This Is It Michael Jackson ?
Mistérios de Lisboa realizado por Raoul Ruiz
Música, pintura e escultura compõem cenário de “Tributo a Villa-Lobos”
Quadro de Ferjo em homenagem a Villa-Lobos. |
A exibição vai de 26 de outubro a 6 de novembro. A abertura oficial no dia 30 de outubro, das 6pm às 9pm, traz os músicos Caroline Braga, Lívia Sandoval, Daniel Duarte e Dênis Hurtado como convidados especiais. O coquetel só vai acrescentar mais brasilidade ao evento.
Curada por Alcinda Saphira, Renê Nascimento e Antônio Oliveira, a exposição traz ainda obras das portuguesas Cila Santos e Isabel Amaro, e de artistas descendentes de 7 etnias indígenas. As obras são de artistas de New Jersey, Nova Iorque e Boston, Massachusetts, e até mesmo de artistas que moram no Brasil.
De acordo com Alcinda, o tema Villa-Lobos, aliado ao incentivo do Departamento de Língua Portuguesa da ONU, torna o evento ainda mais brasileiro. O músico homenageado era um visionário, dotado de extrema criatividade e representa muito para a cultura brasileira. Dia 17 de novembro é o cinquentenário de morte de Villa-Lobos. É um verdadeiro orgulho para os artistas participar do evento.
Heitor Villa-Lobos se inspirou em sons da Floresta Amazônica e dos índios para compor as obras. Com “Africanas” (1914), descobriu uma linguagem própria, a qual se firmou quando compôs “Amazonas e Uirapuru” (1917). Autor das famosas “Bachianas Brasileiras” (1930-1945), viajou ao Norte e Nordeste brasileiros. O interior do país que tanto amava influenciou “Miudinho”, “Cair da Tarde”, “Xangô” e “Quadrilha”.
Cor e música para o maestro
O trem produzido por D. Finotto faz alusão ao “Trenzinho Caipira” do Maestro Villa-Lobos. Ed Ribeiro preferiu uma Yemanjá estilizada, e Ferjo usou de muitas cores e perspectivas, acompanhadas de um belo piano. Também não faltaram instrumentos musicais nas obras de Luciano Lima e Alexandre Emmanuel. Para Ricardo Nascimento, nada melhor do que bordados com simples casas. As notas musicais de Shizue dançam num mar vermelho.
Participam ainda Artur Moreira, Flory Menezes, Arlete Costa, Arnaldo Garcez, Astride Rosa, Júnia d’Affonseca, Deborah Costa, Maria Antônia, Sandra Romano, Lúcia Tolentino, Íris Alvarez, Laila Guimarães, Czanotti, Ce Granito e Cássia Maia. Os artistas indígenas, que trouxeram machetaria e acrílico sobre tela são Duhigo, Dhiani, Pa’saro, Sanipa, Too Xac Wa, Yupury, Tchanpan, Kawena e Iwiri-Ki. Todos eles são membros do Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura Amazônicas (IDC), batizado com o nome de um ex-aluno de Villa-Lobos.
Todos os artistas sem exceção ficaram muito entusiasmados em participar do evento. De acordo com Alcinda, alguns deles passaram dois meses em função da exposição. A curadora acredita que este trabalho possa ajudar a expandir muito mais a já positiva imagem de Villa-Lobos no mundo.
Para participar da recepção de abertura é preciso confirmar presença através do e-mail alcindas@aol.com. A entrada para a abertura oficial só sera permitida das 6pm às 7pm. A visitação é de segunda a sexta-feira, das 9am às 5pm. Por ser uma área de acesso restrito da ONU, é preciso também confirmar presença através do mesmo endereço de e-mail. “Tributo a Villa-Lobos” estará no Secretariat South Lobby da ONU, 46th Street com a 1ª Avenida.
