É célebre o embate entre Michelangelo e os cardeais de Roma, durante a execução de uma de suas obras-primas, o teto da Capela Sistina, no Vaticano. Realizada entre 1535 e 1541, a pedido do papa Júlio II, o número de nus na representação das passagens bíblicas escandalizou tanto os cardeais que, posteriormente, foram colocados tecidos sobre as partes íntimas das almas subindo ao céu — que o artista representa como homens e mulheres nus. Este episódio é importante para lembrar como Michelangelo (1475-1564) era apaixonado pela anatomia — nos afrescos da Sistina, ele fez seu elogio ao corpo humano, dotando cada personagem de beleza e expressividade extraordinárias. Uma mostra significativa da produção do mestre e de outros artistas da época chega ao Brasil na exposição Michelangelo em Contexto: Desenhos da Fondazione Buonarroti e Gessos da Gipsoteca Dell’Istituto Statale d’1Arte de Florença. Com abertura hoje, no Museu Brasileiro de Escultura (MuBE), em São Paulo, a exposição apresenta dois desenhos originais e inéditos no Brasil — Nudo di Schiena (1504-5) e Madonna col Bambino (1525) — e mais 25 grandes esculturas e relevos em gesso, preparados com base nos moldes originais de Michelangelo, de escultores contemporâneos a ele (como Jacopo della Quercia e Andrea Verrocchio), de seguidores de Michelangelo (como Gian Bernini e Vincenzo Danti) e de seus alunos.Museu inaugura mostra sobre o artista italiano
É célebre o embate entre Michelangelo e os cardeais de Roma, durante a execução de uma de suas obras-primas, o teto da Capela Sistina, no Vaticano. Realizada entre 1535 e 1541, a pedido do papa Júlio II, o número de nus na representação das passagens bíblicas escandalizou tanto os cardeais que, posteriormente, foram colocados tecidos sobre as partes íntimas das almas subindo ao céu — que o artista representa como homens e mulheres nus. Este episódio é importante para lembrar como Michelangelo (1475-1564) era apaixonado pela anatomia — nos afrescos da Sistina, ele fez seu elogio ao corpo humano, dotando cada personagem de beleza e expressividade extraordinárias. Uma mostra significativa da produção do mestre e de outros artistas da época chega ao Brasil na exposição Michelangelo em Contexto: Desenhos da Fondazione Buonarroti e Gessos da Gipsoteca Dell’Istituto Statale d’1Arte de Florença. Com abertura hoje, no Museu Brasileiro de Escultura (MuBE), em São Paulo, a exposição apresenta dois desenhos originais e inéditos no Brasil — Nudo di Schiena (1504-5) e Madonna col Bambino (1525) — e mais 25 grandes esculturas e relevos em gesso, preparados com base nos moldes originais de Michelangelo, de escultores contemporâneos a ele (como Jacopo della Quercia e Andrea Verrocchio), de seguidores de Michelangelo (como Gian Bernini e Vincenzo Danti) e de seus alunos.Kate Moss foi banhada a ouro

Japão inaugura maior exposição sobre Picasso de sua história
Aberta em Lisboa maior exposição de pintura cubana até o momento
A diversidade de São Paulo se estende aos seus museus
Dos tradicionais aos mais modernos e inusitados, São Paulo possui 90 museus que se destacam na grande programação cultural da cidade, a novidade é o Museu do Futebol, aberto no dia 1º de outubro. Metade dos dez milhões de turistas que chegam à capital paulista todos os anos vêm a lazer, compras e outros fins. Para eles, a cidade conta com a maior oferta de entretenimento do Brasil e uma agenda cultural bem recheada. Segundo pesquisa da São Paulo Turismo (SPTuris – empresa de promoção turística e eventos da cidade), cerca 83% dos turistas visitam ou pretendem visitar alguns museus que a metrópole abriga. E agora esses turistas terão mais uma opção: o Museu do Futebol, inaugurado no dia 01 de outubro. Mas São Paulo tem também o museu mais visitado do País, o Museu da Língua Portuguesa, e o de arquitetura mais arrojada, o Masp, além de alguns dos mais inusitados, como o do Relógio e o das Invenções. São cerca de 90 opções de museus, para todos os gostos. Abaixo estão algumas sugestões.Inusitados - Não são apenas grandes obras de arte que merecem estar nos museus. Na cidade das diversidades, moda, relógio, crime, óculos, invenções, tecnologia, mágica, e até voz e pessoa têm espaço garantido. Quem gosta de roupas pode ir a Modateca e saber o que as pessoas usavam antigamente. O acervo é composto por doações efetuadas por colecionadores, profissionais de moda e pesquisadoras como Madame Marthe Monioz, que foi a principal chapeleira de origem francesa que atuou na alta-costura brasileira, e também o estilista brasileiro Walter Rodrigues.
E como ninguém está na moda se não usar um acessório legal, não deixe de visitar o Museu dos Óculos. Cerca de duzentas peças em exposição contam a história desse acessório que virou uma peça do vestuário. Modelos já usados por Débora Bloch, Jô Soares e outras celebridades podem ser encontrados no local. Para os que querem aproveitar bem o tempo, o Museu do Relógio também é uma ótima escolha. O acervo possui cerca de 700 objetos, entre eles, uma vela que marca o tempo e a imitação do famoso relógio derretido da tela “A persistência da memória”, de Salvador Dali. O espaço existe há 33 anos, por conta da paixão do professor Dimas de Melo Pimenta, que abriu sua coleção particular ao público. Para os mais corajosos, uma visita ao Museu do Crime é bem interessante. A vida de criminosos conhecidos como o Bandido da Luz Vermelha é abordada no Museu do Crime, localizado prédio da Polícia Civil na Cidade Universitária.Já o Museu das Invenções, inaugurado em novembro de 1996, tem como objetivo mostrar o quanto a ciência pode ser divertida. Lá o visitante encontra palito de dente com aroma e sabor, óculos com funil para colocar colírio, boné com cano para assoprar os olhos para tirar cisco e outras idéias inusitadas.
