Michael Jackson: 1958-2009 - O fim de uma era [obituário]

Michael Jackson desaparece aos 50 anos e deixa uma das mais duradouras obras da pop.

Os primeiros anos de vida artística de Michael, nascido em Gary, no Estado do Indiana, em 1958, não foram fáceis. O pai e líder do clã Jackson, Joseph, era extremamente severo e normalmente acompanhava os ensaios dos filhos com um cinto na mão. Joseph sabia que a sua ascensão da condição operária em que se encontrava dependia do talento dos filhos e por isso, desde a formação oficial do grupo em 1964, o trabalho duro era a única realidade conhecida por Michael e pelos irmãos. Em 1966, os Jackson Brothers passaram a responder pelo nome de Jackson 5 e o papel de Michael tornou-se mais relevante quando conquistaram um prémio numa mostra de talentos e puderam alargar o seu raio de acção até à cidade de Chicago. As constantes digressões pelo "chitlin circuit" (as salas da costa este e do sul que aceitavam artistas negros na época em que a segregação ainda se fazia sentir) renderam os seus dividendos quando em 1968 os Jackson 5 assinaram um contrato com a poderosa Motown de Berry Gordy. O sucesso chegou imediatamente. Berry Gordy terá percebido desde logo que a sua nova contratação era especial.
O segredo da Motown até aí assentava na ideia de linha de montagem, com especialistas para as fases de escrita, orquestração, produção e execução dos temas a trabalharem para que o produto final se destacasse. Para tratar especialmente dos Jackson 5, Gordy criou A Corporação, uma equipa de que faziam parte ele mesmo, Freddie Perren (que haveria de escrever êxitos para os Sylvers e Gloria Gaynor, entre outros), Deke Richards (que assinou hits das Supremes e Martha & The Vandellas) e Alphonso Mizell (parte dos Mizell Brothers, grandes responsáveis pela definição do som da década de 70 com as suas clássicas produções para gente como Donald Byrd e Bobbi Humphrey, na Blue Note). O resultado da junção de tais talentos criativos foi devastador: os primeiros quatro singles dos Jackson 5 chegaram todos ao primeiro lugar das tabelas - "I Want You Back", "ABC", "The Love You Save" e "I'll Be There" são quatro impressionantes clássicos que serviram de pilar a uma progressão absolutamente incrível da carreira dos Jackson 5 e sobretudo de Michael Jackson. Em 1971, apenas um ano depois de "I'll Be There", Michael estreava-se a solo com o álbum Got To Be There , a forma encontrada pela Motown para fazer concorrência directa à estreia a solo de um membro de uma outra família musical muito famosa - Danny Osmond, dos Osmonds.
A história não deixa dúvidas sobre quem terá ganho essa disputa... Ben , de 1972, foi o álbum seguinte de Michael, que se mantinha nos Jackson 5 ao mesmo tempo que impulsionava a sua carreira a solo. Music & Me , de 1973 , e Forever, Michael , de 1975, foram os dois últimos registos de Michael na Motown, com o apropriadamente intitulado Moving Violation , também de 75, a ser o derradeiro trabalho dos Jackson 5 para a mesma editora.. A Epic, selo discográfico mais tarde adquirido pelo gigante Sony, foi o passo seguinte dos irmãos Jackson que deixaram na casa de Berry Gordy não apenas a sua designação oficial - a partir de 76 os Jackson 5 passaram a ser conhecidos apenas por The Jacksons - mas também o segundo irmão mais carismático, Jermaine, que por ser casado com uma filha do patrão da Motown acabou por não acompanhar a família nessa "moving violation". Joseph Jackson, o pai, comentou o facto na época: "é o meu sangue que corre nas veias de Jermaine, não o de Berry Gordy." Em 1978, Michael assumiu o papel do Espantalho na adaptação cinematográfica do espectáculo da Broadway "The Wiz", uma nova leitura do clássico "The Wonderful Wizard of Oz" de L. Frank Baum. Com um cast inteiramente afro-americano - que registava participações de Diana Ross e Richard Pryor - dirigido por Sidney Lumet, "The Wiz" contava com a participação de Quincy Jones nas orquestrações dos temas escritos por Charlie Smalls e Luther Vandross.
O filme foi um tremendo falhanço de bilheteira e crítica, mas aproximou Quincy Jones e Michael Jackson que não tardariam a fazer história. Michael e Quincy Quincy Jones é uma verdadeira lenda. Nascido em 1933, em Chicago, aos 18 anos já tinha deixado claro que a música seria o seu futuro, quando aceitou levar o seu trompete em digressão com o lendário Lionel Hampton. Ainda na década de 50, Jones andou em digressão com Dizzy Gillespie e, em 1957, mudou-se para a mais permissiva Paris, onde estudou, entre outros, com Oliver Messiaen, um dos maiores compositores eruditos do século XX. No mesmo ano em que os Jackson 5 nasciam, 1964, Jones tornou-se no primeiro vice-presidente negro de uma grande companhia discográfica, mais propriamente da Mercury Records. Jones tinha passado por um mau bocado antes de chegar à Mercury e declarou à revista Musician que esse foi também um período de aprendizagem: "Nós tínhamos literalmente a melhor banda de jazz do planeta, mas mesmo assim passávamos fome. Foi então que descobri que existe a música e o negócio da música. Para sobreviver, tive que aprender a diferença entre os dois." Pode dizer-se que Jones tornou-se um especialista nessa preciosa diferença e não tardou a aplicar esse talento na descoberta de fenómenos musicais: em 1963, Lesley Gore, descoberta por Quincy, chegou a número 1 com o clássico "It's My Party".
Outra área em que Quincy se notabilizou foi a escrita para cinema e aí também foi pioneiro, pois não era terreno fértil para compositores negros. A convite de Sidney Lumet (o mesmo de "The Wiz"...), Quincy Jones assinou a banda sonora de "The Pawnbroker", a primeira de uma série de bandas sonoras clássicas com o seu carimbo, como "The Italian Job" ou "In the Heat of The Night", precursoras da explosão de talento negro nos grandes ecrãs com a Blaxploitation dos anos 70. Quando Michael conheceu Quincy no set de "The Wiz" não teve dúvidas e convidou o produtor e orquestrador para trabalhar na sua estreia a solo no catálogo da Epic que levaria o título de Off The Wall. Editado em finais de 1979, Off The Wall é produto de uma época em que a música negra atravessava um período de transformação. Os dias do disco sound estavam a chegar ao fim e a nova época trazia consigo a promessa de um funk mais angular apoiado nas novas tecnologias electrónicas. Richard Cook, no já citado artigo de capa da Wire, descreve Off The wall como "um passo em frente na carreira de Michael, da mesma forma que Music of My Mind tinha sido um passo em frente para esse outro menino-prodígio da Motown, Stevie Wonder, quase dez anos antes."
Com Rod Temperton (músico e compositor britânico que fez parte dos Heatwave, o grupo multi-nacional - com americanos, ingleses, um espanhol, um checo e um jamaicano a bordo! - que obteve enorme sucesso com o clássico "Boogie Nights") de serviço, Quincy criou um álbum que definitivamente impôs Michael como o mais popular dos artistas negros da sua época, muito graças ao enorme impacto de temas como "Don't Stop Til You Get Enough" ou "Rock With You" que levaram Off the Wall a ter um comportamento de excepção na Billboard: 48 semanas no Top 20 que se traduziram em 20 milhões de cópias vendidas em todo o mundo! Thriller Em 1984, quando foram divulgadas as até então inéditas 12 nomeações do homem de Thriller para os Grammys, o New York Times escrevia que "no mundo da música pop há Michael Jackson de um lado e todas as outras pessoas do outro". O incrível dessa frase é que quando foi originalmente publicada não continha o mínimo exagero porque, de facto, Michael era um singular caso de sucesso e talento. Gravado entre Abril e Novembro de 1982, Thriller contou com a colaboração de vários dos membros dos então líderes do rock mais adulto, os Toto, que nesse mesmo ano tinham visto a sua reputação aumentar graças ao enorme sucesso do tema "Africa" (impressionante obra-prima AOR!).
Por esta altura, tudo indica que Quincy Jones já tinha dominado na perfeição a diferença entre música e negócio, conseguindo conjugar as duas faces da mesma moeda de forma absolutamente perfeita. Richard Cook escrevia em 1991 que "o que eleva este disco é a forma como Jackson ilumina os valores de produção absolutamente perfeitos de Jones com uma personalidade explosiva." Ou seja, Thriller , pode dizer-se, é um disco sem falhas que traduz a sua época (ver caixa) ao mesmo tempo que antecipa o futuro numa produção absolutamente visionária encimada por uma interpretação de puro génio. "Billie Jean", "Beat It" ou "Thriller" são canções a todos os títulos perfeitas que Michael transformou em poderosos clássicos que teimosamente recusam a passagem do tempo: todos os anos saem para o mercado de djs bootlegs desses temas que provam a sua eterna vitalidade nas pistas de dança. Em 1984, a Time Magazine descrevia Michael como "estrela de discos, rádio e vídeos rock. Uma equipa de um só homem capaz de salvar a indústria. Um escritor de canções que estabelece o ritmo para uma década. Um bailarino com os pés mais sofisticados da rua.
Um cantor que atravessa todas as divisões de estilo, gosto e até cor. Michael Jackson, 25 anos de idade." Thriller era um álbum com 9 temas. Sete chegaram ao top 10 de singles. E isso tem que querer dizer alguma coisa. Sozinho, Thriller deu à indústria discográfica uma das melhores performances até à época. E também estabeleceu uma nova fasquia para o sucesso de um artista: em 84, John Branca, advogado de Michael, explicava à revista Time que o seu cliente tinha uma das mais altas percentagens de royalties do país que se traduziam em dois dólares por cada unidade vendida. Multiplicando esses dois dólares pelos 100 milhões de cópias vendidas é fácil perceber de onde veio a vida de luxo extremo levada por Michael a partir do rancho Neverland equipado com o seu próprio parque de diversões e zoo privado. Thriller, 25 anos depois Vinte e cinco anos passados sobre a edição de Thriller deixam claro que Michael nunca mais atingiu a fasquia desse álbum (apesar de haver momentos especiais em Bad , o álbum que marca a última colaboração com Quincy Jones, como são os casos de "Smooth Criminal" e "Man in the Mirror"), mas também que a pop nunca mais foi a mesma. Michael ajudou a transformar a pop num negócio global e, de certa forma, foi uma vítima dessa nova realidade, vendo a sua vida exposta nos media de todo o mundo.
Homem profundamente perturbado, teve problemas com a lei devido ao seu relacionamento com menores que muitas testemunhas descreveram em tribunal ser pouco saudável, para usar um eufemismo. Também não lidou com a paternidade da melhor forma e o episódio do filho pendurado numa janela de hotel foi mais uma das manchas na sua vida. Desaparece agora deixando uma obra ímpar e colossal. E, pode dizer-se, com ele morre uma era.

