânea em Sintra, junto à sede da representação da empresa em Portugal, prevendo arrancar com as obras do projecto no segundo semestre de 2010. Manuela dos Santos, directora-geral da Würth Portugal, disse hoje em Logroño, que o projecto do museu foi aprovado em 2006 pela empresa-mãe alemã e representará um investimento de três milhões de euros na construção e equipamento. O grupo empresarial possui dois museus na Alemanha, um em França e outro em Espanha, em Logroño - o Museu Würth La Rioja - criado há um ano, onde inaugurou em Maio a exposição do artista português José de Guimarães "Mundos, Corpo e Alma", com uma retrospectiva dos últimos trinta 30 anos do seu trabalho, e parte da colecção pessoal de arte tribal africana. A peça central da exposição, intitulada "Favela" (2007), criada pelo artista como uma metáfora sobre a imigração e a interculturalidade, foi adquirida recentemente pelo museu para o seu acervo permanente. José de Guimarães já se encontra representado com cerca de uma centena de obras entre as 11.600 de arte moderna e contemporânea da Colecção Würth, iniciada nos anos 60 do século passado pelo empresário e coleccionador alemão Reinhold Würth, e que reúne artistas de renome como Edvard Munch, Emil Nolde, Camille Pissaro, Max Ernst, Jean Arp, Henry Moore, Anthony Caro, Robert Jacobsen, René Magritte e Georg Baselitz.

Manuela dos Santos adiantou ainda à Lusa que o museu que a Würth Portugal irá criar em Sintra, junto à sede da empresa, terá uma área total de 3.500 metros quadrados, com mil metros quadrados de exposição distribuídos por dois pisos, e ainda com um auditório de cerca de 400 lugares e uma área de leitura com biblioteca. O objectivo "é abrir ao público não como um museu da empresa, mas, à semelhança dos outros museus Würth na Europa, como um museu de arte contemporânea destinado a mostrar a colecção principal e dar oportunidade aos jovens artistas emergentes para exporem os seus trabalhos". A abertura do museu em Sintra é vista como "uma expansão do carácter social da empresa em Portugal", salientou. Inaugurado há um ano em Logroño, o Museu Würth La Rioja possui um acervo próprio de uma centena de obras de arte, sobretudo de pintura e escultura de artistas espanhóis, e recebeu neste período cerca de 65 mil visitantes, disse hoje à Agência Lusa a directora do espaço, Silvia Lindner. No Museu Würth La Rioja - com cerca de quatro mil metros quadrados e um orçamento anual de 1,2 milhoes de euros - encerra hoje "José de Guimarães: Mundos, Corpo e Alma", a primeira exposição individual dedicada a um artista, e que recebeu um total de 25 mil visitantes em seis meses, adiantou a directora.

A exposição encerra hoje à tarde com as presenças do ministro da Cultura de Portugal, José António Pinto Ribeiro, o presidente do Governo de La Rioja, Pedro Sanz, e do próprio José de Guimarães. O artista de 69 anos adoptou como pseudónimo o nome da sua cidade natal e esteve nos anos 60 em Angola para cumprir o serviço militar, acabando por ficar no país sete anos, que viriam a ser determinantes para a sua forma de criar e entender a arte.Também as culturas chinesa e japonesa inspiraram José de Guimarães em certos períodos da sua carreira, tendo-se deslocado frequentemente ao Oriente para exposições e criação de obras de arte pública, nomeadamente em Macau. A comunicação, a guerra, o amor, o erotismo e a literatura são temas presentes nos seus trabalhos adquiridos por colecções públicas e privadas a nível nacional e internacional tais como a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação de Serralves, o Museu Nacional de Arte Contemporânea de Madrid, o Rockefeller Art Center (EUA), o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Museu de Arte Moderna de Bruxelas e o Museu de Angola, entre outros. Fundado no pós-guerra no sector da metalo-mecânica, o Grupo Würth possui actualmente 420 empresas em 86 países. Em Portugal a multinacional está representada há 35 anos, com o edifício-sede instalado em Sintra desde 1993.

Ensaio Sobre a Cegueira

Snipose da adpatação do livro do Português José Saramago , Prémio Nobel da Literatura para o cinema: Cada dia que passa aparecem mais pacientes, e esta recém-criada "sociedade de cegos" entra em colapso. Tudo piora quando um grupo de criminosos, mais poderoso fisicamente, se sobrepõe aos fracos, racionando-lhes a comida e cometendo actos horríveis. Há, porém, uma testemunha ocular a este pesadelo: uma mulher, cuja visão não foi afectada por esta praga, que acompanha o seu marido cego para o asilo. Ali, mantendo o seu segredo, ela guia sete desconhecidos que se tornam, na sua essência, numa família. Ela leva-os para fora da quarentena em direcção às ruas deprimentes da cidade, que viram todos os vestígios de uma civilização entrar em colapso. A viagem destes é plena de perigos, mas a mulher guia-os numa luta contra os piores desejos e fraquezas da raça humana, abrindo-lhes a porta para um novo mundo de esperança, onde a sua sobrevivência e redenção final reflectem a tenacidade do espírito humano.

"Birth", de Paula Rego, vai a leilão por 180.00 euros no Palácio do Correio Velho

"Birth", óleo sobre tela de Paula Rego com um valor base de licitação de 180.000 euros, estará em destaque no leilão que o Palácio do Correio Velho organiza dias 12 e 13 de Novembro em Lisboa.
Da mesma pintora, uma tinta-da-china e guache sobre papel, de 2007, tem um valor estimado entre 60.000 e 80.000 euros.
Do lote de obras a leiloar constam ainda "Grande Festa na Grécia Antiga", de Manuel Cargaleiro, que irá a praça por 20.000 euros, uma colagem sobre tela de Luís Demée (30.000 euros), "Pierrot e Columbine", desenho a tinta-da-china sobre papel de Almada Negreiros, com uma estimativa de 8.000 euros, e uma escultura em terracota de Jorge Vieira (quatro peças, 20.000/40.000 euros).
Outros nomes de vulto das artes plásticas - nacionais e estrangeiros - participam nas duas sessões do leilão. Entre eles, Júlio Pomar, Jorge Martins, Almada Negreiros, Costa Pinheiro, Menez, Graça Morais, Nikias Skapinakis, Álvaro Lapa, Arpad Szènes, Tàpies, Noronha da Costa, Canogar, Artur Bual, Raúl Perez, Charrua, Nadir Afonso, Lindstrom, Fernando Calhau, Eduardo Nery, José de Guimarães, Carlos Botelho, Palolo, José Pedro Croft, Alvarez, Dacosta e Ana Vidigal.
Além de Pintura, Escultura e Obra Gráfica, o leilão apresenta também uma tapeçaria das Manufacturas de Portalegre, objectos de design e obras de artistas estrangeiros, entre os quais Picasso, do qual serão leiloados "Cabra, um prato em cerâmica" (5.000/10.000) e "Pássaro, travessa em cerâmica" (3.000/5.000).
A exposição que antecede o leilão estará patente no Palácio do Correio Velho dias 7 e 9 das 15:00 às 20:00 e dia 10 das 15:00 às 19:00 e das 21:00 às 23:00.

Floresta cultural transferida de França para a Comporta

O pintor e escultor alemão Anselm Kiefer quer deslocalizar de França para Brejos, na Comporta, toda a sua produção cultural, que envolve dezenas de pessoas na construção de obras de arte de grande volumetria, exportadas para todo o mundo. A "Floresta Cultural" de Kiefer, que será instalada no vale Perdido, na Herdade da Comporta, do Grupo Espírito Santo, obrigou à execução especial de um Plano de Intervenção em Espaço Rural, que já se encontra em apreciação na CCDR do Alentejo. De acordo com o presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Pedro Paredes, o parecer da CCDR-A tornou--se necessário porque uma das obras de arte que Kiefer quer transferir para a Comporta tem mais de seis metros de altura, estando em desacordo com o PDM daquela área. "É uma construção única, que será colocada à entrada daquele espaço". A Floresta Cultural na Comporta (designação do empreendimento) abrange 600 hectares, mas a área de construção só abrangerá 1,5 hectares, onde serão edificados os ateliers amovíveis e áreas de alojamento para artistas e funcionários. Para Pedro Paredes, o interesse de Keifer pela Comporta evidencia a excelência daquele local para os projectos culturais. Por isso, a autarquia promete celeridade nos licenciamentos: "Projectos destes mostram que a arte pode ser uma actividade económica sustentável, criando empregos directos e indirectos e trazendo desenvolvimento", justifica o autarca, sublinhando que só existem dois ou três exemplos mundiais de complexos culturais desta dimensão. Acreditando que poderá ter uma resposta da CCDR--A até ao fim do ano, Pedro Paredes, assegura que o Plano de Intervenção acautelou a zona de paisagem protegida, garantindo que não serão abertas novas vias internas, mas sim requalificadas as existentes. Considerado um dos maiores artistas plástico actuais, Anselm Kiefer apaixonou-se pelo estuário do Sado, tendo anunciado que irá ceder o espaço que actualmente ocupa em França à Fundação Guggenheim.

Exposição revela o poder de cura da arte

O Museu Oscar Niemeyer abre hoje a exposição Nise da Silveira- Caminhos de uma psiquiatria rebelde, por conta do centenário de nascimento de Nise da Silveira (1905-1999). Luiz Carlos Mello é o curador da exposição. Ele conta que Nise da Silveira é responsável por um movimento de renovação da psiquiatria. Na década de 40 ela se revoltou contra os métodos violentos aplicados aos doentes mentais. Contra as formas de tratamento da época, ela abriu em 1946 o serviço de Terapia Ocupacional com sapataria, música e corte de cabelo. Quando entraram as atividades expressivas, as vivências emocionais dos pacientes foram canalizadas em forma de pintura e escultura. As obras foram reconhecidas pelo crítico Mário Pedroso como arte virgem. Os artistas desenvolveram a técnica dentro da atividade de Terapia Ocupacional. Na exposição há painéis fotográficos com temas explicativos com a trajetória científica de Nise. Nise visava tratá-los com humanidade. Há 300 obras baseadas em estudos científicos numa exposição ampla com texto coloquial para facilitar o acesso ao público. Nise queria criar um serviço ocupacional para os internos que viviam esquecidos e jogados. Na atividade artística mostraram um poder expressivo muito forte. Através da arte, os pacientes canalizam as forças do inconsciente. No tema das formas circulares, pessoas pintavam mandalas e se recuperavam de problemas emocionais e mentais. Ao estudar o assunto, Nise descobriu que há forças no cérebro que procuram a unidade. Mandala é uma palavra originária do sânscrito, antiga língua da Índia, que significa literalmente círculo. Outro tema revela que assim como o corpo, a psique- a alma humana tem uma história. Trabalhos de pessoas sem bagagem cultural dialogam com grandes obras da humanidade. Havia um preconceito de que uma pessoa tida como “louca” podia ser um artista. Nise buscava mostrar a humanidade do doente mental, opondo o potencial criativo deles aos métodos violentos como lobotomia e eletro choque.Luiz Carlos Mello fala do privilégio de trabalhar com uma pessoa tão importante como a doutora Nise, dos anos de convivência que renderam uma amizade e cujos detalhes ele promete relatar em uma biografia da rica figura humana de Nise da Silveira.

