Não é uma proposta para quem vai aproveitar o fim-de-semana ao sol, a não ser que leve o portátil, mas para quem vai ficar por casa mas com intenções de voar mais alto. A lista de artistas presentes no Museu Virtual de Arte Brasileira é simpática e os trabalhos que pode visualizar também, sempre acompanhados da respectiva informação de enquadramento. À pintura e escultura juntam-se nesta plataforma textos e vídeos que permitem conhecer um pouco mais da cultura brasileira. Museu Virtual de Arte Brasileira
Não é uma proposta para quem vai aproveitar o fim-de-semana ao sol, a não ser que leve o portátil, mas para quem vai ficar por casa mas com intenções de voar mais alto. A lista de artistas presentes no Museu Virtual de Arte Brasileira é simpática e os trabalhos que pode visualizar também, sempre acompanhados da respectiva informação de enquadramento. À pintura e escultura juntam-se nesta plataforma textos e vídeos que permitem conhecer um pouco mais da cultura brasileira. Louvre inaugurou há 20 anos a sua pirâmide de vidro e aço.
Polémica desde o anúncio da sua construção feito pelo então presidente François Mitterrand, a pirâmide que alberga a principal entrada do Louvre é actualmente um ícone de Paris e do museu mais visitado do mundo. Com 21 metros de altura, 34 de largura e assente numa superfície de mil metros quadrados, aquela obra-prima do arquitecto Ieo Ming Pei celebrou ontem os 20 anos da sua inauguração e é agora alvo de um vasto programa de comemorações.
Colóquios, concertos, projecções luminosas, conferências, publicações, sessões de cinema e passeios nocturnos musicais estão entre o rol de actividades que, segundo a agência Efe, terão início no próximo dia 3 de Abril. Com um programa dedicado à juventude e centrado na nova política de entradas gratuitas, em todos museus tutelados pelo Estado francês, oferecidas ao público entre os 18 e os 25 anos. De 7 a 10 de Abril, a artista norte-americana Jenny Holzer vai projectar vários poemas luminosos nas fachadas do museu.
A 8 de Abril vai ser homenageado Ieo Ming Pei - o arquitecto sino-americano (nascido em Cantão, em 1917), que em 1983 conquistou o Prémio Pritzker, autor de obras como o principal terminal do aeroporto JFK (Nova Iorque), o Rock n'Roll Hall of Fame (em Cleveland, também nos EUA) e o Museu de Arte Moderna do Luxemburgo.
Pei será um dos projectistas presentes num debate sobre arquitectura de museus, que contará com a participação de Rafael Moneo e Jean-Michel Wilmotte (autor da remodelação do Museu do Chiado, em Lisboa).
Pelo Museu do Louvre passaram em 2008, de acordo com os números divulgados pelo The Art Newspaper, 8,5 milhões de visitantes (o segundo mais visitado foi o British Museum, em Londres, com 5,93 milhões de pessoas). Um caso bem sucedido de integração da arquitectura contemporânea numa zona histórica, graças à "profunda redefinição da imagem pública e dos seus usos sociais", referem os promotores.
Rematado pela emblemática pirâmide de vidro e aço, o plano de Pei para o 'Grand Louvre' , que passou também pela requalificação do Jardim das Tulherias, foi tudo menos pacífico. Sofreu, por isso, várias alterações, como a redução do tamanho da pirâmide ou a retirada do projecto do grande corredor semi-subterrâneo por onde deveriam entrar, segundo as estimativas 4,5 milhões de pessoas por ano.
O plano implicou mesmo a realização de escavações arqueológicas na chamada Cour Napoléon, onde foi criada a ligação, no subsolo, entre as três alas do edifício em 'U'. Palácio Real fundado por Carlos V no século XIV, o Louvre, recorde-se, foi transformado em museu em 1793, quatro anos depois da Revolução Francesa.
Repartidas pelas alas Denon, Richelieu e Sully, as 300 salas do museu acolhem actualmente 55 mil peças (de um acervo que ascende às 450 mil), de antiguidades da Grécia, Roma e Antigo Egipto à Arte Islâmica, Escultura, Artes Decorativas ou Desenho. Sem esquecer, claro, a importantíssima colecção de Pintura, que tem como vedeta a famosa Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci, principal atracção do Louvre e grande responsável pelas filas que diariamente se formam em redor da pirâmide.
O Museu Reina Sofia de Madrid em época de mudanças históricas

É um corte com a actual lei orgânica do museu, que estabelece a baliza no ano de nascimento de Pablo Picasso. E já se estão a criar sinergias: o Museu do Prado já pôs à disposição duas séries de gravuras assinadas por Goya - Os Caprichos e Desastres de Guerra. Se assim o desejar, Manuel Borja-Villel, o director do Reina Sofia que tomou posse em finais de 2007, prometendo uma era de mudança, está agora à vontade para as integrar como depósito nas colecções do seu museu.
Não é uma pequena mudança de estratégia, mais uma redefinição identitária de fundo: Borja-Villel deixou-se inspirar pelos modelos de associação livre de imagens do conhecido historiador alemão Aby Warburg (1866-1929) e, com a sua nova estratégia, quer contar "a história da arte a partir de Espanha" sem medo de anacronismos e confrontos.
Em vez de uma grande narrativa, um arquipélago de micronarrativas com o cinema e a fotografia a entrar em força: na nova vida do museu, 39 salas em seis mil metros quadrados vão seguir esta lógica idiossincrática, pensando-se, por exemplo, que o negrume de Goya deverá "explicar" a obra de Gutiérrez Solana, que Buster Keaton poderá "explicar" aspectos do cubismo e que as Três Figuras de Dalí fazem todo o sentido lado a lado com uma projecção de Un Chien Andalou, de Luis Buñuel.