Flauta de 35 mil anos é o mais antigo instrumento musical do mundo

Primeiros humanos modernos da Alemanha produziram instrumentos. Matéria-prima foi osso e marfim; para pesquisadores, é a origem da música.
A asa de um abutre e presas de mamute serviram de matéria-prima para produzir os mais antigos instrumentos musicais do mundo, afirma um estudo na edição desta semana da revista científica "Nature". São flautas encontradas em cavernas do sudoeste da Alemanha, testemunhas de uma aparente explosão de criatividade que tomou conta dos primeiros seres humanos a colonizarem a Europa.
Foto: H. Jensen/Universidade de Tübingen

As flautas de osso (a mais completa e bem preservada) e de marfim foram encontradas e analisadas pela equipe de Nicholas J. Conard, arqueólogo da Universidade de Tübingen (Alemanha) que é um dos maiores especialistas nessa aparente Semana de Arte Moderna que aconteceu há cerca de 35 mil anos, na Europa da Idade do Gelo.

Foto: M. Malina/Universidade de Tübingen

A escavação; no detalhe da flecha, os fragmentos das flautas de marfim (Foto: M. Malina/Universidade de Tübingen)

Depois de remontada, a flauta de osso de abutre revelou ter quase 22 cm de comprimento (embora ela não esteja inteira, até onde os pesquisadores podem estimar; pode ser que ela fosse ainda mais comprida). Com cinco buracos para os dedos, os arqueólogos estimam que ele pudesse produzir uma variedade de notas tão grande quanto a da maioria das flautas modernas.

Antes da descoberta, alguns pesquisadores tinham proposto que os neandertais, nossos parentes extintos mais próximos, também tinham tradições musicais. No entanto, os instrumentos alemães apresentam a primeira prova inequívoca da existência de música entre seres humanos modernos ou seus parentes. Na mesma época, artes como a pintura e a escultura também estavam emergindo na Europa.

NÃO DEIXEM DE VER ESTA MARAVILHA !!

Vão com calma e passeiem neste longo quadro. Desloquem o cursor de um lado para o outro. Logo que apareçam os quadrados brancos cliquem neles. É um quadro chinês muito célebre. As pessoas fazem fila de horas no museu de Xangai para o ver. O quadro foi pintado cerca de 1085-1145, durante a dinastia da "Canção do Norte". Foi repintado durante a dinastia Qing. Mede 5,28m de comprimento e 24,8cm de altura. É considerado como um dos grandes tesouros da China e foi exposto no museu de arte de Hong-Kong no ano passado.

Fresco de 8,6 gigapixels


HAL 9000, um grupo italiano especializado em restauro e preservação de obras de arte, colocou na Net uma gigantesca imagem de 8,6 gigapixels de um fresco italiano de 1513, existente na Igreja de Santa Maria delleGrazie, em Varalli Sesia, na Itália, da autoria de GaudenzioFerrarri, um dos grandes mestres do Renascimento. O grupo afirma ser a maior fotografia de alta resolução do mundo. O resultado final é surpreendente.
A possibilidade de ampliar a imagem até ao mínimo pormenor, leva ovisitante a conhecer a obra de arte com um detalhe que, de outra forma,seria impossível.
O Requiem de Mozart que acompanha a visualização da imagem torna aexperiência ainda mais atraente.