Maior taça de espumante do mundo no Museu do Vinho da Bairrada

A maior taça de espumante do mundo, escultura em ferro com 2,5 metros de altura e quase uma tonelada de peso, é uma das atracções da exposição a inaugurar Sábado, no Museu do Vinho da Bairrada, Anadia. "Segundo o livro Guiness de recordes o maior flute de champanhe tem cerca de dois metros de altura. Este é o maior do mundo, tem 2,5", disse hoje à agência Lusa Pedro Dias, director do museu. A escultura, da autoria de Rogério Timóteo "especialista em escultura monumental", demorou vários meses a ser concluída e será exposta no átrio do edifício, com vista para as vinhas "da casa mãe do espumante português" e estação vitivinícola da Bairrada.
"Houve uma preocupação de estabelecer a interligação da obra de arte com o espaço arquitectónico do museu e com a envolvente histórica do exterior do edifício", sublinhou Pedro Dias. A obra de arte acompanha outras cinco "também de grande dimensão", integrantes da exposição Equilibrium que estará patente até 19 de Abril de 2009. Outra peça, esta com quase oito toneladas e colocada no exterior do museu, representa uma figura de mulher na proa de um barco, numa alusão aos "vinhos de embarque", disse Pedro Dias. "Faz o casamento entre o ferro e o mármore com a pedra do período mais clássico", explicou. Para além da exposição de escultura o Museu do Vinho da Bairrada vai inaugurar na ocasião uma outra, de pintura, fotografia e instalações, intitulada "Matar a Sede", comemorativa dos 25 anos de carreira de Gustavo Fernandes. O artista plástico, frisa o director do museu, utiliza uma técnica "verdadeiramente surpreendente" em grandes telas, mostrando-se "exímio na utilização da luz e criando efeitos de tridimensionalidade fantásticos". Uma mostra de 70 caricaturas, da autoria de Luís Gamelas e Eugénios completa o ciclo de inaugurações agendadas para Sábado. Intitulada "Eugeniaturas", retrata personalidades portuguesas da política, teatro, televisão, futebol e música "com um sentido humorístico bastante aprimorado", referiu Pedro Dias.

F-1 vira assunto de exposição de arte

Além do Salão do Automóvel, o fã de carros e automobilismo que estará em São Paulo para acompanhar o GP do Brasil de F-1 também poderá optar por uma alternativa cultural.Entre os dias 29 de outubro e 12 de novembro, no Hotel Transamérica, será realizada a exposição "Arte na Fórmula 1", com a presença de 26 artistas plásticos e suas obras voltadas ao esporte à motor. A entrada será franca.A mostra tem curadoria de Paulo Solaris, artista plástico conhecido pelas pinturas sobre automobilismo e, principalmente, sobre Ayrton Senna. Pinturas e esculturas serão expostas por uma equipe composta, em sua maioria, por mulheres: são 17 artistas participantes.

José de Guimarães e Sociedade Portuguesa de Autores continuam sem resposta do Governo

O escultor português José de Guimarães reuniu-se ontem, pela primeira vez desde que a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) escreveu ao Chefe do Executivo de Macau, com o director do departamento dos serviços jurídicos do organismo português, Lucas Serra. A carta que defende que houve violação dos direitos morais de autor com a alegada destruição das esculturas que o artista criou para o Jardim das Artes foi entregue há cerca de um mês ao Gabinete de Edmund Ho e continua sem resposta. Os preponentes não vão desistir. “Limito-me a aguardar os acontecimentos. A questão está nas mãos de quem sabe. Há-de haver uma resposta”, comenta José de Guimarães. O escultor esteve em Maio em Macau e contava ser recebido por Edmund Ho – apesar das duas cartas enviadas (uma das quais em 2007) o encontro nunca chegou a acontecer. O escultor ainda não sabe qual foi o destino que a Administração deu a seis das oito esculturas projectadas para o Jardim das Artes em 1999. E apesar de José de Guimarães estar agora a ser representado junto do Governo de Macau pela SPA o silêncio permanece. “Recorri para a SPA porque é a instituição mais adequada para resolver o assunto. É o organismo que defende os direitos dos artistas.


São matérias que me transcendem”, destaca o escultor. José de Guimarães reitera a confiança em como vai obter um esclarecimento por parte do Executivo. “Acho que vai haver uma resposta. Gostaria que isto fosse bem resolvido, sem perder mais tempo”, vinca. Postura que, de resto, assume desde que instou os primeiros contactos com o Governo. O segredo para a paciência? “As obras de arte pública entre a encomenda e a realização podem demorar sete anos a serem feitas. Envolvem vários organismos, aprovações, dinheiros para a construção. Adquiri esta persistência. Nunca desisto. Dou tempo ao tempo”, sublinha. O caso das esculturas desaparecidas envolve, pelo menos, três organismos: Direcção dos Serviços para Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPRT), Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas (GDI) e Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM). O Hoje Macau está também desde Maio a tentar obter esclarecimentos mas sem sucesso – os organismos passam as responsabilidades de uns para os outros. As esculturas de José de Guimarães faziam parte dum projecto lançado por Rocha Vieira e que previa a construção de uma estrutura artística por ano até à transferência.




O Jardim das Artes – projectado pelo arquitecto Francisco Caldeira Cabral – fechou portas há três anos para ser reformulado. Em 2004, Edmund Ho emitiu um despacho para “aprovar os parâmetros, condicionalismos urbanísticos e limites do terreno que foi concedido à Galaxy”, a operadora que gere o hotel-casino StarWorld. Um ano depois, o director da DSSOPT, Jaime Carion, anunciou a abertura de concurso público para a construção do Auto-Silo do Jardim das Artes. E em Maio de 2005 o então secretário para as Obras Públicas e Transportes, Ao Man Long, subdelegou no coordenador do GDI, à altura Castanheira Lourenço, plenos poderes para celebrar o contracto com a empresa FC Cabral (do arquitecto Caldeira Cabral), a quem foi entregue o projecto de reformulação – plano que estipula a localização das esculturas mas que ainda não foi cumprido. Exposição de arte urbana José de Guimarães inaugurou, no final da semana passa, uma exposição em que divulga fotografias e maquetas de obras de arte urbana criadas para vários países. Nodesign Center de Lisboa está "uma vertente menos conhecida" do trabalho do pintor e escultor."Fiz várias peças de design para o centro, nomeadamente tapetes, cadeiras, copos e outros objectos", afirmou o escultura à Lusa, acrescentando que "as obras de arte pública acabam por ser um design a outra escala".




"Arte Urbana" será a maior exposição de José de Guimarães em Portugal sobre esta vertente do seu trabalho, representado com obras em Macau, Lisboa, Guimarães e em várias cidades na Alemanha e no Japão."É uma exposição didáctica porque vai mostrar que a intervenção urbana é mais do que realizar um trabalho plástico. Faço normalmente uma pesquisa antropológica antes da criação da obra", referiu.José de Guimarães está agora a ultimar uma peça de grandes dimensões para ser colocada em Solingen, na Alemanha, num espaço público junto a uma zona histórica, a inaugurar na Primavera de 2009.

I/Legítimo: Dentro e Fora do Circuito

A mostra I/Legítimo: Dentro e Fora de Circuito traz questionamentos sobre o sistema da arte, além de suas fronteiras e intersecções com outros circuitos. Assim, a exposição traz produções que lançam um olhar crítico, irreverente ou irônico sobre os mecanismos de legitimação da arte; ações inseridas em circuitos culturais que interagem com galerias e museus; trabalhos que evidenciam posicionamento político assumido em relação a questões recorrentes do mundo contemporâneo; e finalmente ações engajadas nos questionamentos sobre propriedade intelectual, processos colaborativos e autoria. Essa crítica social e artística é apresentada por meio de trabalhos e ações de 42 artistas e coletivos da Austrália, Brasil, Canadá, Espanha, EUA, França, Inglaterra, Peru, Romênia e Uruguai, nos mais diversos suportes – animação, fotografia, vídeo, arte digital, performance, instalação, arte digital, música, escultura, desenho e pintura. A exposição será dividida em dois núcleos, um no Espaço em Movimento do Museu da Imagem e do Som (MIS) e outro na Zona de Ação do Paço das Artes. “A discussão que buscamos com a mostra ‘I/Legítimo’ interessa a ambas instituições, pois diz respeito a questões determinantes da arte e da sociedade contemporâneas. O Paço das Artes há onze anos incentiva a produção emergente nesse campo, com a realização de sua Temporada de Projetos. O MIS, por sua vez, retoma suas atividades com um olhar agudo sobre as artes e as mídias do século 21”, explica a curadora Priscila Arantes, diretora-adjunta do MIS e do Paço das Artes. *Como a exposição acontece em locais distintos, o endereço disponível é o que abrigará por mais tempo a mostra.




*Disponível apenas para a operadora VIVO.

Cuba: Mais de oitenta artistas doaram obras para ajudar a reconstruir a cidade de Gibara

Mais de oitenta artistas doaram obras para serem vendidas na Galeria de Arte On-Line, inaugurada pelo actor cubano Jorge Perugorría, que pretende, com a iniciativa, angariar fundos para ajudar a reconstruir Gibara, uma cidade cubana. Segundo os orgãos de comunicação de Cuba, estão à venda 22 gravuras, cinco esculturas, oito fotografias e 62 pinturas, entre as quais se destacam obras do pintor espanhol Ximo Sanchez e do uruguaio Luis Camnitzer. Todas as vendas que forem efectuadas pela galeria, através do sítio online http://www.arteporcuba.com/ revertem exclusivamente para a recuperação da cidade. Gibara tem cerca de 16 mil habitantes e desde 2003 que é a sede do Festival Internacional de Cinema Pobre.

Arte em trânsito

A uma edição para fechar seis décadas de atuação, o Salão de Abril vem com o tema arte: desejo e resistência, invade terminais de ônibus da cidade e coloca em discussão a relação do público, obra e artista.

Escorados num banco do bosque, dois Marcos, um Vinícius da Silva e o outro Fábio de Souza, observam o movimento atípico enquanto tiram uma pausa da limpeza do Terminal do Siqueira. "Eu não sei o que é isso não, mas parece que é arte, né? Que vão trazer pro terminal", comenta a rabo de olho o Marcos Vinícius, apontando para a cola, tinta, escada cavalete e amontoado de papéis. "É bom que a gente aprende o que é arte, né?", responde o outro. Aglailson Araújo, porteiro de um edifício, chega perto e olha tudo com desdém. "Pois eu acho que meu irmão pequeno faz isso aí em três tempos, e fica mais bonito". No domingo, 12, a tarifa social e o Dia das Crianças entupiram o meio-dia do Terminal do Siqueira qual horário de pico de segunda-feira. Na mesma hora, chamavam a atenção dos usuários as primeiras obras prontas do 59º Salão de Abril. O evento pega dois dos pontos de integração do transporte público da cidade, do Siqueira e do Papicu, além do Centro de Referência do Professor (CRP), no Centro, para servir de lugar de exposição. Lambe-lambe de gente de boca aberta chamando um grito, fotografias, pinturas, instalações de parede e esculturas. Até o dia 23 de novembro, 20 dos 45 artistas selecionados de vários estados do Brasil terão seus trabalhos às vistas de parte das 480 mil pessoas que utilizam diariamente os dois terminais, além dos trabalhadores do espaço que conviverão diariamente com as obras.

"Todas as obras causam estranhamento", aponta Maíra Ortis, curadora geral do evento e coordenadora das Artes Visuais da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor). Com o tema Arte: Desejo e resistência, a inquietação do Salão pode vir de um diferencial. O evento apostou em pôr nos terminais obras pensadas para uma galeria e não somente aquelas feitas para exposições nos ambientes públicos das vias. Maíra julga que os trabalhos de rua já estão em vários espaços, por isso, as pessoas já estão habituadas. Daí a minimização do seu impacto. "Muitas das obras do salão não compõe cotidianamente aquele ambiente. Geralmente, estão num lugar que intimida, os museus. Mesmo nos gratuitos, muita gente não entra, achando que aquele não é lugar para ela, tem medo de ser expulsa", explica a curadora. Agora, a história é diferente. São as obras que não passam despercebidas e entram nos lugares já ocupados pelas pessoas nos seus percursos cotidianos. Obras e o ambiente Algumas das obras foram re-significadas pelo ambiente. Espelho Meu, trabalho de Gentil Barreira, por exemplo, traz um homem e uma mulher em fotografias espelhadas e estão vizinhas aos respectivos banheiros masculino e feminino. Nas paredes que cercam o terminal, as colunas servem de moldura às colagens de desenhos feitos em jornal pela artista Ise Braga. Dois boxes no terminal do Papicu estão enfeitados por pinturas.