Borja-Villel diz que é um modelo único: "Nenhum museu de arte moderna do mundo faz isto. Digo-o como facto objectivo", explicou à imprensa espanhola.
Precisamente, One Week, o filme de 1920 de Keaton em que uma casa se decompõe em vários planos sob a força do vento, surgirá lado a lado com pinturas ligadas ao cubismo, da mesma forma que La Guerre est Finie (1966), de Alain Resnais, surgirá como símbolo de um momento de ruptura histórico, anunciando as salas dedicadas à produção artística posterior a 1960, agora no piso térreo e no primeiro andar do edifício do museu assinado por Nouvel, em vez de no quarto andar do edifício antigo.
Nas palavras de Borja-Villel, esta era uma decisão incontornável: "Era necessário fazer um salto físico, de um edifício a outro, para marcar a distância, a ruptura que se segue aos anos 50, a década de ouro da arte espanhola, que podia ter sido e não foi".
Ainda segundo o director do museu, o novo plano de aquisições terá como objectivo essencial colmatar lacunas sobretudo no que toca às décadas posteriores a 1960. Recentemente, o museu comprou, por exemplo, três cabeças do escultor italiano Medardo Rosso, "vários Picabias, três objectos de Marcel Duchamp, um Tàpies e muita obra contemporânea".
José de Guimarães participa, a partir de quarta-feira, na Feira Art Paris

José de Guimarães vive e trabalha entre Lisboa e Paris, desde 1995.
A passagem por Angola numa comissão de serviço militar entre a década de 60 e 70 do século passado tornar-se-ia um vector determinante na definição do seu vocabulário artístico. Foi o contacto com especialistas em etnologia africana que o conduziu à compreensão de uma simbologia existente em muitas peças de arte negra e sugeriu-lhe um projecto artístico movido por uma tentativa de osmose entre duas formas de expressão plástica, europeia e africana.
Mas se na primeira década de produção artística se baseia em África, nos mais de quarenta anos de carreira, encontram-se séries completas dedicadas à filosofia e às culturas chinesa e japonesa, à arte de Rubens, à literatura de Camões ou à concepção particular da morte no México.
Nos últimos anos, verifica-se que o seu percurso reflecte uma vocação de formas e figuras tendencialmente mais cosmopolita, tendo a sua expressão plástica vindo a acentuar a convivência de todos os vectores dominantes num longo percurso artístico.
Tem também vindo a privilegiar a utilização do néon, sobretudo em caixas de madeira, que propõem um exterior de austeridade contrastante com a encenação do seu espaço interior, tratado com traços luminosos de néon, pintura, colagens e objectos desviados do sentido que lhes é conferido pela sua função tradicional.
Embora a sua obra tenha actualmente uma visibilidade bastante mais significativa noutros países, José de Guimarães foi objecto de duas grandes exposições da sua pintura e da sua escultura em Portugal, na Fundação Calouste Gulbenkian e na Fundação de Serralves.
Em 2001 teve lugar uma importante retrospectiva (1960-2001) na Cordoaria Nacional de Lisboa.
Em 2003, a Fundação Caixanova promoveu em Espanha uma exposição itinerante da sua obra e, em 2005, a Fundação Cultural do SESI - FIESP de São Paulo dedicou-lhe uma exposição antológica com o título O Imaginário de José de Guimarães.
Em 2006 o Museu Afro Brasil de São Paulo, organizou a Exposição África e Africanias de José de Guimarães. Um ano mais tarde, apresentou "China África América" no Today Art Museum - Beijing e, também no Parque Européen de la Sculpture, em Bruxelas, a exposição intitulada "Vozes Nómadas".
Em 2008 expôs no Museo Wurth La Rioja, em Espanha, "José de Guimarães: Mundos, Cuerpo y Alma" e, na Galeria Quadrado Azul Lisboa a exposição Brasil que, iconograficamente nos remete para a passagem do artista pelo Brasil, e o reencontro com África, origem do seu projecto artístico.
Em Outubro de 2008 inaugurou no Design Center de Lisboa a exposição Arte Urbana. Recentemente foi distinguido com o Prémio Escultura 2008 Doutor Gustavo Cordeiro Ramos da Academia Nacional de Belas Artes.
Sucatas e telas se transformam em obras de arte

Sucatas, telas, pinturas. Essas são as principais ferramentas que o artista Inácio Cordeiro, conhecido como I. Cordeiro, utiliza para transformar suas inspirações em obras de arte. Em um único espaço, o pintor trabalha com temas como: tempo, música, cultura local, entre outros. É através da pintura de telas e confecções de esculturas, que o artista diz expressar seu produto final: arte. A mistura de cores e sucatas reaproveitadas dão formas aos desenhos e esculturas, que segundo o artista, provém de suas inspirações advindas dos seus próprios sentimentos.
Para mostrar sua arte, I Cordeiro esteve no Palácio das Artes, em Barreiras, para mostrar seu trabalho e incentivar as pessoas a prestigiá-las. Na sua avaliação, as pessoas ainda não possuem a cultura de adquirir uma obra de arte. Ele afirma que faz as peças por amor e acredita que seu trabalho será reconhecido.
Natural de São Desidério - BA, Cordeiro começou a pintar aos 12 anos e há 20 está na cidade trabalhando com comunicação visual, segundo ele, também inspirado em suas obras. Ele diz que costuma criar suas próprias peças, inspirado em artistas como: Van Gogh e Jackson Pollock.