Homenagem ao “Ciclo do Linho”
As cores da Henri Matisse Invadem a Pinacoteca de São Paulo
Organizada pela curadora adjunta do museu Henri Matisse na França, Émilie Ovaere e a curadora adjunta, Regina Teixeira, da Pinacoteca, a exposição está dividida em "Paisagens iniciais", "Naturezas mortas", "Mulheres nos interiores, odaliscas", "O gabinete de artes gráficas" e "Papéis recortados". "A Dança", o quadro mais conhecido de Matisse, não será encontrada na exposição. O motivo é que as duas versões, encontradas no Museu de Arte Moderna de Nova York e de São Petersburgo, na Rússia, têm dimensões gigantescas e por motivos logísticos inviabilizou o trâmite para São Paulo. A exposição "Matisse Hoje", apresenta mais de 80 obras entre pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e um vídeo que destaca a criação da capela em Vence, no sul da França feita por Matisse.
A exposição "Diálogos com Cinco Artistas Franceses Contemporâneos", Cécile Bart, Christophe Cuzin, Frédérique Lucien, Pierre Mabille e Phillipe Richard - participam da exposição "Matisse Hoje" e fazem um viés com as técnicas do artista explorando os temas básicos de sua arte. Pertencentes ao acervo da Pinacoteca, os trabalhos dos brasileiros Beatriz Milhazes, Rodrigo Andrade, Paulo Pasta, Dudi Maia Rosa, Felipe Cohen e Waltércio Caldas também fazem parte desta exposição.
Através das fotografias feitas por Cartier-Bresson e Man Ray que registram e documentam a forma de produzir de Matisse podemos ver o artista em seu ateliê.
Matisse possui características marcantes como a combinação única e intensa de cores, linhas, arabescos e espaço, transportadas no corpo feminino, roupas, tecidos, tapeçaria, etc.
Embora injustamente Matisse tenha sido julgado por muitos, em sua época, como um artista meramente decorativo, pois suas obras são agradáveis aos olhos e de fácil sedução, Matisse é referência no séc. XX, rivalizando, apenas com Picasso. O próprio Matisse declarava que intensionava criar uma arte que trouxesse mais "leveza" à vida.
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| Obras de Matisse em exposição na Pinacoteca de São Paulo, 2009. |
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| Exposição "Diálogos com Cinco Artistas Franceses Contemporâneos" Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2009. |
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| Natureza-Morta com Magnólia (1941) a obra preferida de Henri Matisse |
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| Milhares de pessoas já visitaram a exposição inédita no Brasil e na América Latina |
Gertrude Stein | 1905
Acervo Metropolitan Museum of Art, New York
www.ellensplace.net/gstein4.html
http://www.metmuseum.org/
Tribos das margens do rio Oma | Africa
Casal Obama escolhe quadros modernos para decorar a Casa Branca
As obras selecionadas pelo presidente Barack Obama e sua esposa Michelle foram solicitadas a cinco museus, entre eles a National Gallery of Art e o Museu da Escultura Hirshhorn, indicou a assessoria da primeira-dama.
Entre os quadros escolhidos figuram sete obras de artistas negros, entre as quais uma de Glenn Ligon, artista conceitual que explora os temas da política e da raça utilizando em suas telas textos, neón e fotos.
Frank Lloyd Wright School of Architecture
Designed by David Mares
Shelter location: Portugal
Date accepted: August 18, 2009
View this model in the Google 3D Warehouse
CBS is located at Vale dos Barris. It was designed to be an ecological and living block. In a microclimate that ranges from the dry heat to damp cold, the application of cork is a good way of thermally isolating the shelter and also providing acoustic insulation for study/sleep. The dynamic facade gives visual interaction when in living-studying mode; in rest-sleep mode it closes to provide privacy for its occupant.Colecção Berardo com novo horário
Site oficial. http://www.museuberardo.pt/
"The United States of Sobral"
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| Paris e Nova York Sob inspiração francesa, Sobral ergueu seu arco do triunfo. Agora, usa ônibus escolares americanos e incentiva a prática do beisebol. |
Encravada no sertão cearense, no Brasil, a cidade de Sobral cultiva estrangeirices com tal entusiasmo que passou a ser conhecida no resto do estado pelo título desta reportagem: "The United States of Sobral". Lá, circulam ônibus escolares americanos (originais), que, além de serem amarelos como os que se veem nos filmes, ainda trazem a inscrição em inglês: School Bus. Lá, pratica-se beisebol – ou uma versão rudimentar do jogo, segundo a confederação brasileira desse esporte. Lá, o Kentucky Derby, uma das mais tradicionais competições do circuito do turfe dos Estados Unidos, inspirou a criação do Derby Club Sobralense. A diferença é que, sob o sol do agreste, os jóqueis treinam com calção de futebol. Lá, a população apelidou o parque da cidade de "Central Park", parodiando seu congênere nova-iorquino. A veia, digamos, cosmopolita de Sobral não é nova, mas ganhou força entre 1997 e 2004, quando a cidade foi administrada por Cid Gomes, do PSB, o atual governador do Ceará. Desde então, já há quem veja semelhanças entre o Rio Acaraú, que corta a cidade, e o Hudson, que banha Nova York.