Matosinhos em Jazz despediu-se em grande


Depois dos Quadro Nuevo a abrir o Festival no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a norte-americana Maria Shneider fez as honras de abertura do Festival Matosinhos em Jazz 2009 no auditório da Exponor na noite de 14 de Maio. A compositora e directora da orquestra com o seu nome e uma das referências do jazz contemporâneo, dirigiu a Orquestra de Jazz de Matosinhos num programa preenchido por obras suas.
Um concerto para toda a família, em que sobressaiu a sonoridade encorpada, segura e pronta para qualquer desafio da Orquestra de Jazz de Matosinhos. Para tocar a música de Maria Schneider, a formação ensaiou apenas durante três dias com a compositora. Quem não soubesse diria, certamente, que estava ali o fruto de um longo trabalho.Seguiu-se Maria Anadon no dia 15, considerada por muitos a melhor voz feminina do jazz nacional e o sexteto liderado por Arturo Sandoval, fundador do grupo mais místico da música cubana, Irakere, e o melhor instrumentista, entre 1982 e 1990 da música cubana.
Foram alguns dias de concertos e de múltiplas actividades paralelas que culminaram no dia 16 de Maio com as actuações do jovem guitarrista Sandro Norton, um filho da terra, que se apresentou em versão noneto, bem como o Trumpet Summit, um projecto iniciado em 1995 para o Festival francês Jazz in Marciac, que tem vindo a reunir em palco alguns dos mais talentosos trompetistas da actualidade.Foi, assim, da melhor forma, que terminou mais um Festival Internacional Matosinhos em Jazz, um certame cujo sucesso se deve ao saber e à experiência acumulada que faz atrair um público cada vez mais exigente e diferenciado.
Fotografia de Rui Bonito - UNITED PHOTO PRESS
rui.bonito@unitedphotopressworld.org

Conexões reúne diversas linguagens da arte contemporânea

Obras de 16 artistas plásticos formam panorama atual das artes visuais brasileiras.



A exposição Conexões reúne obras de 16 artistas que fazem parte do circuito brasileiro de artes, de 15 a 30 de maio, no Centro Cultural Raul de Leoni, em Petrópolis. Um dos objetivos da mostra é estimular, entre os visitantes, a reflexão sobre a diversidade da produção artística contemporânea brasileira. A Conexões acontece no âmbito da XIII Mostra Minimalista, que aborda outras manifestações artísticas como o teatro e a dança.

A exposição tem curadoria de Gláucia Mayer, também artista plástica, que selecionou os trabalhos no intuito de apresentar ao público um recorte variado de artistas que utilizam diferentes tipos de suporte, como pintura, escultura, objetos e vídeo.

Além de a curadoria ter sido formulada sob a ótica de um artista, ela buscou facilitar a comunicação com o público de várias formas. “Pedi aos artistas para que escrevessem sobre os seus trabalhos, mas com uma linguagem menos formal, mais livre.”, explica Gláucia Mayer, que também disponibilizará um email para esclarecer dúvidas e fornecer informações ao público interessado.

Os artistas - Entre os artistas convidados figuram nomes, como o de Gustavo Speridião, destaque da nova geração de artistas; Pedro Varela - que recentemente teve exposição solo na galeira A Gentil Carioca - e Carolina Ponte, que atualmente vivem e trabalham no México; e João Penoni, radicado em Londres.

Além deles, participam outros artistas cariocas — além dos petropolitanos Juliana Nicolay, Nelson Ricardo e Rosa Paranhos — que vem produzindo interessantes trabalhos em linguagens contemporâneas. Neste sentido, a Conexões será uma excelente oportunidade para o público conhecer e refletir sobre a arte que feita no Brasil hoje.

Artistas participantes: Ana Luisa Flores, Andrei Müller e Gustavo Speridião, Carolina Ponte, Cris Oliveira, Flávia Metzler, Gabriela Mureb, João Penoni, Juliana Nicolay, Leonardo Ayres, Marcelo Mello, Nelson Ricardo, Pedro Varela, Pontogor, Rodrigo Torres, Rosa Paranhos, Tatiana Dager

De 15 a 30 de maio.de 2009, de segunda a sábado de 13h às 19h - domingo de 12h às 17h, n Centro de Cultura Raul de Leoni, Praça Visconde de Mauá, 305 – Centro Histórico, Praça Visconde de Mauá, 305 – Centro Telefone: (24) 2247-3747. Informações ao público: conexões@glauciamayer.com.br Entrada Gratuita.


Primavera parisiense nos museus traz Warhol, Kandinsky e De Chirico

A exposição de Beatriz Milhazes na Fundação Cartier não é um acontecimento isolado em Paris. Ela tem o privilégio de fazer parte de uma safra de eventos culturais singular até para a capital francesa. Neste momento, mais de uma dezena de grandes mostras de pintura, escultura e fotografia leva milhares de pessoas a museus como o Grand Palais, o Centro Pompidou e o Quai Branly. Um dos maiores destaques da temporada de primavera na Europa é Andy Warhol.
O homem que sintetizou a pop art é revisto em retrospectiva que explica o princípio da repetição celebrizado pelo artista. Mais de 100 mil visitantes estiveram no Grand Palais nos primeiros 20 dias de portas abertas. O abstracionismo do pintor russo Vassily Kandinsky é outro a atrair milhares de espectadores ao Centro Pompidou. O sucesso da mostra Jaune Rouge Bleu ("Amarelo Vermelho Azul") se explica pela reunião única dos três maiores acervos do pintor, guardados pela Städtische Galerie, de Munique, pelo Guggenheim de Nova York e pelo Pompidou.

A riqueza de alternativas joga às sombras mostras singulares. Relegado ao Museu de Arte Moderna, o pintor italiano Giorgio de Chirico recebe na cidade - pela primeira vez em 25 anos - retrospectiva com 170 de suas "pinturas metafísicas". E há ainda o renascentismo do italiano Lippi, no Museu de Luxemburgo, o romantismo de Willian Blake, no Petit Palais, e os anos parisienses de Alexander Calder, além de Une Image Peut Cacher Une Autre (Uma imagem pode esconder uma outra), sobre as mensagens semióticas de pintores como Dalí.
Além da pintura, os admiradores da fotografia têm pelo menos duas grandes opções: a primeira no Museu d’Orsay, é Voir l’Italie et Mourir (Ver a Itália e morrer), imagens das ruínas de Roma feitas no século 19 com os primeiros aparelhos fotográficos, os daguerreótipos, que marcam o "grande retorno" dos europeus à Itália, revigorando a fonte de inspiração dos pintores do século 16. A segunda, Controverse (Controvérsia), na Biblioteca Nacional da França, exibe fotos que despertaram a polêmica mundial, como as do italiano Oliviero Toscani para a Benetton.
Já os aficionados pela escultura podem redescobrir, em Oublier Rodin? ("Esquecer Rodin?"), as influências, às avessas, que a obra de Rodin produzia em artistas clássicos como Maillol, Bernard e Lehmbruck e modernos como Duchamp e Brancusi. Membros da "nova geração" de escultores entre 1905 e 1914, eles queriam se emancipar do gênio de Rodin e buscar novos rumos para sua arte.
E para quem ama música há no Quai Branly Le Siècle du Jazz ("O Século do Jazz"), mostra criada pelo filósofo e crítico de arte Daniel Soutif que recupera o gênero como fenômeno cultural e prova suas relações com as artes gráficas do século 20.(AE)

Exposição de casal de cadáveres a fazer sexo provoca escândalo

Uma exposição do anatomista alemão Gunther von Hagens, que abriu ontem em Berlim, está a provocar escândalo entre políticos e dignatários eclesiásticos.
Veja o video aqui

Galeria a céu aberto

Depois de ancorar o Monumento às Bandeiras e equilibrar bicicletas sobre a Paulista, o artista-pop-engajado Eduardo Srur enfileirou vinte garrafas PET gigantes no Rio Tietê.