As peças estão em exposição no Palácio das Artes,
A arte do Egito no tempo dos Faraós
Entre os meses de maio e julho a cidade de São Paulo será palco da exposição pioneira. Trata-se da mostra "A Arte no Egito no Tempo dos Faraós", em que pela primeira vez estarão expostas no Brasil 56 peças da milenar civilização do Egito Antigo, trazidas diretamente do acervo do Museu do Louvre em Paris.

A exposição faz um panorama da arte durante 3.000 anos de uma das primeiras civilizações da história.
Inserido no contexto do Modo de Produção Asiático, o Egito antigo conviveu com as outras civilizações localizadas nas proximidades do Mediterrâneo Oriental consideradas as primeiras da história, como as que se desenvolveram na Mesopotâmia e na Palestina, além de fenícios e persas.
O estudo da história egípcia nos tempos modernos, começou com a descoberta da pedra de Rosetta e a interpretação dos hieróglifos pelo historiador francês Jean François Champollion (1790-1832), que em 1826 pediu ao rei Carlos X, da França, para começar uma coleção de antiguidades egípcias no Louvre, que hoje conta com mais de 60 mil itens.

A evolução política do Egito tem como antecedente a formação dos nomos (pequenas unidades políticas formadas pelas comunidades sedentarizadas nas margens do rio Nilo), que se unificaram formando dois reinos distintos no sul e no norte.
Por volta de 3200 a.C. o faraó Menés conseguiu unificar os dois reinos, estabelecendo a capital em Tinis, o que marca o início da fase do Antigo Império Egípcio. Nessa fase, entre 2700 e 2600 a.C., foram construídas as gigantescas pirâmides de Gizé, atribuídas aos faraós Queóps, Quefrém e Miquerinos e a capital do império foi transferida para Menfis.
Após um breve período em que perderam parte do poder para os nomarcas, os faraós voltaram a se fortalecer, iniciando o Médio Império, que partindo da nova capital Tebas, conquistou a Palestina e a Núbia. Esse período é também marcado pela chegada dos hebreus em 1800 a.C. e pela invasão dos hicsos, que dominaram o Egito até o início do Novo Império em 1580 a.C.
LOCAL E DATA DA EXPOSIÇÃO
Museu de Arte Brasileira da FAAP, Rua Alagoas, 903
Tel. (11) 3662-1662
De terça a sexta, das 10h às 21h.
Sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h.
Entrada gratuita
Leilão promete parar Paris

Em Paris não se fala em outra coisa, e o termo mais usado é "venda do século". São 733 obras de arte que abrangem telas de Picasso, Brancusi, Matisse e Mondrian, esculturas, móveis Art Déco, tapeçarias e outros itens num valor total que pode chegar a até 300 milhões de euros. Os objetos, em exposição para o grande público durante o final de semana, serão leiloados em sessão fechada já esgotada para 1200 colecionadores.
Até o governo da China se manifestou, exigindo que duas esculturas em broze sejam devolvidas à China de onde teriam sido roubadas durante a Guerra do Ópio, por tropas franco-britânicas, durante saques. A Associação para a Proteção da Arte Chinesa na Europa pede na Justiça que o leilão seja suspenso o que pode acontecer pouco antes de seu início.
A direção da Christie´s já anuncou que toda a coleção Bergé-Saint Laurent está dentro das normas internacionais e que os proprietários adquiriu as peças legalmente. Por outro lado, Pierre Bergé assumiu que doaria as duas peças de bronze caso o governo chinês passasse a respeitar os Direitos Humanos, saísse do Tibete e aceitasse o Dalai Lama em seu território. "Trata-se de uma chantagem e eu assumo", reconhece o companheiro de Yves Saint Laurent.
"Significado"
Apesar de parecer estranha, a decisão do companheiro de Yves Saint Laurent tem a sua razão de ser. De acordo com Pierre Bergé, depois da morte do estilista "a coleção perdeu uma grande parte do seu significado" e por isso coloca tudo a venda sem arrependimento. Aliás, não tudo, já que Bergé ficou com apenas uma peça, que não é a mais valiosa nem necessariamente a mais bela: trata-se da primeira escultura que comprou em conjunto com Saint Laurent, em 1965. No entanto, para o empresário Pierre Bergé, o catálogo do leilão, que reúne em dez quilos todo um trabalho de 50 anos de pesquisa e de compras, é a principal lembrança do seu feito com o famoso estilista.
Na última sexta-feira (20/02), uma tapeçaria de Burne-Jones do lote 93 estimada em cerca de 500 mil euros, foi retirada do leilão e oferecida por Bergé ao Musée d´Orsay em Paris. Coisa pequena para um evento que pode atrair até 500 milhões de euros e trouxe os maiores negociantes de arte do mundo para a capital francesa.
O dinheiro arrecadado com a venda vai para a Fundação Bergé-Saint Laurent e para pesquisa médica contra a Aids.
Coleção de arte de Yves Saint Laurent vai a leilão em Paris
A vasta coleção de móveis, obras de arte, antiguidades e objetos raros do estilista francês Yves Saint Laurent, morto em junho passado, será leiloada na semana que vem em Paris.
A coleção Yves Saint Laurent

"Se o leilão ultrapassar 200 milhões de euros, será a maior venda de uma coleção unitária já realizada até hoje", afirmou François Curiel, presidente da Christie's na Europa.