Uma conseqüência das invenções mais inusitadas é o avanço tecnológico. No Museu da Tecnologia, por meio de exposições, mostras tecnológicas, congressos, seminários, cursos, convenções, fóruns e workshops, o visitante pode perceber as principais avanços dessa área no Brasil e no mundo. E muito antes de entendermos as grandes inovações como tecnologia os mágicos já surpreendiam e encantavam com seus truques. No Museu de Arte Mágica os curiosos encontram um acervo com 500 objetos e aparelhos de mágica e 500 vídeos que contam a história dessa misteriosa maneira de divertir. E se muitos truques não podem ser contados, podemos compensar esse silêncio visitando outro museu bem diferente, o Museu da Voz, que conta com um acervo de cerca de três mil vozes, entre gravações, músicas, cantos, sons diversos e efeitos sonoros. A coleção inclui cantos de pássaros, sons das Copas do Mundo e raridades como a primeira voz humana gravada em 1887, que pertence a Thomas Edison. Depois de passar pelo Museu da Voz, nada melhor que saber um pouco mais sobre a história de quem tem o que dizer. O Museu da Pessoa, por sua vez, é um museu virtual que teve início em 1991 com o objetivo de construir uma rede internacional de histórias de vida. Para manter viva essa idéia, o museu ganhou em 2007 um espaço aberto para receber visitas. É só marcar um horário e contar o seu relato. Já foram contabilizadas mais de oito mil histórias. O visitante pode deixar sua história de vida gravada para que outras pessoas tenham acesso a ela.
Crianças - São Paulo tem museus para todos os gostos e idades. Para despertar nas crianças a vontade de visitá-los, uma boa pedida é o Museu dos Transportes. Lá os pequenos podem fazer uma viagem descontraída pela história dos transportes coletivos. Criado em 1984, o visitante pode ver antigos bondes elétricos, veículos de tração animal e o primeiro ônibus a diesel da cidade, além de exposições fotográficas. A Estação Ciência também proporciona uma experiência única à garotada. Lá tem um simulador de terremotos. Após receber informações de como os terremotos acontecem, o visitante pode ir a uma sala e sentir três tipos diferentes de abalos. O Planetário Inflável também chama muito a atenção. Nele é possível até mesmo ver como é o céu do hemisfério norte (não conseguimos fazê-lo normalmente, pois estamos no hemisfério sul) e saber o porquê dos nomes das constelações. Para as crianças que gostam de animais, o Instituto Butantan é ideal. Elas terão a oportunidade de ir além da observação e tocar em cobras. Todas as quintas-feiras, entre 14h30 e 13h30 o projeto “Mão na cobra, só no Butantan” permite que ao visitar o serpentário as pessoas possam pegar os animais.
Outro espaço imperdível para quem gosta de saber sobre o passado, mas sem se desligar do presente nem ficar por fora das novas tendências é o Museu da Casa Brasileira. O local expõe mobiliário antigo e promove debates sobre o que há de mais moderno em design, além de receber grupos musicais em apresentações dominicais. Foi por uma iniciativa do MCB que o Prêmio de Design foi criado e agracia profissionais desde 1986. A premiação e abertura da exposição com vencedores e selecionados será no dia 2 de dezembro. A Fundação Maria Luiza e Oscar Americano tem uma particularidade: o museu era a casa de uma família brasileira e o acervo é basicamente composto pelos quadros, esculturas, móveis e tapeçaria que eram do casal. Tem também peças que pertenceram a D. Pedro I, arrematadas em leilões. Os mais antenados não podem deixar de visitar também o Museu de Arte Contemporânea (MAC). Lá é possível contemplar obras de artistas como Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Brecheret, Tarsila, Rego Monteiro, Portinari, Oiticica, De Chirico, Modigliani, Boccioni, Picasso, Chagall, entre tantos outros.
Sites: www.cidadedesaopaulo.com www.fiquemaisumdia.com.br www.spturis.com www.anhembi.com.br
Nova Arte Nova no CCBB | Rio de Janeiro
CCBB apresenta a nova geração de artistas brasileiros, em exposição que terá catálogo com textos de cinco jovens críticos. A diversidade da arte contemporânea brasileira produzida por uma geração de jovens artistas nesta primeira década no século XXI será exibida na mostra Nova Arte Nova, no Centro Cultual Banco do Brasil Rio de Janeiro, de 21 de outubro a 4 de janeiro de 2009, dentro das comemorações dos 200 anos do Banco do Brasil. Com a participação de artistas em torno de 30 anos, é uma exposição que manifesta por parte do CCBB, da curadoria de Paulo Venancio Filho, e da FazerArte, produtora da mostra, uma confirmação da relevância e originalidade da produção artística brasileira mais recente. A Nova Arte Nova irá ocupar todo o espaço expositivo do CCBB, com obras de 57 artistas nascidos em 14 estados, de Goiás a Pernambuco, do Pará ao Rio Grande do Sul, abrangendo cinco regiões do país. Serão mais de cem obras, a maioria inédita, com linguagens e técnicas diversas: da pintura ao vídeo, da colagem às instalações sonoras, da escultura ao desenho.Exposição Nova Arte Nova, de 21 de outubro a 4 de janeiro de 2009, de terça a domingo, das 10h às 21h, no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, Rua Primeiro de Março, 66 , Centro do Rio de Janeiro (RJ). Tel: (21) 3808-2020 www.bb.com.br Entrada franca .
Exposição destaca amizade de marchand com ícones do século 20
IMAGENS RARAS EM FILME
Um dos principais eventos da Galeria Maeght em seus primeiros anos de vida foi a Exposição Surrealista Internacional de 1947, que marcou o retorno do movimento a Paris após a guerra e destacou obras de Miro. Algumas das esculturas mais famosas de Giacometti estão na exposição, incluindo a grande "Mulher em Pé I" e uma obra-prima anterior, "Mulher-colher", criada nos anos 1920. A mostra também tem móbiles e esculturas de Calder, pinturas importantes de Miro e Braque e uma parede dedicada a capas da revista de arte "Derrière le Miroir", publicada pelos Maeght entre 1946 e 1982. Chagall, Leger e Kandinsky aparecem nas capas, revelando a importância dos Maeght no mundo da arte.