A escolha dos trabalhos alocados nos terminais, segundo Maíra, ficou ao critério das obras que pudessem ser expostas às condições climáticas. Uma gravura que não fosse reprodução, por exemplo, correria o risco de se desgastar. As obras que requeriam mais cuidados foram postas no Centro de Referência do Professor. As de materiais mais resistentes e ainda as obras perenes, recebidas nos terminais. Ainda assim, o discurso de dar acesso a arte à população que não freqüenta o museu não foi comprado tão facilmente por todos os artistas. Maíra Ortis conta que alguns deles não gostaram da idéia de expor nos terminais, temerosos que suas obras se desgastassem ou sofresse algum tipo de intervenção da população. Depois de um processo de negociação, algumas obras foram transferidas, apesar de constar no edital que a escolha dos lugares previstos, o CRP e os terminais, seria a critério da comissão organizadora. Segurança para as obras "Se não tiver ninguém vigiando, isso num dura 24 horas", observou, a passos ligeiros, um dos guardas municipais do terminal. Por não serem trabalhos feitos para a rua, as obras exigiram segurança. Rapazes grandes e largos, contratados de uma empresa terceirizada de segurança, estarão 24 horas a postos para garantir a integridade dos trabalhos.

A gente passava, se aproximava ou olhava de longe. Muitos com indiferença, outros com curiosidade. Tinham vontade de tocar. "Não pode!", gritou um dos seguranças quando um rapaz quis pôr o dedo em Filateista, trabalho da artista paulista Heloísa Etelvina, um emaranhado de 3600 selos fictícios. "Eu falei que não podia pegar, cara! Entendeu, ou quer que eu desenhe?", aumentou mais ainda a voz o segurança com a insistência do rapaz, enquanto, igual a um galo que canta, inflava o peito. O rapaz murchou e saiu. A cena, ocorrida enquanto a repórter entrevistava Maíra Ortis, deixou quem estava perto temeroso de chegar perto das obras. "Olha só, isso não pode acontecer, o seu papel é de proteger e informar", foi explicar a curadora ao segurança. "É uma questão de cultura e vem dos próprios seguranças, que muitas vezes não têm seus papéis explicados. A população também não está habituada com as obras de arte e como esse é o espaço delas, é natural que queiram tocar, queria agir como costumam fazer", aponta Maíra.

A curadora diz que o Salão passará por uma prova de fogo, a tentativa de orientação, sem intimidar os visitantes/passantes. Enquanto nem todos os trabalhos eram montados, um deles chamava mais atenção. Sem título (Fora de Prumo), uma fotografia feita em câmera pinhole. O cobrador de ônibus Nilton Souza Carvalho chegava para o serviço e deixou-se demorar. "É a Ponte Metálica. Ela traz o mar para a periferia. Nesse ponto aqui, ó (aponta), eu tomava era muito banho. Tem uns pregos retorcidos, mas bem daqui dá para pular". SERVIÇO 59º Salão de Abril. Abertura hoje, 14, às 19 horas, no Centro de Referência do professor (rua Conde D'eu, 560 - Centro). Exposições até 23 de novembro. Visitação: Segunda a sexta, das 8 às 20 horas. Sábado, das 8 às 15h30min. Nos terminais do Siqueira e Papicu, diariamente, sem limite de horário. Informações: 3105 1358/ 3246 2708 ou pelo site http://www.salaodeabril.org/. Todas as atividades têm entrada franca. EMAIS! - Dos 45 artistas selecionados, 19 são cearenses. - A programação inclui oficinas, mini-cursos e entrevistas. O aspecto formativo do Salão inclui outros espaços de encontro, como a Vila das Artes, o Sobrado Dr. José Lourenço e o Centro Cultural do Bom Jardim. - Em destaque na programação a realização, no dia 18 de outubro, da palestra com o professor Paulo Oneto, do Rio de Janeiro, com o tema Arte: Desejo e Resistência - uma abordagem do tema do Salão a partir da filosofia estética, no Sobrado Dr. José Lourenço. - Ainda em outubro, estão marcadas entrevistas com artistas locais e nacionais. Nos encontros, perguntas serão direcionadas às personalidades convidadas, com o objetivo de fomentar na platéia o desejo por intervir no discurso do palestrante. Os entrevistados de outubro são: Paulo Burscky (do Recife), em bate-papo sobre A arte contemporânea e o artista multimídia, no dia 16; Tiago Santana (de Fortaleza), em conversa sobre sua obra fotográfica, no dia 19; e Humberto Cunha (também de Fortaleza), no dia 30, sobre Direito autoral do artista plástico. Todas as entrevistas acontecerão na Vila das Artes. - A programação conta ainda com dois mini-cursos e duas oficinas, respectivamente: Pintura Contemporânea e O ensino da arte contemporânea; e Argila e Desenho. É necessário fazer inscrição.

Obras de Amadeu de Souza Cardoso e Vieira da Silva em diálogo com Picasso e Warhol em Paris

Obras de Amadeu de Souza Cardoso, Vieira da Silva e Lourdes Castro vão dialogar, a partir de quinta-feira, com criações de Andy Warhol, Picasso, Dali e outros artistas no Museu do Luxemburgo, em Paris. São 75 obras escolhidas do acervo do Museu Berardo pelo comissário André Cariou, director e conservador do Museu de Belas Artes de Quimper, na Bretanha, que pesquisou centenas de obras para apresentar uma certa perspectiva de peças emblemáticas desde 1910 até 1980 da colecção do comendador. Esta é a primeira vez que o Museu Colecção Berardo apresenta uma grande exposição no estrangeiro, com obras do seu acervo desde que foi inaugurado, a 25 de Junho de 2007, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, na sequência de um acordo de comodato com o Estado português. Em Paris, a exposição "De Miró a Warhol - A Colecção Berardo em Paris" surge anunciada em grandes cartazes um pouco por toda a cidade - à saída do metro, junto aos Jardins do Luxemburgo, no coração da capital, onde está instalado o museu - com uma imagem apelativa e colorida de Tom Wesselman (1931-2004), intitulada "Great American Nude" de 1963.

"Escolhi esta obra da colecção do Museu Berardo para dar um rosto à exposição porque é ao mesmo tempo apelativa, moderna e funciona graficamente muito bem", disse o comissário em declarações à Agência Lusa. No interior do Museu do Luxemburgo, as 75 obras sobretudo de pintura, e também algumas esculturas, foram distribuídas por cinco salas, onde a equipa de produção finaliza os trabalhos de pormenor como a disposição da luz. Na primeira sala, que acolherá os visitantes do museu, convivem pinturas do artista português Amadeo de Souza Cardoso ("Pelas Janelas", 1914), Pablo Picasso ("Tete de Femme", 1909), Jackson Pollock ("Head", 1938), Balthus ("Portrait de Femme", 1935) e uma escultura de Germaine Richier ("La Mante Grande", 1946), entre outras. A exposição prossegue por períodos cronológicos da História da arte, percorrendo o Surrealismo, a Arte Abstracta de entre as Duas Guerras, a Pop Art Americana/Novo Realismo francês, e termina com Diversas Tendências dos Anos 60. No espaço dedicado à Pop Art surgem, por exemplo, obras da artista portuguesa Lourdes Castro, com "Sombra Projectada" (1964) e as emblemáticas sopas de tomate Campbell`s criadas por Andy Warhol.

A pintora portuguesa Maria Helena Vieira da Silva, que viveu muitos anos em Paris, está representada com duas telas criadas em 1948: "Composition" e "Craie". Max Ernst, Lucio Fontana, Robert Indiana, Piet Mondrian, René Magritte, Francis Gruber, Robert Delaunay, Marcelle Cahn, Jean Gorin, Julio Gonzalez, Salvador Dali e André Breton são outros artistas representados na exposição. Em declarações à Lusa, Sylvestre Verger, responsável pela produção das exposições do Museu do Luxemburgo desde 2000, referiu que esta entidade recebeu desde essa data até hoje cerca de cinco milhões de visitantes e espera que "De Miró a Warhol - A Colecção Berardo em Paris", que ficará patente até 22 de Fevereiro de 2009, venha a receber mais de 300 mil pessoas.

Saatchi inaugura nova galeria em Londres

O coleccionador britânico Charles Saatchi inaugurou uma nova galeria em Londres, reunindo 24 obras de artistas chineses que incluem pinturas, esculturas e instalações. O acervo, intitulado «A revolução continua: Nova arte da China», está localizado num antigo quartel na King´s Road, na capital britânica. «Queremos mostrar as obras de arte mais importantes da actualidade», disse Rebecca Wilson, porta-voz da galeria, que espera a visita de milhares de pessoas. Entre as obras mais destacadas, a instalação «Old Person´s Home» mostra um grupo de 13 idosos, em tamanho real, em cadeiras de rodas. As figuras dos artistas Sun Yuan e Peng Yu retratam um general, um bispo, um almirante, e aludem a políticos, entre outros. A mostra ocupa 15 salas distribuídas por quatro pisos. O coleccionador de 65 anos ajudou a lançar mundialmente um grupo de artistas ingleses, com a abertura da sua primeira galeria, em meados da década de 1980.

Berlim inaugura retrospectiva de Joseph Beuys

A Revolução Somos Nós é o nome da primeira grande retrospectiva de Joseph Beuys realizada na Alemanha nos últimos 20 anos. Aberta na sexta-feira em Berlim, ela traz 270 trabalhos do mais influente artista plástico alemão do pós-guerra, entre desenhos, esculturas, instalações, fotografias e vídeos. A exposição inclui obras vindas Amsterdã, Nova York e Bilbao e fica aberta até dia 25 de janeiro no Hamburger Bahnhof, museu de arte contemporânea berlinense instalado numa antiga estação de trem. Segundo os organizadores, a mostra é a maior já dedicada ao artista. O evento procura questionar a influência de Beuys na arte atual, investigando a relevância das suas idéias na sociedade atual. Ardoroso defensor da arte como instrumento de transformação social, cultural e política, o alemão - que sempre usava um inconfundível chapéu - era um militante engajado. Fez parte de movimentos ambientalistas, pacifistas e anti-nuclear, sendo presença freqüente na mídia nos anos 70 e 80.

Itália

Entre as principais atrações da exibição está a instalação Palazzo Regale, criada pelo artista na Itália poucos meses antes de sua morte, em 1986. Outra obra que deverá chamar a atenção dos visitantes é Valores da Economia, composta por uma estante onde estão com diversas embalagens velhas de produtos de supermercado da Alemanha Oriental. A instalação é acompanhada por uma projeção de A Corrida do Ouro, de Charlie Chaplin. Cerca de 50 registros em vídeo ilustram, ainda, a ampla visão artística de Beuys. Os filmes documentam as muitas performances e apresentações do artista. Nelas, o alemão divulgava sua idéia de arte como base para o que chamava de "revolução de todas as relações sociais".

Beuys, A Revolução Somos Nós é parte de uma temporada de exposições em Berlim chamada de O Culto do Artista, que ainda terá retrospectivas de outros artistas influentes como o americano Andy Warhol e o pintor alemão Paul Klee.