Durante cerca de 40 anos, Yves Saint Laurent e seu companheiro, Pierre Bergé - co-fundador e ex-presidente da famosa grife que leva o nome do estilista - reuniram peças que poderiam estar expostas em coleções de museus.
Ao todo, serão leiloados em Paris 733 obras, entre quadros de arte moderna e pinturas do século 19, móveis art déco raros, bronzes barrocos, pratarias dos séculos 16 e 17, antiguidades arqueológicas, arte asiática e outros objetos preciosos.
A grande maioria das obras da coleção abrange seis séculos de história da arte. É justamente essa mistura de épocas e estilos e a importância de muitas obras, além do excelente estado de conservação, que caracterizam a coleção, tida como excepcional.
Especialistas do mercado de arte estimam que é praticamente impossível refazer uma coleção pessoal desse porte nos dias de hoje.
Peças famosas
Entre os quadros estão telas de Picasso, Matisse, Mondrian, Goya, e De Chirico.
O leilão será realizado no prestigioso museu do Grand Palais, em Paris. Só os cenários montados para apresentar os lotes de peças custaram 1 milhão de euros.
A coleção de Yves Saint Laurent também inclui antiguidades, como um sarcófago egípcio do século 4 a.C. e um torso de mármore romano datado dos séculos 1 e 2, que decorava a majestosa entrada do apartamento de Saint Laurent, na rue Babylone, em Paris.
Entre as obras a serem colocadas sob o martelo estão duas raríssimas esculturas de bronze chinesas - de uma cabeça de coelho e outra de rato, da dinastia Qing (século 18) - que foram alvo de grande polêmica depois que o governo chinês exigiu sua devolução.
O catálogo do leilão reúne cinco volumes que, ao todo, pesam 10 quilos e têm 1,8 mil páginas. Para produzir os 7 mil exemplares, que custam 200 euros cada, foram gastos 1,6 milhão de euros.
Segundo Pierre Bergé, a renda obtida com a venda será utilizada para criar uma fundação de pesquisas sobre Aids e outras doenças.
A coleção ficará aberta ao público no Grand Palais, em Paris, entre o próximo sábado e o dia 23 de Março de 2009, data do início do leilão.
Academia francesa de artes distingue Fernando Ruas
Fundada em 1915, a academia francesa distingue personalidades de todas as nacionalidades, que se tenham destacado no âmbito das artes (pintura, escultura, música, arquitectura, entre outras); ciências (medicina, física, biologia, entre outras; e letras (escritores, historiadores, entre outros).
Fernando Ruas é "o primeiro português a ser galardoado com a medalha de ouro" da Académique des Arts, Sciences et Lettres, que já distinguiu os cantores Mariza e Rui Veloso com a medalha vermelha. O autarca de Viseu, que é também o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, mostrou-se "surpreendido" com a distinção.
"Não estava à espera. Fiquei espantado, porque este é um prémio que já foi entregue várias figuras, de diferentes campos, entre as quais consta Marie Curie, que para mim é uma figura mítica", considerou. O autarca recordou que recentemente foi "distinguido por uma universidade polaca, juntamente com o Instituto Camões, com um galardão pelo contributo para a dinamização da Língua Portuguesa".
"Não sei se isto terá alguma ligação e se as pessoas tiveram conhecimento deste galardão. É possível que as instituições falem umas com as outras", acrescentou.
A medalha de ouro será entregue em França, onde refere já ter "recebido alguns mimos".
Heimo Zobernig
Projectos do artista austríaco são colocados em diálogo com obras da colecção do CAM e peças da colecção da Tate St. Ives. Até 24 de Maio no Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.Feita em parceria com a Tate St. Ives, a exposição apresenta obras produzidas nos últimos 25 anos por Heimo Zobernig (n.1958, Mauthen), que utiliza escultura, vídeo, pintura, instalação, intervenção arquitectónica e performance, e que tem vindo a desenvolver o seu trabalho desde os anos 80. É um dos mais significativos artistas europeus a trabalhar na actualidade.
Mas os projectos apresentados não serão expostos "sozinhos", o artista escolheu obras de referência pertencentes a duas colecções - do próprio Centro de Arte Contemporânea e da Tate St.Ives - para alinharem com as suas. O comissário da exposição é Jürgen Bock, alemão radicado em Portugal há vários anos.
Exposição em Berlim foca viés político na arte minimalista
Distantes da máxima cunhada por Frank Stella (What you see is what you see / O que você vê é o que você vê), que serviu de guia para a minimal art dos anos 1960, as 32 obras expostas em Berlim fazem uso de formas geométricas, abstratas e reduzidas "ao mínimo". O propósito, contudo, difere essencialmente daquele dos artistas que se negavam a qualquer compromisso político ou relação direta com a realidade.
Esse "pós-minimalismo" não está isento de uma carga política, já que as obras em questão se referem à miséria, exclusão e discriminação. O curador Klaus Biesenbach (um dos fundadores do espaço Kunst-Werke e atualmente curador do MoMA em Nova York), fez questão de reunir trabalhos que optam pelo formalismo para embrulhar um teor político.
Ou que fazem uso de uma linguagem não tradicionalmente narrativa para contar, por exemplo, as mazelas sofridas pelas vítimas do genocídio em Ruanda, como na obra de Alfredo Jaar. Ou para criticar o papel delegado à mulher na sociedade, como nos quadros de ferro esmaltados nas cores azul, rosa e amarelo (Rosemarie Trockel), que sustentam enormes trempes de um fogão elétrico.