MUSEU DO CARAMULO - A paixão de coleccionar retalhos da história automóvel
Abel de Lacerda, apaixonado pela arte, constrói um edifício, com os mais modernos conceitos de museologia, para expor uma invulgar colecção de objectos de arte constituída por 500 peças de pintura, escultura, mobiliário, cerâmica e tapeçarias, que vão da era Romana até Picasso.
João de Lacerda tinha como paixão os automóveis por isso constrói outro edifício, anexo ao primeiro, vocacionado para expor 100 viaturas de quatro e duas rodas, dentro do princípio de que todos os veículos pudessem sair facilmente, para exibição e conservação.
Com a morte prematura de Abel de Lacerda em 1957, criou-se a Fundação Abel de Lacerda, hoje Fundação Abel e João de Lacerda, proprietária dos dois museus de Arte e Automóveis, abertos ao público todo o ano. Mais de 1 milhão de visitantes entraram neste meio século, no Museu do Caramulo.
O Mercedes blindado que Salazar recusou
Uma das viaturas em exposição, e uma das mais importantes da colecção do museu é o Grosser W07, da Mercedes-Benz, produzido pela marca alemã entre 1930 e 1938, na época era o maior e mais caro modelo da Mercedes.
Das 117 unidades que saíram da fábrica de Unterturkheim, 42 tinham uma carroçaria pullmann blindada. O imperador japonês Hiroito adquiriu três e, em 1938, o Estado português encomendou dois ao agente da Mercedes em Portugal, a Sociedade Comercial Mattos Tavares.
Os dois automóveis foram matriculados em Portugal em Junho de 1938, em nome da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE), a antecessora da PIDE, tendo sido postos à disposição do Presidente da República, general Óscar Carmona, e do Presidente do Conselho de Ministros, António de Oliveira Salazar, como medida de segurança face ao atentado bombista contra Salazar no dia 4 de Julho de 1937, na avenida Barbosa do Bocage, quando o ditador se deslocou, como habitualmente, à missa no Buick que utilizava.
O Presidente do Conselho não foi ouvido sobre a compra dos veículos, manifestando o seu descontentamento, continuando a utilizar o Buick, enquanto que o Mercedes era utilizado pelo motorista Raul para transportar visitas ao palácio de São Bento, só tendo sido utilizado em cerimónias oficiais para transportar o Generalíssimo Franco, por ocasião da sua visita a Portugal em 1949.
Adquirido pelos bombeiros
Em 1955, o conta-quilómetros acusava apenas 6 mil kms quando o Mercedes foi vendido em hasta pública, sendo adquirido pelos Bombeiros Voluntários do Beato e Olivais, que tencionavam transformá-lo em ambulância. O custo da transformação era elevado, e por isso o projecto foi colocado de lado, tendo sido comprado em Junho de 1956 por João Lacerda, para ser exposto no Museu Automóvel do Caramulo, onde ainda pode ser admirado, quer na sala de exposições, quer mesmo nos arruamentos para onde sai algumas vezes para rodar e preservar a mecânica.
Quando chegou ao Caramulo, não necessitou de qualquer restauro. A pintura, os cromados, os estofos em couro e até os pneus estavam em perfeitas condições. Por isso, é considerado um dos exemplares do Grosser W-07 melhor preservados em todo o mundo.
Peugeot 19 de 1899
Trata-se do mais antigo automóvel português em condições de circulação e pode ser igualmente apreciado no Museu do Caramulo. O Peugeot 19 foi uma das paixões de João Lacerda, e compreensível, pois é um raro exemplar.Crê-se que a Peugeot terá produzido apenas 75 unidades do modelo 19 entre 1897 e 1902. Na época eram automóveis sofisticados, equipados com motores traseiros de 5 e 8 hp, e robustas rodas de raios, feitas da experiência da marca na produção de bicicletas e triciclos.
Em 1963, João Lacerda descobriu um destes modelos (produzido em 1899), com uma carroçaria “Victória”, nos armazéns que a Câmara Municipal de Lisboa tinha na Avenida da Índia.
Pouco sabia sobre este automóvel, que se pensa terá sido um dos dez primeiros a ser importados para o nosso país, embora se desconheça o nome do primeiro proprietário.
Tinha sido desprovido de todos os órgãos mecânicos, e estava inventariado como “carruagem”. A sua compra só poderia ser feita em hasta pública, um processo que demorou cerca de dois anos. Mas, em 1965 foi incluído na lista de objectos a ser vendidos pela edilidade, tendo sido adquirido por João Lacerda por 5250$00, um valor que surpreendeu muito boa gente porque o Mercedes Blindado de Salazar havia sido vendido ao mesmo por 6000$00.
O restauro foi um longo trabalho de paciência. Durou doze anos, ao longo dos quais foi adquirido em França um motor da época, que teve de ser reparado. Mas o mais difícil foi conseguir a autorização do Museu Henri Malartre de Rochetaillée para desmontar uma caixa de velocidades para conseguir realizar os moldes e desenhos para as peças que foram fundidas em Portugal, onde também foi construído um radiador em serpentinas de cobre e o aparelho de lubrificação gota-a-gota, para já não falar nos pneus que a Michelin produziu de acordo com os planos da época.
Renasceu, assim, o Peugeot 19, que é o mais antigo automóvel em condições de circulação no nosso país, estando registado no ‘Veteran Car Club of Great Britain’ desde 30 de Abril de 1975.
Em 1977 e 1988 alinhou à partida do Rali Londres-Brighton, tendo percorrido os 100 km entre as duas cidades sem quaisquer problemas. Hoje, apesar dos seus cerca de 110 anos de idade, continua a sair regularmente pelos arruamentos do Caramulo, para conservação mecânica.