Museu inaugura mostra sobre o artista italiano

É célebre o embate entre Michelangelo e os cardeais de Roma, durante a execução de uma de suas obras-primas, o teto da Capela Sistina, no Vaticano. Realizada entre 1535 e 1541, a pedido do papa Júlio II, o número de nus na representação das passagens bíblicas escandalizou tanto os cardeais que, posteriormente, foram colocados tecidos sobre as partes íntimas das almas subindo ao céu — que o artista representa como homens e mulheres nus. Este episódio é importante para lembrar como Michelangelo (1475-1564) era apaixonado pela anatomia — nos afrescos da Sistina, ele fez seu elogio ao corpo humano, dotando cada personagem de beleza e expressividade extraordinárias. Uma mostra significativa da produção do mestre e de outros artistas da época chega ao Brasil na exposição Michelangelo em Contexto: Desenhos da Fondazione Buonarroti e Gessos da Gipsoteca Dell’Istituto Statale d’1Arte de Florença. Com abertura hoje, no Museu Brasileiro de Escultura (MuBE), em São Paulo, a exposição apresenta dois desenhos originais e inéditos no Brasil — Nudo di Schiena (1504-5) e Madonna col Bambino (1525) — e mais 25 grandes esculturas e relevos em gesso, preparados com base nos moldes originais de Michelangelo, de escultores contemporâneos a ele (como Jacopo della Quercia e Andrea Verrocchio), de seguidores de Michelangelo (como Gian Bernini e Vincenzo Danti) e de seus alunos.
As obras foram divididas em quatro partes: Clássica, Artistas Contemporâneos a Michelangelo, Seguidores de Michelangelo e Michelangelo. Nesta, estão os dois desenhos e nove réplicas de obras-primas como Moisés e Pietà-Rondanini (a última obra do artista, que ficou inacabada). A idealização, curadoria e cenografia são assinadas pelos arquitetos italianos Patrizia Pietrogrande e Eugênio Martera. O investimento superior a R$ 1,5 milhão foi bancado pelos patrocinadores Mercedes-Benz do Brasil, Planner Corretora de Valores e Eurofarma Laboratórios. Para o curador do MuBE, Jacob Klintowitz, Michelangelo “é o arauto visual da renascença, portador das novas idéias”. Saudado pelo seus contemporâneos como “divino Michelangelo”, o artista destacou-se também, como poeta, deixando mais de 300 sonetos, madrigais e outros tipos de poesia. Nascido na província de Arezzo, na Itália, vindo de linhagem nobre, Michelangelo di Ludovico Buonarrotti Simoni é fruto tardio da renascença, e não um pioneiro. Afinal, em 1475, o movimento artístico que enterrou a Idade Média e revolucionou o modo de pensar, pintar, esculpir e construir edifícios somava cerca de 200 anos na Itália e já tinha produzido uma enorme galeria de gênios, como os pintores Giotto e Leonardo da Vinci, o escultor Donatello e o arquiteto Brunelleschi. Mesmo assim, Michelangelo conseguiu atingir um grau tão alto de realismo e perfeição em suas esculturas e pinturas que, conta-se, ao terminar a estátua de Moisés (1513-16), ele bateu o martelo no joelho da escultura e gritou: Perché non parli? (Por que não falas?). SAIBA MAIS O quê: Exposição Michelangelo em Contexto: Desenhos da Fondazione Buonarroti e Gessos da Gipsoteca Dell'Istituto Statale d'Arte de Florença Quando: Visitas de segunda a domingo, das 10h às 19h, até 30/11 Onde: Museu Brasileiro da Escultura (MuBE), na Rua Alemanha, 221, Jardim Europa, São Paulo. Informações e agendamento para visitas monitoradas: (11) 2594-2601

Kate Moss foi banhada a ouro


O artista britânico Marc Quinn apresentou esta quinta-feira a estátua que fez em ouro da supermodelo britânica Kate Moss, no museu britânico de Londres.
Quinn revelou pela primeira vez ao grande público a estátua, que pesa 50 quilos.
A supermodelo aparece em poses artísticas e arrojadas. A estátua está avaliada em 1,9 milhões de euros e vai estar em exibição na exposição «Statuephilia».

Japão inaugura maior exposição sobre Picasso de sua história

O Japão inaugurou hoje a maior mostra de Pablo Picasso de sua história, evento que promete se transformar em uma das grandes exposições da temporada nesta nação ávida de arte e que admira de forma especial a obra do mestre espanhol. A retrospectiva reúne 230 obras, entre pinturas, esculturas, cerâmicas, desenhos, gravuras e fotos que cobrem o início da carreira do artista até peças dos anos 70, pouco antes de sua morte. Realizada em dois museus muito próximos ao centro de Tóquio - o Museu Suntory e o Centro Nacional de Arte -, a mostra abriu hoje suas portas à imprensa e a partir deste sábado poderá ser vista pelo público em geral. Entretanto, apenas com jornalistas, os dois museus estavam hoje cheios de japoneses e tudo leva a crer que a exibição, que já passou pela Espanha em fevereiro deste ano e recebeu mais de 60 mil pessoas no Museu Rainha Sofía, em Madri, será um êxito no Japão.
A exposição, que procede do Museu Nacional Picasso, em Paris, ficará no país até 14 de dezembro para comemorar os 150 anos das relações diplomáticas entre Japão e França, dois países entre os quais existe admiração mútua em questões de arte. As obras estão divididas em dois grupos: em um se mostra uma retrospectiva do artista espanhol (1881-1973) - de suas primeiras pinturas até seu período surrealista - e no outro, se exibe um aspecto mais pessoal, através de uma coleção de retratos. A primeira exposição - "Picasso: sua Vida e suas Criações" - está espalhada por várias salas do imponente Centro Nacional de Arte de Tóquio, nas quais a luz e o espaço são partes essenciais do espetáculo. Ali são mostradas, por ordem cronológica, obras que vão desde o início de sua carreira ou seu célebre Período azul (1901-1904), como "A Celestina" (pintado em Barcelona em 1904), até algumas de suas últimas obras surrealistas. Já o evento no Museu Suntory reúne em várias salas uma coleção de retratos do artista espanhol, iluminados com luz tênue e azulada, sob o título "Picasso: Retrato de uma Alma".

Aberta em Lisboa maior exposição de pintura cubana até o momento

A mostra aberta por António Filipe, vice-presidente da Assembléia da República e chefe do grupo parlamentar português de amizade com Cuba, traz 26 peças dos artistas Pedro Pablo Oliva, Prêmio nacional de Artes Plásticas de Cuba, Flora Fong, Nelson Domínguez, Agustín Bejarano e Julio César Banasco. Oliva salientou em declarações à PL que é a primeira vez que um grupo tão numeroso de criadores cubanos expõe em Portugal, o que tende uma ponte entre artistas de ambos os países. Aliás, destacou o momento em que se abre, pois a exposição estimula mais ainda a solidariedade que Cuba recebe atualmente por causa dos estragos causados pelos recentes furacões. Entre os convidados à abertura da mostra, que inclui seis peças do escultor cubano residente em Portugal Hans Varela, esteve Jorge Castro, embaixador cubano na nação ibérica, bem como Jerônimo de Sousa, secretário-geral do Partido Comunista Português, vários prefeitos, pintores, artistas, outras figuras da cultura lusitana e membros do corpo diplomático.

A diversidade de São Paulo se estende aos seus museus

Dos tradicionais aos mais modernos e inusitados, São Paulo possui 90 museus que se destacam na grande programação cultural da cidade, a novidade é o Museu do Futebol, aberto no dia 1º de outubro. Metade dos dez milhões de turistas que chegam à capital paulista todos os anos vêm a lazer, compras e outros fins. Para eles, a cidade conta com a maior oferta de entretenimento do Brasil e uma agenda cultural bem recheada. Segundo pesquisa da São Paulo Turismo (SPTuris – empresa de promoção turística e eventos da cidade), cerca 83% dos turistas visitam ou pretendem visitar alguns museus que a metrópole abriga. E agora esses turistas terão mais uma opção: o Museu do Futebol, inaugurado no dia 01 de outubro. Mas São Paulo tem também o museu mais visitado do País, o Museu da Língua Portuguesa, e o de arquitetura mais arrojada, o Masp, além de alguns dos mais inusitados, como o do Relógio e o das Invenções. São cerca de 90 opções de museus, para todos os gostos. Abaixo estão algumas sugestões.


Modernos - Desde a sua inauguração, em março de 2006, 1,3 milhão pessoas já visitaram o Museu da Língua Portuguesa. Ele é o único em todo o mundo dedicado a um idioma. É tão diferente, que até o roteiro de visitação começa pelo último andar onde o visitante tem contato com um pouco da história da língua. No segundo andar há recursos para mostrar os processos de formação das palavras e o primeiro é reservado às exposições temporárias. A mostra “Machado de Assis: mas este capítulo não é sério” ocupa esse último espaço até o dia 26 de outubro. Todo acervo é multimídia e conta com vídeo narrado pela atriz Fernanda Montenegro, tela de 106m com projeções simultâneas de filmes sobre o uso cotidiano do português e uma sala especial (Beco das Palavras) com jogo eletrônico didático sobre a origem e o significado das palavras encantam pelos recursos interativos.Tão característico quanto o idioma é o interesse do brasileiro por futebol. E São Paulo inaugurou o único museu do mundo voltado exclusivamente para esse esporte sem ter ligação com nenhum clube específico. O Museu do Futebol promete ser um dos grandes atrativos turísticos da cidade. Seu acervo multimídia e o aspecto futurista das instalações são garantia de um ótimo passeio mesmo para os menos fanáticos pela modalidade.




Três eixos norteiam a visita do museu, segundo seu curador, Leonel Kaz: “emoção, história e diversão”. Localizado em uma área de 6.900 m² embaixo das arquibancadas do Estádio Paulo Machado de Carvalho – o Pacaembu. O visitante começa o percurso no saguão de entrada, batizado como Sala do Torcedor, onde estarão reunidos objetos utilizados pelos torcedores. Na Sala Anjos Barrocos o visitante pode andar pelos lances de craques como Pelé, Zico, Romário, Ronaldo, Gilmar, Gérson, Sócrates, Rivelino, entre outros, que têm suas imagens exibidas em grandes telas suspensas. Personalidades como Daniel Piza, João Gordo, Marcelo Tas e Ruy Castro narraram seus gols preferidos, que poderão ser ouvidas na Sala dos Gols. Narrações originais de Ary Barroso, Fiori Gigliotti, Oduvaldo Cozzi, Waldir Amaral, Jorge Cury e Osmar Santos estarão disponíveis na Sala do Rádio. Tem ainda a Sala das origens, dos heróis, das Copas do Mundo, a Sala Experiência Pelé e Garrincha entre outras. No dia 1º de outubro foi aberto com a exposição “Marcas do Rei” e conta com um preço acessível de R$6. Quem gosta de filmes, documentários, arquivos sonoros e afins não pode deixar de conhecer o Museu da Imagem e do Som (MIS). Reformado recentemente é garantia de um ótimo passeio.




O acervo do MIS possui mais de 300 mil itens: fotos, filmagens, vinis e registros sonoros. Entre esses materiais podemos encontrar vídeos de Tarsila do Amaral e Tom Jobim, registros sonoros sobre a Companhia de Cinema Vera Cruz. Além disso, o museu criou uma infra-estrutura que permite que os artistas possam desenvolver seus trabalhos dentro do próprio museu.Tradicionais - Os mais conservadores podem apreciar espaços como o Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga. É o único museu que tem em seu acervo uma casa do século XIX, que foi usada por Dom Pedro I. A “Casa do Grito” foi reformada recentemente, e também nela é possível ver exposições. O grande acervo do museu relacionado à Independência do Brasil tem peças como escrivaninhas, camas, banheiras e móveis em geral, vestimentas, carruagens e outros meios de transporte da época, espadas, entre outros objetos. Uma curiosidade do museu é que em sua escadaria há recipientes com amostra de água de vários rios brasileiros. Em frente fica o Parque da Independência, onde paulistanos andam de bicicleta, skate e fazem piquenique, e o Riacho do Ipiranga, onde Dom Pedro teria declarado a independência do Brasil.