Bildunterschrift: 'Sem Título', obra da alemã Rosemarie Trockel (1992)
Os contextos a que essas obras se referem são os mais variados, indo desde o amontoado de papéis brancos que leva o nome de Sem Título (Passaporte), do já falecido Felix Gonzales Torres, até os desmembrados tanques de guerra, usados para o tráfico de combustível na fronteira turco-iraquiana e que compõem o trabalho do coletivo turco xurban_collective.
No caso de várias obras, a associação "política" só se torna possível a partir de uma análise do título ou de uma explicação do artista a respeito do processo de constituição da obra. À primeira vista estéreis e limpos, esses trabalhos só permitem uma leitura mais precisa numa segunda abordagem.
Como no caso de Enterro (1999), da mexicana Teresa Margolles: uma escultura de cimento que guarda os restos mortais de um feto. Algo que o observador só percebe, ou melhor, só "fica sabendo" ao ler a explicação da própria artista: impossibilitados de pagar o enterro da criança nascida morta, seus familiares doaram à Margolles o feto, para que sua escultura servisse pelo menos de memorial à mais essa vítima da pobreza e miséria.
O branco asséptico que remete à lama
Nos trabalhos expostos, percebe-se, de toda forma, a suspensão da dicotomia political x minimal, num contexto em que um cubo asséptico e branco pode sem problemas remeter à podridão, à lama e à violência. Essa reordenação do conceito de minimal art fica também clara nas milhares de moscas mortas coladas por Damien Hirst numa tela que está dependurada "como uma pintura" nas paredes do Kunst-Werke. Ou no trabalho de Taryn Simon, em que o rosto de Bill Gates pode, a duras penas, ser identificado num quadrado negro que lembra o cubo de Kasimir Malewitsch.
Bildunterschrift: 'Sphères 2' (2006), de Adel Abdessemed: arame farpado fala por si
É possível falar até de um aprisionamento do político pela geometria minimalista, embora o discreto charme dessas 32 obras esteja exatamente nesse limiar entre o estético e o político, nesse mecanismo de subenteder e sugerir, sem, contudo, agredir ou ser demasiado explícito.
Além do papel empilhado Sem Título (Passaporte) de Felix Gonzales Torres, outro dos trabalhos mais contundentes é o arame farpado do argelino Abel Abdessemeds, que esconde, por detrás de uma estrutura reluzente e redonda, a realidade cruel das zonas fronteiriças e dos campos de prisioneiros espalhados pelo mundo.
Não à ditadura da eficiência
Entre as poucas obras que utilizam vídeos ou pelo menos projeções nessa exposição que não dá lugar a excessos, está Blue (1993), do também já falecido Derek Jarman. Depois de ter ficado cego em consequência de enfermidades acarretadas pela aids, o artista britânico usou seus próprios offs pessoais sobre seu estado emocional naquele momento, ouvidos sobre a "eterna" projeção de uma superfície azul.
E o eficaz Paradox of Praxis (1997), do belga Francis Alÿs, que empurra lentamente, durante horas, um bloco de gelo pelas ruas da Cidade do México, até não sobrar mais nada além de uma pequena poça d' água. "Às vezes, fazer alguma coisa não leva a nada", diz lacônico o texto que acompanha a performance. Com sua sutil e "mínima" alfinetada na apologia ocidental da eficiência, o artista adiciona o político a seu minimalismo. Sem grandes tempestades, só com uma pequena poça d'água.
Há 20 anos, o mundo perdia Salvador Dalí
Ícone do surrealismo, o artista catalão é uma das maiores autoridades da arte contemporânea. Para marcar duas décadas de sua morte, o museu que leva seu nome faz exposição especial."Sou o surrealismo", dizia Salvador Dalí. Egocêntrico, excêntrico, rebelde e provocador, o artista foi um dos expoentes mundiais da arte contemporânea. Na manhã do dia 23 de fevereiro de 1989, morria o homem que, acima de qualquer coisa, tentou – e conseguiu com grande êxito – nunca passar despercebido. Dalí tinha 84 anos e já fazia parte da história universal quando faleceu, há 20 anos, no hospital de sua cidade natal, Figueras, na Espanha.
Para marcar o aniversário de sua morte, o Museu Dalí de Figueras expõe até o dia 18 de março uma das obras mais emblemáticas do artista catalão: A persistência da memória, pintada em 1931, quando Dalí tinha 27 anos. Popularmente conhecido como Os relógios moles, o quadro em que esses objetos parecem derreter-se foi cedido pelo Museu de Arte Moderna de Nova York (Moma).
Bildunterschrift: 'A persistência da memória', uma das mais emblemáticas obras de Dalí"Por que os relógios são moles?", perguntaram certa vez a Dalí, em referência à obra, considerada um ícone do surrealismo. "O importante não é que sejam duros ou moles, e sim que marquem a hora exata", respondeu.
Legado
Para a história, ficou a vida de um homem que alguns consideram um gênio, e outros, um artista extravagante. No entanto, duas décadas depois, seu legado e sua lembrança se mantêm, graças a entidades como a Fundação Gala-Salvador Dalí e sua Casa-Museu, em Port Ligat, o Teatro-Museu de Figueras, onde está enterrado, e a Casa-Museu Castelo Gala-Dalí, em Púbol, onde o artista se recolheu depois da morte de sua musa e companheira, em 1982.