As margens do Rio Tietê, entre as pontes do Limão e da Casa Verde, amanheceram tomadas por garrafas pet gigantes. Durante os dois meses em que ficaram expostos, os vinte infláveis, nas cores verde, vermelho e laranja, roubaram a atenção dos mais distraídos dos motoristas. Com as embalagens, já são oito as intervenções do paulistano Eduardo Srur na cidade. Foi ele quem equilibrou seis bicicletas sobre cabos de aço em plena Avenida Paulista, em novembro do ano passado.

Em 2006, espalhou bonecos de plástico remando sobre uma centena de caiaques ao longo do Rio Pinheiros. O nome do artista pode ser ainda desconhecido da maioria, mas é difícil não cruzar por aí com uma de suas obras - ou pirações, dependendo do ponto de vista. Em escalas proporcionais ao tamanho da metrópole, misturam humor e crítica social em doses muito bem planejadas.

"A gente atravessa as marginais e quase nem percebe mais a sujeira do rio", diz Srur, uma espécie de ecochato das artes. "Espero que com as garrafas PET no Tietê eu chame atenção para o problema do esgoto." Para viabilizar a nova instalação, ele enfrenta há catorze meses uma rotina de cálculos, pesquisas e negociações com a prefeitura.

Com a ajuda de especialistas, chegou a um vinil de aspecto semelhante ao das embalagens comerciais, mas resistente às variações do clima. Para elas brilharem à noite, colocou ainda dez lâmpadas frias no interior de cada protótipo. Vão dar o que falar, mais uma vez.

Cerca de 8.000 crianças de escolas estaduais verão os modelos de perto. Elas navegarão em barcos pelo rio e, ao término da mostra Quase Líquido, organizada pelo Itaú Cultural, receberão mochilas feitas com o plástico reciclado das enormes garrafas infláveis.

Aos 33 anos, formado em artes plásticas pela Faap, Srur começou, como a maioria dos artistas, pintando telas. Logo resolveu partir para as tais ações urbanas. A idéia era ampliar o número de espectadores e provocá-los.

Não à toa, sua grande referência é o artista americano, de origem búlgara, Christo. Dono de um currículo extenso de intervenções, embrulhou em 1995 o Parlamento alemão, em Berlim. "Com ele eu aprendi a ter uma visão de empreendimento", conta Srur. "Christo não se intimida em ter 300 pessoas a seu serviço para conseguir o que quer."

Desde o primeiro trabalho da série, Acampamento dos Anjos, em 2004, ele afinou sua capacidade de surpreender os paulistanos. Na época, pendurou 35 barracas de camping na então estrutura de concreto abandonada no Jardim Paulista - hoje, o Instituto Doutor Arnaldo.

"Suas criações têm um tom pop engajado interessante, com mensagens bem diretas", afirma o crítico e curador Cauê Alves. "Uma obra puxa a outra", diz Srur. "Das garrafas PET que se prenderam aos caiaques dois anos atrás surgiu, por exemplo, a idéia da intervenção que exponho agora." E vem mais.


Conheça os dez museus mais visitados do mundo

Não é à toa que milhões de pessoas enfrentam filas. Neles estão alguns dos quadros mais famosos que conhecemos, objetos da antiguidade ou as mais surpreendentes esculturas contemporâneas. Veja quais foram os dez museus mais visitados do mundo em 2008 :

1. Louvre, Paris (http://www.louvre.fr/ ) - É, de longe, o mais visitado museu do mundo e parada obrigatória para quem quer conhecer os maiores frutos da civilização, começando no Egito, passando pela Vênus de Milo, pela Monalisa, e chegando até o século XIX. Em 2008, foram ao Louvre 8,5 milhões de pessoas.

2. British Museum, Londres (http://www.britishmuseum.org/ ) - Fundado em 1753, é um dos primeiros do mundo moderno. Seu acervo possui mais de 7 milhões de objetos de todos os continentes (muitos guardados por falta de espaço). Entre suas relíquias mais famosas está a Pedra de Roseta, um bloco de granito negro com as inscrições que deram a chave para entender os hieróglifos egípcios.

3. National Gallery of Art, Washington D.C. (http://www.nga.gov/ ) - Possui uma coleção de 116 mil pinturas, desenhos, fotografias, esculturas e outras obras de arte produzidas no Ocidente. Mais antiga, sua ala oeste guarda trabalhos europeus e americanos criados até o começo do século XX. Obras mais recentes ficam na parte leste do museu.

4. Tate Modern, Londres (www.tate.org.uk/modern ) - Existe um caso de amor entre o público e o local, embora alguns críticos digam que a bela vista do Tâmisa influencia nesse sucesso. Instalado em uma antiga usina, possui mais de 60 mil trabalhos de arte moderna em constante rotação, incluindo Matisse, Warhol, Duchamp, Rodin e Rothko.

5. Metropolitan Museum of Art, Nova York (http://www.metmuseum.org/ ) - Megalômano, o MET, como é conhecido, se gaba por ter 2 milhões de peças de arte, abrangendo 5 mil anos de cultura, da pré-história ao presente. Essa coleção não se restringe exclusivamente a obras ocidentais, o que torna o museu um ótimo lugar para conhecer também a arte asiática e islâmica.

6. Museus Vaticanos, Roma (mv.vatican.va ) - Como o próprio nome diz, não é uma, e sim um conjunto de instituições culturais da Santa Sé, dispostas em um mesmo local. O gigantesco acervo é formado pelas obras artísticas e peças antigas reunidas pelos papas ao longo de muitos séculos. Destaque para as estátuas e bustos clássicos, os artefatos egípcios e etruscos e para as pinturas renascentistas.

7. National Gallery, Londres (http://www.nationalgallery.org.uk/ ) - O grande trunfo desse museu não é a quantidade de obras, mas a qualidade delas. Há aqui pinturas do século XIII ao fim do XIX, bastante representativas para seus períodos, como os jogos de luz de Caravaggio, a vênus com seu espelho de Velázquez e girassóis de Van Gogh.

8. Musée d'Orsay, Paris (http://www.musee-orsay.fr/ ) - Instalado em uma antiga estação de trem, contém uma supercoleção de obras impressionistas - Monet, Renoir, Pissarro, Sisley, Degas, Manet - e pós-impressionistas - Van Gogh, Cézanne, Seurat, Matisse. Exibe ainda trabalhos de Art Nouveau.

9. Musée d'Art Moderne de la Ville, Paris (http://www.mam.paris.fr/ ) - Seu acervo ilustra as principais correntes do século XX, como fauvismo, cubismo, dadaísmo, surrealismo e expressionismo. No total, são mais de oito mil obras, incluindo de Matisse, Picasso, Braque, Modigliani e Chagall.

10. Museum of Modern Art, Nova York (http://www.moma.org/ ) - Foi criado em 1929 para apresentar aos nova-iorquinos a vanguarda das artes. Passados 80 anos e muitas reformas, o MoMA possui hoje mais de 150 mil pinturas, desenhos, esculturas, peças de design e fotografias, entre outros. Visite para ver obras-primas como Noite Estrelada, de Van Gogh, Les demoiselles d'Avignon, de Picasso, e Dança, de Henri Matisse.