Já o Museu de Arte de São Paulo (Masp) chama muito a atenção do visitante mesmo antes de entrar. Sua arquitetura é surpreendente: duas colunas sustentam o prédio, formando o maior vão livre da América Latina. Lá estão expostas obras de Rafael,Botticceli, Bellini, Rembrandt, Velazquéz, Goya, Renoir, Monet, Cézanne, Degas, Van Gogh,e outros. A Pinacoteca do Estado também faz parte do rol dos museus mais conhecidos e tem arquitetura diferenciada, com contraste entre os tijolos de barro à mostra e elementos modernos, como elevadores em vidro e metal. Ao anoitecer é possível contemplar a belíssima iluminação externa que dá um charme todo especial ao prédio. Ao lado fica o Jardim da Luz ao lado, com esculturas, roteiro guiado e um charmoso café. O Museu de Arte Moderna (MAM) foi criado em 1940 na ocasião da 5° Bienal de Arte de São Paulo, em 1959. Grande parte do reconhecimento da cidade no mundo se deve ao grande destaque na área cultural e a Arte Moderna tem grande importância na história do país e da cidade, pois foi aqui que ocorreu a famosa Semana de 22, que revolucionou o trabalho de artistas de várias áreas.




Seu acervo que conta com obras de Cildo Meireles, Beatriz Milhazes, Rafael França, Marepe, Rivane Neuenschwander, Valdirlei Dias Nunes, Leda Catunda, Rubens Mano, Daniel Acosta, Laura Lima, Nelson Leirner e Carlos Fajardo. O museu, que fica no Parque do Ibirapuera, ainda oferece diversos cursos como história da arte, fotografia, e outros. E o Parque do Ibirapuera ainda é endereço da Oca, um espaço projetado por Oscar Niemeyer que abriga exposições temporárias além de outros espaços também destinado a exposições e feiras. Museus como o Afro-Brasil , o Pavilhão Japonês e o Museu Arte Contemporânea (MAC) fazem parte do Parque.
Inusitados - Não são apenas grandes obras de arte que merecem estar nos museus. Na cidade das diversidades, moda, relógio, crime, óculos, invenções, tecnologia, mágica, e até voz e pessoa têm espaço garantido. Quem gosta de roupas pode ir a Modateca e saber o que as pessoas usavam antigamente. O acervo é composto por doações efetuadas por colecionadores, profissionais de moda e pesquisadoras como Madame Marthe Monioz, que foi a principal chapeleira de origem francesa que atuou na alta-costura brasileira, e também o estilista brasileiro Walter Rodrigues.





E como ninguém está na moda se não usar um acessório legal, não deixe de visitar o Museu dos Óculos. Cerca de duzentas peças em exposição contam a história desse acessório que virou uma peça do vestuário. Modelos já usados por Débora Bloch, Jô Soares e outras celebridades podem ser encontrados no local. Para os que querem aproveitar bem o tempo, o Museu do Relógio também é uma ótima escolha. O acervo possui cerca de 700 objetos, entre eles, uma vela que marca o tempo e a imitação do famoso relógio derretido da tela “A persistência da memória”, de Salvador Dali. O espaço existe há 33 anos, por conta da paixão do professor Dimas de Melo Pimenta, que abriu sua coleção particular ao público. Para os mais corajosos, uma visita ao Museu do Crime é bem interessante. A vida de criminosos conhecidos como o Bandido da Luz Vermelha é abordada no Museu do Crime, localizado prédio da Polícia Civil na Cidade Universitária.Já o Museu das Invenções, inaugurado em novembro de 1996, tem como objetivo mostrar o quanto a ciência pode ser divertida. Lá o visitante encontra palito de dente com aroma e sabor, óculos com funil para colocar colírio, boné com cano para assoprar os olhos para tirar cisco e outras idéias inusitadas.





Uma conseqüência das invenções mais inusitadas é o avanço tecnológico. No Museu da Tecnologia, por meio de exposições, mostras tecnológicas, congressos, seminários, cursos, convenções, fóruns e workshops, o visitante pode perceber as principais avanços dessa área no Brasil e no mundo. E muito antes de entendermos as grandes inovações como tecnologia os mágicos já surpreendiam e encantavam com seus truques. No Museu de Arte Mágica os curiosos encontram um acervo com 500 objetos e aparelhos de mágica e 500 vídeos que contam a história dessa misteriosa maneira de divertir. E se muitos truques não podem ser contados, podemos compensar esse silêncio visitando outro museu bem diferente, o Museu da Voz, que conta com um acervo de cerca de três mil vozes, entre gravações, músicas, cantos, sons diversos e efeitos sonoros. A coleção inclui cantos de pássaros, sons das Copas do Mundo e raridades como a primeira voz humana gravada em 1887, que pertence a Thomas Edison. Depois de passar pelo Museu da Voz, nada melhor que saber um pouco mais sobre a história de quem tem o que dizer. O Museu da Pessoa, por sua vez, é um museu virtual que teve início em 1991 com o objetivo de construir uma rede internacional de histórias de vida. Para manter viva essa idéia, o museu ganhou em 2007 um espaço aberto para receber visitas. É só marcar um horário e contar o seu relato. Já foram contabilizadas mais de oito mil histórias. O visitante pode deixar sua história de vida gravada para que outras pessoas tenham acesso a ela.





Crianças - São Paulo tem museus para todos os gostos e idades. Para despertar nas crianças a vontade de visitá-los, uma boa pedida é o Museu dos Transportes. Lá os pequenos podem fazer uma viagem descontraída pela história dos transportes coletivos. Criado em 1984, o visitante pode ver antigos bondes elétricos, veículos de tração animal e o primeiro ônibus a diesel da cidade, além de exposições fotográficas. A Estação Ciência também proporciona uma experiência única à garotada. Lá tem um simulador de terremotos. Após receber informações de como os terremotos acontecem, o visitante pode ir a uma sala e sentir três tipos diferentes de abalos. O Planetário Inflável também chama muito a atenção. Nele é possível até mesmo ver como é o céu do hemisfério norte (não conseguimos fazê-lo normalmente, pois estamos no hemisfério sul) e saber o porquê dos nomes das constelações. Para as crianças que gostam de animais, o Instituto Butantan é ideal. Elas terão a oportunidade de ir além da observação e tocar em cobras. Todas as quintas-feiras, entre 14h30 e 13h30 o projeto “Mão na cobra, só no Butantan” permite que ao visitar o serpentário as pessoas possam pegar os animais.




E para saber como elas e outros animais peçonhentos são importantes para o desenvolvimento da ciência o Instituto mantém quatro museus diferentes. Um dos mais conhecidos é o Biológico, onde estão expostas serpentes vivas. No de Microbiologia é possível saber mais sobre o DNA e outras estruturas que não são vistas a olho nu de forma inovadora. E há também o Museu Histórico, instalado na antiga sala do fundador do Instituto, o Dr. Vital Brasil. Instrumentos científicos do início do século passado ajudam a contar a história do local. Vinte e um painéis na Alameda do Instituto também contribuem, com textos e fotos, para disseminar informações a respeito da criação do lugar. Religiões e etnias - São Paulo tem mais de onze milhões de habitantes, mas eles são mais que mais um número. Todos têm uma história, muitos vieram de outras partes do mundo e cada um tem sua forma de ver a religiosidade. E não poderiam faltar museus com diversas abordagens sobre esses assuntos. No Museu de Arte Sacra é possível ver a imagem que deu nome ao mosteiro e ao bairro da Luz, a Nossa Senhora da Luz. Data do século XVI e é a primeira imagem do museu. Grupos e crianças se encantam ao ver São Jorge com braços e pernas articulados, com armadura e montado em seu cavalo. Algo bem característico do santo, mas o detalhe é que essa imagem do século XVIII é em tamanho natural. Outra obra que além da beleza impressiona pelo tamanho é o Presépio Napolitano do século XVIII.




Ele ocupa uma sala inteira e é atração o ano todo. O acervo é de cerca de 800 obras que incluem pratarias e objetos em ouro, pintura, mobiliário, altares, vestimentas sacras e livros litúrgicos raros. A coleção de lampadários só é menor que a dos Museus Vaticanos e também há uma rica coleção de ícones russos. Já o Museu Espírita nasceu da necessidade de reunir as primeiras obras de arte espírita e os trabalhos mediúnicos mais notáveis. A biblioteca é constituída com cerca de 4 mil títulos, em português, árabe, espanhol, esperanto, francês, grego, inglês, italiano, japonês. Tem ainda uma hemeroteca (acervo de revistas e periódicos) com mais de mil títulos, incluindo raridades do século passado. Sobre etnia, temos o Museu Afro-Brasileiro, no Parque do Ibirapuera. Num ambiente que deixa o visitante completamente envolvido pela cultura afro há um acervo de três mil obras entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, livros, vídeos e documentos, de artistas e autores brasileiros e estrangeiros, que resgatam a memória do negro no Brasil. O espaço abriga também uma loja com produtos artesanais. No Ibirapuera tem ainda o Pavilhão Japonês. O seu prédio principal representa a arquitetura nipônica.




Todo material envolvido na obra e no jardim foi trazido do Japão. O Salão de Exposição de Arte Japonesa mantém em seu acervo roupas de samurais, esculturas do século XI, estatuetas e vasos de várias dinastias. O Salão Nobre possui 80m² e fica a dois metros do chão. Tem também o Museu da Imigração Japonesa do Brasil, inaugurado em 1978 em comemoração ao 70º aniversário da imigração. A área é dividida em três andares: em dois estão documentos e objetos que abrangem da assinatura do Tratado de Amizade Brasil/Japão à chegada dos primeiros imigrantes e os núcleos coloniais. O último enfoca os 50 anos pós-guerra tratando sobre as mudanças da comunidade nikkei, a vinda das empresas japonesas e a contribuição dos nipo-brasileiros para o Brasil. A biblioteca e o acervo somam mais de cinco mil objetos, 28 mil documentos escritos (entre diários, livros, jornais, revistas) e cerca de 10 mil fotos relacionadas aos imigrantes japoneses. O Memorial do Imigrante está localizado em um dos poucos edifícios centenários da cidade de São Paulo.




O passeio de Maria-Fumaça é um charme a parte, que concretiza as informações que o visitante tem durante a visitação do Memorial. Além da pesquisa, coleta, documentação, preservação e divulgação do acervo documental de Estado, há também o desenvolvimento de projetos de apoio às comunidades de imigrantes estimulando a consciência de preservação e divulgação dos testemunhos de suas culturas. A programação do Memorial da América Latina é ainda mais diversificada: dança, exposição, música, palestra, teatro, cinema, biblioteca e tudo que envolver manifestações artísticas e científicas latino-americanas. Vale a pena visitar também - Quem quer saber mais sobre a produção audiovisual brasileira não pode deixar de conhecer a Cinemateca. Mais de 200 mil rolos de filmes, além de livros, roteiros, cartazes e fotografias fazem parte do acervo. Entre 6 de outubro e 6 de novembro acontece a 3° Mostra Cinema e Direitos Humanos da América do Sul. Em comemoração aos 60 anos da Declaração dos Direitos Humanos das Nações Unidas, serão exibidos filmes que falam sobre os direitos elementares.