Atualmente, novos títulos presentes nas livrarias lembram o autor. Entre eles ¿Por qué se ataca a la Gioconda? (Por que ataca-se a Monalisa?), uma compilação de textos que Dalí escreveu entre 1927 e 1978, e que publicou na revista francesa Oui. A mesma editora, Siruela, pôs também no mercado outras duas outras obras em sua homenagem: El camino de Dalí (O caminho de Dalí), de Ignacio Gomez de Liaño, e El fenômeno del éxtasis (O fenômeno do êxtase), de Juan José Lahuerta.
Menino mimado
Nascido em 11 de maio de 1904 em Figueras, Dalí nunca foi uma criança comum. "Quando tinha seis anos de idade, eu queria ser cozinheiro e aos sete, Napoleão. Desde então, minha ambição foi aumentando sem parar", escreveu no prólogo de Vida secreta. A morte de um irmão ao qual nunca conheceu e que tinha o mesmo nome, fez com que seus pais o educassem como um menino mimado, consentindo todos os seus caprichos e o superprotegendo.
Bildunterschrift: A obra 'Metamorfose de Narciso'
Descobriu a pintura quase por casualidade, na casa de amigos da família. Sem técnica alguma, começou a pintar quadros com óleo e aquarela, surpreendendo aos que viam seu trabalho.
Seu caráter rebelde fez com que fosse expulso de todos os centros de ensino nos quais se matriculou, entre eles a Academia Real de Belas Artes de São Fernando, em Madri, onde foi matriculado pelo pai, como condição para que pudesse ser pintor.
García Lorca e Buñuel
Sua estadia na capital espanhola marcou sua vida. Ali, experimentou o cubismo e o dadaísmo, e conheceu o poeta Federico García Lorca e o diretor Luis Buñuel, dos quais se tornou amigo íntimo na residência de estudantes. Com Buñuel, realizou os filmes surrealistas Un chien andalou (Um cão andaluz) e L'Âge d'or (A idade de ouro).
Dalí não se dedicou somente à pintura. Sua obra abrange também o cinema, a escultura, o desenho e a escrita. Sua primeira exposição individual de pintura aconteceu em 1925, em Barcelona. Com este acontecimento, Dalí conseguiu chamar a atenção de dois grandes artistas, Pablo Picasso e Joan Miró. Um ano depois, encontrou Picasso em Paris. "Arte somos Picasso e eu", chegou a manifestar.
A imagem estrambótica de Dalí com cabelos compridos e costeletas, vestido com casaco, meias e bombacha, é mundialmente conhecida. "Sabia vender melhor ele mesmo do que sua obra. Foi um ícone da cultura de massa", segundo Javier Pérez Andújar, um de seus biógrafos. "Era um grande pintor, mas não um gênio" e acabou convertendo-se em um "showman obcecado", opina o hispanista irlandês Ian Gibson.
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Dalí e sua musa, Gala
Depois de sua passagem por Paris, onde se integrou no círculo surrealista e se casou com Gala, a musa e companheira com a qual esteve até sua morte - apesar da infidelidade e das manias de ambos - Dalí foi aos Estados Unidos, forçado a deixar a França, em 1940, com o avanço das tropas alemãs. Regressou à Espanha oito anos depois.
Polêmico
Anticomunista radical, apesar de ter circulado pela esquerda em sua juventude, era acusado por alguns de direitista. Contudo, há especialistas que afirmam que Dalí teria sido um oportunista, que utilizou o direitismo para fazer com que o ditador espanhol Francisco Franco lhe deixasse trabalhar em paz.
Outra sombra que ronda a sua figura é atração desmedida que tinha pelo dinheiro. De fato, seus últimos anos estiveram mais marcados pela comercialização de sua obra do que pela inovação da mesma.
Os trabalhos de Dalí se converteram em um negócio mundial, assim como suas falsificações. Dalí se importava tanto com estas cópias ilegítimas que, inclusive, favoreceu suas produções, assinando folhas em branco. Na imitação de sua obra, via uma prova de sua grandeza.
Britânico cria escultura de família Obama em buraco de agulha

Um artista britânico criou uma escultura minúscula da família do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no buraco de uma agulha, para marcar a sua posse. Willard Wigan, da cidade de Birmingham, no norte da Inglaterra, realiza esculpe entre batimentos cardíacos para evitar que a mão trema na hora de moldar e pintar seus personagens. Seu trabalho costuma ser visível apenas através de uma lupa ou microscópio. Ele usa uma lâmina cirúrgica para esculpir em grãos de arroz, fibra de carbono, ouro e nylon.
Wigan usou o pelo de uma mosca morta como pincel para colorir a família americana - Barack, Michelle e suas filhas Malia e Sasha. O artista passou meses criando a peça e disse esperar que ela ainda seja exibida na Casa Branca. "Eu sabia que tinha que fazer uma homenagem nesta grande ocasião", disse o artista. "Isto é algo que eu nunca achei que veria em minha vida", acrescentou Wigan, que é negro. No passado, ele criou esculturas de Elvis Presley, de Branca de Neve e da Última Ceia, com os doze discípulos.