Palácio de Belém expõe obras encomendadas a artistas portugueses para assinalar implantação da República
Exposição retrospectiva de Paula Rego é inaugurada sexta, em Algés, com a presença da pintora
De acordo com o CAMB, Paula Rego, uma das mais conceituadas artistas plásticas portuguesas, estará presente na inauguração, pelas 18:30, no Palácio dos Anjos, onde também estarão outros artistas representados numa exposição paralela, intitulada "Anos 80".
A exposição "Anos 80" reunirá obras de um conjunto de artistas com trabalho importante desenvolvido na década de oitenta, tais como António Dacosta, Nadir Afonso, Júlio Pomar, Graça Morais, Nikias Skapinakis e José de Guimarães, entre outros.
O CAMB foi criado com base na Colecção Manuel de Brito depois da morte do galerista, que acompanhou desde o início a evolução da carreira de Paula Rego, e que viria a criar um importante acervo de obras da artista, ainda hoje representada em Portugal pela Galeria 111.
A retrospectiva sobre Paula Rego, com obras que mostram uma grande diversidade temáticas, suportes e técnicas, permite uma leitura da evolução do trabalho da pintora no decorrer deste período.
Na selecção da exposição "Anos 80" - que inclui ainda obras de Júlio Pomar, Costa Pinheiro, Ângelo de Sousa, David de Almeida e Albuquerque Mendes - é possível observar o retorno generalizado às práticas disciplinares mais tradicionais que caracterizaram este período, como a pintura e a escultura.
Na inauguração das duas exposições - que poderão ser vistas pelo público entre 04 de Outubro e 18 de Janeiro de 2009 - também estarão presentes artistas como Graça Morais, Ana Vidigal e Eduardo Batarda.
Coleção de arte de Yves Saint Laurent será leiloada
O leilão acontecerá em Paris entre 23 e 25 de fevereiro de 2009.
Saint Laurent, cujas criações revolucionaram a moda feminina, morreu em junho aos 71 anos e legou sua parte na coleção à fundação beneficente que criou em conjunto com Bergé, seu companheiro de anos e administrador de seus negócios. Bergé disse que decidiu vender a coleção inteira e doar o dinheiro obtido a uma fundação nova dedicada a ajudar as pesquisas médicas e o combate à Aids. "Se há uma coisa nesta coleção da qual me orgulho, é o padrão de exigência que Yves Saint Laurent e eu sempre aplicamos à aquisição de objetos", disse ele em coletiva de imprensa dada em Paris. Alguns dos destaques da coleção são a obra de Picasso de 1914 "Musical instruments on a gueridon", estimada em entre 30 e 40 milhões de euros, várias obras do pintor francês Henri Matisse e algumas esculturas de bronze chinesas raras do século 18. "Eu jamais teria imaginado que algum dia pudéssemos organizar um leilão como este", disse ao KULTURIART, Thomas Seydoux, diretor do departamento de arte moderna e impressionista da Christie's. "A origem, idade, data, estado de conservação e 'pedigree' destas obras, tudo é excepcional." A coleção estava abrigada num apartamento em Paris para o qual Saint Laurent e Bergé se mudaram em 1972. Bergé, que tem 77 anos e é diretor de uma famosa casa de leilões parisiense, disse que preferiu que a coleção fosse vendida, em lugar de ser doada a um museu. "Posso viver muito bem sem uma coleção", disse ele. "Yves Saint Laurent e eu começamos a viver 50 anos atrás sem esta mobília e esses quadros, e, acreditem, éramos muito felizes."
Quatro artistas representam Portugal em exposição internacional na Finlândia
Estátua de Davi 'pode rachar' por causa do turismo
A famosa estátua de Davi, de Michelangelo, pode ser destruída por causa de sua exposição ao turismo de massa, segundo especialistas italianos. Eles dizem que a enorme estátua do guerreiro nu corre perigo por causa de seu tamanho, forma e da fragilidade do mármore em que foi esculpida. Mas eles alertam que o maior risco vem dos passos dos muitos visitantes que passam pela obra todos os dias na Galleria dell'Accademia de Florença. Os especialistas da Universidade de Perugia querem proteger a escultura criando uma maneira de isolá-la das vibrações, o que custaria cerca de um milhão de euros, o equivalente a R$ 2,6 milhões. O projeto vem depois de um detalhado estudo da estátua de Davi, que revelou que rachaduras restauradas quatro anos atrás - na época do aniversário de 500 anos da obra de Michelangelo - já haviam reaparecido. A própria restauração gerou polêmica porque envolvia o uso de água destilada para a limpeza da estátua, o que, segundo os críticos, podia danificá-la.História A escultura de Davi é vista como um ícone praticamente desde que foi terminada, no auge do Renascimento. Na época, ela era vista como um poderoso símbolo dos ideais políticos republicanos de Florença: Davi era o jovem guerreiro que derrubou o gigante Golias na história bíblica do Velho Testamento. Quando foi exposta pela primeira vez, a estátua foi atacada pela multidão e, em 1991, ela foi danificada por um pintor com problemas mentais. Davi também se tornou uma imagem quase onipresente no mundo. Suas cópias podem ser vistas adornando de cassinos em Las Vegas a bares à beira da praia no Mediterrâneo.
Weltliteratur - Madrid, Paris, Berlim, São Petersburgo, o Mundo!