Antes de Gomes, a cidade mimetizava europeísmos, por obra e graça (muita graça) de um bispo que mandou e desmandou naquelas bandas durante a primeira metade do século XX: dom José Tupynambá da Frota. Ele queria conferir a Sobral um ar francês e, entre outros lampejos geniais, teve a ideia de homenagear Nossa Senhora de Fátima com um monumento inspirado no Arco do Triunfo, erguido em Paris por Napoleão Bonaparte, para comemorar suas vitórias militares. O monumento está localizado na Avenida Boulevard do Arco. Como tem bares e restaurantes, os sobralenses fazem uma associação imediata. "Ela lembra a Champs-Elysées de Paris", diz o colunista social Arnaud Cavalcante. Sob o domínio do socialista Cid Gomes, Sobral passou a se espelhar nos Estados Unidos. Ele começou a imaginar a aparência globalizada de Sobral em 1996, ainda na condição de deputado estadual. Escalado pela assembleia cearense para a árdua tarefa de fazer um périplo pelas câmaras legislativas americanas, Cid voltou dos Estados Unidos cheio de projetos. No ano seguinte, ao assumir a prefeitura, passou a pô-los em prática.
Seu irmão mais velho, Ciro Gomes, ajudou-o a dar os primeiros passos na americanização de Sobral. Em 1998, Ciro, que frequentou um curso de inglês básico na Universidade Harvard, convenceu uma fundação a doar 36 school buses usados para a prefeitura do irmão. O município precisou arcar somente com o frete dos veículos. Pena que houve um inconveniente: no Ceará, não existem peças nem mecânicos especializados para esse tipo de ônibus. Por isso, eles foram sendo encostados à medida que precisavam de manutenção. Dos 36 ônibus, só três ainda estão em circulação. Numa boa iniciativa, inspirada pelo empenho acadêmico do irmão mais velho, o então prefeito Cid resolveu que daria proficiência em inglês aos alunos das escolas públicas. Para tanto, instalou o Palácio de Ciências e Línguas Estrangeiras em um casarão neoclássico onde funcionou aquele que foi o clube mais elegante da cidade, o Palace. Construiu também um museu em memória da missão de cientistas ingleses que foi a Sobral em 1919, para tentar comprovar a teoria da relatividade por meio da observação de um eclipse. Hoje, o prédio abriga um relativamente bom observatório astronômico.
Sob a influência de Cid, a cidade foi adotando costumes de climas temperados. A 27 quilômetros do centro, a Serra da Meruoca, um maciço rochoso de 920 metros de altura, sofisticou-se. Em casas com lareira, os ricos aproveitam temperaturas que dizem ser 15 graus mais baixas do que a média de Sobral (30 graus), para usar seus casacos elegantes – um deles, como não poderia deixar de ser, é Cid. Nos restaurantes da Meruoca, saboreiam-se fondues, sopas e chocolate quente. E um festival de inverno oferece atividades culturais aos turistas. É a Aspen do Ceará.
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Paisagem globalizada |
No fim de sua gestão como prefeito, Cid patrocinou três equipes de beisebol e prometeu construir um campo exclusivo para a prática do esporte nas margens do Acaraú – que jamais saiu do papel. "Mas, quando ele era prefeito, nós tinhamos prioridade para usar o campo de futebol", pondera Reinaldo Marques Filho, treinador de todos os times de beisebol locais. Marques Filho é amigo de Cid desde a infância, quando eles viviam sempre alertas como escoteiros.