Burle Marx: Um grande amante da arte
Para o amigo inglês Laurence Fleming, autor do livro Roberto Burle Marx, um retrato, o paisagista era a cara do físico Albert Einstein. Quem vê a fotografia do homem de fartos cabelos grisalhos, de bigode e óculos não tarda a compará-lo ao escritor baiano Jorge Amado. Mesmo que as aparências enganem, o certo é que, para quem o conheceu pessoalmente, era um homem de personalidade forte, comunicativo, ao mesmo tempo alegre e sério. Considerado o “pai do paisagismo moderno”, foi ainda desenhista, pintor, tapeceiro, ceramista, escultor e pesquisador, entre outras atividades. Burle Marx nasceu em São Paulo, em 4 de agosto de 1909. Era o quarto filho da pernambucana Cecília Burle, exímia pianista, e do alemão Wilhelm Marx, dono de um curtume, homem culto, amante da música erudita e da literatura europeia. Desde cedo, o menino demonstrou afeto pelos jardins, ao acompanhar Cecília no trato diário de rosas, begônias, antúrios e outras flores dos canteiros da casa. Em 1913, a família se mudou para o Rio de Janeiro. De 1928 a 1929, ele estudou pintura na Alemanha, tendo sido frequentador assíduo do Jardim Botânico de Berlim, onde descobriu, nas estufas, a flora brasileira. Em 1949, com a compra do sítio de 365 mil metros quadrados em Barra de Guaratiba – em 1985, propriedade e acervo foram doados ao governo federal –, Burle Marx organizou uma grande coleção de plantas. Em 1955, fundou a empresa Burle Marx & Cia. Ltda., que cuida de todo o seu legado (projetos paisagísticos), e é dirigida pelo ex-sócio e amigo de quase 30 anos, o arquiteto Haruyoshi Ono. Marx morreu em 4 de junho de 1994, no Rio, vítima de câncer no estômago. Entre seus principais projetos paisagísticos estão ainda o do Parque do Ibirapuera (SP), o do Museu de Arte Moderna (RJ), o Eixo Monumental de Brasília (DF) e o projeto da Embaixada do Brasil em Washington (EUA). Quadros de Matisse e Picasso são roubados em Berlim
Uma exposição de arte em Berlim foi totalmente saqueada durante festas de réveillon na virada de 2008 para 2009. Mais de 30 obras foram roubadas, com o prejuízo chegando a 180 mil euros (aproximadamente R$ 600 mil), segundo estimativas da polícia local. A galeria é de arte privada e tinha 25 quadros de pinturas, gravuras e desenhos de artistas como Pablo Picasso e Henri Matisse. Também havia esculturas do alemão Richard Hess. O arrombamento ocorreu durante a noite de réveillon mas somente na tarde da quinta-feira (1º) a proprietária do estabelecimento, Ulrike Erben, percebeu o fato e alertou a polícia. Os ladrões entraram, aparentemente, por uma entrada nos fundos. A polícia acredita que pelo menos duas pessoas foram necessárias para efetuar o roubo. Oito esculturas foram levadas, uma delas chegando a pesar 50kg. Segundo Erben, os quadros foram em grande parte arrancados das moldutas, deixando muito vidro quebrado na região. Para a polícia de Berlim, este é o maior furto em uma galeria de arte nos últimos anos.A Arte Possível em Portugal
A 8.ª edição da Arte Lisboa, a decorrer até amanhã, poderá ficar marcada como a feira da crise. Espera-se que não e que os resultados contrariem as visões mais pessimistas. Crise à parte, resta ir à FIL (Parque das Nações) e ver o que os artistas fazem.Acontece todos os anos e tem tentado afirmar-se como a plataforma principal do negócio da arte contemporânea em Portugal. A maioria das galerias portuguesas tem mantido a sua presença porque, para uns, trata-se da principal feira em que participam e, para as galerias com currículo internacional, de uma comparência motivada pela esperança de que um dia a feira de Lisboa atinja uma dimensão mais apetecível e dinâmica.Em traços gerais, pode dizer-se que esta edição da feira não traz grandes novidades, o modelo é o possível para Portugal e em termos internos não se pode fazer mais: estão lá quase todas as galerias e quase todos os artistas representativos da "cena" da arte portuguesa têm trabalhos expostos. O crescimento, a acontecer, terá de vir do exterior através da criação de uma rede internacional que traga a Lisboa artistas, galerias, curadores, coleccionadores e críticos cuja presença legitime e afirme esta feira além- -fronteiras. Como é normal neste tipo de acontecimentos, a Arte Lisboa é um lugar de confusão:
Britânico ganha Prêmio Turner de Arte Contemporânea
O artista britânico Mark Leckey conquistou o Prêmio Turner, uma das distinções mais valorizadas - e também mais polêmicas - da Arte Contemporânea, conforme anunciado em cerimônia no Tate Museum de Londres, nesta segunda-feira. Leckey, de 44 anos, único homem entre os quatro finalistas, ganhou o prêmio de 25.000 libras (37.000 dólares), ao qual foi indicado por sua obra "Industrial Light & Magic", que combina cinema, som e escultura.O júri destacou seu trabalho com a imagem, especialmente desenhos animados e curtas-metragens, nos quais aparecem alguns dos mais populares personagens do mundo dos quadrinhos e da animação, como Homer Simpson, o gato Félix e Garfield. Em nota, os jurados saudaram "a natureza inteligente, enérgica e sedutora de seu trabalho". Esse prêmio anual criado em 1984 está aberto a artistas com menos de 50 anos que tenham nascido, trabalhem, ou morem na Grã-Bretanha e que tenham exposto sua obra nos últimos meses.
Sempre acompanhado de polêmicas - e, às vezes, de escândalos -, o Turner Prize contribuiu para consolidar Londres como uma das capitais mundiais da Arte Contemporânea.Nessa edição, o júri independente, que muda todos os anos, selecionou obras que misturam filmes, escultura, vídeos e performances, relegando completamente a pintura, o que gerou um grande rebuliço. Completam a lista de finalistas a britânica Cathy Wilkes, a polonesa Goshka Macuga e Runa Islam, nascida em Bangladesh.