Dez programas do Ano da França no Brasil

O Ano da França no Brasil começa oficialmente no dia 21 de abril e terá uma série de atividades relacionadas ao tema em todo o Brasil até o final do ano. Época São Paulo indica os primeiros eventos na capital paulista. Confira:

Cinema francês no Mube
O Museu Brasileiro da Escultura apresenta o Cine Clube MuBE - Aliança Francesa com filmes de renomados diretores. O evento exibe produções francesas que apresentam o universo das artes plásticas dentro do cinema. Entre os filmes da programação do final de abril e maio estão obras do diretor Alan Resnais e documentários que retratam a história da moda na França. A agenda está no site www.mube.art.br.
MuBE: Rua Alemanha, 221, Jardim Europa, tel.: (11) 2594-2601. Grátis.


Fernand Léger: relações e amizades brasileiras

 Divulgação

Obra La chapelinade le charlot cubiste VIII

Cerca de 50 obras de Fernand Léger, entre pinturas, desenhos, projetos de murais e cenografia, álbuns de gravura, fotografias e documentos. Léger é um dos artistas mais importantes da Escola de Paris – termo que remete à comunidade de artistas modernistas, franceses e estrangeiros, que moravam e trabalhavam em Paris na primeira metade do século XX. Sua obra expressa uma nova maneira de pensar a arte, por meio da identificação entre o ritmo da vida moderna e o humanismo cotidiano. O artista nunca esteve no Brasil, mas exerceu grande influência na obra de Tarsila do Amaral (1886 – 1973), que freqüentou o ateliê do artista em Paris, em 1923.
Até 7 de junho, de terça a domingo, das 19h às 18h. Pinacoteca do Estado: Praça da Luz, 2, tel.: (11) 3324-1000. Ingresso: de R$ 2 a R$ 4, grátis aos sábados.

Olhar e fingir: fotografias da coleção Auer
Uma seleção com obras de grandes nomes da fotografia como Cartier-Bresson, Brassaï e Man Ray. A exposição reúne cerca de 290 peças da abrangente coleção do casal Michel e Michèle Auer e compreende quase 170 anos de história.

Os curadores selecionaram imagens que trazem à tona a criação da fotografia contada pelo prisma de artistas transgressores. No lugar de buscar uma cópia do mundo real, esses artistas se apropriaram da fotografia para falar do imaginário, do universo das sensações e das percepções não visíveis representadas por meio de experimentações e metáforas visuais. A fotografia como invenção e não como catalogação do mundo. A câmera como um instrumento de acesso à imaginação.
De 23/3 a 18/6, de terça a domingo e feriados, das 10h às 18h. MAM: Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 3, tel.: (11) 5085-1300. Ingresso: R$ 5,50.

Entre-Temps
A mostra de videoarte se divide entre o MIS e o Paço das Artes e conta com trabalhos de artistas franceses ou radicados na França. A seleção privilegiou a década de 90 com obras que experimentam linguagens e tratam áreas diversas, como ciência e filosofia. Há desde animes e retransmissão de um jogo de futebol a documentário sobre um projeto de arquitetura.
De 24/3 a 28/6, de terça a sexta, das 12h às 19h; sábado, domingo e feriado, das 11h às 18h. MIS: Avenida Europa, 158, Jardim Europa, tel.: (11) 2117-4777. Grátis.

À Procura de um Olhar – Fotógrafos franceses e brasileiros revelam o Brasil

 Divulgação

Imagem feita pelo francês Pierre Verger que estará na mostra na Pinacoteca


A fotografia do século XX é retratada em 200 imagens em preto e branco e coloridas de grandes nomes como Pierre Verger, Jean Manzon e Bruno Barbey. A mostra presta uma homenagem ao antropólogo e filósofo Claude Lévi-Strauss (Bérgica, Bruxelas, 1908) com imagens realizadas entre 1935 e 1937, em locais como Avenida São João, durante o Carnaval, e em outras ruas da região central da cidade.
De 25/3 a 28/6, de terça a domingo, das 19h às 18h. Pinacoteca do Estado: Praça da Luz, 2, tel.: (11) 3324-1000. Ingresso: de R$ 2 a R$ 4, grátis aos sábados.

Virada Cultural
O Ano França-Brasil trará para a cidade de São Paulo grupos e intervenções urbanas de grande formato durante a Virada Cultural. Artistas de rua consagrados farão apresentações inéditas pelo centro velho. Na abertura do evento, as sirenes do grupo francês Mecanique Vivant, instaladas sobre os edifícios da região da Praça do Patriarca, darão a largada na maratona de espetáculos.

No dia 1 de maio, sexta-feira, às 22 horas, o grupo francês Carabosse irá se apresentar no Parque da Luz. Haverá reapresentação do espetáculo no dia 2, às 22 horas. A companhia mostra uma grande instalação visual e sonora, que faz uso do fogo e da música; a idéia principal é estimular os sentidos. Já o grupo "Les Piétons" apresenta Rue de l'atribut, espetáculo consagrado nos mais importantes festivais europeus de teatro de rua.
Das 18h do dia 2 de maio até às 18h do dia 3.

Paris é uma festa!
A programação do Sesc Pompeia durante a Virada Cultural fará um breve passeio noturno por algumas expressões culturais vividas nos séculos 19 e 20 na França. Os eventos envolvem poesia e apresentações de danças e bonecos.
Dia 2/5 a partir das 18h. Sesc Pompeia: Rua Clélia, 93, tel.: (11) 3871-7700. Grátis.


Arte na França 1860-1960: O Realismo

 Divulgação

Obra de Joan Miró

A mostra no MASP reúne mais de cem obras produzidas sob influência do realismo francês. A mostra faz um passeio por um século de arte produzida na França e levanta as questões das diversas e contraditórias manifestações do Realismo.
A exposição cobre o período desde que a arte feita na França se afirmou e dominou o panorama cultural até o momento em que a arte feita nos EUA ascendeu ao primeiro posto. São obras de artistas franceses e estrangeiros que produziram França ou que por lá passaram, como Picasso, Dali e Miró. Estão incluídos trabalhos dos diversos movimentos e escolas, abordadas sob a perspectiva do Realismo - seus pontos de partida, suas versões e propostas.
De 7/5 a 28/6, terça-feira a domingo e feriados, das 11h às 18h; quinta até 20h. MASP: Av. Paulista, 1.578, tel.: (11) 3251 5644. Ingresso: de R$ 7 R$ 15, gratuito às terças-feiras.

O Francês no Brasil em todos os sentidos
Primeira mostra binacional do Museu da Língua Portuguesa, a exposição mostrará os pontos de contato dos idiomas e culturas do Brasil e da França. O público verá, por exemplo, como palavras de origem francesa foram absorvidas e transformadas pela língua portuguesa. Culinária, moda, ciência, dança, música e literatura também serão abordadas, já que todas essas formas de arte no Brasil carregam uma forte influência da cultura francesa.

A mostra será dividida em 14 espaços expositivos diferentes, separados de acordo com o tema abordado. Além de uma cenografia onde, por exemplo, será reproduzida uma típica rua de Paris, a exposição terá recursos audiovisuais para exibição de vídeos e áudios.
A partir de 11/5, de terça a domingo, das 10h às 17h. Museu da Língua Portuguesa: Praça da Luz, s/nº, Centro, tel.: (11) 3326-0775. Ingresso: R$ 4, grátis aos sábados.

Dia da família
O programa Dia da Família, promovido pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), oferece atividades culturais e recreativas gratuitas para pais e filhos realizarem em conjunto. Em parceria com a Cinemateca do Consulado da França, a instituição exibirá no dia 31 de maio oito curtas franceses.