E quem passa pela Avenida Europa não deixa de apreciar duas grandes obras do Museu Brasileiro de Escultura (Mube): Coluna da Primavera, de Francisco Brennand e A Grande Coluna, de Caiporé Torres. Essas obras surpreendem pelo tamanho e beleza. Além das exposições convencionais e dos cursos, ele tem um charme extra: a feira de antiguidades que acontece todos os domingos. Quem gosta e precisa fazer pesquisas tem um grande aliado: o Arquivo do Estado. A instituição foi idealizada em 1721 e guarda um vasto acervo de documentos antigos, além de oferecer apoio aos pesquisadores e ter programas de orientação a professores.
Outro espaço imperdível para quem gosta de saber sobre o passado, mas sem se desligar do presente nem ficar por fora das novas tendências é o Museu da Casa Brasileira. O local expõe mobiliário antigo e promove debates sobre o que há de mais moderno em design, além de receber grupos musicais em apresentações dominicais. Foi por uma iniciativa do MCB que o Prêmio de Design foi criado e agracia profissionais desde 1986. A premiação e abertura da exposição com vencedores e selecionados será no dia 2 de dezembro. A Fundação Maria Luiza e Oscar Americano tem uma particularidade: o museu era a casa de uma família brasileira e o acervo é basicamente composto pelos quadros, esculturas, móveis e tapeçaria que eram do casal. Tem também peças que pertenceram a D. Pedro I, arrematadas em leilões. Os mais antenados não podem deixar de visitar também o Museu de Arte Contemporânea (MAC). Lá é possível contemplar obras de artistas como Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Brecheret, Tarsila, Rego Monteiro, Portinari, Oiticica, De Chirico, Modigliani, Boccioni, Picasso, Chagall, entre tantos outros.
Sites: www.cidadedesaopaulo.com www.fiquemaisumdia.com.br www.spturis.com www.anhembi.com.br

Nova Arte Nova no CCBB | Rio de Janeiro

CCBB apresenta a nova geração de artistas brasileiros, em exposição que terá catálogo com textos de cinco jovens críticos. A diversidade da arte contemporânea brasileira produzida por uma geração de jovens artistas nesta primeira década no século XXI será exibida na mostra Nova Arte Nova, no Centro Cultual Banco do Brasil Rio de Janeiro, de 21 de outubro a 4 de janeiro de 2009, dentro das comemorações dos 200 anos do Banco do Brasil. Com a participação de artistas em torno de 30 anos, é uma exposição que manifesta por parte do CCBB, da curadoria de Paulo Venancio Filho, e da FazerArte, produtora da mostra, uma confirmação da relevância e originalidade da produção artística brasileira mais recente. A Nova Arte Nova irá ocupar todo o espaço expositivo do CCBB, com obras de 57 artistas nascidos em 14 estados, de Goiás a Pernambuco, do Pará ao Rio Grande do Sul, abrangendo cinco regiões do país. Serão mais de cem obras, a maioria inédita, com linguagens e técnicas diversas: da pintura ao vídeo, da colagem às instalações sonoras, da escultura ao desenho.


A mostra será a primeira apresentação abrangente e completa desta nova geração de artistas pioneiros do novo século, alguns dos quais já evidenciados em mostras e exposições no Brasil e no exterior, inclusive Bienais. No catálogo da exposição, textos da nova geração de críticos brasileiros, uma outra iniciativa inédita. Para o curador Paulo Venancio Filho, mais do que apresentar trabalhos individuais, a exposição Nova Arte Nova pretende sintetizar aspectos e possibilidades de uma mesma geração de jovens artistas brasileiros no confronto com o processo global do circuito de arte. “São artistas que absorvem e reagem às variadas direções artísticas globais, mas formados com uma consciência crítica de sua história e importância, que vem do reconhecimento da arte brasileira como partícipe do processo mundial. Mostrar esta nova geração pressupõe apresentar as possibilidades que estes artistas experimentam – as mais diferentes possíveis de qualquer outro período histórico.




E, embora explorem assuntos e linguagens diversas, apresentam uma forte consistência artística, um núcleo que segue uma coerência própria. Assim, a diversidade pode, efetivamente, ser apreciada verdadeiramente como um panorama coerente e esclarecedor”. O arco de interesses dos artistas convidados mostra a heterogeneidade e multiplicidade das investigações artísticas contemporâneas. E diversidade não está só no tema, assunto ou conteúdo, mas também nas linguagens e nas mídias nas quais o trabalho irá aparecer: instalações, fotografias, vídeos, objetos, pinturas, performances, etc. Mesa redonda e palestras.: Incluem o projeto da Nova Arte Nova a realização de uma mesa redonda, com a participação dos novos críticos brasileiros - Luisa Duarte, Marisa Flórido, Daniela Labra, Guilherme Bueno e Cauê Alves – além de duas palestras com convidados estrangeiros - Briony Fer, da Modern and Contemporary art, e Ann Gallagher, da Tate Moden - que irão refletir sobre a arte contemporânea neste novo contexto histórico, em que a produção nacional ganha um reconhecimento inédito no exterior. Obra de referência.: O catálogo da mostra, com cerca de 200 páginas, em edição bilíngüe, trará textos dos novos críticos brasileiros, reunindo sínteses biográficas e imagens de obras expostas de todos os artistas. Essa peça gráfica se constituirá em obra de referência sobre a arte contemporânea no Brasil, na primeira década do século 21.A exposição Nova Arte Nova será exibida também no CCBB de São Paulo, de janeiro a abril de 2009.





Exposição Nova Arte Nova, de 21 de outubro a 4 de janeiro de 2009, de terça a domingo, das 10h às 21h, no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, Rua Primeiro de Março, 66 , Centro do Rio de Janeiro (RJ). Tel: (21) 3808-2020 www.bb.com.br Entrada franca .

Exposição destaca amizade de marchand com ícones do século 20

O marchand francês Aime Maeght não foi apenas amigo de alguns dos maiores artistas do século 1920.Ele foi também assessor, patrono e editor de artistas como Miro, Braque e Giacometti. Quando sua galeria em Paris foi aberta, em 1945, ela simbolizou o novo espírito nas artes, após os tempos sombrios da 2a Guerra Mundial e da ocupação alemã. Uma nova exposição na Royal Academy de Londres sobre Maeght e sua família reúne grandes obras com artefatos pessoais para destacar a jornada do marchand, de proprietário de uma lojinha de rádios em Cannes para influente galerista, colecionador e marchand. A jornada começou em 1941, quando o pintor Pierre Bonnard conheceu Maeght e sua mulher, Marguerite, na loja Arte, que também abrigava uma gráfica e agência de publicidade, e pediu que imprimissem um pôster. Marguerite convenceu Bonnard a lhe confiar algumas de suas telas para vender, levando o artista a encorajar o casal a abrir uma galeria em Paris, pouco após o fim da 2a Guerra Mundial. Henri Matisse passou tempo com a família Maeght durante a guerra, na relativa calma do sul da França, e produziu obras para a exposição inaugural da Galeria Maeght em 1945.
Maeght via Bonnard e Matisse como mentores, mas também teve uma amizade estreita com o artista catalão Joan Miro, o americano Alexander Calder, o co-fundador do cubismo Georges Braque e o escultor suíço Alberto Giacometti. "Decidimos nos concentrar em quatro dos grandes artistas do século 20 que estão ao cerne da história da família Maeght", disse a curadora da exposição, Ann Dumas, ao lado do filho e dos três netos de Aime Maeght.
IMAGENS RARAS EM FILME
Um dos principais eventos da Galeria Maeght em seus primeiros anos de vida foi a Exposição Surrealista Internacional de 1947, que marcou o retorno do movimento a Paris após a guerra e destacou obras de Miro. Algumas das esculturas mais famosas de Giacometti estão na exposição, incluindo a grande "Mulher em Pé I" e uma obra-prima anterior, "Mulher-colher", criada nos anos 1920. A mostra também tem móbiles e esculturas de Calder, pinturas importantes de Miro e Braque e uma parede dedicada a capas da revista de arte "Derrière le Miroir", publicada pelos Maeght entre 1946 e 1982. Chagall, Leger e Kandinsky aparecem nas capas, revelando a importância dos Maeght no mundo da arte.
O que torna a exposição tão singular, disse Dumas, é a combinação de grandes obras e vitrines contendo artefatos pessoais ligados à família Maeght e aos artistas, muitos dos quais nunca antes foram expostos. Eles incluem imagens em filme feitas pelo filho então adolescente de Aime, mostrando Matisse pintando um retrato de Marguerite. Em outra, Giacometti é visto dançando e brincando com as crianças da família Maeght numa sala ensolarada. Aime Maeght, que estudou litografia quando jovem, incentivou seus artistas a trabalhar com mídias diferentes, e a última sala da exposição contém grandes litografias criadas por Miro em sua velhice.

MUSEU DO CARAMULO - A paixão de coleccionar retalhos da história automóvel

Dois irmãos, Abel e João de Lacerda, fundam nos anos cinquenta, um invulgar museu, numa pequena povoação chamada Caramulo, situada numa montanha no centro de Portugal, com luxuriante vegetação, virada a Sul, sobre um vale extenso de 80 km: o mais vasto panorama do país.
Abel de Lacerda, apaixonado pela arte, constrói um edifício, com os mais modernos conceitos de museologia, para expor uma invulgar colecção de objectos de arte constituída por 500 peças de pintura, escultura, mobiliário, cerâmica e tapeçarias, que vão da era Romana até Picasso.
João de Lacerda tinha como paixão os automóveis por isso constrói outro edifício, anexo ao primeiro, vocacionado para expor 100 viaturas de quatro e duas rodas, dentro do princípio de que todos os veículos pudessem sair facilmente, para exibição e conservação.
Com a morte prematura de Abel de Lacerda em 1957, criou-se a Fundação Abel de Lacerda, hoje Fundação Abel e João de Lacerda, proprietária dos dois museus de Arte e Automóveis, abertos ao público todo o ano. Mais de 1 milhão de visitantes entraram neste meio século, no Museu do Caramulo.

O Mercedes blindado que Salazar recusou

Uma das viaturas em exposição, e uma das mais importantes da colecção do museu é o Grosser W07, da Mercedes-Benz, produzido pela marca alemã entre 1930 e 1938, na época era o maior e mais caro modelo da Mercedes.
Das 117 unidades que saíram da fábrica de Unterturkheim, 42 tinham uma carroçaria pullmann blindada. O imperador japonês Hiroito adquiriu três e, em 1938, o Estado português encomendou dois ao agente da Mercedes em Portugal, a Sociedade Comercial Mattos Tavares.
Os dois automóveis foram matriculados em Portugal em Junho de 1938, em nome da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE), a antecessora da PIDE, tendo sido postos à disposição do Presidente da República, general Óscar Carmona, e do Presidente do Conselho de Ministros, António de Oliveira Salazar, como medida de segurança face ao atentado bombista contra Salazar no dia 4 de Julho de 1937, na avenida Barbosa do Bocage, quando o ditador se deslocou, como habitualmente, à missa no Buick que utilizava.
O Presidente do Conselho não foi ouvido sobre a compra dos veículos, manifestando o seu descontentamento, continuando a utilizar o Buick, enquanto que o Mercedes era utilizado pelo motorista Raul para transportar visitas ao palácio de São Bento, só tendo sido utilizado em cerimónias oficiais para transportar o Generalíssimo Franco, por ocasião da sua visita a Portugal em 1949.

Adquirido pelos bombeiros

Em 1955, o conta-quilómetros acusava apenas 6 mil kms quando o Mercedes foi vendido em hasta pública, sendo adquirido pelos Bombeiros Voluntários do Beato e Olivais, que tencionavam transformá-lo em ambulância. O custo da transformação era elevado, e por isso o projecto foi colocado de lado, tendo sido comprado em Junho de 1956 por João Lacerda, para ser exposto no Museu Automóvel do Caramulo, onde ainda pode ser admirado, quer na sala de exposições, quer mesmo nos arruamentos para onde sai algumas vezes para rodar e preservar a mecânica.
Quando chegou ao Caramulo, não necessitou de qualquer restauro. A pintura, os cromados, os estofos em couro e até os pneus estavam em perfeitas condições. Por isso, é considerado um dos exemplares do Grosser W-07 melhor preservados em todo o mundo.