Esses rasgos modernizadores garantiram a Cid uma enorme popularidade. Muitos sobralenses o chamam de "El Cid" e o identificam como o redentor de uma profecia feita pelo bispo Tupynambá da Frota, o do arco do triunfo. Ao morrer, em 1959, ele previu três décadas de estagnação para Sobral – estancada pelo socialista yankee. Hoje, boa parte do maior reduto eleitoral do ex-prefeito e atual governador ainda é abastecida por carros-pipa, não fornece água tratada a toda a população nem dispõe de saneamento. Em Sobral, as principais causas de morte são as doenças infecciosas e parasitárias. Mas as ruas são iluminadas e a polícia se desloca, no confortável estilo "Miami Vice", em carrões equipados com ar-condicionado e câmbio automático. Graças à Votorantim e à Grendene, que empregam 12% da população, o comércio local é vigoroso. Cid agora quer mais um retoque à sua Nova York: metrô. No início do mês, lançou uma licitação para começar as obras. Em Fortaleza, a capital, cuja população é catorze vezes a de Sobral, o metrô local ainda não transportou ninguém. Está sendo construído desde 1999.
Very good, Cid.
“Antologia de pintura de Gabriela Diaz-Bérrio”
No Centro Cultural Dr. Marques Crespo (Estremoz) vai ser inaugurada a 19 de Setembro, a exposição temporária “Antologia de pintura de Gabriela Diaz-Bérrio”, uma organização da Câmara Municipal de Estremoz, através do seu Museu.Apresenta-nos a autora várias dezenas de pinturas a acrílico sobre tela. Os trabalhos são figurativos, plenos de cor, onde personalidades importantes do mundo das artes e espectáculo, convivem com retratos de pessoas comuns ou saídas do mundo muito próprio de Gabriela. As personagens estão em pose, ou congeladas numa expressão que permaneceu com a autora e que com habilidade conseguiu passar para a tela.
Com o retratado convivem objectos (in)animados com significância, que conferem sentido ao discurso plástico, e inteligíveis numa observação mais atenta e cuidada por parte de espectador, que assim ganha para si a tela.
O resultado e a evolução do trabalho de Gabriela Diaz-Bérrio estão então nesta exposição, que se entende e quer passar enquanto antologia.

Biografia
Dias Medievais no Castelo de Castro Marim
Emir Kusturica e The No Smoking | Marina de Albufeira
Workshop|Matt Cimber atraíu 80 participantes
O guionista, realizador e produtor norte-americano Matt Cimber, considera que “no Algarve existe muito talento para fazer cinema, que só está à espera da oportunidade certa para ser revelado”.
Para demonstrar como existe talento na região, disponibilizou-se para dirigir uma longa-metragem onde toda a equipa seja local, incluindo actores, chefias, técnicos e músicos.
Matt Cimber falava, em Faro, durante um Workshop promovido pela ALGARVE FILM COMMISSION, no passado sábado, 15 de Agosto, que atraíu 80 participantes de toda a Região, Alentejo e Grande Lisboa.
Para além de dinamizar o Workshop, esteve três dias na Região tendo visitado várias localizações em Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António, que poderão vir a ser cenários dos projectos que tem em preparação.
Durante a iniciativa diria mesmo que “vi paisagens e localizações que facilmente parecem a Califórnia ou o Sul de França, permitindo realizar aqui filmes de vários tipos”.
Matt Cimber acrescentou que “além de paisagens que se podem parecer com outras partes do Mundo, têm tudo o que está ligado à vossa história e ao património e locais únicos, como Sagres, que só existem no Algarve”.
O objectivo do Workshop promovido pela ALGARVE FILM COMMISSION foi familiarizar os participantes com o sistema de produção norte-americano, por forma a identificar as principais oportunidades que se colocam aos técnicos locais sempre que uma produção internacional seja rodada na região.
Matt Cimber começou a sua carreira nos anos 60, dirigindo teatro em Nova Iorque, tendo-se estreado como realizador de cinema em 1968. Desde então, assinou 20 longas-metragens e dezenas de documentários, tendo dirigido actores como Jayne Mansfield, Pia Zadora, Rex Harrison, Orson Welles, entre outros.