Mais público na ARTE|Lisboa’08
Até ao final do dia, atingimos 17 500 visitantes, ou seja, sensivelmente o mesmo que no ano passado, mas com mais público e menos convidados", disse ao KULTURIART - Ivânia Gallo, directora da ARTE Lisboa – Feira de Arte Contemporânea, cuja oitava edição terminou ontem na FIL, Parque Expo.Em tempos de crise, os coleccionadores retraem-se, mas o público, esse, tem cada vez mais interesse por uma feira onde há de tudo: desde pintura a fotografia, vídeo, instalação, escultura ou graffiti. E entre peças de cento e poucos euros ou um quadro de Paula Rêgo, de 850 mil, há artigos para todas as bolsas. Daí que este ano tenha havido um acréscimo de 11 por cento de visitantes ‘não profissionais’ da área.
Por isso – e apesar de não ter conseguido alcançar a desejada meta dos 20 mil visitantes – Ivânia Gallo diz-se satisfeita com a "melhor edição de sempre da ARTE Lisboa". "Há unanimidade sobre a qualidade das obras que estão expostas", diz, "que justifica que se tenham realizado 200 mil euros em vendas institucionais." Ou seja, as aquisições efectuadas por empresas, por intermédio da organização da Feira.
Quanto às restantes – as que são directamente acordadas entre compradores e galerias – o número será sempre uma incógnita. "As galerias não revelam as verbas dos seus negócios", explica. "A crise sente-se na forma como se compra. Fazem--se mais contas e compra-se menos por impulso. Como em tudo."
Grupo Würth vai criar museu de arte moderna e contemporânea em Sintra em 2010
Manuela dos Santos adiantou ainda à Lusa que o museu que a Würth Portugal irá criar em Sintra, junto à sede da empresa, terá uma área total de 3.500 metros quadrados, com mil metros quadrados de exposição distribuídos por dois pisos, e ainda com um auditório de cerca de 400 lugares e uma área de leitura com biblioteca. O objectivo "é abrir ao público não como um museu da empresa, mas, à semelhança dos outros museus Würth na Europa, como um museu de arte contemporânea destinado a mostrar a colecção principal e dar oportunidade aos jovens artistas emergentes para exporem os seus trabalhos". A abertura do museu em Sintra é vista como "uma expansão do carácter social da empresa em Portugal", salientou. Inaugurado há um ano em Logroño, o Museu Würth La Rioja possui um acervo próprio de uma centena de obras de arte, sobretudo de pintura e escultura de artistas espanhóis, e recebeu neste período cerca de 65 mil visitantes, disse hoje à Agência Lusa a directora do espaço, Silvia Lindner. No Museu Würth La Rioja - com cerca de quatro mil metros quadrados e um orçamento anual de 1,2 milhoes de euros - encerra hoje "José de Guimarães: Mundos, Corpo e Alma", a primeira exposição individual dedicada a um artista, e que recebeu um total de 25 mil visitantes em seis meses, adiantou a directora.
A exposição encerra hoje à tarde com as presenças do ministro da Cultura de Portugal, José António Pinto Ribeiro, o presidente do Governo de La Rioja, Pedro Sanz, e do próprio José de Guimarães. O artista de 69 anos adoptou como pseudónimo o nome da sua cidade natal e esteve nos anos 60 em Angola para cumprir o serviço militar, acabando por ficar no país sete anos, que viriam a ser determinantes para a sua forma de criar e entender a arte.Também as culturas chinesa e japonesa inspiraram José de Guimarães em certos períodos da sua carreira, tendo-se deslocado frequentemente ao Oriente para exposições e criação de obras de arte pública, nomeadamente em Macau. A comunicação, a guerra, o amor, o erotismo e a literatura são temas presentes nos seus trabalhos adquiridos por colecções públicas e privadas a nível nacional e internacional tais como a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação de Serralves, o Museu Nacional de Arte Contemporânea de Madrid, o Rockefeller Art Center (EUA), o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Museu de Arte Moderna de Bruxelas e o Museu de Angola, entre outros. Fundado no pós-guerra no sector da metalo-mecânica, o Grupo Würth possui actualmente 420 empresas em 86 países. Em Portugal a multinacional está representada há 35 anos, com o edifício-sede instalado em Sintra desde 1993.
Ensaio Sobre a Cegueira
Snipose da adpatação do livro do Português José Saramago , Prémio Nobel da Literatura para o cinema: Cada dia que passa aparecem mais pacientes, e esta recém-criada "sociedade de cegos" entra em colapso. Tudo piora quando um grupo de criminosos, mais poderoso fisicamente, se sobrepõe aos fracos, racionando-lhes a comida e cometendo actos horríveis. Há, porém, uma testemunha ocular a este pesadelo: uma mulher, cuja visão não foi afectada por esta praga, que acompanha o seu marido cego para o asilo. Ali, mantendo o seu segredo, ela guia sete desconhecidos que se tornam, na sua essência, numa família. Ela leva-os para fora da quarentena em direcção às ruas deprimentes da cidade, que viram todos os vestígios de uma civilização entrar em colapso. A viagem destes é plena de perigos, mas a mulher guia-os numa luta contra os piores desejos e fraquezas da raça humana, abrindo-lhes a porta para um novo mundo de esperança, onde a sua sobrevivência e redenção final reflectem a tenacidade do espírito humano.![[louvre-nuit.jpg]](http://4.bp.blogspot.com/_aNVo8NrVlhg/SdLSD1AE59I/AAAAAAAAGdk/-NMPxDUOdsU/s1600/louvre-nuit.jpg)