Peugeot 19 de 1899

Trata-se do mais antigo automóvel português em condições de circulação e pode ser igualmente apreciado no Museu do Caramulo. O Peugeot 19 foi uma das paixões de João Lacerda, e compreensível, pois é um raro exemplar.Crê-se que a Peugeot terá produzido apenas 75 unidades do modelo 19 entre 1897 e 1902. Na época eram automóveis sofisticados, equipados com motores traseiros de 5 e 8 hp, e robustas rodas de raios, feitas da experiência da marca na produção de bicicletas e triciclos.
Em 1963, João Lacerda descobriu um destes modelos (produzido em 1899), com uma carroçaria “Victória”, nos armazéns que a Câmara Municipal de Lisboa tinha na Avenida da Índia.
Pouco sabia sobre este automóvel, que se pensa terá sido um dos dez primeiros a ser importados para o nosso país, embora se desconheça o nome do primeiro proprietário.
Tinha sido desprovido de todos os órgãos mecânicos, e estava inventariado como “carruagem”. A sua compra só poderia ser feita em hasta pública, um processo que demorou cerca de dois anos. Mas, em 1965 foi incluído na lista de objectos a ser vendidos pela edilidade, tendo sido adquirido por João Lacerda por 5250$00, um valor que surpreendeu muito boa gente porque o Mercedes Blindado de Salazar havia sido vendido ao mesmo por 6000$00.
O restauro foi um longo trabalho de paciência. Durou doze anos, ao longo dos quais foi adquirido em França um motor da época, que teve de ser reparado. Mas o mais difícil foi conseguir a autorização do Museu Henri Malartre de Rochetaillée para desmontar uma caixa de velocidades para conseguir realizar os moldes e desenhos para as peças que foram fundidas em Portugal, onde também foi construído um radiador em serpentinas de cobre e o aparelho de lubrificação gota-a-gota, para já não falar nos pneus que a Michelin produziu de acordo com os planos da época.
Renasceu, assim, o Peugeot 19, que é o mais antigo automóvel em condições de circulação no nosso país, estando registado no ‘Veteran Car Club of Great Britain’ desde 30 de Abril de 1975.
Em 1977 e 1988 alinhou à partida do Rali Londres-Brighton, tendo percorrido os 100 km entre as duas cidades sem quaisquer problemas. Hoje, apesar dos seus cerca de 110 anos de idade, continua a sair regularmente pelos arruamentos do Caramulo, para conservação mecânica.

Palácio de Belém expõe obras encomendadas a artistas portugueses para assinalar implantação da República

Uma exposição de obras de arte contemporânea encomendadas a oito artistas portugueses, entre eles Julião Sarmento e Paulo Catrica, vai ser inaugurada sábado no Palácio de Belém, no âmbito das comemorações da implantação da República. "18 Presidentes, Um Palácio e Outras Coisas Mais" é o título da exposição - comissariada por Miguel Amado - que mostrará também obras de Joana Vasconcelos, Noé Sendas, Pedro Calapez, Rita Sobral Campos, Rodrigo Oliveira e Susana Mendes Silva. Esta é a segunda de uma série de exposições promovidas pela Presidência da República para abordar o tema do poder e a política em geral, e, em particular, a República Portuguesa e o Palácio de Belém. Para criar as obras, os artistas inspiraram-se na representação de Portugal como uma das funções mais importantes do cargo do Presidente da República, em vez de explorar a habitual questão da identidade nacional.
As peças abordam, entre outros aspectos, a divulgação dos ideais republicanos, os registos alternativos à historiografia oficial, as tradições culturais da ditadura, a monumentalidade da arquitectura de Estado, os usos massificados da bandeira nacional, as mitologias associadas ao 25 de Abril de 1974, a glorificação da imagem dos Presidentes da República, e a afinidade entre o campo artístico e a esfera governamental. Com estas exposições, a Presidência da República pretende, ao mesmo tempo, dar a conhecer o Palácio de Belém e promover uma consciencialização do significado da efeméride, que se celebra a 05 de Outubro. Executadas em diversos meios de expressão - desde a escultura ao vídeo, da pintura à fotografia, e também a performance, um blogue, a edição de um jornal e uma intervenção no catálogo - estas obras traçam igualmente uma panorâmica das tendências estéticas e éticas da sociedade actual. Para a exposição, com inauguração prevista para sábado, às 18:00, foi criado um catálogo de 120 páginas a cores que reproduz as obras expostas, inclui um ensaio de Miguel Amado e uma mensagem do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

Exposição retrospectiva de Paula Rego é inaugurada sexta, em Algés, com a presença da pintora

Uma exposição retrospectiva da obra de Paula Rego, com obras criadas desde os anos 50 até à actualidade, vai ser inaugurada sexta-feira no Centro de Arte Manuel de Brito - CAMB, em Algés, com a presença da pintora.
De acordo com o CAMB, Paula Rego, uma das mais conceituadas artistas plásticas portuguesas, estará presente na inauguração, pelas 18:30, no Palácio dos Anjos, onde também estarão outros artistas representados numa exposição paralela, intitulada "Anos 80".
A exposição "Anos 80" reunirá obras de um conjunto de artistas com trabalho importante desenvolvido na década de oitenta, tais como António Dacosta, Nadir Afonso, Júlio Pomar, Graça Morais, Nikias Skapinakis e José de Guimarães, entre outros.
O CAMB foi criado com base na Colecção Manuel de Brito depois da morte do galerista, que acompanhou desde o início a evolução da carreira de Paula Rego, e que viria a criar um importante acervo de obras da artista, ainda hoje representada em Portugal pela Galeria 111.
A retrospectiva sobre Paula Rego, com obras que mostram uma grande diversidade temáticas, suportes e técnicas, permite uma leitura da evolução do trabalho da pintora no decorrer deste período.
Na selecção da exposição "Anos 80" - que inclui ainda obras de Júlio Pomar, Costa Pinheiro, Ângelo de Sousa, David de Almeida e Albuquerque Mendes - é possível observar o retorno generalizado às práticas disciplinares mais tradicionais que caracterizaram este período, como a pintura e a escultura.
Na inauguração das duas exposições - que poderão ser vistas pelo público entre 04 de Outubro e 18 de Janeiro de 2009 - também estarão presentes artistas como Graça Morais, Ana Vidigal e Eduardo Batarda.

Coleção de arte de Yves Saint Laurent será leiloada

A coleção de arte do falecido estilista Yves Saint Laurent, uma das melhores coleções em mãos privadas, será vendida em leilão, com 300 milhões de euros em lucros a ser revertidos para caridade, disseram os organizadores do leilão na sexta-feira. Formada ao longo de décadas por Saint Laurent e seu parceiro Pierre Bergé, a coleção abrange desde obras-primas chinesas até telas de Picasso, Matisse e Degas, além de tesouros Art Deco e esculturas barrocas e da antiguidade romana. "É uma das mais suntuosas coleções particulares de nossos tempos, um paradigma francês de qualidade e bom gosto", disse a casa de leilões Christie's, que estima que as obras irão render entre 200 e 300 milhões de euros (293 a 439 milhões de dólares).
O leilão acontecerá em Paris entre 23 e 25 de fevereiro de 2009.
Saint Laurent, cujas criações revolucionaram a moda feminina, morreu em junho aos 71 anos e legou sua parte na coleção à fundação beneficente que criou em conjunto com Bergé, seu companheiro de anos e administrador de seus negócios. Bergé disse que decidiu vender a coleção inteira e doar o dinheiro obtido a uma fundação nova dedicada a ajudar as pesquisas médicas e o combate à Aids. "Se há uma coisa nesta coleção da qual me orgulho, é o padrão de exigência que Yves Saint Laurent e eu sempre aplicamos à aquisição de objetos", disse ele em coletiva de imprensa dada em Paris. Alguns dos destaques da coleção são a obra de Picasso de 1914 "Musical instruments on a gueridon", estimada em entre 30 e 40 milhões de euros, várias obras do pintor francês Henri Matisse e algumas esculturas de bronze chinesas raras do século 18. "Eu jamais teria imaginado que algum dia pudéssemos organizar um leilão como este", disse ao KULTURIART, Thomas Seydoux, diretor do departamento de arte moderna e impressionista da Christie's. "A origem, idade, data, estado de conservação e 'pedigree' destas obras, tudo é excepcional." A coleção estava abrigada num apartamento em Paris para o qual Saint Laurent e Bergé se mudaram em 1972. Bergé, que tem 77 anos e é diretor de uma famosa casa de leilões parisiense, disse que preferiu que a coleção fosse vendida, em lugar de ser doada a um museu. "Posso viver muito bem sem uma coleção", disse ele. "Yves Saint Laurent e eu começamos a viver 50 anos atrás sem esta mobília e esses quadros, e, acreditem, éramos muito felizes."

Quatro artistas representam Portugal em exposição internacional na Finlândia

Os artistas Carole Purnelle, Gabriel Garcia, Mara Castilho e Nuno Maya representam Portugal na exposição internacional itinerante "Mobility-Re-reading the future" (Mobilidade-re-leitura do futuro), que quarta-feira abre ao público em Helsínquia. A exposição tem dois núcleos e reúne 20 jovens artistas europeus que realizaram em Maio último, num atelier de Praga, um trabalho conjunto, em várias disciplinas artísticas - vídeo, instalação, pintura, fotografia, escultura, arquitectura e multimédia interactiva. Os 20 artistas foram convidados pelos curadores da mostra a realizar obras que "reflectissem a sua identidade cultural nacional e a sua percepção acerca do estado da arte actual". Entre os comissários figura o português Carlos Cabral Nunes, director da Perve Galeria, em Lisboa. Portugal foi um dos cinco países convidados para a mostra, sendo os restantes a Bulgária, Polónia, Turquia e República Checa. Os trabalhos estarão patentes em duas galerias integradas na Academia Finlandesa de Belas Artes em Helsínquia até 19 de Outubro, sendo em seguida mostrados em Lisboa, no Panteão Nacional. Na capital portuguesa, a exposição poderá ser vista no âmbito do segundo encontro de Arte Global, organizado pelo Colectivo Multimédia Perve, entre Novembro deste ano e Janeiro de 2009.

Estátua de Davi 'pode rachar' por causa do turismo

A famosa estátua de Davi, de Michelangelo, pode ser destruída por causa de sua exposição ao turismo de massa, segundo especialistas italianos. Eles dizem que a enorme estátua do guerreiro nu corre perigo por causa de seu tamanho, forma e da fragilidade do mármore em que foi esculpida. Mas eles alertam que o maior risco vem dos passos dos muitos visitantes que passam pela obra todos os dias na Galleria dell'Accademia de Florença. Os especialistas da Universidade de Perugia querem proteger a escultura criando uma maneira de isolá-la das vibrações, o que custaria cerca de um milhão de euros, o equivalente a R$ 2,6 milhões. O projeto vem depois de um detalhado estudo da estátua de Davi, que revelou que rachaduras restauradas quatro anos atrás - na época do aniversário de 500 anos da obra de Michelangelo - já haviam reaparecido. A própria restauração gerou polêmica porque envolvia o uso de água destilada para a limpeza da estátua, o que, segundo os críticos, podia danificá-la.
História A escultura de Davi é vista como um ícone praticamente desde que foi terminada, no auge do Renascimento. Na época, ela era vista como um poderoso símbolo dos ideais políticos republicanos de Florença: Davi era o jovem guerreiro que derrubou o gigante Golias na história bíblica do Velho Testamento. Quando foi exposta pela primeira vez, a estátua foi atacada pela multidão e, em 1991, ela foi danificada por um pintor com problemas mentais. Davi também se tornou uma imagem quase onipresente no mundo. Suas cópias podem ser vistas adornando de cassinos em Las Vegas a bares à beira da praia no Mediterrâneo.

Weltliteratur - Madrid, Paris, Berlim, São Petersburgo, o Mundo!

Será que podemos expor a literatura? Como fazemos com uma escultura ou pintura? Esta pergunta foi o ponto de partida desta exposição que em 11 salas autónomas tem como protagonista principal Fernando Pessoa e os escritores da sua geração. Até 4 de Janeiro de 2009 na Fundação Gulbenkian, em Lisboa. "Weltliteratur" é o termo usado por Goethe para falar das características cosmopolitas e transnacionais da literatura. Esta exposição pega nessa palavra mas em subtítulo, acrescenta um verso de Cesário Verde - "Madrid, Paris, Berlim, São Petersburgo, o Mundo!". Vamos poder ver textos seleccionados mas não só - pinturas, fotografias, esculturas e alguns documentos inéditos de Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros, Teixeira de Pascoaes, Camilo Pessanha, Vitorino Nemésio, entre outros. O espaço, dividido em 11 salas, foi especialmente concebido para esta exposição pelos arquitectos Manuel e Francisco Aires Mateus.