A ALGARVE FILM COMMISSION tem como objecto a promoção do desenvolvimento do sector do cinema, multimédia e audiovisual em geral, através da divulgação da Região do Algarve como local para a realização de produções audiovisuais nacionais e internacionais.
A Associação conta com o patrocínio da CCDR ALGARVE, das Câmaras Municipais de LAGOS, PORTIMÃO, TAVIRA, VILA DO BISPO e VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO, assim como com o apoio institucional da RTA – Região de Turismo do Algarve e Teatro Municipal de Faro, EM.
A nível internacional e sócia efectiva da AFCI – Association of Film Commissions Internacional, com sede nos Estados Unidos e da EUFCN – European Film Commissions Network, com sede em Bruxelas.
ABBA GOLD Encerram o Allgarve Music 09
Roger Hodgson | Allgarve 09
Zita Ferreira Braga
Artistas exploram cada vez mais a videoarte
Alguns artistas decidiram ganhar as ruas e produziram intervenções na paisagem urbana. Outros passaram a utilizar o próprio corpo como suporte artístico e converteram suas obras em performances no espaço público. Outros ainda procuraram mesclar os meios e relativizar as fronteiras entre as artes, produzindo objetos e espetáculos híbridos como as instalações e os happenings.
E houve também aqueles que foram buscar materiais para experiências estéticas inovadoras nas tecnologias geradoras de imagens. “A videoarte surge de uma crise de suportes tradicionais, como a pintura e a escultura. Na busca por uma nova forma de se expressar, os artistas incorporam o vídeo a sua linguagem e a mídia ganhou uma nova dimensão”, explica Val Sampaio, videoartista e artista plástica paraense.
Movimento através do tempo Inovações tecnológicas e a necessidade de romper barreiras permitiram a criação de mais uma forma de arte
As primeiras incursões na videoarte no país 40 anos atrás produziram uma arte instigante, independente, moderna e desvinculada de qualquer regra ou padrão pré-estabelecido, um rompimento total com os esquemas estéticos e mercadológicos da pintura de cavalete e a arte das grandes galerias e museus. O vídeo até então era associado com a televisão e aquela fita caseira das suas férias na praia quando criança, não com arte.
Era acessível e fácil de usar. Porque não tinha uma estética nem uma história, era simplesmente uma ferramenta, a videoarte não criou nenhuma expectativa. Isso permitiu os pioneiros da nova mídia, nomes como Antonio Dias, Artur Barrio, Iole de Freitas, Lygia Pape, Rubens Gerchman, Agrippino de Paula, Arthur Omar, Antonio Manuel e Hélio Oiticica, a abrir um outro capítulo na história da arte. “Houve uma sincronia entre o que aconteceu lá fora e aqui no Brasil. Acho até por razões tecnológicas inclusive, foi a partir da implementação da tecnologia que se pode interagir com o novo equipamento e experimentar com o suporte. O que se vê então, a partir daí, é a relação do artista com a natureza da imagem eletrônica.”, diz Val.INCOMPREENDIDA
É importante notar que o vídeo não é um meio estático. Pintura e escultura podem, a sua maneira, contar uma histórias, mas só o vídeo pode fazer histórias se moverem através do tempo e continuarem se movendo indefinidamente. Porque era relativamente barato, você podia brincar com isso, improvisar e deixar sua imaginação correr durante a edição. Experimentações, claro, resultaram em pretensão, muita pretensão.
Teve uma quantidade enorme de vídeos terrivelmente chatos na década de 1970. Mas com certeza teve a mesma quantidade de quadros terrivelmente chatos no mesmo período. E algum desses quadros ainda estão pendurados nos museus enquanto os vídeos estão jogados em alguma prateleira empoeirada. “A videoarte sempre foi meio marginal, incompreendida. É um meio que te impõe um desafio a mais como receptor, porque ele rompe com a ideia tradicional de narrativa. É o meio como obra de arte.”, revela Mariano Klautau, fotógrafo e videoartista paraense.