A programação começa às 15h e terá os filmes 2 Toneladas, Versus, Entre Duas Migalhas, O Rabo do Ratinho, Dynamo, Para que Serve o Amor?, O Príncipe Pequeno e Os Três Inventores.
Após a exibição, as crianças farão fantoches com varinhas, em homenagem ao Teatro de Guignol, espetáculo de marionetes que surgiu nas praças de Paris.
Dia 31/5, a partir das 15 h. CCBB: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro, tel.: (11) 3113-3651. Grátis.

Museu Virtual de Arte Brasileira

Não é uma proposta para quem vai aproveitar o fim-de-semana ao sol, a não ser que leve o portátil, mas para quem vai ficar por casa mas com intenções de voar mais alto. A lista de artistas presentes no Museu Virtual de Arte Brasileira é simpática e os trabalhos que pode visualizar também, sempre acompanhados da respectiva informação de enquadramento. À pintura e escultura juntam-se nesta plataforma textos e vídeos que permitem conhecer um pouco mais da cultura brasileira.

Louvre inaugurou há 20 anos a sua pirâmide de vidro e aço.

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Programa para celebrar a emblemática obra do arquitecto Ieo Ming Pei vai começar em Paris sexta-feira. Incluiu um debate sobre arquitectura de museus e a projecção de poemas de Jenny Holzer nas fachadas.
Polémica desde o anúncio da sua construção feito pelo então presidente François Mitterrand, a pirâmide que alberga a principal entrada do Louvre é actualmente um ícone de Paris e do museu mais visitado do mundo. Com 21 metros de altura, 34 de largura e assente numa superfície de mil metros quadrados, aquela obra-prima do arquitecto Ieo Ming Pei celebrou ontem os 20 anos da sua inauguração e é agora alvo de um vasto programa de comemorações.
Colóquios, concertos, projecções luminosas, conferências, publicações, sessões de cinema e passeios nocturnos musicais estão entre o rol de actividades que, segundo a agência Efe, terão início no próximo dia 3 de Abril. Com um programa dedicado à juventude e centrado na nova política de entradas gratuitas, em todos museus tutelados pelo Estado francês, oferecidas ao público entre os 18 e os 25 anos. De 7 a 10 de Abril, a artista norte-americana Jenny Holzer vai projectar vários poemas luminosos nas fachadas do museu.
A 8 de Abril vai ser homenageado Ieo Ming Pei - o arquitecto sino-americano (nascido em Cantão, em 1917), que em 1983 conquistou o Prémio Pritzker, autor de obras como o principal terminal do aeroporto JFK (Nova Iorque), o Rock n'Roll Hall of Fame (em Cleveland, também nos EUA) e o Museu de Arte Moderna do Luxemburgo.
Pei será um dos projectistas presentes num debate sobre arquitectura de museus, que contará com a participação de Rafael Moneo e Jean-Michel Wilmotte (autor da remodelação do Museu do Chiado, em Lisboa).
Pelo Museu do Louvre passaram em 2008, de acordo com os números divulgados pelo The Art Newspaper, 8,5 milhões de visitantes (o segundo mais visitado foi o British Museum, em Londres, com 5,93 milhões de pessoas). Um caso bem sucedido de integração da arquitectura contemporânea numa zona histórica, graças à "profunda redefinição da imagem pública e dos seus usos sociais", referem os promotores.
Rematado pela emblemática pirâmide de vidro e aço, o plano de Pei para o 'Grand Louvre' , que passou também pela requalificação do Jardim das Tulherias, foi tudo menos pacífico. Sofreu, por isso, várias alterações, como a redução do tamanho da pirâmide ou a retirada do projecto do grande corredor semi-subterrâneo por onde deveriam entrar, segundo as estimativas 4,5 milhões de pessoas por ano.
O plano implicou mesmo a realização de escavações arqueológicas na chamada Cour Napoléon, onde foi criada a ligação, no subsolo, entre as três alas do edifício em 'U'. Palácio Real fundado por Carlos V no século XIV, o Louvre, recorde-se, foi transformado em museu em 1793, quatro anos depois da Revolução Francesa.
Repartidas pelas alas Denon, Richelieu e Sully, as 300 salas do museu acolhem actualmente 55 mil peças (de um acervo que ascende às 450 mil), de antiguidades da Grécia, Roma e Antigo Egipto à Arte Islâmica, Escultura, Artes Decorativas ou Desenho. Sem esquecer, claro, a importantíssima colecção de Pintura, que tem como vedeta a famosa Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci, principal atracção do Louvre e grande responsável pelas filas que diariamente se formam em redor da pirâmide.

O Museu Reina Sofia de Madrid em época de mudanças históricas

O diário espanhol El País, que dá a notícia, classifica a decisão como "histórica": a partir de finais de Maio, o Museu Nacional Rainha Sofia, de Madrid, passa a integrar e a mostrar obras anteriores a 1881; para tudo o que for posterior a 1960 ficam reservados dois andares da ala mais recente, a ampliação assinada por Jean Nouvel.

É um corte com a actual lei orgânica do museu, que estabelece a baliza no ano de nascimento de Pablo Picasso. E já se estão a criar sinergias: o Museu do Prado já pôs à disposição duas séries de gravuras assinadas por Goya - Os Caprichos e Desastres de Guerra. Se assim o desejar, Manuel Borja-Villel, o director do Reina Sofia que tomou posse em finais de 2007, prometendo uma era de mudança, está agora à vontade para as integrar como depósito nas colecções do seu museu.

Não é uma pequena mudança de estratégia, mais uma redefinição identitária de fundo: Borja-Villel deixou-se inspirar pelos modelos de associação livre de imagens do conhecido historiador alemão Aby Warburg (1866-1929) e, com a sua nova estratégia, quer contar "a história da arte a partir de Espanha" sem medo de anacronismos e confrontos.

Em vez de uma grande narrativa, um arquipélago de micronarrativas com o cinema e a fotografia a entrar em força: na nova vida do museu, 39 salas em seis mil metros quadrados vão seguir esta lógica idiossincrática, pensando-se, por exemplo, que o negrume de Goya deverá "explicar" a obra de Gutiérrez Solana, que Buster Keaton poderá "explicar" aspectos do cubismo e que as Três Figuras de Dalí fazem todo o sentido lado a lado com uma projecção de Un Chien Andalou, de Luis Buñuel.

Borja-Villel diz que é um modelo único: "Nenhum museu de arte moderna do mundo faz isto. Digo-o como facto objectivo", explicou à imprensa espanhola.

Precisamente, One Week, o filme de 1920 de Keaton em que uma casa se decompõe em vários planos sob a força do vento, surgirá lado a lado com pinturas ligadas ao cubismo, da mesma forma que La Guerre est Finie (1966), de Alain Resnais, surgirá como símbolo de um momento de ruptura histórico, anunciando as salas dedicadas à produção artística posterior a 1960, agora no piso térreo e no primeiro andar do edifício do museu assinado por Nouvel, em vez de no quarto andar do edifício antigo.

Nas palavras de Borja-Villel, esta era uma decisão incontornável: "Era necessário fazer um salto físico, de um edifício a outro, para marcar a distância, a ruptura que se segue aos anos 50, a década de ouro da arte espanhola, que podia ter sido e não foi".