Será que podemos expor a literatura? Como fazemos com uma escultura ou pintura? Esta pergunta foi o ponto de partida desta exposição que em 11 salas autónomas tem como protagonista principal Fernando Pessoa e os escritores da sua geração. Até 4 de Janeiro de 2009 na Fundação Gulbenkian, em Lisboa. "Weltliteratur" é o termo usado por Goethe para falar das características cosmopolitas e transnacionais da literatura. Esta exposição pega nessa palavra mas em subtítulo, acrescenta um verso de Cesário Verde - "Madrid, Paris, Berlim, São Petersburgo, o Mundo!". Vamos poder ver textos seleccionados mas não só - pinturas, fotografias, esculturas e alguns documentos inéditos de Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros, Teixeira de Pascoaes, Camilo Pessanha, Vitorino Nemésio, entre outros. O espaço, dividido em 11 salas, foi especialmente concebido para esta exposição pelos arquitectos Manuel e Francisco Aires Mateus. Viagem insólita por obras de carne e osso
Corpo Humano - Real e Fascinante. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/nº, Centro, 2550-9220. Terça a domingo, 9h às 18h. R$ 40,00. Até 1º de fevereiro de 2009. A partir de sábado (27). www.corpohumanorio.com.br.
New Paintings
Escolas Superiores de Música e Belas-Artes
Candidatos às faculdades de artes devem apresentar um dossiê com trabalhos próprios, sendo então eventualmente convocados para um teste de habilidade específica. Este inclui uma série de tarefas tanto de caráter artístico prático como de programação visual. Em determinados casos, é possível iniciar o estudo superior de artes plásticas sem apresentação do Abitur ou outro certificado equivalente de conclusão do ensino médio. Informações sobre os pré-requisitos para admissão, como tipo e quantidade dos trabalhos a serem apresentados, podem ser obtidas junto às respectivas instituições. Concentrações por áreaO núcleo dessas academias é formado pelos cursos de Pintura, Gravura, Design e Decoração, Escultura e licenciatura em Artes Plásticas. Arquitetura, Cenografia, Cerâmica, Pintura em Vidro, Restauração ou Arte Multimídia completam a oferta, a qual varia de instituição para instituição. Algumas escolas concentram-se em determinadas áreas. Um exemplo é a Escola Superior de Gravura e Artes do Livro de Leipzig, a primeira a oferecer na Alemanha, em 1983, um curso de formação em Fotografia. Ainda hoje essa instituição constitui um membro de ligação com a indústria livreira, de grande tradição em Leipzig.
Os cursos de Artes Aplicadas costumam ser concluídos com um diploma (Diplom), enquanto os de Belas-Artes geralmente prescindem de um certificado de nível superior. Diferentes disciplinasO estudo numa escola de Música inclui não apenas disciplinas artísticas, como Formação Instrumental, Canto, Composição e Regência – algumas faculdades oferecem ainda Música Sacra, Jazz, Dança e Direção de Teatro Musical –, como também Pedagogia Musical e licenciatura em Música. Os testes de habilidade específica servem para avaliar – de forma oral e escrita – o grau de proficiência do candidato em percepção musical e harmonia, assim como em seu instrumento ou canto. Os cursos de formação de professores exigem a apresentação do certificado Abitur ou equivalente, enquanto para o campo artístico a aptidão específica pode ser adotada como crítério decisivo.
Alonso mostra dotes de pintor ao prestigiar 'Cow Parade'
As irreverentes vaquinhas coloridas já percorreram as principais cidades do planeta, como Nova York, Londres e São Paulo. O evento reúne empresas, artistas locais e o terceiro setor.
Acostumado a acelerar com as mãos no volante de sua Renault, desta vez Fernando Alonso empunhou spray e caneta para estilizar uma das esculturas da "Cow Parade" com as cores da equipe francesa.
O espanhol "lembrou" famosos compatriotas do campo das artes, como Pablo Picasso, ícone do cubismo, e Salvador Dalí, um dos mais famosos surrealistas.
Com 28 pontos ganhos, o bicampeão do mundo ocupa a sétima colocação do Mundial. A próxima prova da Fórmula 1 acontece no dia 28 de setembro, em Cingapura.
Camané escolhido para a exposição de World Music WOMEX
Artista do formol com novo recorde

- Damien Hirst soma e segue indiferente a polémicas
Damien Hirst, o artista vivo mais cotado no mercado internacional, tão famoso pelas suas instalações de animais mortos conservados em formol como pelo método de venda directa em hasta pública, acaba de estabelecer novo recorde. Em dois dias de leilão arrecadou 140 milhões de euros e, só no primeiro, ficou titular da maior soma paga num só dia de leilão de obras de um só artista: 89 milhões de euros, por 56 obras, superando Picasso, com 14 milhões de euros, por 88 . Aconteceu na segunda-feira, na Sotheby’s de Londres, onde Hirst sujeitou a leilão directo 223 peças, dispensando agentes e galeristas, num claro desafio ao sistema de comissões que pode chegar aos 50 por cento e que considera abusivo.
Trata-se de mais um acto polémico de quem faz da polémica o seu melhor marketing, sendo por isso acusado de trabalhar por amor ao lucro e não à arte. "A maioria dos artistas precisa dos galeristas para dar a conhecer a sua arte", comenta a propósito deste acto de insurreição Pedro Cera, presidente da Associação Portuguesa de Galerias de Arte. Artista da arte ou do lucro, certo é que aos 43 anos Hirst é uma das 150 pessoas mais ricas do Reino Unido com uma fortuna avaliada em 706 milhões de euros, sendo 40 vezes mais rico do que Cristiano Ronaldo e estando a um nível equivalente a um sexto da fortuna de Américo Amorim, o número um do ranking das fortunas nacionais.
JÓIA DA COROA POR 13 MILHÕES A jóia da coroa dos dois dias que durou o leilão de Damien Hirst foi ‘O Bezerro de Ouro’. Com uma base de licitação entre 10 e 16 milhões de euros, foi arrematada por 13 milhões. Um tubarão conservado em formol, ‘O Reino’, foi arrematado por 12 milhões de euros.
PERFIL Damien Hirst, 43 anos, natural de Bristol, Reino Unido, começou a sua carreira na década de 90 e é dele a obra de artista vivo mais bem paga de sempre: 35 milhões de euros custou a caveira cravejada de diamantes (em cima com o artista). Além da instalação, seu cartão-de-visita, Hirst é também pintor e escultor. Tem na morte o denominador comum da sua obra e é um filantropo, tendo participado com Bono, dos U2, em leilões a favor das vítimas da sida.