Com o tempo a videoarte ganhou credibilidade, ou seja, achou seu mercado. Os valores de produção aumentaram: melhores equipamentos, cores ricas, projeção em alta definição. As diferenças entre o vídeo e filme paulatinamente começam a desaparecer. Os primeiros videoarte eram mais curtos, contidos e conceituais, como se fossem objetos de arte. Por uma questão estritamente mercadológica, as instalações estavam ainda atreladas ao espaço físico das galerias de arte. Mas hoje em dia, com o advento da internet, a relação desse tipo de trabalho com o mundo da arte estruturado ao redor de museus, galerias e festivais, desfragmentou-se.
INTERNET
Você pode experienciar através do seu computador, como por exemplo os trabalhos do coletivo de videoartistas franceses do Instants Vídeo (www.instantsvideo.com), em qualquer lugar e a qualquer momento que você queira. Encabeçado pelo diretor francês Marc Mercier, de passagem por Belém como curador de uma oficina e exposição sobre videoarte esta semana, no IAP, o projeto tem como objetivo salvar, digitalizar e classificar uma grande parte do patrimônio europeu da criação de vídeo e multimídia, e disponibilizá-lo na internet. Quebrando a última barreira entre arte e público.
“Era uma passagem natural. A videoarte veio inclusive como um movimento de questionamento do espaço da arte. De entender o que é arte e onde pode acontecer. É mais um lugar onde uma coisa não exclui a outra. A videoarte também tem seu espaço nas galerias. Mas, não importa a maneira que os espaços fazem apresentação, a videoarte é uma relação de tempo como obra de arte”, observa Val Sampaio
Isso representa uma maneira possível de produzir algo sem a tirania do preciosismo da arte e fora do mercado de arte que vem se transformando atualmente em uma grotesca estrutura que prioriza muito mais o dinheiro e transforma a obra de arte em si em algo pequeno e dispensável. Em um tempo de produção veloz e mercantilização voraz, os videoartistas estão fazendo arte sob uma perspectiva diferente. Eles estão também fazendo arte que outros suportes físicos não podem fazer. E eles estão atingindo audiên-cias de uma maneira totalmente diferente. Afinal de contas, quem precisa de uma galeria de arte quando se tem Youtube?
Feira Medieval de Silves
Os primeiros dias da Feira foram de influência predominantemente árabe e os últimos dias de influência marcadamente cristã, num esforço de situar historicamente a recriação do espaço e factos dramatizados ao longo dos nove dias do evento nos séculos XI, XII e XIII. Num cenário natural e único no que concerne ao património edificado, do vermelho do grés que coabita com o ocre que pincelou beirais e paredes, passando por pátios e varandas, passaram figuras do povo, do clero ou da nobreza, homens de armas e muitos outros. Entre os sons e os aromas característicos, foram muitos os apelos aos sentidos e ao imaginário de cada um.
Do rio Arade ao Castelo surgiu todo um ambiente de festa e de descoberta contínua. A história foi contada não só através das várias representações, mas também pela cenografia envolvente e por inúmeros apontamentos que surgiram, ora num painel, ora numa exposição, ou até mesmo num edital.
Tudo começou no dia 8, ao som de tambores que rufiaram por toda a cidade. Músicos, bailarinos, outros artistas e personagens juntaram-se e junto ao cais esperaram Ibn Mozaine, nomeado governador de Silves, quando esta cidade integrava o Al-Andalus.
Ao longo dos dias foram recordados os povos que ali viveram, respeitando e valorizando o legado por eles deixado: da judiaria e seu lugar de culto à mesquita e a outros credos, culminando no cristianismo, que terá larga expressão quando D. Paio Peres Correia conquistar definitivamente Silves. Por fim e numa inesquecível viagem pelo tempo, relembraremos como D. Dinis, Senhor e Rei de Portugal e do Algarve, soube administrar, reordenar e fazer poesia.
A animação foi uma constante, da música à representação, sem esquecer a gastronomia, chegando ao pormenor da moeda: no recinto da feira só se pagava com XILB (o câmbio era feito à entrada e à saída). E quem quis abraçar verdadeiramente o espírito medieval pode alugar trajes adequados pelo valor de dois euros (ou, melhor dizendo, 2 XILB).
MARINA GALLERY | Albufeira - Portugal
Vasco Ribeiro, Presidente Internacional da Assembleia Geral da United Photo Press, entrevista a pintora Luz Henriques e o escritor Manuel Sousa na Marina Gallery em Albufeira.