Ainda segundo o director do museu, o novo plano de aquisições terá como objectivo essencial colmatar lacunas sobretudo no que toca às décadas posteriores a 1960. Recentemente, o museu comprou, por exemplo, três cabeças do escultor italiano Medardo Rosso, "vários Picabias, três objectos de Marcel Duchamp, um Tàpies e muita obra contemporânea".

José de Guimarães participa, a partir de quarta-feira, na Feira Art Paris

O artista plástico José de Guimarães vai participar na Feira Art Paris, no Grand Palais da capital francesa, disse hoje à Lusa fonte ligada ao artista. As obras de José de Guimarães fazem parte da representação da galeria italiana San Carlo, de Milão, Itália, naquela feira de arte. O artista vai expor um conjunto de obras intitulado Les Favelas. Estas instalações foram produzidas entre 2007 e 2009 e integram a série Brasil (2007). A exposição Art Paris será inaugurada quarta-feira e estará patente ao público até dia 23, estando a Galeria San Carlo situada no stand G6 daquela feira de arte.
José de Guimarães vive e trabalha entre Lisboa e Paris, desde 1995.
A passagem por Angola numa comissão de serviço militar entre a década de 60 e 70 do século passado tornar-se-ia um vector determinante na definição do seu vocabulário artístico. Foi o contacto com especialistas em etnologia africana que o conduziu à compreensão de uma simbologia existente em muitas peças de arte negra e sugeriu-lhe um projecto artístico movido por uma tentativa de osmose entre duas formas de expressão plástica, europeia e africana.
Mas se na primeira década de produção artística se baseia em África, nos mais de quarenta anos de carreira, encontram-se séries completas dedicadas à filosofia e às culturas chinesa e japonesa, à arte de Rubens, à literatura de Camões ou à concepção particular da morte no México.
Nos últimos anos, verifica-se que o seu percurso reflecte uma vocação de formas e figuras tendencialmente mais cosmopolita, tendo a sua expressão plástica vindo a acentuar a convivência de todos os vectores dominantes num longo percurso artístico.
Tem também vindo a privilegiar a utilização do néon, sobretudo em caixas de madeira, que propõem um exterior de austeridade contrastante com a encenação do seu espaço interior, tratado com traços luminosos de néon, pintura, colagens e objectos desviados do sentido que lhes é conferido pela sua função tradicional.
Embora a sua obra tenha actualmente uma visibilidade bastante mais significativa noutros países, José de Guimarães foi objecto de duas grandes exposições da sua pintura e da sua escultura em Portugal, na Fundação Calouste Gulbenkian e na Fundação de Serralves.
Em 2001 teve lugar uma importante retrospectiva (1960-2001) na Cordoaria Nacional de Lisboa.
Em 2003, a Fundação Caixanova promoveu em Espanha uma exposição itinerante da sua obra e, em 2005, a Fundação Cultural do SESI - FIESP de São Paulo dedicou-lhe uma exposição antológica com o título O Imaginário de José de Guimarães.
Em 2006 o Museu Afro Brasil de São Paulo, organizou a Exposição África e Africanias de José de Guimarães. Um ano mais tarde, apresentou "China África América" no Today Art Museum - Beijing e, também no Parque Européen de la Sculpture, em Bruxelas, a exposição intitulada "Vozes Nómadas".
Em 2008 expôs no Museo Wurth La Rioja, em Espanha, "José de Guimarães: Mundos, Cuerpo y Alma" e, na Galeria Quadrado Azul Lisboa a exposição Brasil que, iconograficamente nos remete para a passagem do artista pelo Brasil, e o reencontro com África, origem do seu projecto artístico.
Em Outubro de 2008 inaugurou no Design Center de Lisboa a exposição Arte Urbana. Recentemente foi distinguido com o Prémio Escultura 2008 Doutor Gustavo Cordeiro Ramos da Academia Nacional de Belas Artes.

Sucatas e telas se transformam em obras de arte

Sucatas, telas, pinturas. Essas são as principais ferramentas que o artista Inácio Cordeiro, conhecido como I. Cordeiro, utiliza para transformar suas inspirações em obras de arte. Em um único espaço, o pintor trabalha com temas como: tempo, música, cultura local, entre outros. É através da pintura de telas e confecções de esculturas, que o artista diz expressar seu produto final: arte. A mistura de cores e sucatas reaproveitadas dão formas aos desenhos e esculturas, que segundo o artista, provém de suas inspirações advindas dos seus próprios sentimentos.


Para mostrar sua arte, I Cordeiro esteve no Palácio das Artes, em Barreiras, para mostrar seu trabalho e incentivar as pessoas a prestigiá-las. Na sua avaliação, as pessoas ainda não possuem a cultura de adquirir uma obra de arte. Ele afirma que faz as peças por amor e acredita que seu trabalho será reconhecido.


Natural de São Desidério - BA, Cordeiro começou a pintar aos 12 anos e há 20 está na cidade trabalhando com comunicação visual, segundo ele, também inspirado em suas obras. Ele diz que costuma criar suas próprias peças, inspirado em artistas como: Van Gogh e Jackson Pollock.


As peças estão em exposição no Palácio das Artes, em Barreiras. Quem se interessar pelas obras do artista, pode entrar em contato pelos telefones: (77) 3611-8285 e (77) 9971-2442

A arte do Egito no tempo dos Faraós

Entre os meses de maio e julho a cidade de São Paulo será palco da exposição pioneira. Trata-se da mostra "A Arte no Egito no Tempo dos Faraós", em que pela primeira vez estarão expostas no Brasil 56 peças da milenar civilização do Egito Antigo, trazidas diretamente do acervo do Museu do Louvre em Paris.



A exposição faz um panorama da arte durante 3.000 anos de uma das primeiras civilizações da história.
Inserido no contexto do Modo de Produção Asiático, o Egito antigo conviveu com as outras civilizações localizadas nas proximidades do Mediterrâneo Oriental consideradas as primeiras da história, como as que se desenvolveram na Mesopotâmia e na Palestina, além de fenícios e persas.
O estudo da história egípcia nos tempos modernos, começou com a descoberta da pedra de Rosetta e a interpretação dos hieróglifos pelo historiador francês Jean François Champollion (1790-1832), que em 1826 pediu ao rei Carlos X, da França, para começar uma coleção de antiguidades egípcias no Louvre, que hoje conta com mais de 60 mil itens.



A evolução política do Egito tem como antecedente a formação dos nomos (pequenas unidades políticas formadas pelas comunidades sedentarizadas nas margens do rio Nilo), que se unificaram formando dois reinos distintos no sul e no norte.
Por volta de 3200 a.C. o faraó Menés conseguiu unificar os dois reinos, estabelecendo a capital em Tinis, o que marca o início da fase do Antigo Império Egípcio. Nessa fase, entre 2700 e 2600 a.C., foram construídas as gigantescas pirâmides de Gizé, atribuídas aos faraós Queóps, Quefrém e Miquerinos e a capital do império foi transferida para Menfis.
Após um breve período em que perderam parte do poder para os nomarcas, os faraós voltaram a se fortalecer, iniciando o Médio Império, que partindo da nova capital Tebas, conquistou a Palestina e a Núbia. Esse período é também marcado pela chegada dos hebreus em 1800 a.C. e pela invasão dos hicsos, que dominaram o Egito até o início do Novo Império em 1580 a.C.