Exposição em São Paulo reúne obras de 11 importantes artistas plásticos contemporâneos
Descobrir Picasso através de jogos didácticos em Portimão no Algarve
Delegacia de polícia tem afrescos de 1930
Como outras cidades européias, Zurique conta com monumentos, igrejas antigas, passeios e bons restaurantes no seu naipe de atrações turísticas. Mas nenhuma outra cidade do continente provavelmente tem como atração turística a sede de polícia. Nem foi levada a tornar o prédio uma atração graças a motoristas que se fingiam de bêbados.Idéias de Pestalozzi
O pintor tentou retratar as idéias de Pestalozzi de educação como o uso da cabeça (o desenvolvimento do intelecto), da mão (o incentivo ao tra balho) e do coração (o ensino da moral e da ética). E as combinou com desenhos de flores e de rodas dentadas das fábricas, simbolizando o desenvolvimento industrial sonhado para criar empregos.
Onde entram os falsos bêbados na história? Entram - ou melhor, entravam - para testar o seu teor alcoólico, com a intenção, na verdade, de admirar as pinturas. Quando a polícia se instalou no edifício, a sala decorada era usada como o recinto para suspeitos de dirigir bêbados serem examinados para se decidir se deviam ser punidos ou não. Alguns destes bebuns não estavam tão borrachos assim para não reparar nas pinturas de Giacometti. E a fama do lugar se espalhou entre os zuriquenhos.
A leva de falsos ébrios que começou a aparecer na chefatura, para admirar a obra, foi tão grande, que a polícia transferiu o serviço para outro cômodo e liberou a entrada para os curiosos. Basta deixar um documento de identidade na guarita de entrada. Hoje, as pinturas podem ser admiradas todos os dias, de 9h às 11h, e de 14h às 16h. A Stadtpolizei fica em Amtshaus 1, telefone (44) 411 93 03.
Mostra 'kitsch' em Versalhes escandaliza França
Para alguns franceses, local é solene demais; diretor da casa diz que 'arte é viva'. Uma exposição do artista pop americano Jeff Koons, conhecido por suas criações de estilo kitsch com aspiradores de pó, lagostas gigantes e coelhos infláveis, no Palácio de Versalhes, na França, está causando polêmica no país.Para alguns franceses, obras desse estilo não deveriam ser exibidas em um dos locais mais emblemáticos da história do país, centro do Antigo Regime da monarquia francesa a partir do século 17.Uma manifestação contra a exposição reuniu na última quarta-feira uma centena de pessoas em frente ao Palácio de Versalhes, monumento protegido pelo patrimônio mundial da Unesco.
O presidente de honra da Fundação do Patrimônio francês, Edouard de Royère, criticou a "intrusão" de um artista contemporâneo em um "local mágico como Versalhes".
Mas para o diretor do Palácio de Versalhes, Jean-Jacques Aillagon, ex-ministro da Cultura durante a Presidência de Jacques Chirac, "Versalhes deve ser um lugar cultural vivo e não ficar imerso no formol".
'Kitsch'
Jeff Koons, 53 anos, é um dos artistas vivos mais cotados do mundo. Algumas de suas obras são avaliadas em mais de US$ 20 milhões.
BBC
O americano Jeff Koons, ex-marido da atriz pornô Cicciolina, é um dos artistas vivos mais cotados. Uma de suas obras foi avaliada em mais de US$ 23 milhões. (Foto: BBC)
A exposição Jeff Koons Versailles apresenta 17 obras monumentais do artista, realizadas entre os anos 80 até os dias de hoje. Entre elas, uma de suas criações mais famosas, Rabbit, de 1986, um coelho "inflável" em inox. A obra está exposta no salão Abondance, uma das salas que compõem o Grande Apartamento do Rei, uma série de sete salas onde eram realizadas audiências e atividades de diversão da corte.
No salão Apolo, deus do sol na mitologia, o emblema de Luís 14 (também chamado Rei Sol), Koons exibe com certa audácia sua obra Auto-retrato, uma escultura em mármore.
Em uma das salas do Apartamento da Rainha, que teve como última ocupante Maria-Antonieta, está sendo exibida uma instalação composta por vários aspiradores de pó e máquinas de lavar carpete, iluminados por lâmpadas de neon.
Uma gigantesca lagosta em alumínio, aço e vinil, inspirada em bóias de plástico para piscina, foi pendurada no teto do salão de Marte. Na célebre Galeria dos Espelhos é possível ver a obra Lua, em aço com a cor azul.
Pônei-dinossauro
A exposição também continua no famoso jardim do Palácio de Versalhes, onde está exibida a escultura Split-Rocker, composta de 100 mil flores que formam um animal cuja cabeça mistura as formas de um pônei e de um dinossauro.
Koons escolheu as obras da exposição em função da decoração e do tema das pinturas das salas onde elas seriam expostas.
O artista, que já foi casado com a atriz pornô italiana Cicciolina, é conhecido por utilizar e se inspirar em objetos populares do cotidiano, como eletrodomésticos, bugigangas e diferentes souvenirs kitsch, como estatuetas do cantor Michael Jackson em porcelana.
Koons prefere não comentar a polêmica em relação à exposição e diz apenas que ela representa "um sonho que se tornou realidade".
A mostra Jeff Koons Versailles fica em cartaz até o dia 14 de dezembro.