Viagem insólita por obras de carne e osso

Cadáveres, dezesseis deles, e 225 órgãos humanos verdadeiros serão expostos, a partir de sábado (27), no Museu Histórico Nacional. Dispostos com o objetivo de proporcionar uma lição de anatomia para leigos, além de apregoar hábitos saudáveis, os itens de Corpo Humano - Real e Fascinante não são programa para qualquer um. Impressionam, provocam repulsa, mas já foram vistos por mais de 2 milhões de pessoas mundo afora - 450.000 só na última escala, em São Paulo. Criada pelo médico americano Roy Glover, a exposição reúne corpos e órgãos embalsamados, desidratados e submetidos a um processo conhecido como polimerização. Aplicações de silicone líquido deixam o material inodoro, com aparência e textura de plástico. Glover dividiu a exibição em módulos sobre o esqueleto, o sistema muscular e daí por diante. "Órgãos saudáveis e doentes, afetados pelo álcool ou pelo cigarro, por exemplo, são expostos lado a lado para ressaltar a importância de manter bons hábitos", explica a produtora Stepanhie Mayorkis, responsável pela mostra no Brasil.

Corpo Humano - Real e Fascinante. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/nº, Centro, 2550-9220. Terça a domingo, 9h às 18h. R$ 40,00. Até 1º de fevereiro de 2009. A partir de sábado (27). www.corpohumanorio.com.br.

New Paintings

O alemão Peter Zimmermann apresenta novas pinturas e esculturas, nas quais utilizou, mais uma vez, o seu material de eleição: a resina "epoxy". Até 8 de Novembro na Galeria Filomena Soares, em Lisboa.A trabalhar desde a segunda metade da década de 80, Zimmermann (n.1956, Duisburg - Alemanha) tem vindo a construir um corpo de trabalho que apesar de utilizar o suporte da pintura e escultura tem raízes conceptuais muito fortes ligadas à história da arte e ao próprio acto de pintar. Nesta nova exposição, o artista apresenta telas e esculturas realizadas entre 2007 e 2008, que cruzam uma acção pensada, conceptual com o expressionismo abstracto da aparência final das suas obras.

Escolas Superiores de Música e Belas-Artes

Quem quer tornar-se artista ou músico, pode estudar numa das 56 escolas superiores reconhecidas nestas áreas na Alemanha. Essas escolas têm como objetivo preparar os jovens Beuys e Beethovens do futuro e estão somente abertas aos estudantes de talento que conseguem passar por difíceis exames de admissão.

Candidatos às faculdades de artes devem apresentar um dossiê com trabalhos próprios, sendo então eventualmente convocados para um teste de habilidade específica. Este inclui uma série de tarefas tanto de caráter artístico prático como de programação visual. Em determinados casos, é possível iniciar o estudo superior de artes plásticas sem apresentação do Abitur ou outro certificado equivalente de conclusão do ensino médio. Informações sobre os pré-requisitos para admissão, como tipo e quantidade dos trabalhos a serem apresentados, podem ser obtidas junto às respectivas instituições. Concentrações por áreaO núcleo dessas academias é formado pelos cursos de Pintura, Gravura, Design e Decoração, Escultura e licenciatura em Artes Plásticas. Arquitetura, Cenografia, Cerâmica, Pintura em Vidro, Restauração ou Arte Multimídia completam a oferta, a qual varia de instituição para instituição. Algumas escolas concentram-se em determinadas áreas. Um exemplo é a Escola Superior de Gravura e Artes do Livro de Leipzig, a primeira a oferecer na Alemanha, em 1983, um curso de formação em Fotografia. Ainda hoje essa instituição constitui um membro de ligação com a indústria livreira, de grande tradição em Leipzig.

Os cursos de Artes Aplicadas costumam ser concluídos com um diploma (Diplom), enquanto os de Belas-Artes geralmente prescindem de um certificado de nível superior. Diferentes disciplinasO estudo numa escola de Música inclui não apenas disciplinas artísticas, como Formação Instrumental, Canto, Composição e Regência – algumas faculdades oferecem ainda Música Sacra, Jazz, Dança e Direção de Teatro Musical –, como também Pedagogia Musical e licenciatura em Música. Os testes de habilidade específica servem para avaliar – de forma oral e escrita – o grau de proficiência do candidato em percepção musical e harmonia, assim como em seu instrumento ou canto. Os cursos de formação de professores exigem a apresentação do certificado Abitur ou equivalente, enquanto para o campo artístico a aptidão específica pode ser adotada como crítério decisivo.

Alonso mostra dotes de pintor ao prestigiar 'Cow Parade'

Bicampeão do mundo na Fórmula 1, Fernando Alonso mostrou seus dotes de pintor na manhã desta sexta-feira, ao participar da chamada "Cow Parade", mundialmente famoso evento de arte de rua que chega a Madri.
As irreverentes vaquinhas coloridas já percorreram as principais cidades do planeta, como Nova York, Londres e São Paulo. O evento reúne empresas, artistas locais e o terceiro setor.
Acostumado a acelerar com as mãos no volante de sua Renault, desta vez Fernando Alonso empunhou spray e caneta para estilizar uma das esculturas da "Cow Parade" com as cores da equipe francesa.
O espanhol "lembrou" famosos compatriotas do campo das artes, como Pablo Picasso, ícone do cubismo, e Salvador Dalí, um dos mais famosos surrealistas.
Com 28 pontos ganhos, o bicampeão do mundo ocupa a sétima colocação do Mundial. A próxima prova da Fórmula 1 acontece no dia 28 de setembro, em Cingapura.

Camané escolhido para a exposição de World Music WOMEX

  • O fadista Camané integra a selecção oficial da WOMEX 2008 (World Music Expo), feira internacional que, todos os anos, pretende mostrar o que foi feito na música de cariz regional ou étnico – conhecida como World Music.
O evento vai realizar-se em Sevilha, de 29 de Outubro a 2 de Novembro. Em edições anteriores, foram seleccionados os portugueses Mariza, Ana Sofia Varela, Sara Tavares e os Gaiteiros de Lisboa. A feira deste ano vai juntar cerca de três mil profissionais da indústria da música e do entretimento, em representação de 90 países. Camané, que em Abril editou um novo álbum com inéditos de Luís Macedo e Alain Oulman, foi distinguido, em 2006, com o Prémio Amália Rodrigues para o Melhor Fadista. O cantor começou a mostrar os seus dotes no fado quando ainda era uma criança. Venceu por duas vezes a Grande Noite do Fado, nas categorias Júnior e Sénior."Acordem as guitarras", "Filosofias", "Resta contínua saudade", "Esquina de rua", "Ela tinha uma amiga", "A minha rua", "Escada sem corrimão", "Saudades trago comigo", "Eu não me entendo" e "Sei de um rio"(canção do seu último álbum) são os principais êxitos de Camané.Recentemente, o fadista integrou o elenco do filme "Fados", de Carlos Saura, e participa na série documental "Trovas antigas, saudade louca", que Carlos do Carmo apresentará no próximo ano na RTP1.

Artista do formol com novo recorde



  • Damien Hirst soma e segue indiferente a polémicas

Damien Hirst, o artista vivo mais cotado no mercado internacional, tão famoso pelas suas instalações de animais mortos conservados em formol como pelo método de venda directa em hasta pública, acaba de estabelecer novo recorde. Em dois dias de leilão arrecadou 140 milhões de euros e, só no primeiro, ficou titular da maior soma paga num só dia de leilão de obras de um só artista: 89 milhões de euros, por 56 obras, superando Picasso, com 14 milhões de euros, por 88 . Aconteceu na segunda-feira, na Sotheby’s de Londres, onde Hirst sujeitou a leilão directo 223 peças, dispensando agentes e galeristas, num claro desafio ao sistema de comissões que pode chegar aos 50 por cento e que considera abusivo.


Trata-se de mais um acto polémico de quem faz da polémica o seu melhor marketing, sendo por isso acusado de trabalhar por amor ao lucro e não à arte. "A maioria dos artistas precisa dos galeristas para dar a conhecer a sua arte", comenta a propósito deste acto de insurreição Pedro Cera, presidente da Associação Portuguesa de Galerias de Arte. Artista da arte ou do lucro, certo é que aos 43 anos Hirst é uma das 150 pessoas mais ricas do Reino Unido com uma fortuna avaliada em 706 milhões de euros, sendo 40 vezes mais rico do que Cristiano Ronaldo e estando a um nível equivalente a um sexto da fortuna de Américo Amorim, o número um do ranking das fortunas nacionais.

JÓIA DA COROA POR 13 MILHÕES A jóia da coroa dos dois dias que durou o leilão de Damien Hirst foi ‘O Bezerro de Ouro’. Com uma base de licitação entre 10 e 16 milhões de euros, foi arrematada por 13 milhões. Um tubarão conservado em formol, ‘O Reino’, foi arrematado por 12 milhões de euros.

PERFIL Damien Hirst, 43 anos, natural de Bristol, Reino Unido, começou a sua carreira na década de 90 e é dele a obra de artista vivo mais bem paga de sempre: 35 milhões de euros custou a caveira cravejada de diamantes (em cima com o artista). Além da instalação, seu cartão-de-visita, Hirst é também pintor e escultor. Tem na morte o denominador comum da sua obra e é um filantropo, tendo participado com Bono, dos U2, em leilões a favor das vítimas da sida.

Exposição em São Paulo reúne obras de 11 importantes artistas plásticos contemporâneos

Entre os dias 22 de setembro e 5 de outubro a galeria Area Artis apresenta a exposição “Identidade x Reflexões”. A mostra, que apresenta 20 obras entre pinturas e esculturas, leva a assinatura da prestigiada produtora e curadora Carmem Pousada. Chamam atenção a diversidade e o refino das técnicas utilizadas em cada uma das criações. Entre os 11 artistas contemporâneos figuram nomes como Drica Queiroz e Virgínia Sé – detentoras de importantes premiações internacionais nos salões de arte mais badalados da Europa e ainda Alê Prade (artista e músico) e Miriam Rigout – cujas últimas criações foram selecionadas para compor uma exposição especial em Paris, França, ainda esse ano. Durante o Vernissage/coquetel, dia 22, segunda-feira, a partir das 19h30, um dos expositores, o artista plástico Alê Prade, que também é músico, fará uma apresentação especial interpretando canções e temas instrumentais. Artistas expositores em ordem alfabética: Alê Prade, Andréa Annunziata, Drica Queiroz, Ivani Castilha, Mário Marlez, Marjorie Salvagni, Miriam Rigout, Paulo Byron, Rosely Kancsuk, Vera Parente, Virgínia Sé.
Galeria Area Artis - Um espaço moderno e democrático, criado para receber as mais variadas manifestações culturais. Promove e valoriza a troca de experiências no mundo das artes, através de exposições, lançamentos de livros, saraus e encontros regulares com músicos, poetas, escritores e artistas convidados. Exposição – “Identidade x Reflexões”.: Artistas: Alê Prade, Andréa Annunziata, Drica Queiroz, Ivani Castilha, Mário Marlez, Marjorie Salvagni, Miriam Rigout, Paulo Byron, Rosely Kanczuk, Vera Parente, Virgínia Sé. Dia 22 de setembro a 05 de outubro de 208, Galeria Area Artis - Rua Normandia, 92 – Moema – São Paulo - (11) 5042-2109. Preços das peças: de R$ 2 mil a R$ 8 mil. A Galeria Area Artis funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h e sábado, das 10h às 17h. www.areaartis.com.br