LOCAL E DATA DA EXPOSIÇÃO
Museu de Arte Brasileira da FAAP, Rua Alagoas, 903
Tel. (11) 3662-1662
De terça a sexta, das 10h às 21h.
Sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h.
Entrada gratuita

Leilão promete parar Paris


Picasso, Matisse, Mondrian e Yves Saint Laurent são artistas de áreas bem diferentes mas que vão se misturar nesta segunda-feira (23/02), data do leilão mais esperado de muitos anos em Paris, na Grand Palais. Depois da morte do estilista francês, ocorrida no ano passado, o seu companheiro, Pierre Bergé decidiu colocar a venda todo o espólio reunido pelos dois durante mais de 50 anos de vida em comum.

Em Paris não se fala em outra coisa, e o termo mais usado é "venda do século". São 733 obras de arte que abrangem telas de Picasso, Brancusi, Matisse e Mondrian, esculturas, móveis Art Déco, tapeçarias e outros itens num valor total que pode chegar a até 300 milhões de euros. Os objetos, em exposição para o grande público durante o final de semana, serão leiloados em sessão fechada já esgotada para 1200 colecionadores.


Até o governo da China se manifestou, exigindo que duas esculturas em broze sejam devolvidas à China de onde teriam sido roubadas durante a Guerra do Ópio, por tropas franco-britânicas, durante saques. A Associação para a Proteção da Arte Chinesa na Europa pede na Justiça que o leilão seja suspenso o que pode acontecer pouco antes de seu início.


A direção da Christie´s já anuncou que toda a coleção Bergé-Saint Laurent está dentro das normas internacionais e que os proprietários adquiriu as peças legalmente. Por outro lado, Pierre Bergé assumiu que doaria as duas peças de bronze caso o governo chinês passasse a respeitar os Direitos Humanos, saísse do Tibete e aceitasse o Dalai Lama em seu território. "Trata-se de uma chantagem e eu assumo", reconhece o companheiro de Yves Saint Laurent.


"Significado"


Apesar de parecer estranha, a decisão do companheiro de Yves Saint Laurent tem a sua razão de ser. De acordo com Pierre Bergé, depois da morte do estilista "a coleção perdeu uma grande parte do seu significado" e por isso coloca tudo a venda sem arrependimento. Aliás, não tudo, já que Bergé ficou com apenas uma peça, que não é a mais valiosa nem necessariamente a mais bela: trata-se da primeira escultura que comprou em conjunto com Saint Laurent, em 1965. No entanto, para o empresário Pierre Bergé, o catálogo do leilão, que reúne em dez quilos todo um trabalho de 50 anos de pesquisa e de compras, é a principal lembrança do seu feito com o famoso estilista.


Na última sexta-feira (20/02), uma tapeçaria de Burne-Jones do lote 93 estimada em cerca de 500 mil euros, foi retirada do leilão e oferecida por Bergé ao Musée d´Orsay em Paris. Coisa pequena para um evento que pode atrair até 500 milhões de euros e trouxe os maiores negociantes de arte do mundo para a capital francesa.


O dinheiro arrecadado com a venda vai para a Fundação Bergé-Saint Laurent e para pesquisa médica contra a Aids.

Coleção de arte de Yves Saint Laurent vai a leilão em Paris

A vasta coleção de móveis, obras de arte, antiguidades e objetos raros do estilista francês Yves Saint Laurent, morto em junho passado, será leiloada na semana que vem em Paris.

A coleção Yves Saint Laurent

Yves Saint Laurent criou em sua casa um 'gabinete de curiosidades' para abrigar peças de sua coleção. O buda que decora o local é da dinastia Ming. A coleção, que será leiloada pela Christie's, foi estimada entre 200 e 300 milhões de euros.

"Se o leilão ultrapassar 200 milhões de euros, será a maior venda de uma coleção unitária já realizada até hoje", afirmou François Curiel, presidente da Christie's na Europa.

Durante cerca de 40 anos, Yves Saint Laurent e seu companheiro, Pierre Bergé - co-fundador e ex-presidente da famosa grife que leva o nome do estilista - reuniram peças que poderiam estar expostas em coleções de museus.

Ao todo, serão leiloados em Paris 733 obras, entre quadros de arte moderna e pinturas do século 19, móveis art déco raros, bronzes barrocos, pratarias dos séculos 16 e 17, antiguidades arqueológicas, arte asiática e outros objetos preciosos.

A grande maioria das obras da coleção abrange seis séculos de história da arte. É justamente essa mistura de épocas e estilos e a importância de muitas obras, além do excelente estado de conservação, que caracterizam a coleção, tida como excepcional.

Especialistas do mercado de arte estimam que é praticamente impossível refazer uma coleção pessoal desse porte nos dias de hoje.

Peças famosas

Entre os quadros estão telas de Picasso, Matisse, Mondrian, Goya, e De Chirico.

O leilão será realizado no prestigioso museu do Grand Palais, em Paris. Só os cenários montados para apresentar os lotes de peças custaram 1 milhão de euros.

A coleção de Yves Saint Laurent também inclui antiguidades, como um sarcófago egípcio do século 4 a.C. e um torso de mármore romano datado dos séculos 1 e 2, que decorava a majestosa entrada do apartamento de Saint Laurent, na rue Babylone, em Paris.

Entre as obras a serem colocadas sob o martelo estão duas raríssimas esculturas de bronze chinesas - de uma cabeça de coelho e outra de rato, da dinastia Qing (século 18) - que foram alvo de grande polêmica depois que o governo chinês exigiu sua devolução.

O catálogo do leilão reúne cinco volumes que, ao todo, pesam 10 quilos e têm 1,8 mil páginas. Para produzir os 7 mil exemplares, que custam 200 euros cada, foram gastos 1,6 milhão de euros.

Segundo Pierre Bergé, a renda obtida com a venda será utilizada para criar uma fundação de pesquisas sobre Aids e outras doenças.

A coleção ficará aberta ao público no Grand Palais, em Paris, entre o próximo sábado e o dia 23 de Março de 2009, data do início do leilão.

Academia francesa de artes distingue Fernando Ruas

O presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, recebe em Maio a medalha de ouro da Société Académique des Arts, Sciences et Lettres (França), que distingue figuras que se evidenciem nos campos das artes, ciências e letras. A Autarquia de Viseu foi esta quinta-feira informada que o galardão máximo vai ser atribuído ao presidente, a 10 de Maio, em Paris.
Fundada em 1915, a academia francesa distingue personalidades de todas as nacionalidades, que se tenham destacado no âmbito das artes (pintura, escultura, música, arquitectura, entre outras); ciências (medicina, física, biologia, entre outras; e letras (escritores, historiadores, entre outros).
Fernando Ruas é "o primeiro português a ser galardoado com a medalha de ouro" da Académique des Arts, Sciences et Lettres, que já distinguiu os cantores Mariza e Rui Veloso com a medalha vermelha. O autarca de Viseu, que é também o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, mostrou-se "surpreendido" com a distinção.
"Não estava à espera. Fiquei espantado, porque este é um prémio que já foi entregue várias figuras, de diferentes campos, entre as quais consta Marie Curie, que para mim é uma figura mítica", considerou. O autarca recordou que recentemente foi "distinguido por uma universidade polaca, juntamente com o Instituto Camões, com um galardão pelo contributo para a dinamização da Língua Portuguesa".
"Não sei se isto terá alguma ligação e se as pessoas tiveram conhecimento deste galardão. É possível que as instituições falem umas com as outras", acrescentou.
A medalha de ouro será entregue em França, onde refere já ter "recebido alguns mimos".