Obras em vidro podem dar toque especial à decoração
Que tal separar os ambientes com uma divisória feita em vidro e aço? Ou ter na parede uma pintura numa tela de vidro? Com uma técnica própria, adquirida com intuição e muito empenho, a artista plástica Marcia de Andrade desenvolve um material translúcido. Ela conta que há dez anos pesquisa as diferentes formas que o vidro pode adquirir ao ser levado a altas temperaturas. Nesses estudos, não faltaram aulas de física na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sobre o material. A artista também explica que só depois de inúmeras experiências com diversos materiais conseguiu encontrar uma mistura, em pó, ideal para ser usada como molde para o vidro aquecido. Do que é feita a tal mistura, Marcia não revela de jeito nenhum. Em tempos de reciclagem, a artista plástica transformou o antigo vidro cristal da janela da vizinha que seria jogado no lixo em luminárias, arandelas e esculturas de paredes. Uma reciclagem em grande estilo. No processo de criação de suas obras, também não faltam marcas de cortes do vidro nas mãos e braços da artista, o que para ela não é um problema.- O vidro virou uma obsessão para mim. É um material tão nobre e interessante, que se tornou meu segundo amor depois da minha filha. Fisicamente o vidro é um líqüido supercongelado. Ao ser levado ao forno aquecido a 950 graus, ele volta à sua forma líqüida. Uso muito a meditação durante todo o processo criativo das minhas peças para que eu interfira da melhor forma possível no material - expõe Marcia.
Outro trabalho feito em vidro bem interessante é a pintura da artista Cláudia Melli, que passou a incluir o vidro em sua rotina no final do ano passado, quando ela se dedicou a encontrar um material que pudesse dar o efeito de molhado que ela desejava, já que o tema de seu trabalho, naquele momento, era o mar, chamado de Série Azul. Antes do vidro, ela conta que vinha desenhando diferentes paisagens do mar em papel, mas não havia ficado satisfeita com o resultado.
- O mais bacana do vidro é que ele ele proporciona uma semelhança com a fotografia. Quem vê o desenho, logo de cara, sente certo estranhamento. Além disso, o vidro é um líqüido denso em total sintonia com o meu projeto. Moro no Leblon e ando muito, trago o meu mundo para a minha arte. Não usei fotos como referência para fazer as paisagens do mar - relata Cláudia.
Descoberto Buda gigante com 19 metros no Afeganistão
Arqueólogos afegãos descobriram uma estátua de Buda com cerca de 19 metros, bem como 89 relíquias históricas no centro do Afeganistão, segundo a Reuters. A descoberta foi feita perto da província de Bamiyan, onde as ruínas de estátuas gigantes de Buda foram destruídas pelos talibãs em 2001.A equipa de arqueólogos liderada por Zameryalai Tarzi procurava um Buda deitado, com 300 metros, que há séculos atrás, e de acordo com o relato de um peregrino chinês, está enterrado em Bamyan, quando deu pela descoberta.“No total são 89 relíquias, moedas, cerâmica e a estátua de 19 metros foram desenterrados”, disse à Reuters Mohammad Zia Afshar, conselheiro do Ministério da Informação e da Cultura.O Buda encontrado data do séc. III, estava em mau estado, mas a mão direita e o pescoço estão em bom estado. As restantes peças datam do reino grego de Báctria e da era islâmica, explicou Afshar.Segundo a BBC Online, estão a ser tomadas medidas de segurança para proteger a recente descoberta, e espera-se que para o próximo ano possa ser mostrada em público.Os talibãs destruíram há sete anos as maiores estátuas de Buda que existiam no mundo. As estátuas representavam Buda de pé e mediam entre 55 e 38 metros. Os talibãs são contra representações humanas de divindades, pelo que já destruíram inúmeras obras de arte, incluindo pinturas.As esculturas de Buda estavam esculpidas na montanha de Bamiyan, um centro nevrálgico da cultura budista. Investigadores europeus descobriram ainda no ano passado nas cavernas de Bamiyan pinturas a óleo que datam entre o séc. V e IX. As pinturas são as mais antigas no mundo e retratam monges budistas com criaturas míticas.Carlos Sousa um Fotógrafo com muito “close”
Ama a fotografia e isso está bem patente no seu trabalho. Com inovação, criatividade e determinação, o fotógrafo criou uma multipla carreira a partir daquilo que começou por ser apenas um hobby de infância, da agência fotográfica ao fotojornalismo da fotografia abstrata á de desportos radicais passando ainda pela criação de microsites, pela cozinha regional, ambientalista e representante local do povo Tibetano. A Euronews foi conversar com o fotógrafo que leva o nome da United Photo Press aos quatro cantos do mundo.«Desde criança que gostava de fotografar, ainda hoje tenho uma maquina que era do meu avó materno e minha recordação de infância e adolescente, tirei muitas fotos com ela, é uma Kodak Junior I, fabricada em 1950 em Inglaterra e utiliza uma pelicula 620, por incrivel que pareça ainda hoje a uso para uns trabalhos especificos, não existe nada parecido, nem a minha Canon Mark III» conta, a rir.
A arte em novos suportes
A arte do Renascimento, por meio da perspectiva, trabalhou a ilusão como um elemento de aproximar o público da obra, abrindo espaço para uma percepção da imagem como algo que não se distanciava da realidade captada na natureza. As transformações tecnológicas e as novas mídias tornam a arte contemporânea mais aberta e acessívelAs cidades contemporâneas podem ser consideradas como um novo suporte à arte que, cada vez mais, ganha novos espaços. Entre eles, a rua, com a chamada arte pública, como defende o antropólogo italiano Massimo Canevacci, que ensina como ler estas “metrópoles comunicacionais”. Para tornar esta “leitura” possível, é preciso recorrer a novos códigos, sendo um deles, as tecnologias da informação e comunicação, que substituem, ou melhor, completam, o que o compasso e os cálculos fizeram anteriormente. No entanto, é preciso esclarecer que a arte - desde as manifestações mais primitivas até às contemporâneas - trabalha com códigos e linguagens. E sem perder de vista o caráter de compreenção e transformação do mundo no qual estamos inseridos de uma forma lúdica. O lúdico pode, perfeitamente, ser enfocado na arte, passando pelo virtual, que consiste no aperfeiçoamento de antigos códigos e linguagens. A arte contemporânea, que trabalha com a presença do espectador, como explica José Álbio Sales, professor de História da Arte da Universidade Estadual de Ceará (Uece), encontra terreno propício para se desenvolver no campo do virtual.“Antes, os espectadores ficavam simplesmente contemplando”, completa, informando que, a partir da conceituação do pensador também italiano, Umberto Eco, na sua “A Obra Aberta”, o caminho ficou escancarado para o objeto de arte deixar de ser apenas apreciado com os olhos.Neste aspecto, a arte contemporânea carrega uma maneira mais direta de trabalhar a ludicidade, e o espectador passa a interagir com a obra. Hoje, é possível que uma artista construa uma obra coletiva com a participação de internautas, que utilizam o mousse pode interagir. O que ficaria limitado a uma tela, por exemplo, é diluída dentro de um espaço infinito, sendo reduzido a uma proposta. Segundo Álbio Sales, este é um dos desafios da arte contemporânea.No artigo “Arte e Tecnologia, uma nova relação”, no livro “A arte do século XXI - A humanização das tecnologias”, Ana Claudia Mei Alves de Oliveira, professora da Pontíficia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), destaca: “A arte tecnológica ainda nos intimida, fazendo que notemos mais as aparelhagens que a produzem do que ela mesma; todavia, indubitavelmente, ela é mais um horizonte da sensibilidade estética que se descortinou para outros alvoreceres”. Não é de hoje que a arte usa diversos suportes e linguagens diferentes para continuar a árdua tarefa de “nos orientar no mundo”.Desde as composições murais paleolíticas e neolíticas, até às manifestações da arte contemporânea com os recursos tecnológicos, a arte sempre vem fazendo experimentações e construindo um texto que, talvez, jamais será concluído. Daí, o feliz conceito de Eco, a obra aberta. Isto é, a arte está sempre mudando, migrando e fazendo novas experiências.Por isso, como diz a professora Ana Claudia Mei Alves de Oliveira: “A arte é uma codificação visual que se ordena tanto adotando o sistema de idéias do momento, quanto pode ser ela mesma a sua geratriz”. Assim, como o próprio conhecimento, ela vem se adaptando a cada novo momento histórico. Portanto, as tecnologias são construções que, ao longo do tempo, estão sendo transformadas e aperfeiçoadas.No caso da obra de arte contemporânea, ´são as propostas que envolvem o espectador´, explica Álbio Sales. E, mais, muitas vezes, o artista faz um convite para que o espectador entre, fisicamente, na obra. É o caso do arte cinética, uma tendência da arte contemporânea, vinculada com a escultura. ´Há uma quebra de paradigma quando o artista tenta misturar pintura e escultura´.Desde a ´Pop Art´, um dos movimentos da arte moderna, que os artistas tentavam quebrar essas fronteiras. Foram criados os ´happenings´, eventos nos quais o espectador deixa de contemplar, passivamente, a obra de arte. Mas isso não significa que, intelectualmente, o espectador não pudesse ´entrar no jogo´ também. Na arte cinética, por exemplo, ele é convidado a movimentar, jogar com o objeto. ´A obra de arte é para ser fruída´, e para que isso aconteça é necessário a interferência do espectador. ´Este é um dos aspectos mais explícitos do lúdico´, detalha.Mas não é apenas no campo das artes plásticas que o lúdico se apresenta. Na literatura ele também está presente. O autor busca, através da linguagem, construir imagens e cada leitor constrói as suas imagens. No cinema, as imagens são construídas pelo diretor. “Na literatura, a imagem é individual e está relacionada à história de vida e à cultura de cada pessoa”, explica.A imagem virtual é mais uma possibilidade de leitura através de uma reprodução gráfica de imagens que são construídas mentalmente. Essas imagens, a exemplo dos jogos eletrônicos, são construídos a partir de elementos da geometria, da física e da matemática. Trata-se de uma geometria tridimensional que pode ser chamada de ´cérebro eletrônico´. Só que ele não fala, computa; calcula, não pensa, explica o professor Álbio Sales.O dito cérebro eletrônico é limitado às equações matemáticas cujas respostas estão armazenadas, previsíveis, diferente do humano. Com relação à realidade virtual, sua base é geometria, possibilitada mediante cálculos matemáticos. O resultado é a geometria espacial tridimensional, ressalta.Bem que os artistas modernos tentaram fazer isso. Os dadaístas, e Picasso com o Cubismo são exemplos de tentar dar movimento e mostrar o objeto de maneira tridimensional, mesmo usando a tela como suporte. Isso significa que, alguns artistas tentaram criar, de alguma forma, esta realidade virtual tão decantada neste início de século.Sem querer enveredar para a questão filosófica do que é realidade, isto não vem ao caso, a realidade virtual é uma possibilidade que parece perfeita. No entanto, tem como bases cálculos matemáticos que remontam à arte romana, sobretudo ao renascimento, com a idéia de perspectiva. Alberti, escultor e pintor italiano da Renascença, foi um dos primeiros a trabalhar com a visão do tridimensional, elemento que faltou aos artistas gregos.Isto foi um grande salto também para a arquitetura, possibilitando a realização de projetos. Os artistas barrocos exacerbam na ilusão de ótica com o seu ´trompe l´oeil´, ou ilusão de ótica, tentando gerar um espaço virtual, através da perspectiva. O recurso era usado nas Igrejas, por exemplo, dando idéia de infinito. O pensador francês, Jean Baudrillard, vai buscar na ilusão de ótica dos artistas barrocos a fundamentação da sua teoria do simulacro. Faz alusão ao estuque, pó de mármore, utilizado pelos artistas barrocos. Os góticos traçam caminho semelhante.Assim, como pode-se perceber, os fundamentos do mundo virtual remontam à perspectiva científica renascentista e à ilusão de ótica do barroco, entre outros elementos. A chamada cibercultura cria a possibilidade de interação a partir de junção de elementos da tenconologia da comunicação e informação. Hoje, é possível entrar num site e participar da construção de uma obra de arte. Sem contar com a utilização da internet como ferramenta para acessar museus e galerias. As chaves estão sendo substituídas por códigos.